200 บรรทัดแรก
Conheci-o no parque.
Vou pelo parque com o Ethan, a caminho da creche.
Assim, podemos passar algum tempo juntos e adoro o ar puro.
O cão dele disse olá antes.
Depois, ele disse olá.
E gostei logo dele.
Era atraente, inteligente.
Dava para ver pelos olhos.
Pedi desculpa por raptar o cachorro e ele esboçou um sorriso incrível.
A partir daí, encontrámo-lo muitas vezes,
quase todos os dias, quase de propósito.
Uma vez, trouxe-me uma flor que apanhou pelo caminho.
Era bonita, ele era bonito,
o namorico era intenso de parte a parte.
Espera. Tem sido assim a manhã toda.
Só falei com ele porque ele telefonou e eu atendi.
Como ia saber que era ele?
-Dinah? -Isso é parvo.
-Estás a ser parvo. -Dinah!
Espera. O ensaio do Alfie é às 12:30.
Era a minha patroa.
-Era a minha patroa. -Desliga.
Fala com ele, ele acha que estou com o Hank.
-Não é o Hank? -É o Frank.
O Hank é o meu ex.
-Céus! Hank. -Frank!
Frank, a Dinah está a trabalhar.
Satisfeito?
Não era um homem, era a Susie, a minha patroa.
Ela é mulher.
Não falo mais contigo, Frank. Adeus.
Continua.
Um dia, o Ethan teve o dia livre.
A Zelda ficou com os miúdos e fui sozinha ao parque
à espera de o encontrar e encontrei-o.
Sentámo-nos e falámos durante uma hora.
Falou-me do trabalho, de passatempos, da sua paixão pelo cinema francês.
Eu tinha a certeza.
Ele ia convidar-me para sair
e fiz os possíveis para o encorajar.
Mas ele nunca convidou.
Pensei em convidá-lo eu,
mas não convido ninguém desde o fiasco
do Sadie Hawkins.
O que raio é o Sadie Hawkins?
As raparigas convidam os rapazes.
Estava pronta para convidar o Jacob Fineman para o baile.
Estava apaixonada por ele.
Nesse dia, estava à porta do templo com duas RC Colas
e ele vinha na minha direção com o seu novo...
Espera, não comeces a contar-me outra história.
Não temos tempo.
Está bem.
Esta manhã, estava no parque
sem o Ethan.
E lá estava ele,
sem o cão.
Desta vez, disse-me o quanto gosta de café,
que havia um sítio perto com o melhor expresso da cidade
e perguntou-me se me apetecia.
Perguntei: "Agora?"
E ele disse: "Agora."
Fui com ele.
Mas o café estava fechado.
Estavam em remodelações ou assim.
Só a mim!
Ele disse que tinha uma máquina de café em casa
que mandou vir de Nápoles e que ficava ao virar da esquina.
Céus! Nunca tinha feito isto,
mas pensei: "Só se vive uma vez, Midge."
Estava a usar uma boa lingerie, logo, que se lixe.
Fui com ele.
Depois, foi tudo muito rápido.
Já tinha passado algum tempo desde o Benjamin.
Senti uma espécie de catarse,
a emoção da espontaneidade.
Apercebi-me de que nunca fui muito espontânea na minha vida.
Muita hesitação, pouca ação.
Gostei desta sensação
e queria continuar a sentir isto. Mas, então...
Caos total.
Meu Deus!
Estás a brincar comigo?
-O que fazes aqui? -Eu?
Quem é esta? Uma puta da estenografia?
Não.
Ele era casado.
Eles estavam aos gritos,
o cão a ladrar e eu estava presa.
Estava nua, o quarto só tinha uma saída
e as minhas roupas estavam longe.
Apanhei o que podia e fugi.
Conseguia ouvi-los a gritar do táxi, foi de loucos.
Faz uma lista dos tipos com quem dormiste
ou demoramos o dia todo.
E então?
O que achas?
Quero o meu vestido de volta.
A Maravilhosa Sra. Maisel
Anda normalmente,
como se fosses para o metro.
Ia saltitar como uma menina.
-Arch... -Eu trato disto.
Fica a um quarteirão e meio.
-Eu sei. -Procura o Cheng,
é o melhor bancário e fala inglês.
-Trata dos meus depósitos. -Já disseste isso.
Não quero dinheiro por aí
e não tenho bons esconderijos.
A secretária e as grades são sítios óbvios,
as ratazanas chegam às traves.
Tenho de furar o chão e escondê-lo com um tapete.
Tornei-me na minha mãe.
Eu trato disto.
Está bem, obrigado.
-Até logo. -Até logo.
Então!
É maravilhoso, quero duas onças.
É a nossa mistura mais aromática.
Vou dar uma vista de olhos,
talvez escolher charutos para o escritório.
Vou embrulhar-lhe isto.
Temos uma boa seleção...
Bom dia, senhor. Está a ter um dia bom?
Muito, obrigado.
E quer gostar de mais dias?
Desculpe?
Quero sustentar a minha família.
Quando me ameaçam o sustento, eu também ameaço.
É compreensível.
Há um verso na Torá.
"Lixa-me e morrerás."
Pense nisto.
Está bem, mas, por agora, vou para outra parte da loja.
Foi bom falar consigo.
Este tem uma boa forma.
-Olá, senhor. -Olá.
Tem um momento?
Quero falar
de negócios.
Os fósforos são um negócio interessante.
Remontam à China do século XIV.
Punham paus de pinheiro em enxofre...
Referia-me ao negócio da sua mulher ossuda.
-A minha... -É o Abe Weissman, não é?
Marido da Rose,
pai da Miriam,
avô do Ethan, da Esther e do Chaim?
Não tenho nada a ver com o que a minha mulher faz.
Mas tem influência.
É o homem, não é?
Acho que sim.
A menos que lhe tiremos a masculinidade.
Quem são vocês?
Não importa.
Diga à sua mulher para parar.
-Pare. -Pare já.
Parar? Claro.
Podem responder-me a uma pergunta?
-Sim. -Está mais alguém lá fora?
Somos só nós.
-O seu tabaco. -Fique com ele!
-Já pediste? -Sim.
Porquê?
Estás atrasado e tenho de estar em casa da Susie às 11:00.
Está frio. E tu atrasas-te sempre.
Menos hoje.
Nem quero isto, só quero ovos.
Pede ovos.
Deito isto fora como o Henrique VIII?
Sim, só não me decapites.
Queres sair e voltar a entrar?
Não. É só...
-Está tudo um caos. -Eu sei.
Não devia ter confiado o dinheiro ao Archie.
Não teve culpa.
Estava a segurá-la como se fosse comida do Junior's.
Pergunto à Imogene se foi um trabalho interno?
-Vou ter pouco dinheiro. -Arranjamos uma solução.
Pode trazer três ovos mexidos e café fresco?
É para já.
Toma, dos meus pais.
Disfarces de Halloween para os miúdos.
Foram criados pelas senhoras da fábrica.
O que foi?
Bonnie e Clyde,
Romeu e Julieta...
-São casais. -E então?
Casais que...
Tu sabes.
Não digas isso, são nossos filhos.
Tarzan e Jane? Queres vestir uma tanga ao nosso filho?
-O que tens hoje? -O que tens tu?
É só o dinheiro?
Claro. "Só o dinheiro."
-Só tu dirias "só o dinheiro". -Joel.
Vamos ter um bebé.
-Quem? -Eu e a Mei.
Vamos ter um bebé.
Bem podes dizê-lo.
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