Cosmos: Possible Worlds - First Season

Cosmos: Possible Worlds - First Season

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1 فصل

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Cosmos Possible Worlds S01E03 Lost City of Life iNTERNAL 720p WEBRip x264-CAFFEiNE
Cosmos Possible Worlds S01E03 Lost City of Life 1080p WEBRip x264-CAFFEiNE
Cosmos Possible Worlds S01E03 Lost City of Life [1080p x265 10bit FS88 Joy]
د لخوا تبصره Stravouguine
Legendagem traduzida do Inglês por Manuel Matias

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په خپور شو: 2020-05-06
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لومړۍ 200 کرښې.

Estamos muito longe de casa... e do nosso tempo.

Esta era a nossa Via Láctea quando a Galáxia era jovem

e mais fértil do que é hoje.

Nessa altura, ela gerava 30 vezes mais estrelas do que agora...

uma abrasadora tempestade de criação de estrelas.

É uma noite de Verão há 11 mil milhões de anos.

Estamos num planeta de outra estrela,

com uma vista ideal para o caótico berçário estelar da Galáxia Via Láctea.

A nossa própria estrela foi uma filha tardia dos últimos anos da Galáxia,

e essa pode ser uma das razões da nossa existência.

Depois de morrerem estrelas de curta duração, mais maciças,

houve tempo...

― mais cinco mil milhões de anos ― para essas estrelas mortas nos legarem

os seus elementos mais pesados.

Esses elementos enriqueceram e alimentaram a formação

dos planetas e das luas do nosso Sistema Solar.

E nós próprios somos feitos desse material estelar.

Essas nuvens cor-de-rosa, de hidrogénio gasoso em chamas, são os cueiros

de inúmeras estrelas recém-nascidas.

Vêem aqueles salpicos azuis brilhantes?

São aglomerados de estrelas irmãs ligeiramente mais velhas.

O abraço da gravidade irá transformar este amontoado amorfo

de gás e poeiras na Galáxia a que hoje chamamos lar.

Nasce o nosso Sol.

A estrela dota os mundos que a rodeiam

de minerais preciosos, diamantes e olivina verde...

um mineral que vai jogar um papel importante na nossa história.

As estrelas dão origem a planetas, luas e cometas.

Ali está Júpiter, o mundo primogénito do nosso Sistema Solar.

Estes futuros planetas e luas estão impantes de moléculas orgânicas....

os componentes químicos essenciais da criação da vida.

Esta é a sua herança, resultado da morte de outras estrelas.

Será que o cosmos dá origem à vida tão naturalmente

como faz estrelas e mundos?

Esta é a nossa viagem até ao âmago desse mistério.

Há muito, muito tempo, quando o nosso mundo era jovem,

havia uma cidade no fundo do mar que cobria a Terra.

Foram necessários dezenas de milhares de anos para construir esta cidade,

mas não havia vida neste mundo, nessa altura.

Então... quem construiu estes arranha-céus submarinos?

A Natureza.

Fê-los com dióxido de carbono e os mesmos minerais

que ela utiliza para fazer as conchas e as pérolas...

o carbonato de cálcio.

Mas estas torres elevadas não eram nada em comparação com o que

acontecia por baixo delas.

Vamos precisar de ficar mil vezes mais pequenos para podermos ver.

Não parece grande coisa, pois não?

Mas esperem.

A nossa irrequieta Mãe Terra abriu rachas

e água fria do mar verteu para dentro do manto rochoso quente,

ficando mais rica em moléculas orgânicas e minerais,

incluindo uma jóia verde chamada Olivina.

Esta mistura de água e minerais ficou tão quente que

foi ejectada com toda a força.

A mistura ficou presa nos poros das rochas carbonatadas

que mais tarde se tornariam nas torres.

Estes poros eram incubadoras, locais seguros,

onde as moléculas orgânicas se puderam concentrar.

É assim que nós pensamos que as rochas construíram as primeiras casas da vida.

Foi o início, pelo menos na nossa pequena

parte do cosmos, de uma colaboração duradoura

entre os minerais da Terra,

as rochas e a vida.

Estão a ver aquelas fissuras serpenteantes?

Foi assim que este processo ganhou o seu nome:

serpentinização .

É a comprovação para a conversão da água

e do dióxido de carbono em hidrogénio e metano...

as moléculas orgânicas que alimentaram este autêntico rebuliço telúrico.

Os cientistas que procuram vida noutros mundos,

costumavam dizer: "sigam a água".

porque a água é o requisito mais básico para a vida.

Agora também dizem: "sigam as rochas"

porque a serpentinização está tão estreitamente associada

aos processos que tornam a vida possível.

Para testemunhar o acontecimento principal temos de nos tornar ainda mais pequenos.

Nesta escala, estas grutas parecem enormes

mas, na verdade, são poros minúsculos na argamassa das torres.

Estas jóias são as moléculas orgânicas que são,

como tudo, incluindo vocês e eu, feitas de átomos.

Para transformar estas jóias inanimadas em joalharia,

― a substância da vida ― é preciso energia.

Pensamos que isso aconteceu numa caverna do tesouro como esta aqui.

A energia veio da reacção entre a água alcalina

retida dentro das torres

e a água acidulada do oceano.

Aquela antiga arca do tesouro encheu-se de anéis,

braceletes e colares,

― moléculas mais longas e mais complexas ―

até ao maior tesouro de todos...

Vida.

Pensamos que foi essa reacção química que providenciou a energia

que alimentou a primeira célula.

Essa foi a centelha que electrificou os blocos de construção da vida,

tornando-os em algo vivo.

Com o tempo, as torres foram-se degradando,

possibilitando que a vida incipiente que continham

escapasse e evoluísse.

O que acabam de ver é o mito científico da criação mais plausível

que temos hoje para a origem da vida.

Esta hipótese exigiu a reunificação

de quatro campos científicos há muito tempo separados:

Biologia, Química, Física e Geologia.

Pensamos que a vida se instalou primeiro nas rochas.

E, desde o seu primeiro dia, a vida foi artista das evasões,

sempre com vontade de se libertar para conquistar novos mundos.

Nem mesmo o grande oceano a conseguiu conter.

Se esta é a verdadeira história de como se iniciou a vida...

...foi há muito tempo, antes de o céu ser azul,

antes de a Lua ter girado para longe de nós, para onde está hoje,

quando o planeta era um mundo oceânico

com águas ensanguentadas com ferro.

A vida iria refazer o mundo, o mar e o céu.

Mas a vida nem sempre actua no seu melhor interesse.

Houve um dia de acerto de contas,

quando a vida quase se destruiu a si própria.

O Calendário Cósmico é uma forma de conseguirmos abarcar

a imensidão do tempo.

Para melhor compreendermos a história do cosmos

desde o nascimento do nosso Universo até este preciso momento,

comprimimo-la toda num único ano civil.

Nesta escala, cada mês representa pouco mais de mil milhões de anos.

Cada dia representa quase 40 milhões de anos.

Aquele primeiro dia do ano cósmico começou com o Big Bang,

há quase 14 mil milhões de anos.

Nada de especial aconteceu na nossa região do Universo

até cerca de três mil milhões de anos depois...

...15 de Março do 'ano cósmico',

quando a nossa galáxia Via Láctea começou a formar-se.

Seis mil milhões de anos depois, a nossa estrela, o Sol, nasceu.

Foi a 31 de Agosto no Calendário Cósmico.

Júpiter e os outros planetas, incluindo o nosso,

seguiram-se-lhe pouco depois.

Este era o nosso planeta há quase quatro mil milhões de anos...

...21 de Setembro no Calendário Cósmico,

quando cremos que a vida começou.

A atmosfera era um nevoeiro de hidrocarbonetos...

sem oxigénio para respirar... e sem ninguém para o respirar.

Só recentemente começámos a apreciar o quão poderosamente

a vida moldou o planeta.

Quando pensamos nas formas como a vida modificou a Terra,

as primeiras coisas que nos vêm à mente são as extensões verdes

das florestas e a disseminação das cidades.

Mas a vida começou a transformar o planeta muito antes de

existirem tais coisas.

Mil milhões de anos depois daquela pequena centelha no fundo do mar,

a vida tinha-se tornado num fenómeno global graças a

um campeão que até hoje nunca foi derrotado.

Apresento-vos a cianobactéria.

Activas há 2 700 milhões de anos,

as cianobactérias podem fazer vida em qualquer lugar.

Água doce, água salgada, fontes termais, minas de sal...

não fazem diferença. É tudo casa para elas.

Nos 400 milhões de anos seguintes, as cianobactérias...

absorvendo dióxido de carbono e devolvendo oxigénio,

tornaram o céu azul.

Mas as cianobactérias não mudaram só o céu.

O alcance delas chegou às próprias rochas

e também as mudou.

O oxigénio enferrujou o ferro,

operou a sua magia sobre os minerais.

Dos 5 000 tipos de minerais na Terra,

3 500 surgiram em consequência do oxigénio produzido pela vida.

Mas aí vem esse dia do ajuste de contas.

As cianobactérias foram a forma de vida dominante neste planeta,

espalhando o caos para onde quer que fossem,

mudando a paisagem, a água e os céus.

Isto passou-se há 2 300 milhões de anos,

ou seja, em finais de Outubro no Calendário Cósmico.

Mas a cianobactéria partilhava o planeta com outros seres:

os anaeróbios, formas de vida que tinham chegado à idade adulta antes de

as cianobactérias terem começado a poluir a Terra com oxigénio.

Para os anaeróbios o oxigénio era veneno,

mas as cianobactérias não paravam de carregar

a atmosfera com ele.

Para os anaeróbios e para quase toda a restante

vida na Terra, o oxigénio foi o apocalipse .

Os únicos sobreviventes entre os anaeróbios foram aqueles

que procuraram refúgio no fundo do mar,

profundamente enterrados no sedimento, onde o oxigénio não lhes podia chegar.

As cianobactérias agiram como máquinas de bombeamento de oxigénio,

continuaram a toda a velocidade e, 400 milhões de anos mais tarde,

provocaram uma mudança ainda mais radical para o planeta.

Lembram-se daquelas rochas serpentinizadas, no fundo do mar,

que expeliam hidrogénio e metano?

O metano é um gás com um poderoso efeito de estufa,

e, nessa altura, era a primeira coisa que mantinha o planeta quente.

Mas, mais uma vez, o oxigénio produzido pela vida baralhou as coisas:

combinou-se com o metano, produzindo dióxido de carbono,

um gás com um efeito de estufa muito menos potente...

o que significa que não era tão eficiente a reter o calor

na atmosfera terrestre.

A temperatura na Terra começou a cair.

A vida, a artista da fuga, escapou à garra gelada da morte

que sepultou o planeta.

Os cadáveres de bactérias mortas deixaram, por todo o planeta,

um reservatório de dióxido de carbono.

Os vulcões bombearam o dióxido de carbono em quantidades enormes para a atmosfera,

aquecendo o planeta e derretendo o gelo.

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