Cosmos: Possible Worlds - First Season

Cosmos: Possible Worlds - First Season

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1 فصل

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Cosmos Possible Worlds S01E11 Shadows of Forgotten Ancestors 1080p WEBRip x264-CAFFEiNE
Cosmos Possible Worlds S01E11 Shadows of Forgotten Ancestors iNTERNAL 720p WEBRip x264-CAFFEiNE
Cosmos Possible Worlds S01E11 Shadows of Forgotten Ancestors [1080p x265 10bit FS81 Joy]
د لخوا تبصره Stravouguine
Legendagem traduzida do Inglês por Manuel Matias

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په خپور شو: 2020-12-14
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د Portuguese سرليکونو مخکتنه

لومړۍ 200 کرښې.

Se exploradores extraterrestres inspeccionassem a Terra,

o que pensariam de nós?

Quem somos nós?

Seremos nós, como espécie, capazes de uma mudança fundamental?

Ou há algo no nosso ADN que irá determinar o nosso destino?

Será que as mãos mortas de antepassados esquecidos nos impelem

nalguma direcção para além do nosso controlo?

Poderemos nós libertar os nossos filhos dos demónios que nos atormentam e

e assombram a nossa espécie?

Podemos ter confiança em nós em relação ao nosso próprio futuro?

Desde a civilização da Pérsia Antiga,

e provavelmente até mesmo antes, temo-nos perguntado se há

qualquer coisa sobre a natureza humana que contém as sementes da nossa destruição.

Se há lugares na Terra que são sagrados para a nossa espécie,

seguramente este deve ser um deles,

o sítio mais antigo que conhecemos onde o fogo foi domado para as necessidades humanas.

Há mais de um milhão de anos, aqui,

na que hoje é conhecida como Caverna Wonderwerk na África do Sul,

os nossos antepassados juntaram-se e acenderam, pela primeira vez, o lume da cultura humana.

Cada ser humano vivo, hoje, na Terra, é um membro

da espécie Homo sapiens ,

os chamados "sábios".

E os nossos antepassados aqui, esta noite, são Homo erectus ,

"aqueles que se levantaram".

Ainda não somos nós... mas transportamo-los dentro de nós.

Não sabemos muito sobre eles.

Pensamos que tomavam conta uns dos outros quando ficavam velhos ou doentes.

Sabemos que eram hábeis fabricantes de ferramentas.

Foi em torno de fogos como este que começámos a cozinhar a nossa comida...

a contar histórias uns aos outros...

e a criar uma identidade aprendida e partilhada com os nossos parentes.

Se a vida e os seres humanos tivessem evoluído apenas há centenas, ou mesmo

milhares, de anos, poderíamos saber a maior parte do que é

importante sobre o nosso passado e sobre como chegámos a ser como somos.

Mas, em vez disso, a nossa espécie tem centenas de milhares de anos de idade,

o Homo erectus um par de milhões,

os primatas... dezenas de milhões,

os mamíferos... mais de 200 milhões

e a vida... cerca de quatro mil milhões.

Com excepção de alguns poucos, a quase totalidade dos nossos ancestrais é-nos totalmente desconhecida

e nós vasculhamos e peneiramos a Terra para encontrar os pedaços de cinzas

e ossos que são as únicas evidências sobreviventes da nossa humanidade.

Só começámos a viver a pensar num futuro,

deixando deliberadamente um registo detalhado de quem éramos e daquilo em que

acreditávamos, há cerca de 5 000 anos.

Mas uma coisa permaneceu constante do Homo erectus até

à grandeza da Pérsia Antiga...

O nosso fascínio pelo fogo.

E isso era verdade aqui em Persépolis,

um magnífico complexo construído pelos imperadores Persas do

século VI a.C.,

quando a Pérsia era a única superpotência na Terra.

Estes grandes reis adoravam um deus chamado Ahura Mazda,

cujas origens no tempo se perderam.

O seu profeta foi Zoroastro.

Todos os templos Zoroastrianos eram consagrados ao fogo...

Ele desempenhava o papel central no culto Zoroastriano,

simbolizando tanto a pureza do seu Deus como a luz

da mente iluminada.

Cuidar de uma chama eterna ao longo dos séculos era uma

das poucas obrigações rituais dos Zoroastrianos.

Eles escolheram esta primeira realização verdadeiramente humana,

a domesticação do fogo,

como o ponto focal da sua adoração.

O deus Ahura Mazda não pedia muito.

Ele não queria sacrifícios rituais,

ele não queria dinheiro.

Tudo o que ele pedia aos seres humanos eram bons pensamentos,

boas palavras e boas acções.

Mas, por alguma razão, a maioria das pessoas não conseguia cumprir

estes pedidos simples.

Muitas vezes tinham maus pensamentos e diziam coisas maldosas

e, alguns deles, cometiam crimes malévolos.

Porquê?

Tudo por causa do pólo oposto de Ahura Mazda,

Angra Mainyu.

Foi aqui que nasceu o diabo...

Desde os seus chifres curtos até aos seus cascos.

O Zoroastrismo foi o religião dominante da Grécia

até à Índia, durante 1 000 anos.

Não admira que tivesse tido tanta influência sobre as religiões

que vieram depois.

Para os Zoroastrianos, todo o mal do mundo,

os crimes cometidos pelos seres humanos,

bem como as catástrofes resultantes de desastres naturais e doenças,

eram o resultado das incessantes malvadezes de Angra Mainyu.

O seu deus, Ahura Mazda,

procurava nos seres humanos a ajuda para derrotar o diabo.

Qualquer pessoa, pelas suas acções, poderia inclinar a balança da

totalidade do futuro do Universo, quer na direcção do bem, quer na direcção do mal.

Neste mundo pré-científico,

quando o mal levantava a sua feia cabeça,

que melhor forma de o compreender do que a possessão demoníaca?

Isto não é uma história do bem e do mal,

da luta entre um deus e um demónio.

É, na verdade, apenas uma história de um predador e das suas presas.

Neste caso, o predador é microscópico e tem estado

a incubar na sua vítima.

Os micróbios patogénicos podem ser formidáveis predadores,

não só atacando e eventualmente matando,

mas também apoderando-se dos seus hospedeiros,

alterando o seu comportamento de forma a espalhar os seus microrganismos a outros hospedeiros.

Estamos na corrente sanguínea daquele pobre

cão azarado, que, sem culpa própria,

só por causa de um encontro casual com um morcego raivoso,

se encontra agora como personagem principal de uma história de terror de zombies .

Essas balas são o vírus da raiva.

Ao serem injectados na corrente sanguínea deste pacífico

cão que adora pessoas, dirigem-se para o cérebro dele,

direitos ao sistema límbico,

onde se encontram os botões de controlo da fúria.

Ao atacar as células nervosas,

o vírus da raiva está a converter o pobre animal

num assaltante rosnador

e feroz predador, sem lealdades ou amor por ninguém.

Os animais raivosos podem ser destemidos.

Agora que o sistema límbico foi conquistado,

outro destacamento de vírus da raiva é despachado para a

maquinaria de fabrico de saliva, na garganta do cão.

A sua missão é colocá-la em velocidade de cruzeiro,

ao mesmo tempo que paralisa os nervos para engolir.

Isto maximiza as hipóteses de a saliva infectada

deixar o cão e invadir o próximo alvo.

Mas como é que um tal grau de coordenação táctica

é possível para um vírus?

Como pode um vírus saber que parte do cérebro de outra criatura

é a sede da raiva?

Nós próprios só muito recentemente é que descobrimos isso.

Este é o poder da evolução por selecção natural:

dado tempo suficiente, uma mutação aleatória,

por muito especializada que seja...

por exemplo a capacidade de um vírus poder paralisar a garganta de uma vítima,

irá instalar-se.

Se ela aumentar a probabilidade de sobrevivência do vírus,

será transmitida.

Tudo o que ela precisa, em cada geração, é de uma vítima que

possa ser a portadora da doença,

para manter viva essa chama perversa.

A transformação de guardião da família para

demónio feroz, de olhos desvairados, está completa.

O cão está furioso, embora não saiba porquê.

Joguete indefeso dos vírus dentro dele,

não consegue resistir ao impulso de atacar.

Se o ataque for bem sucedido,

os vírus na saliva do cão irão entrar na

corrente sanguínea da vítima, através da lesão ou laceração,

e, em seguida, vão começar a apoderar-se desta nova vítima.

O vírus da raiva é um manipulador brilhante.

Ele conhece as suas vítimas e como puxar os seus cordelinhos.

Coordena o seu ataque contornando as defesas,

infiltrando-se, flanqueando, realizando um golpe de estado

dentro da sua presa e transformando o mais pacífico dos seres

no mais violento.

Estamos à mercê de forças invisíveis.

Vírus, micróbios, hormonas, o nosso próprio ADN...

Onde é que a programação termina e começa o livre arbítrio...

...se é que alguma vez termina?

As abelhas têm livre-arbítrio?

Quando uma abelha morre, ela liberta uma substância químico especial.

É uma feromona da morte que tem um odor característico,

sinalizando às outras abelhas para a removerem da colmeia.

A feromona da morte é ácido oleico.

O que é que acontece se uma abelha perfeitamente saudável for apanhada por uma

gota de ácido oleico?

Então, por muito viva que possa estar,

é carregada, a espernear e a gritar,

para fora da colmeia por carregadores de caixão indiferentes.

Será que as abelhas compreendem o perigo de infecção por cadáveres

em decomposição na colmeia?

Estarão elas conscientes da ligação entre morte e ácido oleico?

Terão elas alguma ideia do que é a morte?

Teremos nós?

Nas dezenas de milhões de anos de experiência colectiva das abelhas,

nunca houve uma forma de uma abelha poder emitir

ácido oleico a não ser morrendo.

Portanto, para as abelhas, não há aqui ambiguidade:

cheiro de ácido oleico significa sempre abelha morta.

Não tem havido razão para a evolução desenvolver um maior

sentido de nuance nesta matéria.

Não é necessária maquinaria elaborada e contemplativa para

avaliar a situação.

As percepções das abelhas são adequadas para as necessidades das abelhas.

Algo semelhante é verdade para as mariposas.

Esta infeliz não tem ideia de qual é o problema.

Há mariposas há 190 milhões de anos

e janelas de vidro transparentes há apenas cerca de 1 000...

Não admira pois que não haja uma voz no cérebro da mariposa que lhe diga:

se continuas a esbarrar em algo,

mesmo que não o consigas ver, deves tentar voar à sua volta.

Até muito recentemente, na escala temporal da Natureza,

não havia penalizações para mariposas sem uma tal voz interior.

As mariposas evoluíram num mundo sem janelas de vidro.

O que devemos então concluir quando encontramos semelhantes

programas comportamentais muito simples, e sem aparente supervisão por qualquer

controlo executivo central, nos chamados

"animais superiores"?

Quando um ovo de gansa rola para fora do ninho,

será que a mãe gansa, que está a incubar os seus ovos

há semanas, compreende a importância de recuperar um que rolou para fora?

Compreenderá ela que falta um?

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