Mistari 200 ya kwanza.
Qual é, Lipe?
Tá diferente, hein?
Me desculpa por não ter vindo antes, é que eu fiquei atrapalhado no trabalho.
Não tem problema não, a gente... a gente janta amanhã.
-Como é que você fez isso, Nando? -Besteira cara, esquece isso.
Eu vou lá dentro trocar de roupa e já volto, tá?
Tá...
-Bem vindo, Nando. -Obrigado, Lipe.
Lipe, você entra e vai saindo desse jeito.
Vem cá, você viu a hora que você chegou em casa hoje?
Não deu, mãe.
Meu filho, você não prometeu que ia estar aqui pro jantar?
Mãe, eu já pedi desculpa!
Você não tem que pedir desculpa pro seu irmão,
você tem que pedir desculpa é pra mim!
Você quer que eu faça o quê? Que eu sente na mesinha e faça o quê?
Você quer que eu fique passando a mão na cabecinha dele
que nem você fez a vida toda, mãe?
Filho, eu não passei a mão na cabeça do seu irmão.
Eu não passei a mão da cabeça dele e não estou passando a mão na sua.
A única coisa que eu quero é que você fique mais perto da gente.
Lipe, onde é que você pensa que você vai?!
Eu vou beber! Eu vou encher minha cara no baixo, eu posso?
Aí, a bichona chegou.
E aí? Tudo bem?
Foi difícil achar?
Eu tenho certeza que você é brasileiro.
E você é a DJ.
Como é que você sabe? Você estava dançando de olho fechado!
Eu estava de olho fechado mas estava te vendo...
Você vê que nem eu que sou DJ, convidada da festa,
tenho passe livre pra entrar aqui, né?
Um amigo meu brasileiro, ele é cheio de contatos.
-Vamos tomar um drink? -Claro, vamos.
É aquele ali o seu amigo?
É. Na verdade ele é amigo de amigo, mas foi quem arrumou os convites.
E você veio aqui... tá o quê, passeando em Amsterdã?
Vim conhecer, dar uma volta.
E você, mora aqui?
Moro, tem um tempinho.
Eu já tocava no Brasil um pouco, aí meu agente descolou uns lugares aqui.
Sortuda, hein? Faz o que gosta numa cidade incrível.
Quer tomar?
Não quero não.
-Patrick! -Fala aí, Anderson!
Você viu o Nando, cara?
Como é que você entrou aqui? Foi o Nando que te deu a senha?
Não, não. Foi uma mulher que eu comi ali no banheiro, cara.
Pô, estou amarradão, cara. Festão, obrigado pelo convite.
Vou ser eternamente grato à você.
Um dia eu vou vir morar aqui nessa porra.
Está tudo bem?
Estou.
Eu estou bem sim.
Um monte gente diz que um dia isso tudo vai acabar.
-Isso tudo o quê? -Tudo isso aí...
Natureza, mundo...
2012... sabe qual é?
-Planeta X. -Eu já ouvi falar.
Então... não vai sobrar nada...
E é por isso que você está chorando?
Não, eu estou chorando porque acho bonito.
-O que é isso aqui? -Qual?
-Aquele ali. -Esse... Peiote.
-Sério? -É, já experimentou?
Pode ser uma viagem intensa e profunda em busca do autoconhecimento...
Você quer, menina?
É isso que você está procurando?
Eu ainda não sei o que eu tô procurando.
Essa é uma planta enteógena,
sagrada.
O barato dessa viagem psicodélica é transcender a consciência,
entrar em comunhão com o Divino.
Mas olha, psiu...
todo cuidado é pouco, hein?
Porque sabedoria demais enjoa,
está cientificamente provado que autoconhecimento em excesso
dá vontade de vomitar!
Melhor levar um docinho pra acompanhar.
Não, não quero não, obrigada. Boa viagem!
Então tá.
Você está muito nervosa pro seu set?
Um pouquinho, né?
Não sei... eu estou com medo de ficar nervosa,
medo de não fazer o que eu sei fazer...
criar uma expectativa e me frustrar.
Mas eu acho que você tem que ficar confiante porque...
você tem feito por onde, sabe?
Você tem bom gosto, você tem estudado pra caramba...
E eu estou com uma intuição de que vai ser incrível!
Você sabe que minha intuição é forte, né? Você conhece!
Você promete que vai ficar vendo lá na frente, você jura?
Lógico! Como assim, seu primeiro Festival, eu vou perder? Não sou louca!
Você vai arrasar.
Lara, olha aqui o que o Mark me deu.
-Sabe o que é? -Que isso aqui?
-É Peiote! -É!
Não estou acreditando, cara!
Bom, vamos tomar agora né... lógico!
-Como assim agora, você tá louca? -Olha esse lugar, Érika! Olha isso!
É pra tomar vai...
Vamos tomar agora...
Toma, fica com o menor que você tava passando mal antes.
-O maior é meu! -Ai, meu Deus!
Vamos embora vai.
Ai, meu Deus!
Tá tudo bem...
Volta, volta, volta...
O que aconteceu, Érika?
Eu não sei o que aconteceu, eu não sei...
Tá bom? Posso fazer? Abre a boca assim: ah...
Isso, muito bem, muito bem!
Posso fazer, posso fazer?
Caralho, moleque, quando aquela bicha chegou com aquela negona, velho,
lá no quarto de hotel, meu irmão me bateu uma paranoia,
eu achei que fosse a polícia.
Eu ia pegar meu bagulho e jogar dentro da privada.
Porra, maneiro, né, Patrick, e meu bagulho aí?
Ia me deixar sozinho na mão?
Parceirão, né? Parceirão você.
Qual é, moleque? Eu ia deixar nunca você na mão.
-É.... -Você é meu irmão! Você...
Tu é vacilão, tá vendo como você... Tá vacilão você, rapaz, eu tô dizendo...
Eu te amo cara, eu te amo!
Vou dar uma grana aqui para esse cara.
-Estou duro. -Toca aqui, toca aqui.
Meu irmão, só tem mulher maravilhosa.
O que é que você vai desenhar?
Uma casa pra gente morar, é isso que você vai desenhar, é isso, é isso?
Fala, Mouse!
Oi "baby", que bom falar contigo! Como é que foi Lisboa?
Foi ótimo, ótimo, maravilhoso,
que pena que não deu pra você ir... Deu tudo certo!
Baby, você não está entendendo.
Ibiza, Barcelona, a gente vai bombar! Vamos com tudo!
-Meu amor, seu nome é a bola da vez. -Tá.
Está todo mundo te querendo. Você vai bombar.
Tá bom.
A sua secretária se enrolou toda com o pagamento da semana passada.
Não, não, pode deixar que eu resolvo isso pra você.
-Dá um jeito nisso, por favor. -Não, pode deixar. Está tudo certo.
Tá. Mas olha, se eu for passar mais de dois dias fora
eu vou precisar levar o Thomaz, tá bom?
Tá certo então, Patrick. Tá bom.
Moleque, eu só tô te dando os parabéns, porra,
finalmente tu comeu alguém!
Comeu, né?
Comeu?
Chega pra lá, dá licença?
-Tu não comeu moleque, eu não acredito! -Comi não.
Puta que pariu, tu é muito otário cara!
Caralho, moleque, não é possível, porra!
Alô.
-Alô... Alô, Lipe? -Quem é?
-Qual é! Sou eu, Nando. -Fala Nando, tudo bem?
-Vem cá, mamãe está aí? -Mamãe tá, você quer falar com ela?
Não, não cara... na verdade queria falar contigo mesmo.
É, seguinte, eu estou em Amsterdã cara, eu estou na Holanda.
Que você está fazendo aí, Nando?
Mas não é pra falar nada pra mamãe, entendeu?
É, falei pra ela que ia pra São Paulo pra ela não ficar nervosa
e me encher de pergunta. Sabe como que ela é, né, perturba.
Tá, tá bom.
Lipe?
-É o Nando, filho? -É...
-Manda um beijo pra ele. -Tá.
Não, mas eu queria que tu soubesse, entendeu?
Tu é meu irmão, tu tem que saber. Tá?
E como é que é aí, é maneiro? Tu já fumou um?
-Lógico. -Vê lá o que você está fazendo.
Não, se preocupa não, cara... é só uns negócios aqui com o Patrick.
Tá bom. Valeu.
Deixa eu falar com ele, deixa eu falar com ele!
Espera aí.
Qual é ET, eu vou comprar uma boceta de plástico pra tu perder esse teu cabaço!
Alô, oi...
Valeu Nando, valeu cara, se cuida aí, viu?
Vê se traz alguma coisa decente aí pra mim.
Valeu. Te amo, moleque. Beijo!
-O que ele falou? -Falou que tu é Zé Ruela pra caralho!
Aê, moleque! Red Light. Partiu?
Cara... eu não vou.
Eu vou ter que ir naquela exposição do Cornélios que eu te falei, lembra,
do amigo do Mark lá?
Porra, brother, tua última chance de comer alguém em Amsterdã, velho.
Come por mim!
Sabia que você é a única DJ careta que eu conheço?
Mas eu já tive minha fase também, não foi sempre assim não...
Ih, olha ela....
Mas você podia ter tomado, era tranquilo, não tinha problema...
Eu sei, mas é que... eu não tomo toda hora não.
Pra falar verdade, a primeira vez que eu tomei uma bala foi tão incrível
que todas as outras vezes viraram uma decepção.
Nando, eu queria te falar uma coisa...
É que a primeira vez que eu te vi não foi lá na festa.
Muito louco você falar isso, sabia? Porque eu tenho essa impressão,
que te conheço de algum lugar, não sei...
Onde é que foi?
Deixa pra lá que depois eu te conto. Vem.
-Qual é! Fala aí, Érika. -Não!
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