The Nuclear Option

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PBS NOVA: The Nuclear Option (S44E09)
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په خپور شو: 2019-08-02
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لومړۍ 200 کرښې.

No Japão, as luzes cintilantes nunca deixam de brilhar.

O país tem uma necessidade insaciável de energia,

mas virtualmente nenhuns recursos naturais para gerá-la.

Aqui, para atender a procura, aposta-se forte na energia nuclear.

Acreditávamos cegamente que as centrais nucleares . .

eram completamente seguras, não sujeitas a acidentes, . .

e que eram a fonte mais barata de energia.

Mas os derretimentos nucleares em Fukushima Daiichi mudaram tudo.

Para evitar outro Fukushima,

devíamos fechar todas as centrais nucleares.

Tal como o resto do Mundo,

o Japão encontra-se numa encruzilhada.

Eles podem passar sem nuclear?

Podem. . .

O preço vai ser muito, muito alto para eles. . .

Nem o vento nem a energia solar

vão acender as luzes do Ginza.

Como prover o planeta de energia

sem danificar o clima?

Se realmente se quer fazer alguma coisa

a respeito das alterações climáticas, o nuclear é o caminho. . .

Não usamos o nuclear por causa do desvario dos anos '70s. . .

Mais armas nucleares não!

Há algumas ideias inovadoras

nas pranchetas dos projectistas.

Na minha geração

estamos muito mais preocupados

com as alterações climáticas e com o aquecimento global. . .

Não vamos excluir hipóteses nenhumas

dada a importância da questão.

Mas, dado o seu passado multifacetado,

até que ponto é realística a energia atómica?

Estaremos prontos para a "Opção Nuclear"?

Agora mesmo na NOVA.

Notícias de Última Hora... Um violento tremor de terra

ao largo da costa nordeste do Japão abalou a nação.

Um sismo de magnitude 7.9 no Japão, um potente...

Começou com um terramoto épico no mar...

...que desencadeou um tsunami gigantesco...

Vejo um grande tsunami a dirigir-se para cá

...um parede de água de 14 metros de altura...

Três, quatro ondas ou mais... Estão a chegar ondas gigantes... . .

rolou sobre a central nuclear de Fukushima Daiichi...

O tsunami vai apanhar-nos

...provocando falhas em série.

Três explosões de gás hidrogénio.

Três colapsos por fusão.

Libertação descontrolada de radioactividade no oceano

e para a atmosfera.

Contaminação de uma enorme faixa de terra...

...levou à evacuação

de mais de 100 000 pessoas num raio de 20 km.

As áreas mais afectadas,

a noroeste da central, permanecem zona proibida, abandonada.

Ninguém poderá viver aqui durante muito tempo.

A OPÇÃO NUCLEAR

Quando as águas dos lençóis freáticos

passam através da central, misturam-se

com a água contaminada...

Passaram-se quase seis anos desde os colapsos por fusão

em Fukushima.

Tenho vindo a fazer a cobertura desde que aconteceu.

São seis viagens em seis anos.

Tenho andado para cá e para lá

na desolada zona de evacuação.

Estamos a cerca de um quilómetro da central de Fukushima Daiichi,

aqui a obter leituras particularmente altas:

34 microsieverts por hora.

As vítimas, que tanto perderam tanto com o terramoto e com o tsunami, estão

num limbo, na incerteza de quando — ou se — poderão voltar para casa.

Estão a ver...

eu perdi três membros da família--

a minha mãe, a minha mulher e o meu filho mais velho.

Pensei que se consertássemos a casa,

podíamos voltar a viver cá.

Pensei isso quando fomos embora.

Mas agora que a vejo, não há nenhuma maneira, de jeito nenhum.

E muitos são os que compreensivelmente se opõem à energia nuclear.

Daqui para a frente, não quero que eles

construam outra central nuclear nunca mais.

Este é um sentimento partilhado por todo o Japão.

Parem o re-arranque das centrais nucleares

Em Tóquio, o rufar dos tambores continua firme.

Os manifestantes ainda se reúnem regularmente,

frente ao gabinete do primeiro ministro, para pedir

o fecho permanente

de todas as centrais nucleares.

Não sabemos quando é que o desastre nuclear de Fukushima vai acabar... . . .

Então será assim tão boa ideia arrancar com mais centrais nucleares? . . .

A dona de Fukushima,

a Companhia de Energia Eléctrica de Tóquio, a TEPCO,

está a fazer tudo para obter autorização para reiniciar outras

extensas instalações para uma central nuclear na costa ocidental do Japão.

A central atómica de Kashiwazaki-Kariwa é a maior

do Mundo.

Ou era.

Hoje, em KK,

os operadores vão simulando desastres.

Mas a central permanece fechada, . .

como quase todas as outras centrais nucleares no Japão. . .

Depois dos colapsos por fusão em Fukushima, . .

aqui a TEPCO investiu fortemente em melhoramentos de segurança:

um paredão quebra-mar de 15 metros de altura;

portas estanques;

um grupo de geradores de emergência num ponto alto

e carros de bombeiros;

e uma lagoa de retenção de quase 20 milhões de litros,

destinada a manter água a correr para os núcleos do reactor,

como último recurso.

Preço estabelecido-- quase 5 mil milhões de dólares.

Apesar disso tudo, o governador da província

opõe-se a um re-arranque,

tal como a maioria das pessoas que aqui vivem.

Eu tenho crianças pequenas.

Na minha opinião, as centrais nucleares deviam ser eliminadas.

Sinceramente, eu não quero que elas voltem a funcionar.

Depois do impacto de Fukushima,

não quero que no futuro se usem centrais nucleares.

Antes do desastre de Fukushima,

o Japão obtinha 30% da sua electricidade

a partir de 54 reactores nucleares.

Havia planos alargados para construir mais duas dúzias.

Objectivo: gerar metade da electricidade

com o nuclear em 2030.

Agora o país depende

de combustíveis fósseis importados para preencher a lacuna.

Protejam as nossas crianças.

O Japão está numa encruzilhada.

E o resto do Mundo também.

Que resposta havemos de dar

à demanda incessante de mais energia

sem queimar combustíveis fósseis,

os principais culpados do aquecimento global?

Ao contrário dos combustíveis fósseis, o nuclear é uma potente fonte de energia

que não gera nenhum dos gases de efeito estufa

como o dióxido de carbono, que retém o calor na atmosfera,

aquecendo o planeta.

Um reactor nuclear é alimentado por urânio, um elemento

que se cinde naturalmente, libertando partículas atómicas

chamadas neutrões.

A isso chama-se fissão.

E a fissão do urânio pode induzir mais fissão.

Quando um neutrão é disparado contra um núcleo de urânio próximo,

o átomo torna-se instável e rapidamente se divide.

Cada vez que um átomo se divide

gera calor...

que é usado para ferver água.

O vapor acciona turbinas,

gerando electricidade sem libertação de

dióxido de carbono para a atmosfera.

As fontes de energias renováveis podem parecer meios mais seguros e mais simples

de gerar energia sem carbono.

Mas sem um meio prático

de armazenar o que produzem, serão suficientemente fiáveis?

Contamos que a electricidade nunca nos falhe. . .

Que sucede quando o Sol não brilha?

Que sucede quando o vento não sopra?

Não temos uma tecnologia de baterias

adequada aos rigorosos requisitos de desempenho

da rede eléctrica-- nomeadamente, custo super baixo

e vida útil de serviço super longa.

Eólica e solar têm vindo a crescer rapidamente mas,

temos uma tão pequena capacidade de armazenamento que, mesmo que cresça . .

muito depressa, ainda terá de passar muito tempo antes de conseguir ter um grande impacto.

Precisamos de ter

uma produção eléctrica de base, livre de carbono. . .

E a energia nuclear é um óptimo exemplo de algo que é

produção de carga energética de base, livre de carbono.

Mas desde o alvorecer da era nuclear...

Aquele sinal significa parar o que quer que seja que se está a fazer

e dirigir-se rapidamente para o local seguro mais próximo.

...receio de bombas atómicas, radiação e preocupações a respeito

do armazenamento do lixo radioactivo

fizeram com que a energia nuclear parecesse um risco excessivo.

MULTIDÃO: Mais armas nucleares não! Mais armas nucleares não!

Mais armas nucleares não!

Fukushima é uma lição sobre o que acontece

quando esses riscos hipotéticos se tornam completamente reais.

Era uma das maiores

centrais nucleares do Mundo.

Ainda é um local de trabalho activo e cheio de gente,

só que agora é um perigoso estaleiro de desmantelamento.

O meu convite para o ver de perto foi único.

O que é que se segue?

O três tem muito?

Sim, sim...

Mas, mesmo com autorização especial,

entrar não é fácil, dada a regulamentação.

A contaminação radioactiva baixou,

mas não o suficiente para dispensar os fatos Tyvek,

três camadas de meias,

luvas,

e máscaras respiratórias integrais.

4 000 trabalhadores suportam o ritual todos os dias.

Eles trabalham muito e duramente sem acesso

a água ou a instalações sanitárias.

É como ser-se astronauta num passeio no espaço.

Mas esta missão quase não tem roteiro nem ensaio.

Não há guião.

O grande desafio

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