The first 200 lines.
Está algum calor, para variar.
Este é o meu lugar favorito do planeta.
Aqui mesmo ao teu lado.
Obrigada pela conversa.
De nada. Como disse, sinto-me tão estúpido.
Não te sintas assim.
O que é que não entendo? Sou estúpido?
Não é que não estejas a entender.
Só temos formas diferentes de sentir o amor.
Não se trata de conseguir algo. Entendes?
É só isso.
Tive muitas saudades tuas.
- Tiveste? - Muitas mesmo.
Tantas, porra.
- Foi muito duro. - Talvez também tenha tido.
- Não queres admiti-lo? - Não preciso de o gritar.
Não.
Não, mas tiveste saudades? É…
Talvez tenha tido. Sim.
Caramba, vamos fazer com que resulte, como já disse.
- Ai, tenho uma cãibra no dedo do pé. - O quê?
- Uma cãibra no dedo do pé. - Estou a ver.
Mas diz-me…
Que raio?
Tens de apertar o dedo. Será pânico?
- Caramba. Estavas a dizer? - Sim. Não, mas…
Esquece. Digo-te noutra altura.
Não importa. Resolve lá isso do teu dedo do pé.
Que raio? Não, mas…
- Sabes o que fiz? - Não.
Encontrei-nos uma série.
- Está bem. - Procurei e guardei uma.
- Parece muito divertida. - Sim?
Pensei: "É algo que posso ver com o Daniel."
- Boa. - É relevante
guardar uma série para alguém importante.
E não a viste às escondidas?
Não. Guardei-a para nós.
Quero vê-la contigo. Quero que nos riamos juntos.
Perfeita para nós.
Boa. Mal posso esperar.
- Podemos deitar-nos ali e vê-la. - Boa.
É tão confortável aqui, com esta vista.
Querida. Quero um beijo.
SUÉCIA
Queres água?
Não temos sumo nem nada disso.
Eu bebo água.
A nossa relação… é boa. Vai na direção certa.
Mas o facto de eu ser cristão é, agora, a maior preocupação.
Ela diz que sou muito extremo na minha fé. Não me acho nada extremo.
Considero-me uma pessoa muito razoável.
Não entendo aonde quer chegar no que toca a esta questão.
Parece querer encontrar uma saída nessas situações.
Uma coisa que dizes com frequência é que sou muito cristão e extremo.
Algo do género. Para mim, não existe "muito". Ou se é ou não se é.
Mas nunca aprofundei nada disso.
Nunca fiz parte disso até te conhecer.
Agora, talvez tenhamos de falar de coisas mais sérias.
Porque eu não entendo muito bem a Igreja Pentecostal
nem o que eles pensam em relação aos filhos.
Eu também assumo a responsabilidade por isso.
Deveria ter pensado e perguntado: "Que tipo de Igreja é?"
Nem sei a diferença entre…
- Comparando… - … muito cristão ou um cristão.
… a Igreja Pentecostal e a Igreja Sueca, é "extrema".
A Igreja Sueca já nem sequer interpreta a Bíblia.
- Mas não sei a diferença. - Não.
A única comparação que posso fazer é… No que toca a… Como te disse,
acho ótimo os homossexuais poderem agora casar na igreja.
Para mim, tem exatamente o mesmo valor.
Mas a Igreja Pentecostal ainda não o permite.
- Depende da Igreja Pentecostal. - OK.
Todas as igrejas independentes são diferentes.
É por isso que, numa igreja, desconfio sempre da mensagem.
Porque todas têm uma mensagem diferente. Tens de escolher o que ouves.
É aí que sinto que me questionas.
Porque devias saber que tenho bons valores.
Se tivesses conhecido um ateu, não questionarias os valores.
Não é que não tenhas, mas será que partilhamos os mesmos?
Não sei.
Não sei…
Não tenho energia para tentar definir tudo agora.
- Quero um dia calmo. - Sim.
Ontem, quando te deixei… Afastei-me de ti.
Aquilo foi demasiado para mim.
O que sentiste?
Não sei. Quando é demasiado… Basta uma coisinha…
Tem sido tão bom, mas basta acontecer uma coisinha
e sinto que tudo se desmorona.
Pensei: "Meu Deus, a nossa relação vai ser assim?
Não consigo imaginar-nos a casar agora.
Vou mesmo casar com ele?"
Fiquei preocupado quando me disseste que passaste do tudo…
… ao nada no que sentes.
Senti-me um pouco: "É assim tão fácil ela deixar de sentir o que sente por mim?
Como é que alguém passa de 'amo-te' a…
'não quero isto'?" Entendes o que quero dizer?
Aconteceu na altura. Porque tudo… Não faço isto o tempo todo.
OK.
Não se tratou do que sinto, mas do que achava da situação,
que passou de zero a cem. Não, de cem a zero.
Sinto que me deixaste, que me abandonaste.
E tu sentiste que eu te tinha abandonado emocionalmente por não te entender.
E eu entendo como te sentes. Podemos sentir-nos encurralados.
Mas… quero é que, se tu te sentes assim…
Sou a tua pessoa. Comunica-me isso.
Pelo menos, permite-me entender,
e se optar por não respeitar isso, aí, a culpa é minha.
Mas se não sei o que estás a tentar dizer com as tuas ações,
então, torna-se difícil.
Penso que a solução passa por mantermos uma comunicação aberta
que permita lidar com tudo,
e aí, não vejo isso como um problema, o que é bom.
Está melhor agora do que…
- Sim. - … esta manhã.
Sim, para ambos.
- Estamos onde estávamos. - De volta ao ativo.
Agora, temos de cozinhar.
A seguir, vou comer bolo. Ou comeste-os todos?
Comeste-os todos?
Sim, o ambiente estava tão mau… Quando fica difícil, como.
- Sim? - Sim.
- Eu, não. - Eu, sim. Como para me sentir melhor.
Estás a olhar para a minha barriga?
Não.
- Idiota. - Sacana.
14 DIAS ATÉ AOS CASAMENTOS
- Amanhã é o dia. - Da festa de noivado.
Sim.
Vai ser giro voltar a ver toda a gente e perceber onde estão todos…
- Sem dúvida. - … neste percurso.
O que achas? Achas que vão aparecer…
… antigos…
… concorrentes?
Não sei. Talvez.
Talvez.
Só para…
… agitar as águas.
Sim.
Vai ser giro.
É a nossa festa de noivado.
Queremos ver os outros e ser felizes.
E vamos para lá com um sentimento de incerteza.
Mas continuo aqui. Quero lutar.
Prometi-lhe não falar mais sobre as minhas inseguranças.
Vamos em frente, vamos tentar.
O centro histórico contigo. Não pensava nisso há umas semanas nas cabinas.
- Não. - Vem aí a festa de noivado.
Começo a sentir-me cada vez mais apaixonado.
Sim, és a miúda certa.
És a miúda certa.
Aconteceram coisas que me fizeram duvidar se posso confiar nele agora.
E é uma sensação horrível.
Porque a confiança importa muito. É o principal. Confiança e respeito.
Uau!
Meu Deus, que lindo!
- Olá! - Olá.
- Que bom ver-te. - Que bom ver-te.
- Olá, malta! - Olá.
- Parecem tão estivais e bem juntos. - Tu também.
Sim, todos nós parecemos bem juntos.
- Trazemos o sol. - Que vista! E olha o Globen.
Caramba, que fixe.
- Uau! - Olá!
Somos os últimos?
- Olá. - Olá.
- Alguém nervoso hoje? - Sim.
Um brinde à nossa festa de noivado?
- Saúde. - Saúde.
- Somos só nós, certo? - Sim, só nós.
Ou vão aparecer mais casais?
Sofremos de PSPT desde a última festa,
em que a Camilla e o Ludde apareceram e acabaram.
Estou curiosíssimo.
- Rapazes e raparigas? - Rapazes e raparigas?
- Sim, quero. - Comecemos assim.
- Sentemo-nos ali. - E nós, no coreto.
Sentem-se lá dentro.
- Meu Deus… Que vista! - Linda!
- Sentemo-nos aqui. - Aqui.
Estou curiosa para saber como todos se estão a sentir.
- O que queres saber? - Tudo! Estás apaixonada?
- Sim. - Querida!
Que bom…
Ontem, estava a olhar para ele e fiquei…
- É o tal, rapariga. - Estou obcecada.
- Algo do género. - Sensação boa.
Nunca pensei sentir-me assim.
- Não? - Não.
Sim.
Ela disse: "Nunca tive tantas 'discussões' em tão pouco tempo
com uma pessoa." Para mim, simplesmente não concordamos.
Conversámos sobre coisas em que não concordamos.
Para ela, são discussões. Levantámos a voz? Não.
Mas, para ela, são discussões. E acho isso errado, porra.
Preciso de mais ligeireza da parte dela também. Entendem?
Não creio que tenha sido mau. Mas ela pode ter outra perspetiva.
A Johanna é encantadora. Gosto cada vez mais dela por isso.
Mas também é dura.
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