200 บรรทัดแรก
Charles...
Charles...
Venha e brinque.
Venha e brinque ou vai se arrepender.
Se soubesse o que eu fiz...
Se você soubesse...
- Eu mereço o pior. - Por favor...
Quem é você?
Está aqui para me matar.
Mate-me.
Por que não põe sua mão ao redor de meu pescoço?
Os rastros devem ser removidos.
Por favor, senhor...
tire a minha medalha.
Eu a tenho desde minha primeira comunhão.
ldiota!
Não tenha medo, Sr. Ladrão!
Eu me submeterei ao que quiser.
AO ANOITECER
- Senhor? - Uísque, por favor.
- Com água? - Não, obrigado.
Outro, por favor.
Charles!
O que está acontecendo? Não quer ser reconhecido?
Não. Meus olhos estão doendo desde esta manhã.
Estranho que você conheça este bar.
Não, passava por aqui e resolvi entrar pois estava com sede.
Vim ver o advogado sobre a herança de meu pai.
Poderia ter lhe dado uma carona esta manhã, se eu soubesse.
Podemos almoçar juntos.
Tentei levar Laura à loja mas ela estava fora.
Seus óculos escuros causam uma impressão...
não muito agradáveis.
Eles me deixam cego, mas são bons para os meus olhos.
Tenha cuidado.
Acabo de almoçar sozinho num pardieiro, perto do advogado.
Que tristeza!
Eu também almocei sozinho.
Se tiver terminado, levo você para casa.
- O que eles têm na cabeça? - Serragem.
Estranho termos nos encontrado naquele bar.
Por que está sem carro?
Tenho meus prejuízos. Seria o final de tudo.
- Hélène não se importa? - Hélène?
Não muito. Ela tem sua motocicleta.
A verdade é que você é completamente excêntrico.
Pode ser.
É verdade. Seus olhos estão vermelhos.
Deveria ir a um oftalmologista.
Está melhorando.
- Boa noite, Jeannot. - Boa noite, Sr. Tellier, Sr. Masson.
Viu minha mulher? Tinha que vir para lhe trazer qualquer coisa.
Sim. Um forno e algo mais. Ela ainda não veio.
Dois uísques.
Uísques para os cavalheiros.
Não me parece bem, Sr. Masson.
Estou cansado. Muito trabalho.
Tome um drinque conosco. A senhora, também.
O Sr. Masson está nos oferecendo uma bebida.
A isso, não posso negar, Sr. Masson.
Atenda. Irei serví-los.
- Para o Sr. Tellier. - Para mim?
- Sim, é sua criada. É urgente. - Está bem. Já vou.
Falei com meu amigo sobre seu filho.
Ele vai tentar vê-lo na próxima semana.
Muito amável de sua parte. Ele adoraria trabalhar em Paris.
- Para você. - Saúde!
- O que aconteceu? - Laura sofreu um acidente.
Estou voltando a Paris.
Quer que lhe acompanhe?
Hélène está lhe esperando. Obrigado.
- Atropelamento? - Receio que sim.
- Nada sério, espero. - Obrigado, Jeannot.
- Ligue, assim que possível. - Está bem.
- Não quer mesmo que lhe acompanhe? - Não, Charles. Não se preocupe.
Tudo bem?
Compramos farinha para fazer um bolo.
Até logo. Espere.
Até mais tarde, então.
Estão fazendo um bolo.
- Não vai ajudá-las? - Não.
Josephine, o chocolate já derreteu?
Não. Muito pouco.
Aqui está. Estou tomando o seu tempo.
Estava dando uma volta...
Estamos fazendo um bolo de chocolate.
- O que diz a receita? - Ela diz: "não se precipite".
Não havia farinha suficiente.
Liguei para o escritório às 4:00. Você tinha saído.
Tive que visitar algumas pessoas.
Não é simples fazer um bolo de chocolate.
Não pode ser feito mais ou menos.
Veja isto.
O que há?
Laura sofreu um acidente.
- Grave? - Receio que sim.
- Não incomode sua mãe! - E François?
Voltou a Paris depois que recebeu a ligação.
- Pare de batucar o piano. - Por quê?
Porque sim...
- Ela está no hospital? - Acho que sim.
Ele prometeu que ligaria.
Este é o apartamento da Srta. Maillardi?
- Me disseram que viesse aqui. - Entre, senhor.
Recebi uma ligação dizendo que minha mulher tinha sofrido um acidente.
Infelizmente, sim.
- Onde está a Srta. Maillardi? - O senhor irá vê-la.
- Minha mulher está morta? - Desculpe-me, senhor.
O Sr. François Tellier? Sou o delegado de polícia, Cavanna.
O que aconteceu à minha mulher? Está morta?
Sinto ter que dizer ao senhor. Sim, ela está morta.
As coisas são mais complicadas do que a Srta. Maillardi disse ao telefone.
- Ela foi assassinada. - Assassinada?
O que quer dizer? Por quem?
Não sabemos ainda, senhor.
Quando a Srta. Maillardi chegou em casa, uma hora atrás...
encontrou sua mulher morta. Estrangulada.
Não entendo.
O que minha mulher fazia aqui na ausência de...
Onde está a Srta. Maillardi?
O senhor a verá. Ela irá lhe explicar o que sua mulher veio fazer aqui.
- Você não sabia? - Não.
- Saber o quê? - Sente-se, por favor.
Não sabia que sua mulher vinha aqui?
Quando a viu pela última vez?
Esta manhã, antes de sair para o trabalho.
Em que trabalha?
Sou arquiteto.
Construo casas.
Sabia que ela vinha a Paris?
Sim, sempre. Ela é sócia...
de uma pequena loja de antiguidades...
no Bairro Suíço.
Antes de continuarmos, terá que identificar o corpo.
Sei que é doloroso, mas não temos alternativa.
François, por favor, perdoe-me.
Nunca poderia imaginar que isto terminaria assim.
- Perdoá-la por que, Gina? - Sr. Tellier, por favor.
Pode identificar sua mulher?
Seu bolo está delicioso.
- Eu o fiz. - Não, eu o fiz.
Entrem em um acordo.
- Quem bateu os ovos? - Eu derreti o chocolate.
Faremos um duelo de madrugada. Quem escolherá a arma?
Prove-o.
Posso ser um monstro, mas o que me deprime é vê-lo tão preocupado.
- Ele é o monstro. - É verdade, você sabe.
Perdoe-me. É um golpe.
De qualquer forma, não é um monstro.
Vocês dois, querem parar?
Ligou para ela duas vezes na loja?
Sim.
Do escritório do advogado, depois de um bar.
Vivia bem com sua mulher?
Sim...do nosso jeito.
Sua visita ao advogado estava relacionada com sua mulher?
Em absoluto. Estava relacionada com o testamento de meu pai.
Suspeitou alguma vez que sua mulher lhe era infiel?
Não.
Ela tinha muitos amigos.
Mas nunca a espionei.
Agora que sabe que ela tinha um amante...
pensa em algum nome em particular?
Não.
E você, Srta. Maillardi?
Não sabe quem é ele? Nunca o viu?
Não.
Entendo. Somente os hospedava.
Aceita ser avaliado?
Aceito tudo, mas o dicionário não.
- Bem, mas você... - Não.
Bem, então colocarei...
assim.
Para mim, já chega.
Como queira.
São 11:30. Ele não virá agora.
É isso que me preocupa.
Acha que está em casa?
- Devo ligar para ele? - Ele disse que ligaria. Vamos para a cama.
- Vamos, para a cama. - Não será fácil dormir.
Para mim será muito fácil.
Seus jogos são muito complicados.
Não há razão nenhuma para zombar de mim.
Desculpe-me. Não estou de bom humor.
O que está fazendo?
Não vou conseguir dormir, Estou tomando laudanum.
Vendedora de Antiguidades assassinada em apartamento alugado.
No princípio, escutei uns arranhões. Depois...
parou. Aí, fiquei deitado esperando...
- Não estava dormindo? - Não conseguia.
Começou outra vez por todo o teto.
- Eu ficaria assustado. - Eu não. Sabia que era uma rata.
- Um grande rato, talvez. - Não, era uma rata enorme e vesga.
- Você ouviu? - Sim. Mas, dormi.
Vamos fazer uma armadilha para pegá-la.
Colocamos um pouco de queijo...
- É verdade, papai. - Sim.
- Com veneno para ratas. - Vamos, está na hora de sair.
Hélène. As notícias sobre Laura estão no jornal.
Está morta. Foi estrangulada.
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