Mistari 200 ya kwanza.
Sou o roteirista e diretor Christopher McQuarrie.
Oi, meu nome é Eddie Hamilton. Sou o editor do filme.
Este é Missão: Impossível - Efeito Fallout.
E estes são os nossos logos muito rápidos.
Fui inspirado por outro filme
no qual os logos passavam acelerados.
E tivemos a permissão graciosa de todos
para passar os logos bem rápido porque temos um filme bem longo
e estávamos pensando de que forma poderíamos acelerar o passo.
Então, todo esses logos estão passando
na metade do tempo em que eles geralmente passam.
Então, nossos agradecimentos a todos pela contribuição.
E esta cena...
Esta cena foi filmada na Nova Zelândia, num lugar chamado Milford Sound.
E foi uma das cenas mais complicadas...
Apesar de haver muito pouca edição na cena,
a cena teve que ser formatada.
Era muito mais longa, havia mais diálogos,
e notamos que, apesar da cena ser bem curta,
estávamos recebendo comentários a respeito do andamento da cena.
E notamos que havia um certo diálogo dentro da cena
que era vago.
Fazia menção a coisas sobre capítulos anteriores de Missão: Impossível
sobre as quais era preciso pensar.
E quando tiramos aquele diálogo,
os problemas de andamento acabaram.
E era muito importante para mim
que o filme começasse com uma maior compreensão do Ethan Hunt,
em vez de mergulhar de cabeça em alguma grande cena de ação.
Me lembro que editamos esta cena de milhões de jeitos diferentes.
Passamos muito tempo aperfeiçoando e dando forma a esta cena.
E uma das coisas que irá notar,
é que o uso da música na cena
é constantemente ajustado para segurar o andamento.
Originalmente tentamos algo muito mais rápido.
Do momento em que Ethan ouve baterem na porta,
o andamento começava. Havia uma música com o ritmo mais rápido.
E percebemos que, na verdade, aquilo levava ao cansaço.
Até chegar ao livro, aqui, você já estava exausto.
Então voltamos ao Lorne Balfe e remodelamos a cena
para brincar com o suspense em vez do andamento.
Sim, o andamento acelera quando ele pega o livro
e então diminui aqui,
para permitir que o espaço para o diálogo da missão
apareça.
E estas são as cenas mais complicadas de Missão: Impossível
por muitas diferentes razões, sendo a maior delas...
O inimigo número um do andamento em um filme é a informação.
E estas cenas tendem a ser pura informação.
É muito difícil tornar emotiva a informação.
O único jeito de colocar emoção em uma cena que é pura informação
é através da música.
Estávamos constantemente lutando para inserir uma música
que não entrasse em conflito com o diálogo.
O coitado do Lorne Balfe teve de fazer múltiplas variações desta cena
até encontrarmos algo que parecesse certo.
E a outra coisa com que experimentamos um milhão de vezes foi
a voz, a pessoa de verdade dando a informação sobre a missão.
Testamos múltiplas vozes masculinas e até trouxemos duas mulheres.
Foi muito interessante assistir
a reação e resposta de públicos a esta cena
baseado em quem estava falando.
A voz feminina tendia a ser quase calmante
e a cena se tornou hipnótica, em vez de
fazer você inclinar-se para frente.
Muitos dos homens tinham a "voz de fumante",
que tendia a dar sono.
E vozes masculinas que eram muito sonoras, muito eficientes.
Menos quando não eram especialmente bons contadores de histórias.
Então acabamos colocando o Sr. McQuarrie para fazer a voz.
Depois de várias repetições diferentes, Chris decidiu fazer parte
e nos emprestou a voz dele.
Bem, eu tinha feito, tinha gravado logo no início
quando fizemos pela primeira vez.
Estávamos sempre reescrevendo e mudando.
Então era mais fácil para eu gravar.
Claro que você fica bastante constrangido com sua própria voz
então comecei a fazer essa imitação do...
não sei quem... Bill Kurtis.
Bill Kurtis na série Case Files.
Fazendo de tudo para deixar minha voz mais grave e mais retumbante,
em vez da minha voz naturalmente
mais "de fumante".
Em certo momento, tivemos Alec Baldwin.
- Sim, tivemos. - E Alec fez uma leitura excelente,
mas, novamente, a voz dele é tão aveludada
que tendemos a nos distrair,
não nos concentrando na informação.
Além disso, nós pensávamos: "Ei, é o Alec Baldwin.'
E não estávamos mais prestando atenção na informação,
porque estávamos só curtindo ouvir a voz do Alec Baldwin.
Sim, você ficava dizendo: "Eu conheço essa voz."
Esta cena, novamente, foi outro desafio.
A abertura toda do filme, os primeiros 15 a 20 minutos do filme,
é pura informação.
Porque havia uma história bastante complexa acontecendo,
havia vários elementos que tínhamos que apresentar.
E quando filmamos esta cena,
ainda não tinha essa provocação entre esses caras.
Porque eu estava acelerando tudo o mais rápido que podia
para chegar nos créditos.
E quando Tom assistiu a edição da cena pela primeira vez...
E lemos a cena juntos,
filmamos a cena e nos divertimos muito filmando-a.
Quando Tom assistiu pela primeira vez,
ele disse: "Não sinto nenhuma ligação entre Ethan e a equipe.
"Não tenho a sensação de..."
E o que tínhamos feito, inadvertidamente,
foi não levar isso em consideração.
E essa era nossa regra de ouro para Missão: Impossível.
Não podíamos supor que o público tivesse assistido aos filmes anteriores.
E esse é um exemplo no filme
onde muito ingenuamente fizemos essa suposição.
E assim que assistimos juntos a cena editada,
dissemos: "Bom, isso não funciona."
Vou fazer um aparte rápido, Chris.
Antes, quando Benji diz:
"Esta noite, Luther, queria ficar na van."
Era o momento que, em qualquer teste de audiência...
se eles rissem dessa fala,
saberíamos que tínhamos conseguido interessá-los no filme.
Esse era o nosso indicador do quanto a plateia estava comprometida
com os personagens e o humor, se aquela fala provocasse uma gargalhada.
Foi como em Nação Secreta,
quando Alec Baldwin falava sobre o Kremlin, ele dizia:
"Este é o Kremlin antes, e este é o Kremlin depois."
E, se naquele ponto, conseguíssemos uma risada, tínhamos ganho o público.
- Você sabia que os tinha conquistado. - Sim, exato.
Se não rissem, sabia que estava...
Que estávamos encrencados e as notas não seriam boas.
As notas refletiriam isso.
Caspar é um grande ator
e na verdade, ele tinha mais de uma cena com Tom.
Ele dava uma volta de 360 graus ao redor do Tom
e estava falando sobre John Lark e trazendo uma conspiração para o filme.
Foi uma linda tomada,
e me incomodou muito ter tirado.
É pura e simplesmente cobertura de câmera.
Que eu sempre estou tentando evitar.
Mas acabo sendo forçado a fazer isso.
E infelizmente era um minuto extra na cena
que não tínhamos.
Estávamos assistindo ao início do filme,
quando estávamos editando juntos,
sentimos que os créditos estavam ficando cada vez mais longe.
E aqui estamos ensinando o público sobre o plutônio,
e sobre a radioatividade que aparecerá no terceiro ato.
Então, estamos apresentando a eles a ideia...
do quanto o centro do plutônio é radioativo,
porque isso será essencial mais tarde.
Sim, e, ao estruturar um filme assim,
principalmente um que tem mais de duas horas,
você está sempre procurando um mero segundo que possa cortar fora.
Isso acrescenta.
Essa foi uma das coisas que debatemos.
Poderia ter feito a cena bem mais curta,
se tirasse a explicação do plutônio
- e simplesmente mostrasse o núcleo. - Sim.
Mas claro que aí não teríamos isso mais adiante,
e avaliamos cada emoção versus informação dentro do filme.
Parece que me lembro...
Gostei bastante disso, e as plateias também gostam de aprender.
Quando ele diz: "Isto é uma barra de berilio",
você está tendo uma pequena lição de física.
Acho que as pessoas gostam muito da sensação de que
os filmes de espião estão ensinando ciência de um jeito legal também.
- Essa foi a sua defesa o tempo todo. - Sim.
Daquele momento. Você disse:
"Gosto de ser ensinado, gosto de saber como."
Você gostou de aprender como as bombas funcionavam.
Originalmente, em um dos rascunhos do roteiro,
havia ainda mais explicações.
Luther explicava como as bombas realmente funcionavam.
- Você se lembra? - Sim.
E você estava gostando de aprender como
- um dispositivo implosivo funciona. - Sim.
Aqui, uma ótima trilha sonora de percussão que colocamos e tiramos,
mas no final acabamos colocando uma trilha bem enérgica,
só para manter o ritmo durante a cena.
E você vai se lembrar aqui, das pequenas edições que fizemos na cena.
Originalmente, Simon não jogava a mala
até ficarem sabendo que Luther...
Simon faz uma escolha proposital.
Ele tenta chegar no Ethan, estão atirando nele,
e ele escolhe jogar a mala.
E foi um belo momento de herói para Benji.
Mas somos deixados com a sensação de...
Você começa a fazer perguntas.
Tipo: "Por que Benji não dirige o carro primeiro para ele mesmo,
e depois para o Tom?"
Percebemos que quanto mais tempo dávamos para as pessoas pensarem,
isso tornava o dilema de Ethan cada vez mais complexo.
E o mais importante nesta cena era que
Ethan fosse deixado com uma terrível escolha
e que Ethan acabe tendo que escolher entre seus amigos e o plutônio.
Quanto mais enfeitávamos, mais as pessoas começavam...
Você se vê fazendo perguntas.
Digo que as pessoas, geralmente nós, na sala de edição dizem:
"Estou desligado emocionalmente disto."
E tudo isto é a trilha do Lorne, fazendo um trabalho fenomenal
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