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NÃO VOU ENCORAJAR OS OUTROS A VOAR.
Bart, não quero interrupções durante a apresentação do Martin.
Estás a matar-me, peixe. Nunca vi nada tão nobre quanto tu, irmão.
UMA TARDE COM ERNEST HEMINGWAY
Mata-me! Não quero saber quem mata quem.
Pescar um peixe, matar um touro, fazer amor com uma mulher.
Viver. Obrigado pela vossa atenção.
Absolutamente brilhante!
Eu cheguei a acreditar que eras o Hemingway. Bravo, Martin.
- Chame-me "pai". - Queres ketchup, pai?
Temos tempo para mais uma apresentação. Bart Simpson?
Tens o resumo de A Ilha do Tesouro?
Se tenho? Que pergunta! Caros colegas, preparem-se para o espetáculo.
O livro que eu li chama-se A Ilha do Tesouro.
É sobre uns piratas
com palas pretas nos olhos e dentes de ouro reluzentes.
E aves verdes nos ombros.
Já disse que foi escrito por Robert Louis Stevenson?
E publicado pela McGraw-Hill.
Então, concluindo, numa escala de um a dez,
sendo dez o máximo, um o mínimo e cinco a média, dou a este livro
um nove.
Têm perguntas? Não? Vou sentar-me.
Bart, leste o livro?
Sinto-me ofendido. Isto é um resumo ou uma caça às bruxas?
Então, podes dizer-nos como se chama o pirata?
Barba Negra, Capitão Nemo, Capitão Gancho, Long John Silver, Barba Azul.
- Barba Azul? - Senta-te. Falamos no fim da aula.
As tuas notas estão a piorar desde o início do período.
- Sabias disto? - Sim, senhora.
- Sabes que temos um teste amanhã? - Sim, senhora.
- Blá-blá-blá. - Sim, senhora.
- Blá-blá-blá. - Sim, senhora.
- Não prestaste atenção ao que eu disse. - Sim, senhora.
O que eu disse?
- Para atinar-me e estudar? - Tiveste sorte.
TERRA DO BARULHO ARCADA
Tome está, avozinha!
Esconde-te! A naftalina mortal. A avó está a dar-me beijinhos!
Atingiste o nível de neto ingrato. Volta a tentar, se tiveres coragem!
Mais uns jogos e vou estudar.
DEIXA-OS COMER O SCRATCHY
A sopa está pronta! Corram ou vai criar crosta.
Odeio crosta na sopa.
Depois do jantar, é hora de estudar.
- Bart, traz-me outra cerveja. - A Lisa tem boas notícias.
- Ele não quer saber, mãe. - Só quero beber enquanto me importo.
Homer! Conta, Lisa.
Tive 100% no teste de vocabulário.
O quê? A sério! Isso é simplesmente... Que dia glorioso!
Lisa, dá-me o teu teste. Vou pô-lo no frigorífico.
Já que aqui estou, mato dois coelhos de uma cajadada.
Tapaste o meu desenho!
Olha para aqueles bigodinhos. Lembrei-me...
É a semana do gorila na televisão.
Não, pai, eu devia...
Gorila, o conquistador. O avô de todos eles.
Bem, talvez mais uma hora.
Não é justo. Só porque ele era diferente.
É hora de estudar.
A estudar até tarde, miúdo? Vai-te a eles.
Muito bem. Agora vamos ao trabalho.
"Capítulo Um: Um sonho de liberdade.
A 15 de setembro de 1620, separatistas da Igreja Anglicana,
alguns a morar na Holanda, deixaram Plymouth, Inglaterra.
O destino deles era..."
Marge, anda cá ver isto.
Ele esforça-se tanto. Porque lhe corre sempre tão mal?
É só um pouco tolo, acho.
Bart, vais perder o autocarro da escola.
Ei, Bart. Pareces assustado.
Não estou pronto para o teste. Podes ter um acidente com o autocarro?
Desculpa, não posso fazê-lo de propósito. Talvez tenhas sorte.
Não entres em pânico. Procura um sobredotado e faz-lhe perguntas.
Aposto que ele voltou a não estudar.
- Agora vai querer as respostas. - É ridículo.
- Bom dia, meninas. - Bom dia, Bart.
Quem quer rever a matéria? Eu pergunto primeiro.
- Qual era o nome do navio dos peregrinos? - O "Spirit of St. Louis".
- Onde desembarcaram? - Em Acapulco.
- Porque deixaram a Inglaterra? - Ratos gigantes.
Fixe. A história está a ganhar vida.
Não sei porque me importo,
mas as informações que acabaste de receber são erróneas.
Estás a dizer...
Um macaco de olhos vendados e um lápis na boca tem mais hipóteses que tu.
Obrigado pela força.
Muito bem. Tirem um e passem para trás.
Pensa, Simpson! Tu pensas melhor sob pressão.
O que foi, Bart?
Nada. Tenho de fazer o teste.
- O que aconteceu, meu querido? - Tenho muitas dores de estômago.
Vejamos. Já ouvi falar nisso.
- Tens dores agudas nos braços? - Nos dois.
- Perda temporária de visão? - Quem disse isso? Aproxime-se.
Sim, querido?
Mais uma. Traz-me uma de duplo cappuccino e chocolate.
A terceira tigela. Acho que estás melhor.
Queres mais alguma coisa?
- Talvez a televisão? - Claro. Homer!
O quê?
Traz a televisão para cima. O Bart recuperou a visão!
Bolas. Também queria ter flebite amoria.
- Todos sabem que estás a fingir. - Então, não digam nada.
- Tens de fazer o teste de história. - Já tomei as minhas precauções.
Milhouse, o que eu perdi?
O Richard espirrou leite pelo nariz.
A sério? E o teste de História? Foi fácil?
O que escreveste na primeira pergunta?
Na segunda? Sim, faz sentido.
Aqui está, Mrs. Krabappel. Vai ter uma agradável surpresa.
Está pior que o exame do Milhouse!
Bart, estou a avisar-te. É a tua última hipótese!
Conhecem o nosso psiquiatra, o doutor J. Loren Pryor.
Olá, doutor J.
Isto é um caso clássico do que os leigos chamam de "medo de falhar".
O Bart tem maus resultados. Porém, ele parece...
Como posso dizer? Ter orgulho nisso.
Um dos problemas dele é a dificuldade de concentração.
Blá-blá-blá.
O Bart reprovou nos últimos quatro exames. Há algo que devemos saber?
Todos os alunos apresentaram alguma melhoria,
- mas tu continuas assim. Porquê? - Não sei.
Olhem para estes resultados: 55, 42, 26.
- Um 12 nas capitais de Estado! - Porquê repetir o óbvio?
Todos sabem. Sou muito burro.
- Acham que estou feliz? - Ainda vais amadurecer.
Não é assim tão simples.
Por mais traumático que seja, recomendo que o Bart
repita o quarto ano.
- Não podem fazer isso! Vou melhorar! - Pois sim.
Talvez repetir o ano o ajude. Não será assim tão mau.
Não posso repetir. Juro que vou melhorar.
Olhem para os meus olhos. Veem a sinceridade? O medo?
Juro por Deus, eu consigo passar de ano!
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