Fire of Love

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Fire of Love 2022 720p DSNP WEB-DL DDP5 1 H 264-NPMS
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په خپور شو: 2022-11-12
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د Portuguese سرليکونو مخکتنه

لومړۍ 200 کرښې.

Num mundo frio, todos os relógios começaram a congelar.

O Sol ia e vinha entre temporais e rajadas, que tinham eliminado tudo.

Neste mundo, vivia um fogo,

e, neste fogo, dois amantes encontraram um lar.

Katia e Maurice Krafft, provavelmente o casal vulcanólogo do mundo

que observou mais vulcões ativos.

DOS CONFINS DOS ARQUIVOS DE KATIA E MAURICE KRAFFT

Desejo-vos uma boa Páscoa com o Maurice e a Katia Krafft.

Olá.

COM KATIA KRAFFT

A maior vulcanóloga do mundo é a Katia Krafft, uma pequena mulher.

E MAURICE KRAFFT

Vês, Stephane? A maioria dos vulcões está nos limites entre placas.

E TAMBÉM MAUNA LOA

E AINDA NYIRAGONGO

E AINDA KRAFLA

E TAMBÉM SANTA HELENA

TAMBÉM COM PITON DE LA FOURNAISE, UNA E MUITOS MAIS

FILMADO POR KATIA E MAURICE KRAFFT

É essencial verem estas imagens

e serem levados neste turbilhão de lava.

- Maurice? - Olá!

Olá, rapaz. Como estás?

Estou bem.

O vulcão está pronto, à nossa espera!

Sim.

Certo.

Katia?

Esta é a Katia e este é o Maurice.

É dia 2 de junho de 1991. Amanhã será o último dia deles.

Vão deixar para trás amostras.

Palavras.

Centenas de horas de vídeo.

Milhares de fotografias.

E um milhão de perguntas.

Quando estão nas rochas, sobre o que falam?

A Katia só fala em comer. É isso que lhe interessa.

Há muitos casais vulcanólogos no mundo?

Não sei se há mais.

Casais vulcanólogos? São extremamente raros.

Vulcanólogos são pessoas que estudam vulcões ativos.

Acho que não há mais. Ou talvez não os conheçamos.

Mas teria pena deles.

É difícil para vulcanólogos viverem juntos. É vulcânico!

Entramos em erupção!

No outro dia, ele foi a correr para um cone ativo.

- O Mauna Loa. - Estava a arrefecer

e estavam a formar-se rachas no pequeno cone.

- O que fez ele? Caiu num buraco! - Ela empurrou-me!

Conheceram-se há 19 anos.

Em 1966.

Não há um relato certo deste primeiro encontro

e o registo visual deste romance crescente é escasso.

Há esta fotografia.

E estes momentos cor-de-rosa uns anos depois.

Partes da história da Katia e do Maurice continuam perdidas no tempo.

Tal como no amor, há mistérios.

Apaixonas-te pelo conhecido.

E apaixonas-te mais pelo desconhecido.

Numa das histórias, a Katia e o Maurice conheceram-se por acaso num banco

na Universidade de Estrasburgo.

Haroun Tazieff, acho que o conhecem. Acabou de lançar um novo filme.

Num segundo, conhecem-se num novo filme do vulcanólogo de renome Haroun Tazieff.

O relato mais detalhado é de um encontro às cegas num café.

Criam uma ligação devido às suas primeiras paixões, monte Etna e monte Stromboli.

A Katia, uma rebelde enviada para uma escola para meninas indisciplinadas,

convence os pais a levarem-na aos vulcões da Itália.

A minha primeira erupção com fluxos de lava e erupções foi no monte Etna.

Este mundo de rochas, este mundo mineral.

É muito lindo quando a lava flui à noite.

A minha primeira impressão ao ver esta terra viva

confirmou o que eu imaginava e lia.

Fui a Stromboli com o meu pai quando tinha 7 anos e fascinou-me.

A Terra sempre me interessou. Uns dias, vivia na era dos dinossauros.

Outros dias, estava com as trilobites. Adorava isso em criança.

O Maurice voltaria a Stromboli com 19 anos,

sentindo, ao mesmo tempo, êxtase e solidão.

A Katia percebe esta solidão. Também a partilha.

Tendo crescido nos destroços de uma Alsácia pós-guerra,

o mundo pareceu-lhes inseguro, incerto.

Refugiam-se nos mistérios do mundo natural.

A sonhar, a 20 quilómetros de distância.

As falhas geológicas dos Vosgos e do Reno movendo-se subtilmente sob os dois.

No fim desta versão, o café fecha e começa a chover.

E nunca mais se separariam.

Dezanove de novembro, 1967.

Um caça dos EUA larga duas bombas snake-eye

junto à fronteira do Vietname do Sul,

no território outrora colonizado como a Indochina Francesa.

Uma semana depois, a Katia e o Maurice juntam-se a protestos antiguerra em Paris.

No dia seguinte, aparecem na primeira página do L'Humanité.

Mas as buscas humanas por poder começam a parecer vãs e absurdas

ao lado do poder da Terra.

Eu e a Katia interessámo-nos por vulcanologia

porque estávamos desiludidos com a humanidade.

E, como o vulcão é maior que o Homem, sentimos que precisávamos disto.

Algo além da compreensão humana.

É também a revolução da Tectónica de Placas

e a área da vulcanologia está a encontrar a sua forma.

A descoberta e a confirmação

da teoria da Tectónica de Placas e da deriva continental

são tão importantes como a descoberta do átomo na Física.

Eles devoram cada hipótese, cada mito.

Tudo o que foi recolhido dos arquivos da Terra, até à data.

As verdades,

os fragmentos,

as questões.

Eles ponderam o que forma e reforma o mundo.

Anseiam aproximar-se destes mistérios.

ISLÂNDIA

Com dinheiro à justa de um subsídio e um carro doado,

a Katia e o Maurice vão aos vulcões da Islândia

com o seu amigo Roland.

A Katia é geoquímica e o Maurice é geólogo.

Sozinhos, apenas sonhavam com vulcões.

Juntos, conseguem alcançá-los.

Mas o carro vai abaixo 27 vezes.

Depois, têm um acidente.

E o Maurice mete-se em sarilhos.

Uma atriz vai ler o relato da Katia.

Eu estava a terminar as minhas medições,

traços de ácido sulfídrico e um pouco de ácido clorídrico.

Satisfeita com os meus resultados, fui ter com o Maurice.

O que estava ele a ver com tanto interesse?

A pele do seu tornozelo direito estava a escamar como uma cebola!

Queimei a minha perna direita com a lama quente.

140 graus, é quente que chegue para mim. É um batismo de vulcanólogo.

Inabalados, passam os verões seguintes

a estudar os seus amigos em comum, Etna e Stromboli.

Levam também amigos mais humanos.

Chamam-se L'Équipe Vulcain.

A EQUIPA VULCÃO

Recolher estes gases em ampolas é uma operação delicada.

Houve vários contratempos.

Subimos com calças e descemos em roupa interior.

A Katia e o Maurice buscam a estranha alquimia dos elementos,

a combinação de mineral, calor, gás e tempo que provoca uma erupção.

Eles querem saber o que faz o coração da Terra bater.

O que faz o seu sangue correr.

Eles estudam, analisam e questionam.

A Katia e o Maurice começam a descobrir os segredos do planeta

que poucos outros sabem.

"Compreensão" é o outro nome do amor.

Depois de veres uma erupção, não consegues viver sem isso,

porque é tão grandiosa, tão forte.

A sensação de não ser nada. Estar nestes elementos indomados.

1970, a Katia e o Maurice casam-se numa pequena cerimónia na Alsácia.

Passam a lua de mel na ilha vulcânica de Santorini,

que se acredita ser a localização secreta da Atlântida.

RESTAURANTE SNACK-BAR HOTEL ATLANTIS

A Katia e o Maurice decidem que não vão ter filhos.

"A partir de agora, a vida será apenas vulcões,

vulcões e vulcões", disse o Maurice.

Não, isto não é um filme de ficção científica.

São dois jovens vulcanólogos a dançar à beira de um vulcão.

São a Katia e o Maurice Krafft.

PARA A AVENTURA

O HOMEM E OS VULCÕES

Uma bomba vulcânica? O que quer dizer?

É uma rocha expelida por um vulcão, normalmente em forma de lava.

A forma mais fácil é mostrar-vos. Uma bomba de um vulcão.

É pesada?

Podem pesar umas toneladas, mas esta pesa um ou dois quilos.

De qualquer modo, na cabeça não seria agradável.

Maurice Krafft, os vulcões têm personalidades diferentes?

- Já os tentou classificar? - Classificar vulcões devia ser banido.

Não dá para classificar vulcões. Cada um tem uma personalidade única.

Sem querer ser mau,

mas os "barbas velhas" e académicos é que classificam coisas,

forçando uma geração inteira a usar os seus modelos.

Não há verdade nisto.

É melhor estudar cada vulcão em separado

e evitar classificações abusivas.

É um produto que abranda seletivamente os gases.

Quando uma mistura gasosa entra neste aparelho…

A jovem área da vulcanologia encontrou duas jovens estrelas.

Estas amostras que trouxeram são muito bonitas

e muito coloridas, para os espetadores com TV a cores.

A câmara adora-os.

E eles adoram as suas próprias câmaras.

A fotografia é uma forma de recordar, revisitar,

aumentando o seu tempo com os vulcões.

- Filmam todas as vossas expedições? - Sim, é assim que as observamos.

Podemos voltar a ver as imagens e estudá-las

porque acontece tudo muito rápido no momento.

Esta fotografia mostra as trajetórias parabólicas

de bombas vulcânicas expelidas pelo Stromboli.

Esta mostra como a lava se estica em lã de vidro que se chama "cabelo de Pelé".

E este vídeo ajuda a visualizar a teoria da Tectónica de Placas.

A vulcanologia é uma ciência de observação.

Quanto mais se aproximam, mais veem.

Consideram-se "artistas vulcanólogos itinerantes"?

Os americanos diriam que somos freelancers.

Mas é verdade que somos como artistas itinerantes.

Atletas vulcânicos.

Vivemos pelos ritmos da Terra. E a Terra decide onde vamos a seguir.

Katia, sente que leva uma vida alternativa?

Para mim, com certeza que não.

Mas alguns colegas acham que somos malucos.

Assim que um vulcão acorda, estes malucos são notificados

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