200 บรรทัดแรก
Não tem nada por perto no momento.
- Procurem mais longe, então. - Pode deixar.
- Alguma coisa vai aparecer. - Sempre aparece.
- Me avisem quando acharem. - Beleza.
Oi, irmãozinho.
Vai atirar em mim, ou podemos sentar e tomar umas cervejas?
Sou eu mesmo que produzo.
O RASTREADOR
É uma daquelas coisas de ver quem fala primeiro?
- Você me ligou. - É verdade.
- Ligou pra pessoas com quem trabalho. - Também.
Marquei de nos encontrarmos na semana passada, mas você não apareceu.
Foi mal.
Só isso?
- Tive um imprevisto. - "Tive um imprevisto."
O que é tão importante pra você ficar me ligando?
A Dory acha que devemos deixar o passado pra trás.
Eu tentei há uns meses, mas você me ignorou.
Então vamos lá.
Sei que acha que empurrei o papai do penhasco.
Eu vi você lá.
Colter, eu não empurrei.
Não sei se ele caiu ou se alguém o empurrou,
mas com certeza tinha mais alguém na floresta naquele dia.
O papai tinha inimigos, Colter.
Ele era um filho da mãe maluco. Era paranoico.
Fez a gente ralar demais.
Aprender a esfolar um coelho? Não é algo tão útil hoje em dia.
Por que a mamãe me deixaria acreditar que foi você?
Boa pergunta.
Gosto de pensar que ela fez o melhor que pôde,
mas a mamãe tinha seus segredos.
Não pode dizer isso assim e não explicar.
O cara que estava na floresta naquele dia, eu já tinha visto ele uma vez.
Eu vi ele falando com a mamãe.
Está dizendo que a mamãe teve alguma culpa?
Não sei.
Mas, quando o papai morreu, ela disse que seria melhor eu ir embora
e ficar quieto sobre o que aconteceu.
E você não questionou?
- Ela disse que nossa vida estava em jogo. - Por causa do que houve?
Eu era um garoto, então fui embora.
Quando cresci um pouco, só me mantive distante.
- Você entrou pro Exército. - Sim, me alistei.
Achei que era a melhor maneira de deixar tudo pra trás.
Não há o que fazer ou dizer para trazer o papai de volta
ou compensar o tempo perdido, certo? O que passou, passou.
Se é assim, bom…
Acho que acaba por aqui.
É isso?
Achei que seríamos dois irmãos
nos acertando com um bom abraço.
Tenho muito no que pensar, não acha?
Enquanto pensa,
poderia me ajudar numa coisa.
- Você acha as pessoas por recompensa, né? - É.
Estou procurando um antigo colega do meu pelotão, Doug Thompson.
- O que aconteceu? - Está desaparecido há cinco dias.
A esposa dele disse que ele saiu pra resolver algo e não voltou.
Por isso eu te dei o bolo, estava procurando ele.
- Problemas no casamento? - Não, o Doug é confiável.
Ele não abandonaria a Tracy.
Tem mais alguma informação?
O celular dele estava num posto de gasolina perto de Roanoke.
Estava todo quebrado no lixo, e o carro dele ainda estava lá.
- Tem câmera no posto? - Tem.
O Doug apareceu nas filmagens até sair correndo fugindo da câmera.
Ele estava agindo muito estranho.
Tinha algo errado.
- Posso pagar pela sua ajuda. - Russell…
A questão não é o dinheiro.
Vai me ajudar ou não?
Sim, vou te ajudar.
Ótimo. Obrigado.
Pra você.
Café grátis da recepção.
- Café grátis? - Dá conta do recado, acredite.
- Está morando aqui? - Por enquanto, sim.
Não é tão ruim. Tem banheira de hidromassagem lá atrás.
Esses dias, conheci uma moça de Tallahassee.
Ela foi líder de torcida profissional.
É higienista dental hoje em dia.
A história está interessante, mas temos que ir.
Queria perguntar uma coisa: estamos bem, certo?
Acredita no que eu disse sobre o papai?
Não sei no que acreditar agora.
Vamos pra casa do seu amigo, tá?
Vamos.
Vai me contar sobre seu amigo ou…
Claro. Doug Thompson.
Ele é um dos bons. Salvou minha vida mais de uma vez.
Devo muito a ele. É da família pra mim.
Se conhecem há bastante tempo, então?
- Servimos juntos por 18 anos. - E depois?
- Depois disso? - Sei lá. Saímos.
Mantivemos contato e nos víamos às vezes, sabe como é.
Não sei, não. Pra encontrar esse cara, você vai ter que me contar mais coisas.
Preciso saber da rotina dele. Que tipo de pessoa ele é? Anda.
Certo.
O Doug é quietão.
Ele… Algumas pessoas podem dizer que ele é intenso.
Arrumei um trabalho pra ele com prestação de serviço de segurança.
É isso que você faz também?
Sim, é o que a maioria dos ex-soldados de operações especiais faz.
Sentimos falta da excitação quando voltamos à vida civil.
- E paga muito bem. - Qual é o nome da empresa?
Grupo Horizon, mas não acho que tenha algo a ver com eles.
Por que diz isso?
O Doug sofreu um acidente de carro há umas seis semanas.
Nada de mais, mas ele ficou abalado
e começou a agir estranho, meio paranoico.
Acho que ele sofreu uma concussão que desencadeou estresse pós-traumático
e, sei lá, ficou assustado e fugiu pra se esconder em algum lugar.
Pode ser.
- É aqui. Última casa à direita. - Certo.
Oi, Tracy. Este é o Colter. Vai nos ajudar a encontrar o Doug.
O que aconteceu?
Havia um pacote na varanda hoje cedo.
- Podemos dar uma olhada? - Entrem.
- Sentem-se. - Obrigado.
- Quando chegou? - Uma hora atrás.
- Chamou a polícia? - Não, eu esperei vocês.
Acha que isto é do Doug?
Não sei. Por que alguém me mandaria isso?
- Tinha um bilhete? - Não.
- Tem câmera lá fora? - Tinha, mas o Doug desativou.
Ele estava com medo de alguém hackear a rede e nos espionar.
Ele estava meio estranho, achando que alguém nos vigiava.
- Ele disse quem poderia ser? - Não.
Tem alguma ideia de por que o carro do Doug apareceu
em um posto a 1h de distância daqui?
Não, ele só saiu pra comprar umas coisas no mercado.
Ele também não me disse nada.
- Talvez seja coisa da Horizon. - Não sabemos ainda.
Ele não me diz nada sobre o que faz ou pra quem trabalha.
Porque ele não pode!
- Você sabe disso. - Só quero saber se ele está bem.
Vou ajudar você a achar seu marido.
- O que é isso? - Vou te mostrar.
Olha. Me ajuda aqui, vai.
Preenche pra mim.
É algum exame psiquiátrico caseiro?
- Nem se dê ao trabalho. - É, eu já sei que você é doido.
Quero tirar a digital do dedo pra ver se é do Doug.
- Sério? - É.
Já está bom.
Pega um pedaço de fita de uns 5cm.
Isso.
Lá vamos nós.
- Isso o papai não ensinou, né? - Filho da mãe…
- E agora? - Vou mandar pro meu cara.
- Você tem um cara? - Sim, tenho um cara.
Tipo um analista de operações. Algo assim.
Tem um analista de operações no seu bico?
- Não é um bico. - Certo. Entendi.
Me conte sobre o trabalho que você e o Doug fazem.
É principalmente segurança particular. O trabalho varia.
- Coisas extraoficiais? - Isso.
Por que a esposa do Doug acha que isso tem a ver com a Horizon?
Tracy odeia que o Doug ainda trabalhe com isso.
Ela queria que ele virasse vendedor de seguros ou algo assim.
Não é a onda do Doug.
Quando se falaram, ele parecia normal?
Eu não diria normal.
Ele mencionou uma antiga missão no Iêmen.
- Com a Horizon? - Não.
Foi há mais de dez anos, com o pelotão de operações especiais.
Por que ele mencionaria isso?
Não sei.
- Oi, Bobby. - É seu analista?
- Quem falou? - Meu irmão.
- Sério? - O Colter não deve ter falado de mim.
Não mesmo.
- O que achou, Bobby? - O rosto que corresponde a esse dedo.
O nome dele é Len Klavens. Tem antecedentes criminais.
Estou te mandando.
- Isso foi rápido. - Por que ele foi preso?
Nada muito sério. Preso várias vezes por vadiagem pública.
- Mora na rua? - Entrando e saindo da reabilitação.
Agora está no necrotério de Roanoke.
Morreu há dois dias.
- Temos que ver o corpo. - Vamos.
Deixa comigo.
Como posso ajudar?
Oi.
"Yolanda." É um lindo nome.
Infelizmente, ficamos sabendo da morte do Len Klavens.
Só precisamos ver o corpo rapidinho.
Pra quê?
Gosta de trabalhar aqui?
Sinto uma energia boa em você. Tem olhos gentis e solícitos. Gosto disso.
Do que ele está falando?
O corpo pode estar ligado ao desaparecimento de outro homem.
A menos que sejam da família, não podem entrar.
Esqueci de dizer. Somos primos dele.
Só precisamos de um minuto, sabe? Prometo que não vamos atrapalhar.
E, depois disso,
nós podemos sair pra tomar um drinque ou algo assim.
Não. Sinto muito.
- Quase! - Não.
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