لومړۍ 200 کرښې.
Estão com o material?
Obrigado.
RUPTURA
- Oi. - Oi. Como foi o lance do fim de semana?
Bom, acho. Mas parece que meu interno caiu de uma corda.
De uma corda?
Está machucado?
Não, me molhei um pouco, só isso.
A coisa não tem fim com essa gente. Você sabe o que realmente aconteceu?
Não faço ideia.
Porra. Como vai aquela merda de gravar uma mensagem nos seus olhos?
Ainda não consegui fazer durar tempo o suficiente.
Ok. Então, o que vamos fazer?
Continuar tentando, pelo jeito.
Tem alguma outra ideia?
Desculpa, preciso ir trabalhar.
- Tudo bem. Tchau. - É. Tchau.
- Oi. - Tem que consertar sua secadora.
É, ou você poderia não morar aqui.
Não posso ficar entrando e saindo.
Estão nos vigiando?
Depende de você ter se passado por bobo.
Ei, quando vamos continuar?
À noite, talvez. Decidirei mais tarde.
Porque não me lembrei de mais nada.
Certo. Talvez seu interno tenha se lembrado.
Tirou o resto do fim de semana para se recuperar?
Estou bem.
Vou informar meu pai mais tarde?
Ele deveria saber por mim.
Decidimos poupá-lo de tomar conhecimento deste contratempo.
Digam a ele que a filha está viva e passa bem.
Segundo a equipe médica, seus humores logo se equilibrarão.
É bom saber.
É esperado que haja um trauma residual após esse tipo de provação.
Talvez possamos providenciar mais uma sessão obrigatória à noite.
Já falei que estou bem.
Falta pouco, Helena.
Até onde ele já chegou, 78%?
Oitenta e um, até sexta.
Não vai demorar muito.
Você consegue.
Não vou voltar lá.
Não será você, será sua interna.
Minha interna que tentou me matar?
E aí o outro tentou me matar.
Eles são uns animais.
Vou fingir de novo.
Não podemos nos arriscar.
Temos que resolver a situação.
Os muitos erros do Milchick no fim de semana nos obrigaram a agir.
E o meu pai aprovou isso?
Seu pai incentivou.
É um risco.
Nós sabemos que é.
Mas não tem outra solução.
Mark S não vai trabalhar sem ela.
E o trabalho é misterioso e importante.
Temos que dar a ele a presença dela.
O Conselho agradece seu sacrifício.
Bom dia, Helly R.
Quem é você?
Sou a Srta. Huang.
Que merda é essa?
Por favor, venha comigo.
O Sr. Milchick vai explicar.
- Oi. - Oi.
- Ela é... - A interna dela.
RMD.
Juntos novamente.
Entrem.
Quero saber o que está acontecendo. Agora mesmo.
- Cadê o Irving? - E por que ele tentou me afogar?
Porque você é uma Eagan.
- Ela estava espionando a gente? - Como é que é?
O tempo todo. Chama-se "bloqueio de Glasgow".
- Permite que o externo... - Espere, quer dizer que ela esteve aqui?
No meu lugar?
Talvez ainda esteja.
Ei, vou repetir, cadê o Irving?
- É, cadê ele? - Estou bem confusa.
Responda a minha pergunta!
Com licença.
Helena Eagan, como executiva, estava realizando uma pesquisa importante.
Roubando o meu corpo?
O Irving desconhecia a intenção da diretoria com tal iniciativa,
e, por isso, quase afogou você.
Só nos restou a exoneração permanente dele.
Então ele está morto?
Não.
O externo do Irving B partiu em um prolongado cruzeiro.
Não estou nem aí para o externo dele.
Ela não tem o direito de pegar a minha identidade.
Já ouviram falar da história do Gråkappan ?
Vamos supor que não.
Na antiguidade, o rei da Suécia
era famoso por andar disfarçado em meio a seu povo,
na esperança de descobrir as reais queixas das pessoas.
Ele usava um roupão cinza, velho, um Gråkappan ,
nome pelo qual foi lembrado,
a fim de encobrir seu vestuário real.
O próprio Kier Eagan era famoso por fazer o mesmo nas fábricas de éter,
e a Srta. Eagan continuou mantendo essa nobre tradição.
Está cheirando a papo furado.
É, papo furado sueco, e o Irving continua morto.
Como falei, o externo do Irving B partiu em um prolongado...
Cruzeiro. Tá, já sei. E ele vai voltar ou não vai?
Não vai, não.
Franqueza, pra variar.
- Malditos assassinos. - Não podem fazer isso com as pessoas.
Vai levar tempo para elaborarem o que aconteceu.
A conversa foi boa.
Vou escoltá-los até o RMD
e ajudá-los na readaptação ao ambiente de trabalho.
Mas que merda é essa?
- Você fica aqui. - Nem pensar, não chego perto disso aí.
Dylan, por favor.
Se quer um feedback, odiei.
Idem.
O RAECE foi um desafio para todos nós, de modos esperados e inesperados.
Tipo, a filha de Jame Eagan dando uma de Gråkappan aqui?
Cuidado, Dylan, palavras têm consequências.
Eu odiaria revogar certos privilégios.
Como veem, seus artigos foram transferidos para a nova estação tripla.
- Os passes continuam disponíveis. - Vamos fazer um funeral.
Como?
O Irving é uma pessoa, e ele se foi.
Então,
queremos um funeral.
Não uma festa de aposentadoria, mas, sim, um funeral.
Não é?
É.
Um funeral.
É a decisão da RMD?
Cara?
Uma ajudinha?
Claro, contanto que seja rápido.
- Rápido? - Rápido, é.
Pra não tomar o dia todo.
É isso aí, Mark.
Verei se podemos providenciar algo.
Enquanto isso, vamos avançar com os arquivos atuais.
Está bem?
Obrigado.
Não pra você.
Srta. Huang, precisamos preparar um kit de luto para o RMD.
Encontre-me no escritório.
Mark?
Oi?
Eu vou entrar.
Estou entrando.
Oi.
Você está bem?
Na verdade, não.
É. Esse lance é uma merda.
É.
Você não percebeu?
Que ela não era eu?
Obviamente não.
Como ela era?
Como você.
Ou você é como ela? Sei lá.
Acho que não sei quem você é.
Sabe, sim.
Ok.
Não tenho culpa se minha externa me sequestrou.
É. Não, claro. Entendo, é uma merda.
- Mark... - Sim.
O que aconteceu com você lá?
Não importa.
- Não importa? - Não.
Quer saber o que me aconteceu?
Não, não quero. E vamos tentar esquecer, ok?
Achei que eventos de luto fossem para internos que morrem aqui dentro.
Sim.
Bem, o Índice de Empatia do Irving B estava acima de 60.
Isso ajudará no luto dos colegas.
Posso fazer uma pergunta?
Pode, sim.
Não deveria deixá-los fazer um funeral.
Assim eles se sentem gente de verdade.
Isso não é pergunta.
É uma opinião...
que eu não pedi.
Sua primeira avaliação de desempenho é hoje, não é?
Essa foi uma pergunta.
Vou preparar os comes e bebes.
Concentre-se nos cartazes pesarosos.
Hoje homenageamos Irving B.
TRIMESTRE 870 - TRIMESTRE 882
Em geral, quando um interno se une ao Kier,
realizamos uma festa de aposentadoria, da qual ele participa.
Mas, considerando os gélidos eventos que nos trouxeram até aqui,
isso não é possível.
Assim, vamos pausar por nove segundos
para silenciosamente lembrar do Irving e agradecer ao Kier pelo tempo com ele.
Pronto. Já podem levantar a cabeça e abrir os olhos.
Agora ouviremos um tributo de Dylan G.
É difícil destacar minha história preferida do Irving.
Pro cara menos divertido do mundo, ele era divertido.
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