Lanterns

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1 فصل

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Lanterns - S01E01 - Pilot
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په خپور شو: 2026-08-21
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Esta noite, um exclusivo do 60 Minutos.

Há dez anos, absolutamente ninguém sabia

que já estávamos todos sob a proteção

de alguém que se autodenominava "Green Lantern".

Um dia, sem aviso, ele revelou-se ao mundo

ao impedir, de forma dramática,

um meteoro de destruir as Cataratas de Victoria.

Revelou-se parcialmente, pelo menos.

A seguir, apresentamos a primeira entrevista de sempre

a um super-herói.

Está nervoso?

Nunca fico nervoso. É um requisito do cargo.

- Claro. - Estou contente.

Nesse caso, diga-me, quem é você?

Sou Hal Jordan.

- Raios, Marcus! - Vais meter-nos em sarilhos!

Vigia mas é a janela!

E o que é que quer que o mundo saiba sobre si?

Sou um veterano da Força Aérea. Era piloto de testes.

A verdade é que...

Sou apenas uma pessoa normal, como você.

Só que é o primeiro Green Lantern da Terra.

Sim, há isso.

Em muitos aspetos, Hal Jordan nasceu para desempenhar o papel

que desempenharia um dia.

O seu pai foi um condecorado piloto de testes

que morreu num acidente aéreo quando o Hal tinha oito anos.

Hal continuou a seguir os passos do pai...

Merda, merda, merda. Ele chegou!

Raios! Vá lá, John, desliga a televisão!

Bem, cá, sou o único aqui,

mas somos como polícias de bairro,

e cada um patrulha um setor da galáxia.

- Desliga-a! - Por favor!

E como é que o escolheram para este setor?

- Há algum teste? - John, desliga-a já!

Só há uma pergunta:

Estamos tramados.

"Tens medo?"

- E respondeu que não. - Querida...

O maior medo de qualquer criança é perder os pais.

Quando isso já nos aconteceu...

... não há mais nada a temer.

Dizes-me o seu nome verdadeiro?

Hal qualquer coisa.

- Hal? - Sim, senhor.

Lá fora. Já.

Tens medo?

Não, senhor.

Vamos comer uns hambúrgueres?

Merda.

Estou atrasado.

Sim, senhor.

Não vais dizer nada?

- Não estás mesmo chateado? - Não, senhor.

Eu estaria.

Desapareço duas semanas sem dar explicações

e apareço de ressaca e atrasado.

- Deves estar um bocadinho zangado. - Não, senhor.

- Ligeiramente irritado? - Não, senhor.

Porque sempre que dizes "senhor" soa mais a "vai-te foder"?

Não faço ideia, senhor.

Deves perguntar-te onde estive.

- Pharon 4 diz-te alguma coisa? - Estamos em formação.

- Ainda não saímos da Terra. - É verdade.

É um planeta de merda que estava à beira de uma guerra civil.

A questão é que, se estou de ressaca,

é porque acabei de comemorar que já há paz.

- Como o conseguiu? - Um pouco de diplomacia,

um pouco de porrada. Tu sabes. - Não, senhor.

- É essa a questão. - Pois. Temos muito tempo.

Com todo o respeito, há quanto tempo é que andamos nisto? Dois meses?

E ainda nem sequer pus o anel.

Não fiques obcecado com a joia. O anel é que te vai escolher.

O importante não era ser escolhido pelos Guardiões?

Podes ter impressionado os Chefões Azuis,

mas não passas dum professor substituto, Júnior.

E não estarás pronto para dar aulas até que o anel o diga.

- Toma. Queres pegar-lhe? - É um teste?

Há um quiosque de tacos a uns cinco quilómetros.

Encontramo-nos lá.

- Estou? - Pai, ele tentou matar-me.

Estávamos a caminho de uma aula de voo e o Jordan tentou matar-me, porra!

Ele não te pode matar. Só está a tentar tirar-te do sério.

- Não conseguiu! - Está a pôr-te à prova.

Eles podem fazer birras.

Nós, não. Respira, controla-te e engole o orgulho.

Tens de manter a calma. Vais conseguir?

- Sim, senhor. Já me acalmo. - Ótimo. Queres isso, certo?

Claro que quero.

Então continua assim e o trabalho será teu.

Pois...

Merda. Estou morto?

- O quê? - Estás com o meu anel.

Isso é alguma piada?

Fiz algo que te irritou? Porque, se fiz, peço desculpa.

- Você, o Hal Jordan, a pedir desculpa? - Claro que sim.

- Devo ter um traumatismo craniano. - Alto aí! Alto!

Vamos começar pelo início. Quem és e porque é que estás a usar o meu anel?

Sou John Stewart, o seu recruta.

Os Lanterns não têm recrutas do seu setor.

Agora, têm.

Em que ano estamos?

- 2016. - Caramba...

Quer explicar-me do que se trata tudo isto?

Sou uma cópia da consciência do Jordan

e da senciência do anel. Vim entregar-me uma mensagem.

- Então, você é o Hal? - Não. Sim. Praticamente.

É como nos carregarmos para um tipo de nuvem

só que, de vez em quando, se fazes falta no mundo real...

Os Lanterns carregam-se semanalmente, para a posteridade.

Para o caso de nos acontecer alguma coisa.

Devia ter-te ensinado isto.

- Não te estava a treinar? - Era o que eu pensava.

De quando é esta cópia?

Claramente, de há dez anos. Ouve, tenho de ir a um encontro.

- Onde é que estou? - A cinco quilómetros, a comer tacos.

Bem, podes levar-nos a voar.

Ainda não te ensinei a voar, pois não?

Proponho-lhe uma coisa. Diga-me você o que quer que lhe diga.

Confio em ti? Quero dizer...

Damo-nos bem?

Damo-nos lindamente.

"Há uma praga em Rushville, Nebraska."

- Só isso? - Eu vou perceber.

- Ena! É o Green Lantern! - Incrível!

- Autografa-me o mapa? - É o Green Lantern.

- Uma selfie ! - Pede-lhe.

- Deixem-no respirar. - Está bem.

Não é um jardim zoológico. Vamos lá.

Vou levar o pedido à mesa, senhor Jordan.

Muito obrigado. Obrigado.

- Vamos lá. - Muito obrigado.

Ouça, não se importa que a minha filha tire uma foto...?

Não, de todo, vem. Põe-te aqui. Assim.

- Pronto. - Obrigada.

- De nada. - Ela tem saudades do fato.

Eu não disse isso.

Diz à tua mãe que ainda o uso em ocasiões especiais.

Adeus.

- Podia ter morrido. - Não querias que te treinasse?

Como é que conseguiste salvar-te? O que fizeste com o anel?

Plástico-bolha.

- Que génio. - Pois.

- A sobremesa é por conta da casa. - Muito obrigado.

Porque é que só o usa em ocasiões especiais?

Quando se é jovem e queres validação,

usas gravata para que as pessoas te levem a sério.

Mas, quando se é mais velho e mais sábio,

percebes que gravatas são um inferno.

- Boa. - Sim.

Boa.

Dá-me o meu anel.

Enviou uma mensagem a si mesmo.

- Desculpa? - O anel.

A cópia da tua consciência.

- Era mais simpático há dez anos. - O que disse eu?

"Há uma praga em Rushville, Nebraska".

Paga a conta.

Cabrão.

Desculpe. Não se pode passar.

A sério? Parece estar meia cidade ali.

Vá lá. Já basta, não acha?

John Stewart. Com Hal Jordan. Somos parceiros.

- Não havia só um Green Lantern? - Tecnicamente, ainda sou recruta.

Como um ajudante.

Pode fazer a chamada?

Olá, chefe.

Apareceu mais um.

Estás a gozar comigo?

Diz-lhe que pode ficar à espera na porra das bancadas

com os outros candidatos a heróis.

- Temos muito trabalho para fazer. - Sim, senhora.

Vamos.

Então?

Fique fora do campo.

- Deixou-me pendurado. - Estava a pôr-te à prova.

Para ver se tinhas capacidade de chegar aqui sozinho.

Está cá há seis horas.

Porque é que continuam a processar a cena do crime?

Há serviços de emergência de dois condados.

Estão a interrogar as testemunhas. Estão a levá-las de dez em dez.

As coisas em cidades pequenas demoram o seu tempo.

Não percebo. Voou até aqui para ficar nas bancadas?

A resposta a esse mistério vem diretamente na tua direção.

Olá, xerife... Kane. Este é o John Stewart.

- Kerry. - John.

- A ser treinado pelo Hal. - Que grande honra.

A mesma honra que foi conhecer o Hal quando ele chegou.

- Não têm jurisdição... - Não temos jurisdição.

- Pois não. - Mas terei.

Não vamos começar outra vez.

Está bem. Você é importante. Anotado.

Mas só tem jurisdição sobre incidentes extraterrestres.

- E esta é a definição de terrestre. - Verá que as vítimas são alienígenas.

- Em que se baseia? - Num palpite.

- Um palpite. - Um palpite muito forte.

Então, por favor, o palco é todo seu.

Bem, está tudo muito calmo para um tiroteio, não acha?

- Estão em choque. - Ou ninguém conhece as vítimas.

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