Dolphin Reef

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Dolphin Reef 2020 720p BluRay x264 AAC-[YTS MX]
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په خپور شو: 2020-11-22
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د Portuguese سرليکونو مخکتنه

لومړۍ 200 کرښې.

Minúsculas ilhas polinésias no meio de um vasto oceano.

Estes afloramentos solitários e remotos

são o cenário de uma história incrível,

com personagens tão fantásticas como as dos contos de fadas,

mas tão reais quanto tu e eu.

Para as encontrarmos,

temos de deixar o mundo da terra e do céu,

de praias banhadas pelo sol e flora tropical.

Este mundo gira sob um conjunto diferente de regras.

O RECIFE DO GOLFINHO

Alguns golfinhos não gostam muito de surfar.

Este é o Echo,

um roaz-corvineiro, com três anos.

Ao contrário dos outros elementos do seu grupo,

ele tende a furtar-se às atividades coletivas.

Mas tem muito jeito com as conchas.

Infelizmente, não é o tipo de competências

de que vai precisar para crescer e sobreviver sozinho.

Até há pouco tempo, dependia unicamente da mãe, Kumu,

para o alimentar e proteger.

Mas, agora, está a ser desmamado,

e Kumu está a tentar ensiná-lo a apanhar a própria comida.

Não é fácil, quando a cria está sempre...

tão ocupada.

Quando é hora de voltar para casa, Kumu tem de convencer Echo a ir com ela,

mas ele não se vai embora sem a concha.

Kumu e Echo juntam-se ao resto do grupo a caminho de casa.

Echo adora a sua grande família alargada.

Se pudesse abraçá-los, fá-lo-ia,

mas não pode, assim, em vez disso, faz isto.

Os golfinhos sentem necessidade de contacto físico uns com os outros.

Na verdade, são muito parecidos aos seres humanos em vários aspetos.

Falam uns com os outros, numa língua complexa de guinchos e estalidos.

Até têm melhores amigos, com quem preferem estar.

O trabalho de equipa e a colaboração são fulcrais para a sua sobrevivência.

Kumu tem tentado ensinar a Echo alguma dessa cooperação de grupo,

mas requer tempo e trabalho,

e Echo não é um aluno exemplar.

Mas, se queremos compreender realmente a educação de alguém,

temos de começar pelo seu lar.

Este é o lar de Echo.

Um recife de coral que circunda uma ilha inteira.

O passatempo preferido de Echo é passear pelas avenidas.

Ele partilha esta metrópole subaquática com milhões de concidadãos,

e cada um deles tem de desempenhar o seu papel

na manutenção da saúde do recife.

O recife providencia um abrigo seguro para os seus residentes,

mas, para Echo, é também uma distração bem-vinda

de toda a pressão que a mãe deposita nele.

Para ele, este sítio é como uma grande feira.

Cá vamos nós. Echo conhece este rapaz.

É o seu vizinho de aspeto completamente normal,

o camarão-louva-a-deus-palhaço.

É incrível.

Estas criaturas vivem inteiramente debaixo de água,

mas parecem estar sempre a tomar banho.

Echo está fascinado com o seu excêntrico vizinho,

que, por acaso, é dono de uma das melhores propriedades do recife...

e tem a obsessão de a manter limpa.

Estes novaculichthys taeniourus não lhe facilitam nada a vida.

São muito trabalhadores,

mas não são o tipo de vizinhos que se queira convidar para uma festa.

Agem como equipa.

Um levanta uns escombros, enquanto o outro ataca

qualquer presa que esteja debaixo.

Agitam bastante bem os sedimentos,

mas, para o Sr. Louva-a-deus,

são o pior pesadelo como vizinhos.

É difícil ter noção das inúmeras interações

e relações que constituem esta comunidade.

Por isso, aqui fica um resumo de como o recife funciona.

Começa tudo com os corais,

são o alicerce em que toda esta cidade de cores,

que vive e respira, está construída.

Por cima dos corais,

crescem milhões de plantas e criaturas extraordinárias.

Mas, se crescessem descontroladamente,

asfixiariam, literalmente, os corais e matariam o recife.

É aqui que entram os jardineiros,

que comem toda esta vegetação luxuriante e a impedem de asfixiar os corais.

O problema dos jardineiros

é que comem, na prática, tudo o que cresce nos corais.

De facto, se deixados à sua vontade, despiam o coral inteiro

e desequilibrariam o sistema todo.

Assim, entram os predadores, que comem os peixes jardineiros

e os impedem de deixar os corais nus.

Podem estar familiarizados com esta personagem dramática.

Faz de vilão em muitos filmes e séries de televisão,

mas aqui, no mundo real,

os tubarões bico-fino desempenham o seu papel

na manutenção do equilíbrio do recife.

Desculpem lá.

Agora, pode ser difícil acreditar nisto,

mas os golfinhos, na verdade, desempenham o mesmíssimo papel

que os tubarões na cadeia alimentar.

Mesmo assim, Echo não gosta de ser associado aos tubarões.

São demasiado sérios.

Echo vê-se mais como um predador bem-disposto.

E quem mantém os golfinhos e os tubarões bico-fino na ordem?

Apresento-vos o tubarão-tigre, o tubarão que come tubarões.

E Echo, se ele não tiver cuidado.

Qualquer recife que perca os tubarões está condenado.

Façam mal à comunidade, e estarão a fazer mal ao recife.

Aqui, nos limites do recife, os residentes desapareceram...

e o recife está a morrer.

Mas, se a todas as espécies do recife for dada a liberdade de viver a sua vida,

podem manter o seu lar saudável e equilibrado.

É meio-dia, e o recife está calmo.

É a altura perfeita para uma siesta.

Uma das coisas incríveis nos golfinhos

é que, mesmo quando estão a dormir, se têm de lembrar

de ir à superfície respirar.

Assim, só metade do seu cérebro dorme de cada vez,

e dormem com um olho aberto para se manterem alerta.

É sono sincronizado.

Este comportamento de dormir em grupo altamente especializado

é essencial para a saúde e segurança dos golfinhos.

Mas ao jovem Echo nem sempre lhe apetece uma sesta.

Prefere explorar.

Ainda bem que está do lado da mãe que está a dormir.

Vem um som estranho lá de fora, do mar alto.

Provavelmente, devia voltar à formação com os adultos a dormir,

mas não o vai fazer.

Vai seguir o som misterioso

até ao oceano profundo,

onde nunca esteve.

Apresento-vos Mo’orea,

uma baleia-corcunda de 12 metros,

e a sua cria recém-nascida Fluke.

Mo’orea migrou milhares de quilómetros, desde as regiões polares, para dar à luz

a sua filha nestas quentes águas tropicais.

Mo’orea vem cá todos os anos desde que nasceu,

mas, este ano, ela precisa de encontrar um parceiro.

Um protetor que a ajude a manter a cria a salvo

até ter força para fazer a viagem de regresso

às águas polares.

Tal como o grupo de Echo,

as baleias-corcundas estão mais seguras se forem muitas.

Echo não acredita no que vê.

Sendo tão novo, nunca esteve em mar tão alto,

por isso, nunca viu uma baleia.

Fluke parece desconfiada em relação a este recém-chegado bisbilhoteiro.

Echo, por outro lado, está a divertir-se à grande.

Acabou de perceber como surfar a grande onda

que Mo’orea cria ao avançar pela água.

Mas, enquanto Echo se diverte, a mãe veio procurá-lo.

Sabe que não é seguro para ele estar no mar alto sozinho.

Kumu chama-o.

Echo conhece aquele tom.

Se não aprender a ficar no grupo e a obedecer à mãe,

está a pôr a sua vida em risco.

Golfinho ou baleia,

a relação entre uma mãe e a sua cria

é uma das ligações mais fortes na natureza.

Agora, Mo’orea ouve sons de baleias.

É o que mais quer ouvir neste momento.

Significa proteção para a sua cria.

A fonte deste chamamento animador está a várias ilhas de distância.

Uma baleia-corcunda-macho, a cantar uma bela música de baleias.

Como Mo’orea, migrou uma enorme distância

desde o seu longínquo retiro polar.

Fará tudo ao seu alcance

para garantir o direito de ser o protetor de Fluke e Mo’orea.

A sua música atraiu outro macho viajante,

um possível rival.

Rapidamente, chegam mais machos.

Todos, na esperança de se tornarem o defensor de Mo’orea.

Apesar da sua rivalidade, estes colossos migratórios

juntam-se frequentemente após a longa viagem e dançam.

Viajam, todos os anos, para estas ilhas.

Todos os anos, o seu encontro é mágico.

E, todos os anos, emerge um defensor.

Não muito longe da casa de Echo, por trás de um recife vizinho,

há uma zona calma de areia onde os golfinhos vão caçar.

Kumu traz sempre Echo consigo,

para que possa exercitar e aprimorar as suas habilidades.

Ela precisa que ele aprenda a encontrar a própria comida, e depressa,

ou não chegará a adulto.

Os golfinhos usam uma espécie de sonar muito sofisticado

chamado "ecolocalização",

que lhes permite localizar coisas enterradas na areia.

Este tipo de deteção tão precisa leva anos a dominar,

e Echo ainda não aprendeu.

Todos os outros estão a conseguir.

Ao irem todos à superfície respirar,

as saborosas guloseimas escondidas revelam-se finalmente.

Xyrichtys nocavula...

Uns diabinhos dissimulados.

Quando não há ninguém por perto, é uma festa lá em baixo.

Mas, quando Echo mergulha para tentar apanhar um,

puf!

Já percebeu a parte da ecolocalização,

mas tem de continuar a trabalhar na parte seguinte.

Apanhei um!

Ou não.

Por pouco.

Olha. Observa a tua mãe.

Tens de sentir o peixe xyrichtys nocavula,

e atacas, vês?

Tenta outra vez.

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