Aziz Ansari: Right Now

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Aziz Ansari Right Now 2019 1080p WEBRip x264-RARBG
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په خپور شو: 2021-01-24
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لومړۍ 200 کرښې.

UM ESPECIAL DE COMÉDIA ORIGINAL NETFLIX

Right Now! do Aziz Ansari!

Aziz Ansari!

Muito obrigado!

Obrigado.

Agradeço muito.

Podem se sentar.

Muito obrigado.

Nossa. Que bela recepção.

Nossa.

Muito... A propósito, esse cara está comigo.

Ele está autorizado.

Não é nenhum trapaceiro audacioso que se faz de doido.

"Celulares são proibidos, mas e câmeras?"

É, estamos filmando os stand-ups, então talvez você apareça em algum

quando passar... onde quer que seja.

Vai pensar: "Caramba. Eu estava lá!"

Estamos filmando e,

se a plateia for meio bosta, não vamos usar nada.

Estou feliz de estar aqui. Faz tempo que estou em turnê.

Voltei para Nova York, minha cidade, há alguns dias e...

Pois é.

Estava dando uma volta um dia desses

e fui abordado por um cara na rua, que falou:

"Cara, adorei sua série da Netflix!" Eu falei: "Muito obrigado."

Ele falou: "Adorei o episódio que fez sobre a Supreme!"

Falei: "O quê?

Não fiz nenhum episódio sobre isso."

Logo percebi que ele está falando do Hasan Minhaj.

Patriot Act.

Outra série.

Outro cara.

E ele se sentiu péssimo, certo?

Ao perceber o erro, ficou tentando contornar:

Falou: "Não. Aziz, certo?" Falei: "É, sou eu."

"Master of None!" "Sim, sou eu."

"Parks and Rec." "Sim, sou eu."

"Se dê ao luxo." "Sim, sou eu."

"E aquela história de assédio sexual no ano passado?"

"Não!

Isso foi Hasan."

Sabem, eu não falei muito sobre isso,

mas eu falo nesta turnê

porque vocês estão aqui, o que significa muito.

E alguns devem estar curiosos sobre como me sinto diante disso.

E é um assunto complicado para mim

porque eu senti muitas coisas no ano passado.

Ora senti medo.

Ora me senti humilhado.

Ora me senti envergonhado.

E, por fim,

me senti péssimo por aquela pessoa se sentir assim.

Depois de um ano, espero que tenha servido de lição.

Para mim, serviu, e me fez refletir bastante.

Espero ter me tornado alguém melhor.

Sempre me lembro de uma conversa com um amigo,

em que ele disse: "Sabe, cara?

Tudo isso me fez refletir sobre todos os encontros que já tive."

E eu pensei: "Nossa. Que incrível.

Fez com que eu e os outros refletissem,

o que é bom."

E é assim que me sinto sobre isso.

E eu sei...

que não é o jeito mais engraçado de abrir um stand-up.

Mas é importante que vocês saibam como me sinto diante de tudo isso

antes de passarmos a noite juntos.

Nossa, o clima pesou.

Sobre o que mais vamos falar?

Estados Unidos?

Todos estão bem preocupados agora.

Muitos estão desanimados.

As pessoas dizem: "Meu Deus, jogaram a merda no ventilador."

Mas não estou preocupado.

Sabem por quê? Porque estamos nos EUA, certo?

Não jogaram a merda no ventilador, ela já estava lá.

Nunca existiu um ventilador limpo.

Sempre teve merda lá.

Cada geração teve sua merda.

Eles aguentaram a barra, e nós também vamos.

Algumas gerações tiveram uma merda ainda mais louca do que nós.

Coisas como a Grande Depressão,

a Guerra do Vietnã, o alistamento obrigatório.

Imaginem se fosse com a gente?

Com as pessoas de hoje?

"Não posso ir à guerra. Abri uma empresa.

Sapatos ecológicos feitos de castanhas.

Se chamam 'sapatanhas'."

Algumas gerações atrás, davam um rifle e diziam:

"Mate uns asiáticos ali!"

Agora o asiático fala: "Não é 'pho', Valerie, é 'faa'."

O avô dele...

Mas eu prometo que vamos ficar bem.

Porque, apesar de parecer que não,

ainda temos capacidade de ouvir e compreender.

Vou dar um exemplo, certo?

Li uma história. A garota vai ao baile de formatura.

Garota branca. Com vestido asiático.

Um garoto asiático que estava lá se sentiu ofendido.

Ele fez algo muito legal.

Foi até ela, e eles tiveram uma conversa.

Ele explicou sobre a questão da apropriação cultural.

Ela garantiu que tinha respeito e admiração.

E ambos aprenderam com as perspectivas alheias.

E foi... Brincadeira. Nada disso aconteceu.

Por que aconteceria?

Não, ele só tuitou fotos dela e escreveu:

"Minha cultura não se resume ao seu vestido!"

E isso virou notícia no mundo todo!

Motivou matérias, comentários e tuítes.

E eu li todos eles.

O que mais gosto é ir até o tuíte

e acompanhar as pessoas discutindo, querendo lacrar.

Sabem como é? Uma pessoa dizendo:

"Não acredito que roubou da cultura chinesa assim."

O outro diz: "Os chineses roubaram da Malásia."

E eu: "Caralho!

Ele lacrou mais do que você!"

Enquanto você estava indo,

o outro já tinha ido e voltado

com as injustiças do mundo na mão."

Cara, olha só. Eu vi as fotos.

Não acho que tenha sido por mal.

Ela não tuitou: "Ei, saquem só meu vestido ching, chong, bing, bong!"

Isso seria péssimo.

Não estou sabendo de algo?

Ela não saiu da limusine e:

"Konichiwa, vadias!

Cadê esse baile?"

Isso é um problema.

Hoje em dia, até quando algo é racista,

eu falo: "Podemos mudar de assunto?

Não vai dar para resolver neste brunch.

Não acho que são vocês que vão resolver essa questão."

Digam o que quiser sobre racistas, mas geralmente são curtos e grossos.

Brancos que acordaram agora são um pé no saco!

"Cadê os dados? Qual é a fonte disso?"

Blá, blá, blá.

"Aziz, você viu o episódio de Os Simpsons?

Tem um personagem indiano, e blá, blá, blá...

Informação, opinião Eu li uma informação

Agora vou te dizer o que li

Eis as questões que envolvem o problema

Me chama de Apu logo e me deixa em paz!

"Sim!

Estou sabendo.

Estou sabendo, Candice. Percebi há 30 anos.

É um branco fazendo voz de indiano.

Agradeço o apoio,

mas as coisas não viram racismo só quando os brancos ficam sabendo."

Não me levem a mal, também não gosto dessa gente.

Ficam: "Por que não falaram nada na época?"

Foram premiados e tudo, e ninguém falou nada."

Porque os indianos só passaram a ter voz há quatro anos.

Nossa inclusão foi lenta.

Sabem quem foi o primeiro indiano que vi na MTV?

Eu!

Demorou um pouco.

Na verdade, foi o baixista do No Doubt, mas sabem como é,

ele estava no fundo tocando baixo!

Não tinha espaço para falar dessas coisas!

E todo mundo sabe como a banda tocava lá.

"Gwen, existem problemas na comunidade indo-americana e...

Não fale!

"Merda, foi mal!"

Tempos difíceis

para os brancos.

Ando observando vocês.

Vejo o que está rolando.

Se esforçam para serem legais com as minorias

de um jeito que nunca vi.

Se empenhando, se esforçando.

Se expondo, assistindo ao Podres de Ricos.

Os brancos foram aos montes! Bacana.

Algum branco aqui viu Podres de Ricos?

Levantem a mão. É?

É?

Você, aqui na frente. Viu?

É? Tinha 97% de aprovação no Rotten Tomatoes.

Acha justo?

Talvez um pouco menos? Quanto você daria?

Oitenta e cinco.

Oitenta e cinco? Nossa!

Doze por cento a menos.

O que você não gostou

a ponto de fazer a aprovação cair 12%?

Está nervosa?

Só estou brincando.

O que acha não importa.

É divertido deixar os brancos em maus lençóis.

E...

Adorável. Vejam o quanto evoluímos

em apenas duas gerações, não é?

Sua avó nem chamava esse filme pelo nome,

chamava de "o filme cheio de orientais".

E, agora, você fica: "Oitenta e cinco? Merda. Esquece, é 97%.

O que preciso dizer para não me dar mal?"

Sei que a intenção é boa, mas as pessoas andam estranhas.

Perguntei a uma moça: "Você viu Podres de Ricos?"

E ela: "Vi!" Falei: "Gostou?"

E ela: "Na verdade, não vi. Lamento."

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