200 บรรทัดแรก
Olá, Sr. Boniface. - Olá, chefe.
Um sumo de laranja gelado? - Nada gelado.
Apanhei um desses constipados... Um desses constipados...
de primavera.
Dê-me algo quente. - Quer um conselho?
Tome um bom grogue quente. - Um grogue?
Tem álcool. - Tem rum, e é exatamente para isso.
Não sou só eu a dizer. Veja. - Vamos para um grogue.
Sr. Boniface, tome um ou dois grogues,
um à noite,
e amanhã de manhã nem se vai lembrar.
De constipações percebo eu.
Apanho pelo menos 5 ou 6 todos os invernos.
Aqui está.
Beba.
Está bom.
Dá para beber bem. - Pois dá.
Mais um. Aqui tem.
Esse tem qualquer coisa.
Sou eu.
O que é que me está a acontecer?
Já bebeu o suficiente. Fora daqui!
Desculpe, mas eu estou a tratar-me. Estou constipado.
Já não está!
Não arranje desculpas. Fora!
Mais cinco minutos. Só cinco minutinhos.
Chefe, posso ficar cinco minutos, não posso?
Claro, Sr. Boniface. Tem todo o tempo.
Ele não quer. - Quem? Ele?
Está a incomodá-lo?
Espere, vamos resolver isto.
Pronto.
Beba descansado. Aqui está bem.
Diga-me, chefe, é verdade que podem acontecer coisas extraordinárias num minuto?
Olhe para mim. Há 30 anos ia casar-me com uma rapariga de Lyon.
Perdi o comboio por um minuto.
Foi por pouco.
Espere. Precisamente havia outra rapariga na plataforma.
Que também tinha perdido o comboio? - Exatamente.
Falhanço total. - Nem por isso.
Tivemos 7 filhos.
Adeus.
Boa noite, Sr. Boniface.
Boa noite, agente. - Boa noite.
Venho, venho de lá. Estava constipado, por isso tomei...
Uma grande bebedeira foi o que ele apanhou.
Vá dormir.
Eu moro ali, no hotel. - Então vá.
São... são... dois passos.
Então faça isso.
Boa ideia.
Boa noite. - Boa noite, durma bem.
Você que é um representante da autoridade em uniforme...
Sim? Sabe que num só minuto
pode ter 7 filhos? E por que não?
Num só minuto acontecem acidentes.
A questão é saber antecipadamente
o que se deve fazer.
É uma questão de sorte. A vida é cara ou coroa.
Cara ou coroa?
Por exemplo, atravessa a rua um segundo antes ou depois,
e um carro atropela-o. - Sim. Atrop... Oh!
É melhor voltar já.
Senhor agente!
Quer acompanhar-me?
Aonde? - Ao hotel, por causa dos acidentes.
Mas eu já estava lá!
Sim, eu estava lá, mas já não estou.
Está bem, vamos.
É incrível a segurança que a autoridade dá.
Mas para onde vamos?
Para o seu hotel.
Ali. - É verdade.
É o meu anjo da guarda. Sim, sim.
Está bem. Certo, certo.
Nunca me vou esquecer de si.
Nunca.
Ora...
Eu não subo. Não.
Cara, subo. Coroa, não subo.
Vou ensinar-te a dar-me ases!
É cansativo jogar convosco. Sempre a mesma coisa.
Um passo e mato-te! - Seria uma pena.
Isto resolve-se sem ficar zangado.
Há dois meses que ele me limpa. Acham que não vejo isso?
Desta vez vais pagar por tudo. - Continua, estou a ouvir.
Vou destruir-te. Vou acabar contigo.
Olha como estás a tremer. Covarde!
Filho da... Tu...
Vês? Faz-se de forte e cai redondo.
Cala-te!
A sério. Ele está mal. - O quê?
Não vai voltar a armar-se em esperto.
O que é que faço com ele? - Eu vou-me embora.
Não, vais ajudar-me.
A fazer o quê? - Não o vou deixar aqui.
Isto não é um cemitério.
A polícia, uma investigação, isso não é comigo.
Mas ele fez tudo sozinho.
Isso você conta ao juiz, com as suas passagens pela polícia.
Ele nos prenderia por um tempo.
Então? - Vamos colocá-lo em algum lugar.
Na rua, num banco...
Sim, vai andando por aí anunciando isso.
Aqui está ele.
Ali, na cama.
Oh, desculpe.
Eu me enganei de quarto.
Mas este é o meu quarto.
Senhor,
sinto muito incomodar, mas o senhor se enganou de quarto.
Este é o 15.
Três por cinco. O senhor dizia algo? Achei que estava me dizendo alguma coisa.
Vire-se e vai ver.
Meu primeiro despertador, meu segundo despertador, meu sonífero.
Minha foto na gaveta.
Está vendo? Sou eu.
Só peço que deixe o lugar.
Vamos, levante-se.
Não finja que está dormindo, isso não funciona comigo.
Ele está morto.
Ele está morto.
Olá, senhores.
Tenho um morto na minha cama, imaginem.
Vocês se importariam de cuidar dele enquanto...
Já volto.
Desculpe.
Senhor agente! Senhor agente!
E agora?
Tenho um morto na minha cama, deitado ali.
E o que quer que eu faça? - Ele me atrapalha para dormir.
Vamos lá. - Está brincando.
Se não acredita em mim, vou ligar para a delegacia.
Vamos lá.
Onde quer colocá-lo? - Não discuta, vão acabar nos pegando.
Tudo bem, eu levo.
O carro está embaixo.
Ele está no primeiro... - Volte com um policial!
Depressa, ele está lá.
Já vou, se está morto não vai embora. Não. O senhor primeiro.
Aqui está.
Ele não está aqui.
Ele já não está.
Para onde ele foi?
Pare de procurar e vá dormir.
Já viu algum morto que vai embora?
Não entendo nada. - Eu entendo tudo.
Você bebeu demais e está tendo alucinações.
Não, não tenho alucinações.
Claro que não.
Veja isso.
Lá está ele.
Ele está aqui.
Não.
São meus sapatos de domingo.
Mas para onde diabos esse sujeito pode ter ido?
Vá dormir e tente descansar.
Com tanta emoção não vai ser fácil.
Tome o sonífero, vai ajudar.
Sim.
Obrigado.
O senhor é muito gentil.
E chega dessas histórias.
Agora pode dormir tranquilo. Boa noite.
Boa noite.
Boa noite.
Boa noite!
Aqui.
Você de novo.
Senhor agente!
Senhor agente. - E agora?
O morto.
Ele mudou de lugar.
Então deixe ele lá. - Ei! Espere!
Vai me perturbar a noite toda? - Ele está lá. Eu juro.
Onde desta vez? - No porta-malas.
Se não estiver lá, eu te prendo.
Eu juro que está lá.
Oh... Ele não está mais lá. - Chega de brincadeira. Seu nome.
Senhor agente, estou tendo alucinações.
Não me sinto muito bem.
Tudo bem, mas não vamos começar de novo, senão...
Adeus, senhor agente.
Você de novo? Desta vez te peguei.
Fique quieto e não se mexa. - Você é que não vai se mexer.
Um, dois e três. Agora vejo três.
Isso está cada vez pior.
Fique tranquilo. Foi um pequeno acidente.
Vamos nos livrar disso. - Que gentileza.
Então, você vem? - Já vou.
Três!
Senhor agente!
Não vá embora!
Vamos.
O que você estava fazendo? - Respirando.
Estou cansado de fazer de coveiro.
Já vou. Você não viu nem ouviu nada.
Se quiser continuar respirando, cale a boca.
Muito bem. Boa noite.
Divirtam-se.
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