Inside the Trustor Scandal

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Inside The Trustor Scandal 2026 SWEDISH NF WEB H264-EDITH
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Yayınlandı: 2026-08-05
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İlk 200 satır.

O que procuro é um estilo empresarial.

- Sim, vamos deixá-las quadradas. - Sim.

O que faz na vida?

Bom, sou…

Costumava…

… tratar de grandes transações financeiras.

Comprava empresas na bolsa.

Mas, nos últimos 30 anos, tenho andado…

Tenho andado em fuga.

- Escondido. - Escondido?

Sim, da Interpol e tudo.

Conseguiu manter-se escondido durante 30 anos,

o homem por trás de um dos maiores crimes financeiros da Suécia,

no que ficou conhecido

como o escândalo Trustor.

O cérebro por trás da alegada fraude é um homem de 33 anos de Estocolmo.

A figura principal do caso, Joachim Posener.

Joachim Posener,

o homem suspeito de ser o cérebro por trás da fraude.

Joachim Posener é procurado pela Interpol.

Corre o boato de que ele fugiu com 100 milhões,

fez uma cirurgia plástica

e viveu em todos os cantos do mundo.

ONDE SE ESCONDE A FRAUDE

A Polícia tem uma nova pista sobre o paradeiro de Posener.

Falou-se de Moscovo,

Telavive, Rio de Janeiro…

… Barbados, Iraque e outros países foram mencionados.

Foi anunciada uma recompensa por informações que levassem à detenção.

E a Polícia recebeu informações de todo o tipo.

Por exemplo, que ele tinha rabo de cavalo,

pés muito grandes,

falava num dialeto escaniano,

bebia Pepsi

e estava na casa do Big Brother.

Mas Joachim Posener nunca foi encontrado.

O que aconteceu foi que ele e mais quatro

conseguiram comprar a empresa de investimento Trustor

com o dinheiro da própria Trustor.

Isto é inédito na história da bolsa sueca.

Várias centenas de milhões das reservas de tesouraria da Trustor

foram localizados em contas bancárias em todo o mundo.

Uma das maiores fraudes financeiras na Suécia, até hoje.

Mas como aconteceu isto?

Quem fez o quê

e o que aconteceu aos envolvidos?

POR DENTRO DO ESCÂNDALO FINANCEIRO

UM FILME DE KARIN AF KLINTBERG

Não podiam ter previsto,

quando entraram neste negócio,

que se tornaria esta confusão.

"Esta confusão" foi investigada durante anos

e houve conflitos prolongados

entre os envolvidos.

Para o esclarecer, falei com quem engendrou

ou simplesmente se viu envolvido em tudo isto.

Um deles é o consultor Thomas Jisander,

o tipo que está a estacionar o Ferrari.

Agora, olhando para trás,

podem pensar que eu devia ter percebido o que se passava.

Mas não sabia.

Também falei com o CEO adjunto, que ainda não recuperou.

Algo se avariou no meu cérebro. Basicamente, não durmo desde 1997.

E com o jornalista de investigação.

JORNALISTA

Senti que algo não estava bem.

E com o agente que trabalhou no caso.

Estou muito chateado por não termos apanhado

a figura principal por trás do escândalo.

Mas que raio…

E, por fim, com o experiente financista que tentou consertar a confusão.

Uma coisa é ser duro nos negócios,

mas, no que toca a criminosos,

não tenho escrúpulos.

E depois há Joachim Posener,

que nem a Polícia sueca nem a Interpol

conseguiram encontrar durante todos estes anos.

Ninguém ouviu a sua versão,

se valeu a pena

deixar a família e as filhas para viver escondido.

Após muitas tentativas, consegui obter um endereço de e-mail

pertencente a Joachim Posener.

DESCULPE CHATEAR…

À TERCEIRA É DE VEZ

Quando sublinhei que queria descobrir a verdade,

ele respondeu finalmente.

CAIXA DE ENTRADA

Recebi o teu e-mail.

E li-o.

E… está bem.

Vou marcar um encontro

algures na Europa.

- Quais são as condições para o encontro? - Quero ter a opção de desistir.

Como saberei que és tu, quando nos encontrarmos?

Reconhecerás esta voz.

E, apesar de terem passado 30 anos,

devo estar mais ou menos igual.

BRUXELAS

O primeiro encontro foi num local público,

onde Joachim Posener nos podia ver à distância.

O acordo era filmá-lo só de costas.

Mas ninguém sabe como ele é agora.

Olá, sou o Joachim.

Há poucas fotos publicadas de Joachim Posener.

Uma estratégia deliberada para quem não quer ser encontrado.

Enquanto esteve fugido, deu uma entrevista na TV.

Mas, como a Polícia o procurava,

não quis mostrar a cara.

E mentiu durante a entrevista.

Foste apontado como o cérebro por trás do negócio.

Foste tu?

Não, de todo.

Não estive envolvido em nada disto.

Entrei em cena em agosto.

Antes disso, eu…

Nunca quiseste falar sobre o que aconteceu.

Porque estás a falar agora?

Agora que os crimes prescreveram,

não há razão para me conter.

Vais dizer a verdade nestas entrevistas?

- Vais dizer a verdade? - Não vou mentir.

Sobre nada?

Não. Mas cabe-te a ti fazer as perguntas certas.

MÓNACO

As pessoas envolvidas

tinham os seus próprios motivos para se envolverem no negócio.

Para mim, tratava-se de ganhar dinheiro e, assim, ser bem-sucedido.

O dinheiro dá-nos uma certa liberdade

e é uma confirmação

de se somos bem-sucedidos ou não.

Mas, mesmo em criança,

eu era fascinado por grandes iates e carros bons.

Desculpe!

- Oitenta? Oito-zero, certo? - Sim!

Qual é o modelo?

Sonhava tornar-me muito rico.

Queria poder alugar um iate depois de um negócio bem-sucedido,

sentar-me no convés com uma bebida na mão e sentir que tinha feito um bom trabalho

e ganhado dinheiro.

Mereço viver esse sonho de infância.

O meu sonho era entrar no setor financeiro.

Estava obcecado por entrar no setor financeiro.

Vendia sistemas ERP.

Onde quer que trabalhasse, costumava ser o melhor vendedor.

Mas queria ser o chefe.

O que era um objetivo maluco,

porque, afinal, não sou um bom chefe.

Antigamente, havia iates…

Se tivéssemos um iate, tinha…

Tinha de ter pelo menos 30 a 35 metros

para alguém chamar iate ao nosso barco.

Qual é o comprimento deste?

Vinte e sete?

Agora, aumentou.

Eu não lhe chamaria iate

a menos que tivesse pelo menos 50 metros.

Caso contrário, não se pode chamar-lhe iate.

Ninguém se lembra de um cobarde.

Joachim Posener tinha outros motivos para o negócio.

Depois do nosso primeiro encontro, combinámos continuar a encontrar-nos

em vários locais da Europa.

Sim.

Conseguiste trazer-me aqui.

Não posso filmar a cara dele.

Pelo menos, não de início.

Há uma regra: não posso fazer perguntas sobre a família.

É uma regra que vou dobrar um pouco.

Ainda controlo todos os pormenores da minha vida.

Torna-se um hábito,

quando se vive em fuga.

Se queremos ter sucesso na fuga, temos de ser cinzentos,

desinteressantes e invisíveis,

desaparecer na multidão…

… não atrair atenções.

Enquanto fui procurado,

vivi quase como um agente secreto.

Sacrifiquei a minha família e a minha vida

em prol da liberdade.

Não foi pelo dinheiro.

Estiveste na Suécia nos últimos 30 anos?

Nem uma vez.

Porque não voltaste?

Não conseguia cumprir outra pena máxima.

Mal sobrevivi à última pena de prisão.

"A última pena de prisão" refere-se à que Joachim Posener cumpriu

antes do caso Trustor.

No final dos anos 80,

quando o mercado financeiro estava em alta,

Joachim Posener, de 22 anos,

começou a negociar ações e opções.

Oferecia soluções fiscais criativas.

No início, o negócio correu muito bem

e os milhões começaram a entrar.

Queria ser respeitado no setor, embora não pertencesse a esse meio.

Era jovem e queria fazer parte da elite financeira.

Queria tudo e depressa.

Segui alguns atalhos. Não tinha tempo para o caminho longo.

Nem acabei o curso de Direito.

O meu medo era viver sem ser notado,

sem deixar uma marca.

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