لومړۍ 200 کرښې.
Marquis!
Onde estás?
Não!
Pai! Não!
Por favor! Socorro!
- Marq! - Querida?
V?
Estou a esmurrar esta porta há dez minutos.
Há um problema na maçaneta.
Sim, está encravada. O que fizeste agora?
Marq, não comeces. Estou atrasada. Arromba-a.
É uma porta de 1500 dólares, importada da Bélgica.
Em situação alguma, tirando um incêndio ou catástrofe global,
vou usar o pé para arrombar uma porta de 1500 dólares.
- Não interessa quanto custou a porta. - 1500 dólares.
Foram 1500? Arromba a porta.
- Vou chamar um serralheiro. - Não. Espera, Marq!
- Arromba esta maldita porta! - Volto já.
Agora mesmo, senão juro por Deus...
Marq!
Estou ao telefone, sim?
Estou a falar com o serralheiro. Só há quatro pessoas antes de nós.
- São só umas três horas. - Marq, vá lá!
Isto é muito importante. Não posso chegar atrasada à reunião.
Desculpa. Ainda estou ao telefone. Não te consigo ouvir.
Marq? Maldito sejas, Marq.
O que foi? Então...
Aceitas casar comigo?
Marquis T. Woods, odeio-te.
Mas obrigada por me salvares.
Sempre.
Adoro esse rabo!
Lutar. Eu quero lutar, merda.
Quando digo "eu", refiro-me a ti, o meu mensageiro do mal.
Marquis T. Woods, caralho!
O meu maldito gladiador privado.
Mas será que perdeste a garra?
Não pense sequer que o simples facto
de a maioria dos queixosos deste caso ser "da minha gente"
não pretendo levar a bola até à baliza
e enfiá-la pela garganta dos advogados deles.
Isso não te incomoda?
Se me incomoda?
Os queixosos são negros, mas os advogados são brancos.
Correção, branquelas.
Isto é uma ação coletiva com uma certa delicadeza pública,
por isso, temos de lidar com ela de forma delicada.
Porquê usar os punhos se ainda não esgotámos as palavras?
Tens razão, Marquis. Como sempre.
É por isso que te adoro.
Só que eu não o faço pelo seu amor.
Não, Wyman. Faço-o pelo seu dinheiro.
Pilim, caro amigo.
Sr. Woods, tem o Dr. Otis Peeley em linha.
Não sei se conheço algum advogado chamado Peeley.
O que pretende?
É uma questão familiar. Está a ligar do Kentucky.
- Pode passar. - Sim, senhor. Vou transferir.
Bom dia, Sr. Woods. Obrigado por ter atendido.
Infelizmente, tenho más notícias acerca do seu pai.
Ele faleceu.
Lamento dar-lhe esta notícia, mas está registado como parente mais próximo
e há questões relativas ao património que é preciso resolver.
Não costumas falar muito dele. Como era?
Não o vejo desde miúdo, querida.
Desde que fugi de Appalachia sem olhar para trás.
Digamos que ele não era um homem bondoso.
Ficou...
... um pouco parado no tempo.
Será bom dares um desfecho a isto, Marq.
Parece ser um sítio mais do que parado no tempo.
Há eletricidade lá?
- Há o quê? - E canalização, certo?
Há negros por lá?
Pronto, já chega.
O homem era pai do vosso pai.
Por isso, este fim de semana, o jogo, o treino,
a aula de dança, o tempo com os amigos, ou fosse o que fosse,
está cancelado porque vamos todos lá
para prestar homenagem e não se fala mais nisso.
Muito bem, mudemos de assunto.
Ty, vamos falar do miúdo que anda a fazer-te bullying na escola.
Ty, conta-me o que se passa.
São merdas das redes sociais, pai. Não irias compreender.
Acho que compreendo muito bem.
Lembra-te sempre que deves falar com os professores,
mas faças o que fizeres, não lutes.
É isso que esperam de nós.
Vês, querida? Foi fácil.
É lindo.
Que tal ouvirmos música?
Alguém tem pedidos? Querem ouvir alguma coisa? Ou não ouvir?
Sam? Ty?
Muito bem.
Sim, isto é que é bom.
Meninos, eu cantava isto à vossa mãe.
Sim!
Canta, V.
Porque és minha
Porque és minha
CUIDADO CEDER PASSAGEM A TODAS AS AERONAVES
Filho, a escada. A grande.
Gasóleo.
Isto é fabuloso.
Pai, como conhecias este sítio?
Filho, há aplicações para tudo.
Aposto que este sítio nem vem no mapa.
Mas falando a sério, o vosso pai é um autêntico piloto do mato.
Conseguiria navegar pelas estrelas, se fosse preciso.
E este avião aqui... Isto é o que se chama velha guarda.
- Certo, querida? - Raios! Está calor.
Certo, isto foi agradável.
Estarei no avião a escrever no diário, se alguém perguntar por mim.
Vou à casa de banho. Alguém quer alguma coisa?
Óleo de Porco Selvagem
Estão a brincar comigo?
Que treta. Raios!
Meu, não se apanha nada por aqui?
A escravatura já acabou.
Se queres gasolina, põe-na tu.
Não.
Deixa-me ver.
Não to vou roubar. Só quero vê-lo.
Um saco de magia.
Não via um desde miúdo.
Mas, mesmo nessa altura, não sabia bem o que era.
Sorte, meu.
- Sorte. - Sim, sorte.
- Sabe o que é? - Claro, sei o que é a sorte.
- Proteção? - Proteção do quê?
De gente que quer lançar-nos um feitiço.
Deves ser rico.
Quanto te custou isto?
Na verdade, não sei.
Tem-lo, mas não sabes quanto custa?
Foi... o meu pai que mo comprou.
Merda...
Aqui está.
Vejamos. Muito bem.
Pode ficar com o troco, velhote.
Preciso de ir à casa de banho. Tenho de verter águas.
A retrete é lá atrás.
Com um quarto minguante na porta?
Gostei de falar consigo, de o conhecer.
Tenha um bom dia.
Vai naquele avião para as montanhas lá adiante?
Vou.
E não quer levar um monte disto?
Não, estou bem assim. Obrigado.
Não acredito nessas coisas.
Como queira.
- Devolves-me o telefone? - O que tens na mão?
Isto?
Parti-o a jogar basquetebol.
Sabes uma coisa engraçada? Quando sarou...
Parecia o Steph Curry. Não falhava um lance no ar.
Raios...
Tem mesmo o quarto minguante.
Que se lixe isto.
O que fazem por aqui?
Viemos a um funeral. Do meu avô.
Não o conheci.
Não ouvi falar de alguém que tenha morrido por aqui.
Não, é mais adiante.
Pois, é melhor eu ir andando.
Antes que os peixes parem de picar.
Da próxima vez que quiseres rede por aqui,
arranja um telefone 5G.
Há anos que não temos 4G nem 3G por aqui.
Preto campónio.
O quê?
O que disseste?
Não te quero voltar a ouvir usar essa palavra. Percebeste?
Sim. Mas o pai usa-a.
Está em todas as músicas dele.
Por favor. Estava a falar de "campónio".
Não fales mal dos outros negros.
A dada altura, todos fomos do campo.
Não quero ouvir-te dizer essa palavra.
- Sim, senhora. - "Sim, senhora" mesmo.
Senta esse rabo fatela no avião.
MERCEARIA
Nem pensar que eu deixava o meu traseiro delicado tocar naquilo.
Vamos embora.
Não, devem estar a brincar.
Deixem-se estar e tenham calma, sim?
Abra a porta.
Abra a porta.
Bom dia. Sei que o código de aviação civil aqui em West Virginia
define que é legal qualquer avião privado, monomotor,
aterrar em qualquer pista aberta, privada ou não.
Querida, podes...
Está escrito neste documento.
Aqui tem.
Bom, seja legal ou não,
não passam muitos aviões por aqui.
Resolvi passar por cá para ver se estava tudo direitinho.
Então, para onde vão?
Cypress Ridge.
Se era só isso, gostaríamos de nos fazer ao caminho.
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