The first 200 lines.
ASSALTO AO METRO 123
CENTRO DE CONTROLO - MlDTOWN
E então?
Então, estou ali sentado a olhar para ele,
e depois manda-me embora
sem mais nem menos.
-Sabes o que é que eu disse? -Não. O que foi?
Merda!
Tenho a certeza que disseste que estava bem.
Stillwell 1215 chama Controlo.
Estou a ouvir, Stillwell 1215.
Vou entrar com atraso na estação da Rua 57.
O sinal está vermelho.
Devia estar verde, Stillwell 1215.
Diz-me uma coisa que eu ainda não saiba.
OK. Avança devagar, com cuidado, cumprindo as regras todas.
É um carril partido. A 300 metros do fim da plataforma.
É por causa do frio. O metal contrai-se.
Quanto tempo demora a arranjar?
Tenho de pôr uma placa. Duas horas.
Se demorares só uma hora e meia, pago-te uma cerveja.
Detesto ver-te aqui, G.B.
É só por uns tempos. Quando deres por isso, já estou lá em cima outra vez.
Vou precisar que o comboio R
mude para a linha do expresso na 34.
-A linha do expresso? -A do comboio Q.
Quando saírem da estação da 57 podem mudar para a linha F.
Depois, é um tiro até Queens.
Quando chegarem a Queens, mudam outra vez para a linha R.
Basta suspenderes o W e o N, e o R recupera do atraso.
Desculpe, mas está a tapar-me a visão.
Abre a porta! Já ou levas um tiro nos cornos. Já!
Está bem, está bem.
Cala-te e põe-te a mexer.
Para a primeira carruagem.
Eu disse-te que conseguíamos.
Grande coisa! Estava tudo planeado.
Cinco minutos de descanso.
Boa!
Vou no metro, mas continuo ligado.
-Ainda estás a ver-me? -Estou. O que é que estás a fazer?
Ainda estás a ver-me?
Meu Deus!
Querida! Querida!
Dá-me a chave dos travões.
A chave dos travões.
Centro de Controlo chama Metro 123. Responde, 123.
Por que é que pararam? Os sinais estão todos verdes.
Centro de Controlo chama Metro 123.
Centro de Controlo chama 123.
Por que é que pararam? Os sinais estão todos verdes.
Muito bem.
Agora só tens de fazer o que eu mandar.
Agora não.
Donde és?
-De Brooklyn. -És irlandês?
Sou.
Bem me pareceu.
Quem é o motorista do 123?
Se calhar, caiu alguma coisa na linha.
Estamos a andar para trás?
Torre da Rua 42. Tenho uma composição na linha errada.
Está na linha da Avenida Lexington, em direcção a sul.
Os comboios têm de ficar nas estações.
Todos os comboios locais para sul a partir da estação da Rua 51.
O motorista do 123 é o Jerry Pollard.
Eu conheço o Jerry Pollard. Tirei o curso de motorista com ele.
Metro 123, responde.
Metro 123, Jerry Pollard. O que é que aconteceu? Daqui Centro de Controlo.
Vamos mandar lá um expresso. Param ao lado deles e logo vêem.
Daqui South Ferry 105. Não consigo ligar o pára-brisas.
Há um disjuntor para isso, mesmo atrás de ti.
O que é que se passa?
O que é que se passa, Maestro?
Chui.
Quando eu te mandar parar, é para parar logo.
-Polícia de Trânsito. -Pára!
Tudo no chão!
Já disse: tudo no chão!
Avisaram-nos de que houve tiros no túnel.
Sargento Moran.
Delgado, vamos mandar o expresso.
Vou morrer. Sei que vou morrer!
Vamos a mexer!
Todos ao pé da janela!
De pé! De pé! Vamos a mexer!
Vamos a despachar! Encostados às janelas!
O que é que foi essa merda?
Era um polícia. O Bashkin matou-o.
Acho que está morto.
Passa o telefone ao Bashkin e vê se te controlas!
Já!
-O que é que aconteceu? -Era um polícia. Despachei-o.
Passa ao condutor.
-Como é que te chamas? -Regina.
Ouve, querida, tenho um trabalho para ti.
Um trabalho?
Exacto. Deus pôs-te no mundo só para esse fim.
Vais tirar essas pessoas do comboio
e levá-las até à estação. Percebeste? Não estou a ouvir nada.
Atenção!
Vamos para a estação. Preciso que...
Outra vez, Regina!
Leva essa gente daí!
Ouçam todos! Vamos para a estação.
Quero que se levantem devagar.
-Vou tirar-vos do comboio. -Muito bem.
Vamos ter de andar pela linha. Deixem o que não precisarem.
Todos os polícias da cidade vão a caminho.
Nem houve tiros. Pode ter sido uma avaria nos travões.
Não. Foi um acto deliberado.
Porra!
-Vou a andar. -Não te encostes às paredes.
Cala-te e anda.
Merda! Despacha-te!
Ramos! Corta a energia.
O quê?
Corta a energia!
Entendido!
Hoje é o meu dia de azar.
Merda! O que é que te deu?
Metro 123 chama Centro de Controlo. Ouvem-me?
Sim, ouço.
Daqui Centro de Controlo. Quem é que está a falar?
Sou eu. Não quis ligar antes de estar tudo pronto.
-Não é o Jerry. -Não sei quem é.
OK, estou a perceber.
Quem é que está a falar?
O tipo que vai virar esta cidade de pernas para o ar.
O tipo que vai pôr a cidade à procura de dinheiro.
Olha para o monitor e diz-me o que é que vês.
Vês o que eu fiz?
Vejo.
É muito mais fácil trabalhar só com uma carruagem.
O motorista vai explicar-te tudo. Explica-lhe a situação.
Fizeram reféns. Muitos.
Confirma que estás a ouvir.
Confirmo.
Não te disse para não entrares sem bater?
Óptimo, porque vamos ter de negociar.
Sabes o que são mercadorias, não sabes?
Tripas de porco, ouro, petróleo?
Não é por desrespeito, mas não me parece que seja eu a pessoa certa.
Não, és exactamente a pessoa com quem quero falar.
Diz-me lá
qual é a cotação de hoje em Nova lorque para um refém.
Achas que um milhão de dólares é de mais? Eu acho.
Agora pega na calculadora.
-Tens uma calculadora? -Tenho.
Óptimo. Faz lá esta conta. 526.315 dólares e 79 cêntimos.
EQUlPA DE REFÉNS
Agora multiplica por 19.
Quanto é que dá?
O tipo é contabilista ou quê?
-Dez milhões? -Quanto é que dá?
Dez milhões e um cêntimo.
Certo.
Agora liga para o Presidente da Câmara e diz-lhe o preço.
E diz-lhe também que quero 100 mil dólares em notas de 100. Entendido?
Entendido. E o cêntimo?
Fica para ti. É a comissão de corretagem.
E o resto em malas de viagem.
Daquelas com rodinhas.
Mas olha que isto não é um contrato de futuros. É à vista.
Ou seja, é com prazo marcado.
Qual é que achas que é o prazo razoável?
Não sei. Não percebo nada disso.
Vá, sugere lá um prazo. Um prazo razoável.
Quinta-feira.
Eu estava mais a pensar num prazo de uma hora. Que horas são?
Duas e treze.
Está certo com o meu relógio.
Por isso, às três e treze quero aqui o dinheiro!
Depois disso, vai haver juros de mora.
Quanto é que achas que vão ser os juros?
Vá lá, faz uma sugestão.
Vais matar os passageiros?
Não são passageiros. São uma mercadoria.
Mato um por cada minuto a mais que tiver de esperar.
Assim, tornam-se mais valiosos,
mas o preço mantém-se.
Está no túnel. Não vai conseguir safar-se.
-Não me digas a mim. Diz-lhe a ele. -Quem é o tipo?
-Sei lá! -Continua a falar com ele.
Como é que te chamas?
-Não percebi o teu nome. -O meu nome?
Sim. Como é te chamas?
Digo-lhe?
-Garber. -Muito bem, Garber.
Agora a sério. Daqui a 59 minutos
vou começar a matar passageiros.
Por isso, o meu conselho é ligares já para o Presidente da Câmara.
Sou um simples funcionário público. Não tenho acesso ao Presidente.
lsso é problema teu. Não é meu.
Ele é que é o responsável por quem vai viver e morrer.
É um problema da cidade de Nova lorque.
Por isso, põe-te a mexer e avisa o Presidente!
Mais nove meses disto e estou livre! Mal o novo presidente tome posse,
piro-me para Saint Tropez. Vou para a praia com uma piña co/ada.
Nunca mais ando de metro!
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