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Tenho de ver a rainha!
Vossa Graça.
Ele ressurgiu.
- Quem? - O Aegon!
O Sunfyre está vivo.
Saiam.
O Sunfyre está morto, a apodrecer num ermo.
Senta-te.
O Aegon queimou o exército do Mooton em Pouso de Gralhas.
E depois voou...
...não sei para onde.
Os apoiantes dele já mandaram corvos ao Domínio inteiro,
anunciando o regresso do rei.
O povo diz que é um sinal dos deuses, que o Aegon está destinado a reinar.
Que ele e o dragão ressuscitaram para reclamar o trono.
Neste momento, os meus súbditos reúnem-se à porta do Grande Septo,
implorando aos deuses que lhes digam quem os deve governar,
depois de tudo por que lutei e sofri!
Rhaenyra.
Os deuses menores não decidem o que virá.
Nós somos o sangue da Antiga Valíria.
Tens um poder absoluto ao teu alcance.
Só tens de o usar.
Maldito Viserys.
Foi ele quem me pôs aqui.
A profecia dele pôs-me à prova uma e outra vez,
e respondi a todos os desafios.
Este é o teu teste.
Agora.
O momento em que ascendes.
A única qualidade que o Domínio compreende é a força.
Sempre soubeste isso.
Monta uma guarda para os dragões do Aegon
e põe o Hugh à porta do Fosso dos Dragões com o Vermithor.
Tu vais avançar com o ataque a Vilaqueda.
Vai casa a casa,
desencanta todos os Hightower
e mata-os até ao último homem.
O Domínio está a observar.
Não me faças parecer um monstro.
Será um grande prazer, Vossa Graça.
Assim que o Ormund e o Daeron estiverem mortos,
irei atrás do coração falso do Aegon e matá-lo-ei eu mesma.
Vossa Graça, há planos para resgatar a Serpente do Mar?
Vai haver um resgate?
O teu pai vai procurar a Serpente do Mar em Vilaqueda,
assim que ela for conquistada.
Nessa altura, ele já estará morto. Mandai-me já.
Tu e o Addam têm de ficar a guardar a cidade,
se estes boatos forem verdade e o Sunfyre foi deixado vivo.
O Corlys é a vossa Mão, o vosso aliado mais antigo.
Não desejo mal ao teu avô, mas ele fez uma escolha
e agora nós temos de pagar o preço.
A culpa foi vossa.
O quê?
Que o Lorde Corlys estivesse por lá e fosse raptado.
Não te atrevas.
É como sempre tratastes aqueles que vos servem.
Eu e o Addam trabalhámos sem descanso
em inúmeras surtidas, em busca dos vossos inimigos,
e a nossa paga foi a vossa fúria.
Sim. Isso é porque as vossas surtidas não tiveram resultado,
enquanto os meus inimigos puderam reunir as suas forças.
Se uma pessoa é útil para vós, usai-la.
Mas, se não for, abandonai-la, como fizestes à Rhaena.
E agora ela está devastada, como o meu avô.
Eu teria tido razão em abandonar-te depois da Goela.
Talvez.
Mas precisais do meu dragão.
Criança insolente.
Não te devia culpar, na verdade. A insolência corre-te no sangue.
Como a tua irmã nos lembrou recentemente.
Bom dia, meus senhores.
Bom dia, sem dúvida.
Navegámos a noite toda desde Derivamarca
depois de saber que o nosso almirante é refém dos Hightower.
A rainha ordena-vos que guardeis Porto Real.
Atendê-la pode significar a morte do nosso senhor.
O Lorde Corlys conhecia os riscos das suas aventuras.
Quereria que estimássemos a honra dos Velaryon mais do que a sua vida.
Quem sois vós para falar dos desejos do nosso senhor?
O seu filho mais velho.
E sucessor nomeado.
O vosso futuro Senhor das Marés.
Abram os portões!
Meia-volta.
Em frente, marchar.
Aquilo,
tudo aquilo,
é para ti.
É extraordinário, não é?
Mas...
...tens de ser armado cavaleiro
antes de poderes ser coroado rei.
Ajoelha-te.
Daeron Targaryen, juras perante os olhos dos deuses e dos homens
defender aqueles que não se podem defender?
Todos para dentro!
Proteger todas as mulheres e crianças?
Obedecer aos teus capitães e ao teu senhor?
Fechem os portões!
Lutar corajosamente sempre que necessário?
E cumprir outras tarefas que te sejam incumbidas...
- Pronto. - ...por mais difíceis...
- Levantem. - ...humildes ou perigosas que possam ser?
Alto!
Juro.
Então, ergue-te, cavaleiro.
Sir Daeron, o Audacioso.
E ilumina o caminho.
Os exércitos da Rainha dos Bastardos estão próximos.
E quem os conduzirá à chacina será o tio dela.
Não, o amante dela.
Não, o marido dela.
A porra do Daemon Targaryen.
- E o dragão dele. - Claro que ele tem um dragão!
Mas não o vai usar.
Como sabes?
Porque a mulher dele, a rainha, não o deixa.
A Rhaenyra tem o Daemon com rédea curta,
como uma cadela num canil.
Mais uma cerveja para o senhor dos dragões.
O príncipe renegado em breve tremerá
perante o poderoso e terrível Lorde Ulf, o Branco!
Vossa Graça.
- Vossa Graça, há um problema? - O que foi?
A Princesa Helaena.
Continua sem comer.
Os meistres estão preocupados com ela, principalmente com o bebé no seu ventre.
Chama o Sir Alyn.
Quero uma escolta para ir ao Grande Septo.
Lá, hoje, o Alto Septão irá sagrar-me
e abençoar o meu reinado em frente a todo o Porto Real.
Não haverá dúvidas sobre quem os deuses escolheram para reinar.
É para já, Vossa Graça.
É tudo?
Não.
O que é isto?
Senhores?
Senhores!
Minha senhora, perdão pela intromissão.
- Não nos deram muito tempo. - Tempo para quê?
Tendes passagem a bordo do Beijo da Sereia.
Partireis para Pentos ao anoitecer.
Devo informar-vos que os vossos serviços aqui acabaram.
Servistes a rainha e o Domínio lealmente,
e Sua Graça deseja exprimir a sua gratidão.
Recebereis ouro suficiente para terdes uma residência e criados próprios.
Despachai-vos.
Também não compreendo, minha senhora.
Já passa da hora, minha senhora.
Devo levar-vos aos vossos aposentos.
Por aqui, princesa.
Não confieis na rainha.
O Aegon voltou. O dragão dele está vivo.
O vosso bebé é um refém,
um prémio através do qual ela pode controlar...
- Continue. - ...os seus inimigos.
- Chega. - Ela nunca vos libertará.
Aemond, lembras-te?
Aemond, lembras-te?
Ajuda-me.
Não te preocupes.
Estás vivo.
Toma. Bebe isto.
Bebes outra daqui a uma hora.
Ela envenenou-me.
Apercebeste-te de que estás sozinho neste mundo.
Sofremos a mesma condição.
Mas já não quero mais sofrer disso.
Tu queres?
Porque te importas que eu esteja sozinho?
Que eu viva ou morra?
Sou um matador de parentes, Alys.
O meu próprio irmão morreu às minhas mãos.
Fui amaldiçoado pelos meus pecados e condenado a sofrer.
Devias abandonar-me.
Senão, sofrerás o mesmo destino que eu.
Quando o dragão Balerion incendiou este lugar,
foi para acabar com a linhagem de Lorde Harren.
Mas a linhagem dele não acabou tão facilmente.
Uma criança,
um menino,
sobreviveu.
Terrivelmente queimado, mas vivo.
A mãe dele teria dado tudo para o salvar.
Chamou meistres de todos os Sete Reinos, mas em vão.
Então, recorreu a curas mais antigas.
Desenterrou encantamentos mais antigos que a terra.
Lidou com coisas que viviam na floresta.
Mas nada conseguia desfazer o que o fogo do dragão fizera.
Quando o menino morreu...
...ela tentou ir com ele.
E foi quando descobriu o preço.
Descobriu que fora amaldiçoada a viver para sempre.
A permanecer no domínio dos antigos reis do rio.
Amaldiçoada por partilhar a avareza do Harren.
Despojada do seu nome, do seu título, do seu castelo.
E condenada a servir qualquer senhoreco que viesse aqui governá-lo.
Isso foi há mais de 100 anos.
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