İlk 200 satır.
O CAIS DE GRENELLE
Você recebe bastante dinheiro dos laboratórios, não é?
Pobres animais. - Pobres animais? São cobras!
Cobras sorrateiras! - Nunca fizeram mal a ninguém.
Como nós com nossas ordens, os ladrões também não podem ferir pessoas...
mas ainda precisamos prendê-los, essa é a vida.
Também penso assim. Aí vem meu ônibus. - Você vai pegar ou vai ficar esperando?
Eu pago uma rodada, mas preciso ir embora.
Um vinho branco para mim.
Obrigado, Jean-Louis! - Vejo vocês amanhã, pessoal.
O dia todo no balcão. - Que vida!
Onde está seu Jean-Louis? - Parece que perdeu o ônibus.
Vejo você amanhã. - Até amanhã.
Você viu isso?
Só um pobre coitado.
Menos problemas se eu passasse por cima dele.
E um cliente a menos!
Você viu? Quase fui atropelado.
O namorado da Gisèle. Carro bonito, não é?
Vendedor de carros? - Comércio de ouro e cigarros americanos.
Certo, um homem de negócios.
O que fazemos, querida? - Ao cinema?
Sim, acho que sim...
Ou fazemos o de sempre. - Sim, melhor fazermos isso.
Um bom jantar na sua casa, e depois para a cama.
Estou tão sonolento.
Você não vai deixar ela oite toda no quarto...
Elas não fazem barulho. - Gisèle é esperta o suficiente para mim.
Pensei que ela era sua namorada.
Ei, você! Para que acha que serve a faixa de pedestres?
Acha engraçado? Vou te mostrar.
Estou dizendo, use a faixa e ri!
Quem você acha que sou? - Um policial.
O quê? Cuidado com suas palavras! - Se você é policial, é policial!
Ah é? Me dê seu nome e endereço.
Sua boca grande vai custar dinheiro, amigo. - Não, se eu não tiver dinheiro.
Se você se recusar a se identificar, vou te levar.
Por favor, policial... - Ele está doente, veja como está pálido!
Deve ter algo no fígado. Não é vergonha, amigo!
Atacar um policial... - Ah, vá, uma piada é uma piada.
Vamos, querida... - Resistência à prisão!
O que está acontecendo? - Um homem não quer entrar no ônibus.
Para onde ele não quer ir? - Para a delegacia central!
Por favor, policial, nós não fizemos nada!
Veremos isso na delegacia.
Você vai ou não? - Por quê? Não tenho tempo!
E os assaltantes do Banco Saint Charles ainda estão soltos!
Eles são os assaltantes do St. Charles Bank!
A garota acabou de confessar!
Olhe aquela cara de bandido!
É ele, reconheço!
O que tem na caixa?
Cobras.
Não toque.
Cobras! Vamos, engraçadinho.
Teimoso! Bem, com essas pessoas não termina bem.
Eles serão esmagados... ou guilhotina, escolha você!
O que é isso?
Escuta, amigo, essa história das cascavéis é com você.
Só quero saber se essas pessoas estavam envolvidas no assalto ao Banco St. Charles.
Pareciam estar.
Não é de admirar que tenham escapado!
E meu assado!
Não podemos arriscar ir para casa!
Senhor Vincent, não vou sair até que cada cobra desapareça!
Sintam-se em casa, senhoras. Quer que eu embrulhe?
Esta vedação é contra correntes de ar e cobras!
Elas não passam pela porta. - Me dê três metros.
Tenho também pós especiais...
Para cobras? - Com certeza!
Funciona para pulgas, traças, formigas, piolhos... uma cobra não é mais difícil!
É verdade... "Seu dinheiro ou sua vida," disse
sou apenas uma velha, fugi!
Mas a polícia também! Os gângsteres do St. Charles
não vão pegá-los tão cedo!
Mas ninguém presta atenção às faixas!
Se você for atropelado na faixa, você tem razão, mas estará morto!
Olá, senhorita Lami... como vai? - Poderia estar melhor.
Esqueci o vinho! Pegue minha chave. Vou buscá-lo.
Se não tem cérebro, é melhor ter pernas!
Então ela disse... "Somos os gângsteres do St. Charles!"
Ouvi claramente...
a mulher com o criminoso.
Declarou...
que participaram do assalto de ontem...
no Banco St. Charles.
Entendeu? - Sim, Inspetor.
Inspetor, os bombeiros capturaram 17 cobras... acham que era tudo.
Nenhum ferido relatado. - É isso?
Não... uma vendedora da Uniprix conhece a amiga.
Qual amiga? - A amiga do criminoso.
A testemunha, Gis le Pourqueux, identificou a colega, Simone Lami.
O criminoso é um tal de Jean-Louis Lavalade.
Um pouco fácil demais! Vamos buscá-los, eles não têm nada a ver com o caso...
apesar da história daquela velhinha... e estamos perdendo tempo.
Mesmo assim, as cobras não devem ficar na rua! Obrigado, senhora.
O que diz, escrivão? - Não gosto de testemunhas faladoras.
Meus dedos não conseguem acompanhá-las. - Sente-se, por favor.
Então, você reconheceu o homem com as cobras?
Ele era um dos assaltantes do banco? - Sim, senhor.
Ele usava aquela jaqueta de couro. Eu o reconheci na hora, tenho visão aguçada!
Eu fui observador de artilharia em 1914. Que dias!
Finalmente algo definitivo! Você ouviu isso?
Muito interessante. - Vamos registrar seu depoimento.
Ei, estamos num salão de beleza?
Eu acho faixas de pedestres irritantes.
Elas existem para manter a ordem, querida.
Se me perguntar, deveriam ser subterrâneas, para as pessoas.
Pessoas embaixo, carros acima. - Cobras no caminho!
Não brinque... Se picarem alguém, estarei em apuros.
Não exagere. - Não estou exagerando.
Já queriam me prender sem motivo... pense!
Quando eu era criança, meu pai sempre dizia:
Você vai acabar na forca!
Quem te disse isso? - Meu pai!
É assim que são seus pais! - Acho que sim.
De qualquer forma, não entendo. E essa é a verdade.
Eu gosto da minha casa. Se você ficasse comigo
nunca sairia de casa!
Como animais em suas tocas. - Por que não? Você os ouve reclamar?
As pessoas estão sempre infelizes... Por que ser humano?
Diga, Jean-Louis... - O quê?
Não deveria pensar em nós? E por nós, quero dizer eu.
Eu sempre penso em você. - Então tudo bem.
Sinto o cheiro da floresta na sua casa.
Me beije.
Polícia! Abra a porta!
Vamos verificar o livro de visitas.
O que você está fazendo? - Não esperando eles aqui.
Mas você não tem culpa! - Eu mesmo já não sei mais.
Para onde vai? - Para Paris. Tenho um amigo lá.
Abra, polícia! - Indo!
Onde ele está? - Quem? - O cara que subiu com você.
Eu estava sozinho.
O que você diz sobre isso? - Todos iguais! Nascidos mentirosos!
Então... onde está Jean-Louis Lavalade? - Quem é esse?
O que é isso? - Eu comi... Isso também é crime?
Não, mas se você jantar duas vezes por noite, não mantém a forma.
Vista-se agora. - Por que me prender?
Esse é nosso trabalho, você não sabia?
O que te ensinaram na escola?
Qual o sentido de me trancar?
Se você nos contar o que aconteceu com ele,
vamos deixá-lo dormir tranquilo, totalmente sozinho.
Não, eu teria pesadelos.
Leia a última parte do depoimento dela.
"Conheci Jean-Louis Lavalade na festa anual da loja.
Eu gostei de sua gentileza e honestidade, e fiz amor com ele...".
Não, droga, "e me entreguei a ele", soa mais formal. Continue.
"E me entreguei a ele uma semana depois, em 14 de julho."
"Nós nos dávamos bem. Ele vinha
uma ou duas vezes por semana."
"Urticária 6 comprimidos"...
Bem, perfeito.
Quantas meninas jogaram seus chapéus sobre os moinhos em 14 de julho...
Elas celebram a liberdade fazendo amor. - Isso te incomoda?
Não a mim! E minha urticária?
O que me incomoda é sua boca fechada.
Onde ele está? - Não sei. - Digamos que seja assim...
Mas você deveria conhecer o endereço fixo dele.
Esqueci.
Escute, pequeno tolo teimoso. Você ama esse garoto, certo?
Por que eu faria amor com ele se não amasse?
Por diversão. - Eu te odeio!
Devo apagar isso? - Deixe a raiva de lado.
E vá embora, não preciso mais de você.
Talvez você me odeie... isso não é novidade.
Não somos populares em nossa casa.
Mas você ama Jean-Louis e faz isso errado do seu jeito. Sim, você!
Duvido que vocês tenham a ver com o assalto de St. Charles.
Se seu cara acabou de falar com um policial
e encantou cobras, que diferença faz?
Mas preciso ter certeza. - Estou te dizendo!
Ele deve me contar, para o próprio bem dele. Entendeu?
Continue. Fale.
Fale!
Para onde ele foi?
Ah, Inspetor! Que bom vê-lo!
Como vai a urticária? - Está bem.
Você tentou o tratamento homeopático?
Eu tento de tudo e continuo coçando.
Conheça minha esposa... Senhora Coração Solitário do jornal.
Mais dicas para nós, manchados de tinta?
Me diga que você tem problemas de amor!
Se você acha que tenho tempo E todos sabem que policial não tem coração.
Não serve para sua coluna!
Algo sobre o caso St. Charles? - Nada.
Bem, há uma história idiota... Nossos leitores adoram histórias idiotas!
Tão idiota que dá vontade de chorar...
Então vamos chorar! O que você quer beber?
Um café... não, um Vittel, é mais seguro.
Um Vittel.
Que história maravilhosa!
Suco fresco! - Sério? Você se contenta fácil.
Um cara pobre, uma velha louca...
E as cobras? O que faz com as cobras? - Nada.
Mas com esse nada eu consigo um artigo sensacional!
Veneno na primeira página! Isso é jornalismo!
É mesmo? Meu Deus, já são nove horas, preciso correr.
Quanto custou a cerveja? - Vinte francos.
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