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ANTERIORMENTE
- Fomos sérios por muito tempo. - Eu sei.
- Aproximámo-nos assim. - Sim.
- O primeiro encontro foi só rir. - Sim.
Olho no prémio, como dizem. Olho no prémio.
E ela é realmente o primeiro prémio.
Tu és muito cristão. Eu não sou cristã.
Ela diz sempre "muito". Ou és cristão ou não és.
Se tivesses conhecido um ateu, não questionarias os valores.
Não é que não tenhas valores, mas será que partilhamos os mesmos?
Estou sempre a pensar nisso.
Ali está ela.
E é muito difícil.
É a nossa festa de noivado e temos um sentimento de incerteza.
Estás a afastar-te de mim. Não entendo.
Dás-me o meu telemóvel? E a chave. Pronto. Obrigada e adeus.
É uma sensação desconfortável. Passamos de 100…
… a zero.
Penso muito no que as pessoas vão pensar da nossa relação.
Vejo que o Aron é bom rapaz.
Não encontrarás ninguém melhor.
- Sinto-o. - Verdade?
Nunca pensei sentir-me assim. Estou obcecada.
Sabe bem, não?
Mas toda a minha vida está em Jönköping.
Estás cético em relação à mudança?
Foi uma decisão tomada muito rapidamente.
Discutimos.
Então, disse-lhe: "Daniel, sabes que isto é gaslighting.
Ele gravou tudo no telemóvel dele.
O quê?
- O Daniel diz que começaste a gravar. - Não. Eu disse:
"Eu devia gravar-te para poderes ouvir como estás a soar."
- Eu disse que estava. - Passada uma hora.
Ela puxou o assunto.
Agora, sinto que tu é que tens barreiras.
"Tem lá calma contigo."
Quero que casemos.
O facto de eu e a patroa não nos darmos é outra história.
A Johanna é uma durona. Prefiro voltar a fazer o serviço militar.
É bem mais desafiante do que o serviço militar.
Olá. Não sabia que estavas aqui.
Preferes voltar ao serviço militar a estar comigo?
Não, prefiro o serviço militar a esta experiência.
E estou a ser sincero.
Mas o facto de seres parte do acordo faz com que valha a pena.
Achei esta tarde muito agradável.
Foi ótimo. Não vou ficar aqui a tentar encontrar algo errado.
Mas se quiseres falar de coisas que eu acho desnecessárias…
Como a gravação, por exemplo. Achei aquilo mesmo desnecessário.
Já viste que a Ronja e a Angelica me chamaram à parte
para dizer: "O facto de estares a gravar as vossas conversas fez-nos reagir."
E eu respondi: "Interessante, tínhamos combinado não falar sobre isso aqui."
Só quero ser sincera em relação a tudo.
Eu disse-lhes que me disseste: "Devíamos gravar esta conversa."
Disse-o porque estávamos a repetir-nos.
Sugeriste-o primeiro.
Mas eu nunca te teria gravado sem te avisar primeiro.
Depois, eu disse que ia gravar e tu ouviste…
Não, gravaste-me durante uma hora e só me contaste depois.
- Disseste que me tinhas gravado. - Nunca.
Eu disse: "Quando ela mencionou isso…
Eu não sabia que podíamos gravar-nos um ao outro.
Ela puxou o assunto.
Ela disse que devíamos gravar as nossas conversas."
Disseste-lhes isso.
"Já que andamos às voltas, devíamos gravá-la."
Foi exatamente o que eu disse. Mais nada.
- Grava o que quiseres. - Mas nunca o faria.
Mas tu é que puxaste o assunto, certo?
- Eu nunca gravaria uma conversa. - Puxaste o assunto?
Estamos outra vez às voltas.
Mas quem sugeriu que gravássemos?
- Eu disse que devíamos gravar. - Exato.
Não quer dizer que devemos gravar alguém.
A questão é que tu puxaste o assunto
e que querias gravar uma conversa comigo.
Por isso, gravei-a para termos a mesma conversa gravada.
A conversa não ia a lado nenhum, não era especial.
Mas dar importância a isso hoje…
E adoro que a Ronja e a Angelica me tenham chamado à parte para dizer:
"Tu gravaste uma conversa." E eu: "Ela puxou o assunto."
"Ela nunca vai admiti-lo", disseram. "A Johanna não é assim."
E tu chegas e admites que puxaste o assunto
da gravação da conversa. Não fui eu.
Foi muito querido da tua parte, e estou-te muito agradecido,
por o teres realmente admitido.
Elas disseram: "Achámos que eras um tarado que grava conversas."
Não, eu nunca faria isso.
Mas o facto de eu estar certo não me interessa nem um pouco.
E eu nunca te acusaria de nada,
nem procuraria saber quem disse o quê nem quem gravou e quem não gravou.
Fomos sinceros quanto à gravação. Não foi nada de mais, acho eu.
Como fomos sinceros quanto à gravação… "Estou a gravar."
"Eu também. Aqui está a gravação."
Para ti e para mim, não é nada de mais.
Acho que devemos focar-nos nisso.
Focar-nos no amor, querida.
Temos ideias e opiniões muito diferentes.
Mas, querida…
… estou a apaixonar-me por ti. É muito difícil.
Pois.
Não sentes o mesmo?
O que sentes?
Sinto que estamos outra vez às voltas.
Que voltas, querida? Só quero o teu bem.
Na verdade, gostaria de ir visitar a minha mãe.
Mas não estamos zangados?
Precisamos de… Para lá com isso.
Johanna?
Querida, vem cá.
Olá, tudo bem?
O que estás a fazer?
Não, liguei sem querer, mas…
Há sempre alguma coisa. Tudo é levado tão a sério…
Pois…
Não, não me parece. Não é o que sinto. Não é maldade.
SUÉCIA
O que achaste da festa?
- Tem de ser? - Não.
- Não? - Não.
Não?
- Foi muito bom ver toda a gente. - Sim.
Parece que o Daniel e a Johanna…
Não sei, parecem-me… Acho difícil entendê-los.
Sem dúvida.
Mas é fácil esquecer que só nos conhecemos há um mês.
Eu nunca soube, numa relação, após apenas um mês,
como devia reagir numa discussão, como devia comunicar…
- Exato. - Não sei.
Tu e eu percorremos um longo caminho,
mas ainda temos muito que fazer. - Sim.
Abordámos o assunto. Disseste que te mudavas.
- Sim. - Ótimo.
- Espero. - Não, mas…
- O que foi? - Como assim, "espero"?
Tenho de arranjar trabalho.
- Claro, mas és médico. - Sim.
Um médico não trabalha em qualquer sítio?
Sim, mas faço algo específico.
Sim, mas…
Não posso mudar-me e trabalhar em algo que não quero.
Mas consegues imaginar arranjar um trabalho que não seja…
… exatamente o que queres? - Independentemente…
… do que eu fizer, será um trabalho diferente.
- Não terei as mesmas oportunidades aqui. - Não.
Mas ainda não arranjei nada. Nem sei quando.
Mas achas que vais arranjar daqui a dois meses, seis meses, um ano?
Logo que possível.
- E isso é… - Ainda não arranjei trabalho, não sei.
- Não… - Mas logo que possível.
Não quero estar numa relação à distância durante anos.
- Não, isso é bom. - É o que queres?
- Acho que é o que quero ouvir. - Mas não podes perguntar logo?
Porque é que não o dizes logo?
Queres saber quando me vou mudar. Não sei.
Sim, mas tens de definir um objetivo, certo?
Mas preciso de arranjar trabalho,
de acabar o meu internato, nem sei se acabo em agosto.
- Não? Não ias acabar? - Não, mas tenho de acabar tudo.
Disseste que acabavas em agosto.
Sinto que estás a embelezar as coisas.
Não estou nada.
- Estás, sim. - Porquê?
Para mim, "logo que possível", se acabares o internato em agosto,
seria mudares-te em setembro.
- Não vai dar. - Porque não?
Tenho de dar três meses.
- OK, não fazia ideia. - Toda a gente dá três meses à casa.
Então, setembro, outubro, novembro?
Se arranjar trabalho.
Disseste-me que não havia pressão.
Mas a tua mudança passou de agosto a… fevereiro.
Não se falou no mês de agosto.
Não, mas é suposto eu dizer-te "sim" no altar.
Quando é que achas que vamos poder viver juntos enquanto casal?
Não creio que seja ideal casar e dizer: "Vamos viver à distância por um ano."
Não me entusiasma muito. De todo.
Não és tu que estás…
- O quê? - … a virar a tua vida do avesso.
- Não. - Não.
Então…
Pois.
- O que achaste da festa? - Foi muito interessante!
Foi bom ver o Ibbe e a Annie.
Um casal maravilhoso.
- Sim, pareceu certo desde… - O primeiro dia.
Eles também disseram: "Será 'sim' quando estivermos lá."
- Disseram mesmo? - Sim.
- Ou a Annie disse. - Sim.
O que disse o Ibbe?
Não lhe perguntei, mas de certeza que vai dizer "sim".
- Estão mais que prontos. - Sim.
O que sentiste quando viste a Dannette?
Foi um pouco estranho.
Era a minha festa de noivado, e eles aparecerem e dizerem:
"Podias ter sido tu e a Dannette", e ela…
Sim. Entendo, mas estou concentrado a 100% no que temos.
Não no que poderia ter sido.
Não. Bem, podias estar, mas optas por não estar.
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