Crazy for Love

Crazy for Love (Le Trou normand)

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Le trou normand (1952) DVDRiP colorisé [1337x] v7 PT
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Опубликовано: 2026-08-10
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Первые 200 строк.

É favor comparecer à cerimónia de:

Célestin Lemoine, estalajadeiro, que faleceu aos 68 anos.

Devia ter bebido menos calvados; ainda estaria vivo.

Do senhor Hippolyte LEMOINE, seu primo,

senhorita Javotte LEMOINE, sua prima, viúva Augustine LEMOINE, sua cunhada,

A cunhada dele, mas também algo mais, não?

Das famílias Granville e Lenormand, primos e primas. Vamos à igreja.

- Está bem, então vamos. - Sim.

Olá, senhor presidente da câmara.

- Olá, doutor. - Quem vem hoje cá?

O médico cura os vivos e o presidente da câmara enterra os mortos.

- Ele não fica parado, não é? - Não.

- Olá, doutor. - Firmin.

- Está tudo bem? - Sim, menos com a patroa.

- Está na cama há oito dias. - E não dizes nada?

Se tivesse sido o teu cavalo ou o teu porco...

- Passo lá mais tarde. - Não há pressa.

Senhor presidente da câmara.

- Olá, senhor presidente da câmara. - Olá, Testu.

- Como está a tua filha? - Melhor, a febre passou.

Vai recuperar rapidamente. Dentro de dois dias estará de pé outra vez.

- Posso vê-la? - Sim.

Bebes uma chávena de café antes de subires?

Não digo que não. Este é o pessoal docente.

- Olá, Pitcher. - Bom dia, senhor presidente da câmara.

- A tua filha vem, não vem? - Ainda esta noite.

A pequena Madeleine. Ajudei no parto dela...

- E agora é professora. - Não exageres, é apenas professora.

- Ela substitui a senhora Surret. - Sim, eu sei.

- Um calvados com café? - Não, obrigado.

Não te vejo desde que levaram Célestin Lemoine.

- Sofreu muito? - Não, estava inconsciente, foi um ataque.

- Quem vai herdar a estalagem? - Não: "quem herda a estalagem".

O nosso professor tem razão, tem de estar correto.

Não digas "herdar a estalagem", mas "herda a estalagem".

É assim? Então, quem herda... A quem fica a estalagem?

"O Buraco Normando" é um bom estabelecimento.

Sim, com uma grande propriedade.

Como Célestin era solteiro, a herança vai

para a viúva do irmão, Augustine.

Certamente, sobretudo porque fazia tudo por isso.

Víamos mais vezes na estalagem do que na sua própria loja de charcutaria.

Bom dia.

- O que deseja hoje? - Venho buscar as patas.

- A patroa não está? - Está a preparar-se para o funeral.

- Pois é. - Volto já.

Senhora Augustine.

- O que foi? - A senhora Vacher veio buscar as patas.

- Na câmara frigorífica, está lá o nome dela. - Está bem, obrigada.

Que parva, tenho de fazer tudo sozinha.

- Javotte... Vens? - Claro, não há nenhum incêndio.

Porta-te bem e ajuda-me com o meu véu. Encontrei o teu.

- Tenho mesmo de o usar? - Por acaso és um animal selvagem?

- És prima dele e ponto final. - Mas, mãe...

Com a herança dele, podes comprar coisas bonitas para ti.

Pobre Célestin. Será que escolho Hippolyte?

Esses sapatos estão um pouco apertados.

São apenas bolas de naftalina.

Vou cheirar bem.

Está tudo a correr bem.

Estás a usar o fato do teu tio?

Um pouco apertado nos ombros e nas nádegas.

- E os sapatos apertam um pouco. - Quem quer ser bonito tem de sofrer.

- E a tua gravata? - Ah, sim, ajuda-me um pouco.

Maria, a tia Augustine não diz nada, espero eu.

Irias a um funeral com roupa de trabalho?

E eu não dou nada àquela mulher com a mão esquerda.

- O que tinha a mão esquerda dela? - Grande cabrão.

Não percebes o que ela fez com o tio?

Tio e... Oh...

Uma coisa dessas não se faz na família, pois não?

Faz-se, sim, isso já acontece há muito tempo. E depois havia ainda a estalagem. Não sejas tão parvo.

- A estalagem? - Para o dote da Javotte.

- As tuas luvas? - Está tudo bem.

A minha prima é bonita, casava com ela já se ela disser "sim"...

Não penses que já és um homem, ainda usas fraldas.

Um homem...

O teu tio gostava de ti, mas punha-te no galinheiro.

A Javotte não quer criados, por isso não sonhes. Põe o chapéu.

O meu tio era magro, mas tinha uma cabeça grande.

São clientes para gasolina. Já vou...

Porque é que não vem ninguém?

- Cá estou. - Eles ficam em vossa casa...

- Mas... - Vinte litros, por favor.

Querida...

- O que foi? - Olha para a cara dele.

Ele é engraçado.

- É para uma festa local? - Deixa ver...

O teu fato está perfeito. Onde o arranjaste?

Em casa do meu tio, estava numa caixa com bolas de naftalina.

- Quem representas? - O sobrinho dele.

- Em quê? - O funeral.

- De quem? - De Célestin Lemoine. - Não o conheço. É engraçado?

Não. Estás a brincar, mas é triste. Muito triste.

São 1204 francos.

- Pode ficar com o troco. - Obrigado.

- A que horas é o espetáculo? - Às 11 horas.

Passamos por lá para aplaudir.

- Diverte-te. - Essa é boa.

Como são estúpidos. Adeus.

- Maria, ainda tenho de guardar o dinheiro. - Mete-o no bolso. Ah, sim.

Vamos.

Os meus sentimentos.

Os meus sentimentos.

Os meus sentimentos.

- Hippolyte. - Hã?

Corre à estalagem pelo notário. Tenho de ir à loja.

Faz café e arruma o teu fato.

- Já? - Faz o que eu digo... - Sim, tia.

Não precisas de ser tão duro com ele. O tio dele sabia o que fazia.

- O que será feito dele? - Se quiser ficar, tem de trabalhar.

E eu? Gritar não serve de nada.

Maria, conheces os meus princípios.

- Vens, Javotte? - Já, mamã.

Adeus.

- Não podes ir ao baile. - No próximo domingo, não.

- Para a outra festa, eu desenrasco-me. - Qual?

Vou simplesmente dizer que fico a tomar conta dos filhos da tua irmã enquanto eles dançam.

- A minha irmã não dança. - Parvo, pareces-te com o Hippolyte.

Adeus.

Coitado do tio. É assim a vida, não é?

A mãe vem já com o notário. Está tudo pronto?

- Sim. - Muito bem.

Javotte.

Javotte...

Não é bonito? O tio gostava muito desta colcha.

Comprou-o em Rouen. Toca-lhe.

Macio e quente, como um pintainho sob as asas da mãe.

O que estás a fazer agora? Não toques em nada.

- É o fato de domingo dele. - Ele está morto, afinal.

Não me consigo habituar. Ainda o ouço dizer: "Hippolyte, és um sacana".

- "Hippolyte, és um corniaud". - Gostavas disso?

Dizia-o com tanto carinho.

Tenho de convencer a mãe a deitar tudo fora.

Deitar o quê fora?

Uma casa de banho aqui, uma parede divisória ali.

- A casa ainda está a desmoronar-se. - Sai da frente.

- Uma casa de banho aqui. - Para quê?

Os clientes têm de poder lavar-se.

- Eles só vêm para dormir. - Nunca pensas.

"Le Trou Normand" está a mudar, e isso não te diz respeito.

Javotte, Javotte.

- O quê? - Diz...

- Diz... - O que se passa?

Isto pode vir a ser o nosso quarto.

- O nosso quarto? - Sim.

A cama do tio com aquela colcha tão bonita...

Essa será a nossa cama quando nos casarmos.

Casar? Com um labrego daqueles?

Decerto nunca te olhaste ao espelho?

O meu café...

Senhor notário, estamos a ouvir.

Vou ler o testamento do falecido...

Maria, serve e sai desta sala.

É um pouco da família, pode ficar.

- É assim? - Dá-me os papéis.

- Onde está Hippolyte? - O que queres dele?

- Ele tem de estar presente. - É mesmo necessário? - Sim, é o sobrinho.

- Hippolyte... - Hippolyte...

- Vai buscá-lo. - Está bem.

Hippolyte!

Hippolyte!

- És surdo ou quê? - O que se passa?

- Vem comigo. - Para quê?

- Toda a gente tem de estar presente. - É assim?

Hás de receber qualquer coisinha.

Olá, Hippolyte.

- Bom dia, senhor notário. - Comece a ler.

Este é o meu testamento. Eu, Célestin Lemoine,

deixo os meus bens, a estalagem "Le Trou Normand"

situada em Courteville, incluindo os edifícios,

3 hectares de terreno, estação de serviço e todo o mobiliário: lavadouro, cave,

e o seu conteúdo ao meu sobrinho Hippolyte Lemoine.

- Estás a ler isso mal. - Está claramente escrito: Hippolyte Lemoine.

Ele não me podia fazer isto: deixar a estalagem àquele idiota?

Cala-te, sua cabra. Fico contente por ele.

- Fico com a estalagem? - Calma, senhoras...

- Posso falar? - Está bem.

Finalmente. Sente-se.

Há uma condição para a herança.

Diga.

- Ao meu sobrinho... - Já sabemos...

Filho do meu irmão e de Seraphine...

Mas como Hippolyte não percebe nada de negócios e não pode gerir um negócio,

tem primeiro de adquirir conhecimentos. Por isso estabeleci uma condição.

Para receber a herança,

Hippolyte tem de obter um certificado dentro de um ano.

Hippolyte de volta à escola... É mesmo para rir.

Nunca ficará com a estalagem, isso já é claro.

Hippolyte, ouviste? O que dizes?

Diz que sim.

Não vou voltar à escola. Isso foi há demasiado tempo.

- E tenho demasiado trabalho na estalagem. - Estás a ver?

És sensato. Faz com que ele assine a renúncia.

Calma, minha senhora.

Há ainda um segundo envelope que só pode ser aberto depois do exame.

- Ou depois de 15 dias. - Eu sei o que está lá dentro.

- Mas vamos esperar 2 semanas. - Está bem.

Hippolyte, vem ao meu escritório daqui a pouco.

- Pensa bem nisso. Adeus. - Adeus.

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