Louis C.K.: Ridiculous

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Louis C K Ridiculous 2026 NF WEB H264-EDITH
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په خپور شو: 2026-06-30
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لومړۍ 200 کرښې.

Obrigado!

Olá.

Oi, como vocês estão?

Muito obrigado.

Então, fiz um teste de AIDS hoje.

Não transo há anos, mas…

eu precisava de uma boa notícia.

Enfim.

Descobri que eu tenho AIDS.

Ratos.

Foi assim que eu peguei.

Sabiam que dá pra pegar AIDS transando com ratos?

Pode, é verdade.

Eles nem precisam ser gays.

Mas esse era gay. Era gay, sim.

Comi um rato gay e peguei AIDS.

Recentemente fiz um voo e peguei no sono no avião.

Não gosto de dormir porque não gosto de acordar em avião.

Na verdade, não gosto de acordar. Eu odeio. Odeio acordar.

É a pior sensação que existe.

E tem que acordar todo dia. Acordei hoje. Não tem jeito.

É tão injusto que todo dia comece com…

Caralho.

Eu não quero fazer isso.

Eu não quero fazer isso.

Levo uns 40 minutos pra pensar: "Está tudo bem.

Você é só um cara meio gordo. Já tá acabando. Relaxa, nem falta muito."

Mas acordar num avião é muito pior.

É um choque, porque uma hora você está num sonho,

em estado subconsciente,

e aí, do nada, você está em público.

Você sai de uma parte megaprofunda e desconhecida de si mesmo,

e acorda com um cara bem aqui.

Do nada, lá está o cara.

E você fica…

Acordei no avião, e o cara do meu lado disse: "Você falou horrores."

Perguntei: "Foi…" E ele: "Sim, a maior parte foi racista."

Pois é.

Puta merda.

Eu não sou racista.

Mas um garoto pode sonhar, né? Sei lá.

Foi em sonho.

Não posso ser responsabilizado pelo que sonho.

Não sou um cara legal nos meus sonhos.

Quantas vezes você acordou e disse:

"Acho que mandei bem no sonho"?

Já fiz coisas horríveis nos sonhos.

Horríveis mesmo.

Uma vez, sonhei que eu mijava num bebê.

Sim, durante o sonho todo. Não foi só em uma parte.

Foi a noite toda dizendo: "Meu Deus!

Não quero mijar nesse bebê.

Por que estou mijando nele?"

Ei, volta aqui! Olha, ele está engatinhando.

Ei! O sonho é que tô mijando em você.

Ops. Isso, pisa no pé dele. Pronto.

Era só um sonho!

Fico me perguntando o que significa.

Perguntei ao terapeuta:

"O que significa sonhar que mijei num bebê?"

Ele disse: "Não quero que você volte aqui."

Pois é.

Eu entendo. Nem eu aguento mais isso.

Moro em Nova York, e não gosto, mas é tarde demais.

Sabe por quê? Gosto da natureza, e não tem natureza nem vida selvagem aqui.

Moro em Nova York há 30 anos e só vi uma abelha uma única vez.

Eu vi uma abelha em 1997

na Rua 38.

E ela estava morta.

Pois é. Alguém atirou numa abelha.

Eu amo a natureza. Adoro ir pra longe. Já foram pra longe, onde é silencioso?

Sabe quando você olha no celular, e não tem nada por perto,

além de um bar gay?

É a maior paz.

Tudo na natureza é conectado.

Eu estava pensando no sol outro dia.

Eu estava pensando no sol e em como as vaginas

são como o sol.

O sol e as vaginas têm algo em comum,

que é o fato de serem ótimos.

Primeiro, os dois são maravilhosos.

São muito bons.

Sério, tipo, as vaginas…

Um segundo de apreciação.

Xiu.

Só sintam.

Só se lembrem.

Que maravilha!

É.

E o sol é ótimo também.

Mas sabem qual é a conexão?

Tanto o sol quanto as vaginas são a fonte da vida

e da alegria,

mas você não pode olhar diretamente pra eles.

Sério, não encarem.

Você sabe que está bem ali, e é grato por isso,

mas nunca olhe diretamente.

Vai se arrepender.

Minha mãe…

O quê?

Calma aí, não. Eu…

Gente depravada. Vou mudar de assunto.

Vou mudar de assunto.

Credo.

Minha mãe

tinha uma vagina muito nojenta.

Não, era…

Assim…

Era legalzinha, sabe?

Minha mãe me dizia umas coisas, provavelmente como qualquer mãe.

Minha mãe dizia: "Precisa comer tudo,

porque tem crianças morrendo de fome na África."

Depois, descobri que era mentira. Elas morriam de AIDS.

Minha comida era indiferente.

Além disso, sabem quando um bebê mama?

Às vezes, quando um bebê está mamando, morde o mamilo da mãe,

e isso dói muito.

Minha mãe disse que fiz isso com ela,

mas claro que não lembro, porque eu estava bêbado.

É óbvio que não mamo mais na minha mãe

porque a gente cremou ela.

Foi o motivo da cremação, aliás.

"Temos que queimar ela. Não consigo parar."

Pois é.

Foi o que falei quando ela morreu.

Minha irmã ligou e disse: "A mãe morreu."

Falei: "Cozinha ela agora. Estou avisando.

Ou vou chupar os peitos dela pro resto da vida. Você me conhece!"

Minha irmã: "Deixa comigo." E queimou ela na hora.

Ninguém devia queimar a mãe assim.

Mas não tem punição. Só dizem: "Não deviam ter feito isso."

Enfim, sinto falta da minha mãe. Sinto mesmo. Do meu pai, não.

Dele, eu não sinto falta. Até porque não morreu.

Mas ele não foi um bom pai. Não foi. Meu pai não foi um bom pai.

Ele não fazia questão. Simplesmente não estava a fim.

Ele pensava: "Nah."

Então não participava.

Mas ele fez algo bom por mim, e eu agradeço.

É assim que eu vejo a vida: se fazem uma coisa boa por mim, eu guardo isso.

O resto, consigo esquecer.

E como pai, meu pai fez uma coisa boa por mim,

que foi nunca ter me comido.

É verdade. Nunca.

E isso foi uma baita contribuição pra minha vida.

Não ser comido pelo seu pai é uma puta vantagem…

Então tenho essa gratidão por ele.

Tipo, ele ainda está vivo, mas…

ele ainda não me comeu.

Ele poderia literalmente…

Tecnicamente, ainda poderia acontecer, mas, a essa altura,

não seria tão ruim, sabe?

Quando eu era criança, teria sido devastador,

mas já tenho 58 anos. Eu daria conta.

Não que eu queira isso.

Não quero. Não quero mesmo.

Mas se ele fizesse isso, sei lá.

Acho que eu nem cancelaria um show.

Meu pai tem 89 anos agora.

É engraçado porque agora imaginaram ele me comendo?

Ficou mais engraçado, né? Porque ele é pequeno e velho?

Ele já tá meio…

"Pai, por favor, para, tá?

Tem razão. Eu devia ter dito antes."

É, meu pai tem 89 anos e agora mora num asilo.

Num asilo. Sabem o que isso significa?

Tem uma jarra de plástico rosa no quarto. Sabe?

É. Ele está num asilo.

Eu e minhas irmãs colocamos ele lá

porque ele estava velho demais pra conseguir nos impedir.

Já estava fraco demais pra resistir à força.

Decidimos colocar ele lá por dois motivos. Primeiro, não queríamos olhar pra ele.

Cansamos. Já tínhamos olhado demais.

E, segundo, seria ilegal matar ele.

Ninguém pode fazer isso.

Então tivemos que pensar em algo, e…

felizmente, há esses lugares.

Há toda uma indústria de lugares que atendem exatamente a esse dilema.

E eles entendem perfeitamente, sabe?

Você olha o folheto e pensa: "Porra, eles entendem a minha situação."

O folheto diz: "Você não quer olhar pro seu pai,

mas não pode matá-lo, então traga ele pra cá,

e nós garantimos que ele morrerá legalmente.

Não por negligência, mas por desespero.

Seu pai morrerá sozinho num quarto com um jamaicano

em pé ao lado da cama dizendo:

'Ai, que pena.'"

É o que diz.

Então pensamos: "Parece ótimo."

Começamos a procurar um asilo pro nosso pai,

e fizemos uma visita…

Mas sem ele.

Não levamos ele junto.

Não, ele tem que ir lá pela primeira vez

quando for o último lugar que ele vai na vida.

Na primeira vez dele lá,

ele vai dizer: "Que lugar é este?"

E aí vocês explicam que ele nunca mais fará essa pergunta.

Mas primeiro você faz uma visita. O tema da visita é:

"O que é cada coisa."

"É só isso." O cara diz:

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