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Spotlight PT ETRG 23
A Commentary by Paul44al
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Published on: 2016-03-01
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The first 200 lines.

Baseado em factos verídicos

Boston, MA - 1976

Como vai isso?

A mãe está chateada e o tio está irritado.

Ela não é casada?

É divorciada, tem quatro filhos.

Acho que o padre estava ajudar.

A ajudar?

Sr. Burke, eles estão lá atrás a falar com o Bispo.

E o padre?

Pusemo-lo na sala de espera.

E a imprensa?

Veio um tipo do Citizen, mas mandámo-lo embora.

- Nada dos grandes jornais. - Vamos manter as coisas assim.

- Quem é aquele? - É o Assistente do Ministério Público.

Vai ser difícil manter os jornais fora da acusação.

Que acusação?

Podes avisar o Padre Geoghan que já não vai demorar muito.

Sheila, sabes o bom trabalho, que a Igreja faz na comunidade.

Mas dou-te a minha palavra,

que vou tirar o padre da paróquia e que isto nunca mais irá acontecer.

Dá-nos só mais um momento, Paul.

Com certeza, Sr. Padre.

Sheila, vou dar-te o meu cartão pessoal.

O CASO SPOTLIGHT

Perder um bom jornalista é sempre difícil.

ESCRITÓRIO DO BOSTON GLOBE JULHO DE 2001

Mas perder um dos nossos melhores!

Bem, colocando isto de forma eloquente.

É um verdadeiro pontapé no cu.

Mas aqui o Robby conhecia o Stewart há mais tempo que muitos de vós têm de vida.

Portanto, passo-lhe a palavra. Robby.

Bem, obrigado Ben. Acho eu.

Embora leve a mal a referência à minha idade.

Devo dizer que a partida do Stewart é especialmente dolorosa para mim, porque...

foram quantos, Stewart? Fez agora vinte anos?

O Stewart está sempre desejoso de dividir o dinheiro dele numa mesa de póquer.

E eu tenho um filho na faculdade!

Sim, mas vou continuar a jogar.

Problema resolvido.

Então, vai com Deus.

Stewart, acho

o timing da tua partida desconcertante.

Um canto do escritório com um banco vazio.

O novo editor chega na segunda-feira.

Por isso, lamento amigo, mas tenho que te perguntar.

O que raios sabes tu?

- Como está o bolo? - É muito bom.

Estás a guardar o teu?

Não, é para o Mike. Nunca conseguiria comer isto, acho um bocado deprimente.

Eu sei.

Viste os números de Washington?

Sim, muito interessante.

Eu não estou a perguntar se a Polícia está a mentir, eu sei que eles estão a mentir.

Aquilo que pergunto, é quem está por trás disto?

Eu entendo, não queres falar.

Não Dan, não estou chateado, estou com fome.

Estou há tanto tempo à conversa contigo que nem almocei.

Portanto, vou ver se como alguma coisa e dou-te uma hora para decidires

se queres estar do lado certo do artigo, ou se queres lê-lo como o resto das pessoas.

Adeus Dan.

Achas que o Cahill tem alguma coisa?

Se calhar. Só acho que a história não é para nós.

- O Ben gosta? - Não é má.

Só não é para a Spotlight.

O que não é para a Spotlight?

- Os números do Departamento da Polícia. - A história dos números, parece-me fraca.

Conseguiste convencer o Cahill a falar?

Não, mas vou conseguir.

Ainda bem, então trata de saber se é fraca.

- Como correram as coisas lá em cima? - Bem.

- O Robby fez um bom discurso. - Acredito.

Ouvi dizer que o Lubin e o Connor vão para o Times.

- Poupem-me, a sério? - Sim, ouvi isso.

Eles vão sobrecarregar-nos.

Pelo menos vão enviar-nos um tipo de Miami para controlar as coisas. Já deve ajudar.

Esse Baron conhece Boston ao menos?

Ele nunca cá esteve.

Se calhar devíamos comprar-lhe um mapa.

Tenho um amigo em Miami, que diz que ele cortou 15% do pessoal.

- Boa. - Robby?

O novo chefe vem para fazer cortes?

Não faço ideia.

- Não vais conversar com ele? - Vou sim.

- Sobre a Spotlight? - Não sei, Mike.

Mas sei

que o Ben precisa de uma resposta acerca dessa história dos números de crimes.

Já te disse, acho que a história não é para nós.

Sr. Baron.

Sou o Walter Robinson.

Robby.

Obrigado ter disponibilizado algum tempo do seu fim-de-semana.

- É um prazer. - Agradeço.

O que está a ler?

"A Maldição de Bambino".

Excelente livro.

O Globe tem bilhetes da época para o Fenway mal esteja instalado, a propósito.

Obrigado.

Para ser sincero, não sou grande fã de basebol.

Estou a tentar entender a cidade.

Pois.

Então, é de Boston?

Sim, nascido e criado.

Muitos da redacção são daqui.

Nesse aspecto parecemos um jornal local.

E isso mudou quando o jornal foi vendido ao Times?

Não.

Não acho que tenha tido assim tanto impacto.

Ainda bem.

E...

você é o editor da equipa Spotlight.

Prefiro pensar que sou treinador/jogador, mas sim.

Está familiarizado com a Spotlight?

Não, nem por isso.

Bem, nós somos uma equipa de investigação constituída por quatro elementos.

Reportamos ao Ben Bradlee Jr., e mantemos o nosso trabalho confidencial.

No que andam a trabalhar neste momento?

Acabámos de publicar um artigo sobre contrafacção de roupa,

e neste momento andamos à procura da nossa próxima história.

Normalmente quanto tempo costuma isso demorar?

É difícil de dizer, talvez uns meses.

Uns meses?

Sim, não gostamos de apressar as coisas.

Assim que estabelecemos o projecto podemos passar um ano ou mais a investigar.

- Isso é um problema? - Não necessariamente.

Mas eu entendo que uma liderança traduz-se em como a Internet

se está a intrometer nos negócio dos classificados.

E acho que vou ter de analisar muito bem as coisas.

Portanto, vai antecipar mais cortes?

Creio que é seguro assumir isso,

mas...

neste momento estou mais focado em descobrir uma forma de tornar este jornal

essencial aos seus leitores.

Gosto de pensar que já o é.

É justo, mas acho que podemos fazer melhor.

Sr. Bradlee.

Vi os números da Polícia, parece interessante.

- Sim, creio que há ali alguma coisa. - De quanto tempo precisas?

Mais uma semana.

- Onde vais? - São 10:30.

Desde quando?

- Tecnicamente, sou um editor. - Tecnicamente.

O teu encontro com o Baron correu assim tão bem?

Não consegui analisá-lo muito bem.

É a primeira vez.

E tu?

Ele tem muita piada.

Bom dia a todos. Vamos começar.

Queres dizer alguma coisa, Marty?

Com certeza.

Olá.

Como já todos devem saber, chamo-me Marty Baron.

Estou encantado de aqui estar.

Se me puderem dizer o vosso nome à medida que forem falando, era óptimo. Obrigado.

- Muito bem, Peter. - Sou o Peter Canellos, da Metro.

Tenho uma história muito importante sobre a "Big Dig".

- Olá, Steve. - Mike.

Jogo de porcaria, ontem à noite.

Não jogam uma beata.

Escuta, o que faz a Eileen McNamara na reunião das 10:30?

- Precisas de alguma coisa, Mike? - Não, estou apenas curioso.

Vai ser curioso para outro lado. Tenho trabalho para fazer.

Está bem, Steve. Até logo.

E parece que o Pedro vai estar de fora até ao dia 1 de Setembro.

O Jimmy diz que ele pode voltar ainda este ano,

mas o médico não parecia ter tanta certeza.

Quando começam os Pats a jogar?

- Está toda a gente? - Sim, já falaram todos.

Muito bem, obrigado.

Toda a gente leu a crónica da Eileen McNamara deste fim-de-semana?

- Sobre o caso Geoghan? - Sim, que seguimento está a dar-se a isso?

É uma crónica, que tipo de seguimento sugere?

Aparentemente este padre molestou crianças em seis paróquias diferentes em 30 anos.

E o advogado das vítimas, o Sr...

- Garabedian. - Obrigado Eileen.

O Sr. Garabedian diz que o Cardeal Law descobriu o facto há 15 anos e não fez nada.

Pois, eu penso que esse advogado é um pouco excêntrico e a Igreja desistiu da queixa.

Isso são boatos.

Seja o Sr. Garabedian excêntrico ou não,

diz ter documentos que provam que o Cardeal sabia.

Segundo sei, esses documentos estão selados.

Muito bem, mas o facto persiste que um padre de Boston abusou de oitenta crianças.

Temos um advogado que diz poder provar que o Law sabia e escrevemos no total...

dois artigos nos últimos seis meses.

Penso que isto é uma história essencial para um jornal local,

acho que no mínimo temos de ter acesso a esses documentos.

E como pretende fazer isso?

Bem, não sei como funcionam aqui as leis,

mas na Flórida, recorremos ao tribunal.

Quer processar a Igreja?

Tecnicamente não iríamos processar a Igreja.

Iríamos apresentar uma moção para levantar restrição sobre aqueles documentos.

A Igreja veria isso como um processo contra eles.

Assim como o resto das pessoas.

É bom saber isso.

É uma jogada arriscada para o primeiro dia.

Isso é uma forma de colocar as coisas.

Como achas que vai reagir a administração?

Acho que vai ser difícil de aceitar para o Gilman.

- Então. - Fecha a porta.

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