The first 200 lines.
Chegaste atrasado.
Acho que estava ocupado.
Porque ainda não o mataste?
Ainda não.
Não lhe disse nada, juro.
Foi o Mark, é o Mark!
O Mark está bem.
Queres dizer-nos alguma coisa
em vez de choramingares como um conas?
Não te ouço. O quê?
Eu tinha mais perguntas.
E terceiro, vês a lona?
Estou a tentar manter isto limpo.
Jay, fica com ele. Baldez, vamos.
Ótimo. Que diversão. Mais porcaria.
Vamos levá-lo para o parque.
Fizeste merda, Mark.
Fizeste merda.
Diria que é a forma mais doce de partir.
Como adormecer.
Só que, desta vez...
não acordas.
Não!
Como rebolar em mel.
O que está a demorar?
Não é assim tão mau.
Merda! Ainda está vivo!
Merda. Deitem-no.
Vai parecer overdose e que caiu.
Foda-se, isto demora demasiado.
Tenho fome.
O quê?
Liga o carro.
- Pai! - Jack!
Onde estavas?
Onde estavas, pai?
Pai?
- Pai? - Falhei contigo.
Pai?
É tarde para ti, não é?
Sim, não conseguia dormir.
Pensei passar por cá e beber uma cerveja.
Tens trabalhado até tarde.
Pois, o Mark está doente outra vez.
Dás-me um shot?
É uma dessas noites?
- Sim. - Está bem.
- Onde nos sentamos, Lina? - Estamos fechados.
Não é o que diz a placa.
Se procuram o Mark, ele não está cá.
Não procuro o Mark.
Só quero três hambúrgueres.
Está bem. Mas depois saem.
Estás a olhar para quê?
És surdo, velho?
Eu escolheria com cuidado
as próximas palavras que te saírem da boca.
E porque faria isso?
Porque eu disse, cabrão.
- Sou o xerife. - O que vais fazer?
Levas-me para o posto?
Mal te aguentas em pé.
A minha vez.
Acho que está na hora.
Então, os hambúrgueres são para levar ou...
Saiam.
Vamos, rapazes.
Até à próxima, Xerife.
- Estás bem, Nick? - Sim, estou bem.
Pensava que isso era uma antiguidade.
Funciona?
Não.
Meu Deus, Lina.
Conheces aqueles tipos?
Mais ou menos. São de Amber City.
Amigos do Mark.
O das tatuagens é o Tulip.
É perigoso.
Obrigado, Lina.
Daqui Xerife Light.
Olá, Xerife. Temos um corpo no lago.
- É melhor vir cá. - Sim. Já aí vou.
Certifica-te de que isolam isto.
Agora é uma cena de crime ativa.
E vê se há mais testemunhas, sim?
- Bom dia. - Bom dia.
Trouxe-lhe um café.
- É de lavanda. - Obrigado.
Acho que vai gostar.
É bom, não é?
Acho que fico pelo café normal.
Obrigado.
A Beth disse-me
que teve uma noite interessante.
Acho que sim.
Xerife, deixe isto comigo e com o legista.
Ele... ele já vem a caminho.
Vamos. Ver o que temos aqui.
Bem, a idade antes da beleza.
O corpo não está muito inchado,
por isso diria que está aqui há menos de
seis, oito horas?
Raios.
Acho que é o filho do Martin.
Sim, é mesmo o Mark.
Essas parecem recentes.
Pois parecem. Acha que foi suicídio?
O Mark não era propriamente muito estável.
Sim. É possível.
Sabes,
acho que aconteceu algo naquele cais.
E depois flutuou até aqui.
Pois.
Vamos dar uma vista de olhos.
Bem, parece que estavas no bom caminho.
Temos rastos de pneus aqui.
Várias pegadas aqui.
Quer dizer, não sei.
Talvez tenham feito uma festa no cais
e as coisas tenham ficado descontroladas,
e ele caiu no lago?
Então, para que é o pau?
Dá uma vista de olhos.
Como é que viste isso?
Não sou cego, Shaw.
Acho que vou ensacá-la como prova.
É melhor ir contar ao Martin.
Olá. Viva.
Uau.
Estás bonita.
Adoro a ganga.
Está bem. O que tens para mim?
Espero que desta vez tenha substância.
Não sejas tão picuinhas, menina mandona.
Não esqueçamos o fiasco Zetro/Geotech.
Mantenho a minha história.
Vamos rever essa história, sim?
Vejamos. Tu irritaste um manda-chuva
ao sugerires que a sua instituição
era uma fachada para tráfico de droga.
E, embora convincente, a tua prova era insuficiente.
E isso quase levou a que me processassem.
Portanto, estavas errada.
Está bem. Dá-me uma folga, George.
Safou-se por uma tecnicalidade.
Não interessa.
Toma, conheces este tipo?
- Não. - Meu Deus.
- Não, por favor. - Cá vamos outra vez.
Só...
Há uma história entre nós.
Bem, queres o trabalho ou não?
É tudo o que tenho para ti, é pegar ou largar.
- Está bem. - Está bem?
- Ótimo. Estás contente? - Não.
- Obrigada, George. - Tudo bem.
Se não estás contente, isso deixa-me contente.
Adeusinho.
Olá, Martin.
Xerife Light.
Está em casa?
Precisamos de falar.
Venha para trás! Estou na piscina!
- Olá, Nick. - Olá, Martin.
- Bom ver-te, pá. - A ti também.
- Já passou algum tempo. - Sim, tempo demais.
Lembras-te dos miúdos sempre a saltar?
- Como podia esquecer? - Bons tempos, não?
O que te trouxe cá? Está tudo bem?
Importas-te que nos sentemos?
Claro. Bebamos primeiro uma fresca.
- Queres uma? - É um bocado cedo.
De certeza que já são cinco algures.
Vá, senta-te.
Saúde.
Então, fala comigo.
É o teu filho, Martin.
Se está outra vez preso, deixa-o ficar lá.
Ele não está preso, Martin.
Encontrámos o corpo dele no lago esta manhã.
O que aconteceu?
Possível overdose,
mas também havia sinais de crime.
Dizes que foi assassinado?
Não, Martin. Não disse isso.
O meu pobre rapaz.
Nunca conseguiu vencer os demónios dele.
Sei como isto é difícil,
mas preciso da tua ajuda.
Podes dizer-me com quem ele andava?
Nomes ou onde vivem?
Não posso.
Os amigos dele não eram muito cordiais.
Preciso da tua ajuda, Martin.
É o teu filho.
Estou a tentar, mas não consigo pensar direito.
Sinto que me arrancaram o coração.
Sim. Compreendo, pá.
Não há mais perguntas.
Falamos mais tarde.
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