لومړۍ 200 کرښې.
No Japão, as luzes cintilantes nunca deixam de brilhar.
O país tem uma necessidade insaciável de energia,
mas virtualmente nenhuns recursos naturais para gerá-la.
Aqui, para atender a procura, aposta-se forte na energia nuclear.
Acreditávamos cegamente que as centrais nucleares . .
eram completamente seguras, não sujeitas a acidentes, . .
e que eram a fonte mais barata de energia.
Mas os derretimentos nucleares em Fukushima Daiichi mudaram tudo.
Para evitar outro Fukushima,
devíamos fechar todas as centrais nucleares.
Tal como o resto do Mundo,
o Japão encontra-se numa encruzilhada.
Eles podem passar sem nuclear?
Podem. . .
O preço vai ser muito, muito alto para eles. . .
Nem o vento nem a energia solar
vão acender as luzes do Ginza.
Como prover o planeta de energia
sem danificar o clima?
Se realmente se quer fazer alguma coisa
a respeito das alterações climáticas, o nuclear é o caminho. . .
Não usamos o nuclear por causa do desvario dos anos '70s. . .
Mais armas nucleares não!
Há algumas ideias inovadoras
nas pranchetas dos projectistas.
Na minha geração
estamos muito mais preocupados
com as alterações climáticas e com o aquecimento global. . .
Não vamos excluir hipóteses nenhumas
dada a importância da questão.
Mas, dado o seu passado multifacetado,
até que ponto é realística a energia atómica?
Estaremos prontos para a "Opção Nuclear"?
Agora mesmo na NOVA.
Notícias de Última Hora... Um violento tremor de terra
ao largo da costa nordeste do Japão abalou a nação.
Um sismo de magnitude 7.9 no Japão, um potente...
Começou com um terramoto épico no mar...
...que desencadeou um tsunami gigantesco...
Vejo um grande tsunami a dirigir-se para cá
...um parede de água de 14 metros de altura...
Três, quatro ondas ou mais... Estão a chegar ondas gigantes... . .
rolou sobre a central nuclear de Fukushima Daiichi...
O tsunami vai apanhar-nos
...provocando falhas em série.
Três explosões de gás hidrogénio.
Três colapsos por fusão.
Libertação descontrolada de radioactividade no oceano
e para a atmosfera.
Contaminação de uma enorme faixa de terra...
...levou à evacuação
de mais de 100 000 pessoas num raio de 20 km.
As áreas mais afectadas,
a noroeste da central, permanecem zona proibida, abandonada.
Ninguém poderá viver aqui durante muito tempo.
A OPÇÃO NUCLEAR
Quando as águas dos lençóis freáticos
passam através da central, misturam-se
com a água contaminada...
Passaram-se quase seis anos desde os colapsos por fusão
em Fukushima.
Tenho vindo a fazer a cobertura desde que aconteceu.
São seis viagens em seis anos.
Tenho andado para cá e para lá
na desolada zona de evacuação.
Estamos a cerca de um quilómetro da central de Fukushima Daiichi,
aqui a obter leituras particularmente altas:
34 microsieverts por hora.
As vítimas, que tanto perderam tanto com o terramoto e com o tsunami, estão
num limbo, na incerteza de quando — ou se — poderão voltar para casa.
Estão a ver...
eu perdi três membros da família--
a minha mãe, a minha mulher e o meu filho mais velho.
Pensei que se consertássemos a casa,
podíamos voltar a viver cá.
Pensei isso quando fomos embora.
Mas agora que a vejo, não há nenhuma maneira, de jeito nenhum.
E muitos são os que compreensivelmente se opõem à energia nuclear.
Daqui para a frente, não quero que eles
construam outra central nuclear nunca mais.
Este é um sentimento partilhado por todo o Japão.
Parem o re-arranque das centrais nucleares
Em Tóquio, o rufar dos tambores continua firme.
Os manifestantes ainda se reúnem regularmente,
frente ao gabinete do primeiro ministro, para pedir
o fecho permanente
de todas as centrais nucleares.
Não sabemos quando é que o desastre nuclear de Fukushima vai acabar... . . .
Então será assim tão boa ideia arrancar com mais centrais nucleares? . . .
A dona de Fukushima,
a Companhia de Energia Eléctrica de Tóquio, a TEPCO,
está a fazer tudo para obter autorização para reiniciar outras
extensas instalações para uma central nuclear na costa ocidental do Japão.
A central atómica de Kashiwazaki-Kariwa é a maior
do Mundo.
Ou era.
Hoje, em KK,
os operadores vão simulando desastres.
Mas a central permanece fechada, . .
como quase todas as outras centrais nucleares no Japão. . .
Depois dos colapsos por fusão em Fukushima, . .
aqui a TEPCO investiu fortemente em melhoramentos de segurança:
um paredão quebra-mar de 15 metros de altura;
portas estanques;
um grupo de geradores de emergência num ponto alto
e carros de bombeiros;
e uma lagoa de retenção de quase 20 milhões de litros,
destinada a manter água a correr para os núcleos do reactor,
como último recurso.
Preço estabelecido-- quase 5 mil milhões de dólares.
Apesar disso tudo, o governador da província
opõe-se a um re-arranque,
tal como a maioria das pessoas que aqui vivem.
Eu tenho crianças pequenas.
Na minha opinião, as centrais nucleares deviam ser eliminadas.
Sinceramente, eu não quero que elas voltem a funcionar.
Depois do impacto de Fukushima,
não quero que no futuro se usem centrais nucleares.
Antes do desastre de Fukushima,
o Japão obtinha 30% da sua electricidade
a partir de 54 reactores nucleares.
Havia planos alargados para construir mais duas dúzias.
Objectivo: gerar metade da electricidade
com o nuclear em 2030.
Agora o país depende
de combustíveis fósseis importados para preencher a lacuna.
Protejam as nossas crianças.
O Japão está numa encruzilhada.
E o resto do Mundo também.
Que resposta havemos de dar
à demanda incessante de mais energia
sem queimar combustíveis fósseis,
os principais culpados do aquecimento global?
Ao contrário dos combustíveis fósseis, o nuclear é uma potente fonte de energia
que não gera nenhum dos gases de efeito estufa
como o dióxido de carbono, que retém o calor na atmosfera,
aquecendo o planeta.
Um reactor nuclear é alimentado por urânio, um elemento
que se cinde naturalmente, libertando partículas atómicas
chamadas neutrões.
A isso chama-se fissão.
E a fissão do urânio pode induzir mais fissão.
Quando um neutrão é disparado contra um núcleo de urânio próximo,
o átomo torna-se instável e rapidamente se divide.
Cada vez que um átomo se divide
gera calor...
que é usado para ferver água.
O vapor acciona turbinas,
gerando electricidade sem libertação de
dióxido de carbono para a atmosfera.
As fontes de energias renováveis podem parecer meios mais seguros e mais simples
de gerar energia sem carbono.
Mas sem um meio prático
de armazenar o que produzem, serão suficientemente fiáveis?
Contamos que a electricidade nunca nos falhe. . .
Que sucede quando o Sol não brilha?
Que sucede quando o vento não sopra?
Não temos uma tecnologia de baterias
adequada aos rigorosos requisitos de desempenho
da rede eléctrica-- nomeadamente, custo super baixo
e vida útil de serviço super longa.
Eólica e solar têm vindo a crescer rapidamente mas,
temos uma tão pequena capacidade de armazenamento que, mesmo que cresça . .
muito depressa, ainda terá de passar muito tempo antes de conseguir ter um grande impacto.
Precisamos de ter
uma produção eléctrica de base, livre de carbono. . .
E a energia nuclear é um óptimo exemplo de algo que é
produção de carga energética de base, livre de carbono.
Mas desde o alvorecer da era nuclear...
Aquele sinal significa parar o que quer que seja que se está a fazer
e dirigir-se rapidamente para o local seguro mais próximo.
...receio de bombas atómicas, radiação e preocupações a respeito
do armazenamento do lixo radioactivo
fizeram com que a energia nuclear parecesse um risco excessivo.
MULTIDÃO: Mais armas nucleares não! Mais armas nucleares não!
Mais armas nucleares não!
Fukushima é uma lição sobre o que acontece
quando esses riscos hipotéticos se tornam completamente reais.
Era uma das maiores
centrais nucleares do Mundo.
Ainda é um local de trabalho activo e cheio de gente,
só que agora é um perigoso estaleiro de desmantelamento.
O meu convite para o ver de perto foi único.
O que é que se segue?
O três tem muito?
Sim, sim...
Mas, mesmo com autorização especial,
entrar não é fácil, dada a regulamentação.
A contaminação radioactiva baixou,
mas não o suficiente para dispensar os fatos Tyvek,
três camadas de meias,
luvas,
e máscaras respiratórias integrais.
4 000 trabalhadores suportam o ritual todos os dias.
Eles trabalham muito e duramente sem acesso
a água ou a instalações sanitárias.
É como ser-se astronauta num passeio no espaço.
Mas esta missão quase não tem roteiro nem ensaio.
Não há guião.
O grande desafio
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