Not Made for Politics

Not Made for Politics

下載 Portuguese 字幕

發布資訊

Not Made for Politics 2026 BELARUSIAN HMAX WEB-DL DDP5 1 H 264-BurCyg
由 tedi 評論 tedi
Retail HMAX | 1:29:20

標籤

webdl
發布於: 2026-08-25
下載次數: 1
聽障人士: No

Portuguese字幕預覽

前 200 行。

Certos intervenientes neste documentário tiveram de ser disfarçados.

A Bielorrússia declarou a independência a 25 de Agosto de 1991.

Três anos depois, Aljaksandr Lukashenka foi eleito Presidente por cinco anos,

nas primeiras e únicas eleições livres.

Após 30 anos, continua no poder.

Ao longo desses anos, foram eliminadas liberdades básicas.

Dissidentes políticos e cidadãos comuns são presos,

torturados e encontrados mortos.

Centenas de milhares de bielorrussos foram forçados ao exílio.

Para escapar ao medo, deixei a minha pátria em 2018.

Desde então, vivo na Estónia.

Olá, mãe! Viva!

Olá, querida.

- Podes falar? - Sim, posso.

Como estás?

Não estou mal. Como sempre. Sem grandes novidades.

E vocês? Como vão por aí? Como estás tu? E o bebé?

Estamos bem.

Fizemos uma ecografia na semana passada.

Mais uma.

Ele vai ser grande. Já pesa 1,930 kg.

Mas claro...

... é uma situação difícil,

não podemos ver-nos, há muitos obstáculos para nos encontrarmos.

É claro que quero ver-te,

e tudo o mais...

Mas o que posso fazer?

Como dizem, aceitei-o. O que posso fazer?

Pelo menos, podemos falar por telefone e fazer videochamadas.

Mãe, compreendes que, se acontecer algo, não poderei ir aí.

Volia, Volia, tem calma. Não o leves a peito.

A tua tarefa principal é garantir que está tudo bem contigo e com o bebé.

Volia, por favor, não chores.

Meu Deus, como quero ver-te...

... e ao bebé, quero muito ver o bebé.

- Mãe, achas que algo mudará, em breve? - Não sei, querida.

Não digas nada. Não perguntes. Não é necessário.

Estou sempre a pensar em vocês,

a desejar-vos só coisas boas

e a rezar por vocês.

- Obrigada. - Não tenhas dúvidas.

- Obrigada, mãe! - É assim. Adeus.

- Um abraço. Adoro-te. - Também te adoro. Adeus.

Quando era criança, a minha mãe ensinou-me a não falar demasiado,

a ser obediente, a não dar nas vistas.

Ensinou-me a sobreviver de uma forma que lhe era familiar:

a ter medo.

Mas o desejo de ser diferente crescia dentro de mim.

A minha mãe preocupava-se comigo.

Insistia que ninguém casaria comigo, com o meu temperamento.

Ela ensinou-me a ser mais feminina, obediente,

que as raparigas não são feitas para a política.

Escrito e Realizado por:

A POLÍTICA NÃO É PARA ELAS

A luta dos opositores de Lukashenka no período pré-eleitoral de 2020

foi cheia de altos e baixos.

Tinha muitas esperanças de uma mudança, embora a acompanhasse à distância.

Olá, malta!

Estou na escola de cinema.

Já terminei... Terminar, não terminei...

Estou a terminar a sonorização do meu projeto final,

mas continuo a acompanhar tudo o que acontece em Minsk.

Meu Deus, amo-vos! Estou convosco. Estou convosco!

Venceremos.

No início da corrida presidencial,

Lukashenka deteve todos os seus grandes opositores masculinos,

tal como fizera no passado.

Dessa vez, porém, aconteceu algo incrível.

Levou as mulheres a unirem-se.

Derrubem os muros das prisões!

Se querem liberdade, tomem-na!

Deixem-nos ruir, ruir, ruir.

Começaram a desmoronar há muito.

Se os pressionarem com o ombro,

Se todos fizermos pressão, juntos,

Os muros ruirão, ruirão, ruirão...

Chamo-me Sviatlana Tsikhanouskaya

e, por acaso, sou...

... candidata à Presidência da República da Bielorrússia.

Tal como na nossa família, é sempre um por todos e todos por um.

Decidi assumir o lugar do meu marido

e continuar o seu trabalho, que é muito importante para mim.

As autoridades livraram-se de alguns concorrentes fortes.

Não tiveram em conta que, por trás de cada homem forte,

há uma mulher forte.

Sveta! Sveta!

Linda menina!

Ninguém na Bielorrússia votará numa esposa.

A nossa Constituição não está feita para as mulheres

e a nossa sociedade não é suficientemente madura para votar numa mulher,

porque, segundo a nossa Constituição, o Presidente detém imenso poder.

Ainda hoje me enfurece ouvir isto.

A arrogância e confiança dele no seu poder só aumentaram, ao longo dos anos.

É exatamente assim que ditadura e patriarcado andam de mãos dadas.

Queremos liberdade!

Em Tallinn, aderi às atividades da diáspora bielorrussa.

Animava-nos partilhar o mesmo objetivo de combater a ditadura.

Ajudou-nos a superar o medo da vigilância.

Libertem-nos! Libertem-nos!

Libertem-nos! Libertem-nos!

Continuo a acreditar no melhor resultado possível

e encorajo todos...

... a irem votar.

No geral, sinto-me muito bem, porque vou votar...

... numa mulher que escolho.

A sensação de independência pessoal é incrível!

Tomo as minhas decisões!

Quero muito que o Estado também aceite essas decisões.

É tudo.

Tallinn!

Para evitar a fraude eleitoral,

organizámos um grupo de observadores independentes

e sondagens à boca das urnas, na embaixada bielorrussa.

Na noite de 9 de agosto de 2020, forças democráticas anunciaram

que, segundo os resultados de todos os cálculos independentes,

Sviatlana tinha ganhado com uma maioria esmagadora de votos.

Mas a Comissão Central de Eleições declarou os seus resultados "oficiais":

atribuíram a vitória a Lukashenka, com mais de 80% dos votos.

Ajudem! Ajudem!

Ele diz que 80% votou nele e que nos derrotou. Que filho da mãe!

Isso é possível, sequer?

Até quando isto será tolerado?

Ele diz que votámos nele, mas mata-nos.

Como podemos tolerar isto?

Vejam o que eles fazem!

Disparam sobre nós! Lançam-nos granadas!

Juro-vos

que não houve fraude nestas eleições.

Não podem falsificar-se resultados eleitorais com 80% dos votos.

Realizámos eleições de acordo com a Constituição e as leis do nosso país.

Não precisamos de reconhecimento algum.

As eleições foram realizadas e foram legais!

A violência que vi acontecer era o meu maior receio.

Esmaga os mais fortes...

... como aconteceu a Sviatlana, quando foi raptada

e forçada a gravar uma declaração num vídeo de contrição.

Bielorrussos, peço-vos que sejam prudentes e cumpram a lei.

Não quero derramamento de sangue nem violência.

Peço-vos que não confrontem a polícia.

Não vão para a praça, para não porem as vossas vidas em risco.

Cuidem de vós e dos vossos entes queridos.

Parte de mim ainda se sente culpada. Oxalá pudesse ter estado lá,

nas ruas, ao lado das minhas camaradas bielorrussas,

embora hoje saiba como terminaram as manifestações.

Lukashenka, vai preso!

Em três décadas de opressão de Lukashenka,

nunca tinha visto tamanhas manifestações,

tanta coesão.

Foi verdadeiramente o nascimento de uma nação.

Parecia que o medo tinha sido conquistado

e tudo o que restava era a esperança numa mudança para melhor.

Sviatlana refugiou-se na Lituânia.

Quando anunciou a primeira conferência de imprensa em Vilnius,

peguei na câmara e fui imediatamente para lá.

Finalmente, poderia juntar-me à luta, na vida real.

Boa tarde.

Obrigada pela vossa presença.

Mostra que estão interessados na situação na Bielorrússia.

Atualmente, as pessoas na Bielorrússia

estão a ser presas,

apenas por participarem em manifestações pacíficas.

O meu marido está preso, hoje,

apenas por ter ousado sonhar com um país em que pudesse viver.

Ser líder da oposição na Bielorrússia

e em muitas partes desta região é uma ocupação muito perigosa.

Teme pelo seu bem-estar?

Creio que todas as pessoas, no nosso país,

sentem medo e estão assustadas, agora,

mas é nossa missão superar os nossos medos

e avançar.

Aquelas palavras calaram-me.

Se Sviatlana conseguia superar os seus medos, eu também conseguiria.

- Como posso contactá-la, logo? - Através do Centro de Imprensa.

- Posso filmá-la? - Sim.

Até breve. Obrigada.

Regressei a Tallinn após este encontro

e senti ainda mais intensamente

há quanto tempo não visitava a Bielorrússia,

a minha casa, os meus pais.

Senti que, mesmo antes da revolução, a ditadura me separava

da minha pátria, da minha mãe e do meu pai,

física e politicamente.

O mais difícil, no exílio, é a distância,

o fosso crescente entre aqueles que partiram

e aqueles que ficaram.

Masha Rukis, ativista e mulher do preso político Liavon Rukis,

ficou na Bielorrússia por princípio,

para defender publicamente o seu marido.

A sua coragem cativou-me

e pedi-lhe que gravasse diários em vídeo para o meu filme.

Porém, ainda hoje, após cinco anos, não posso mostrar o seu rosto

nem revelar o seu verdadeiro nome.

O Liavon sente-se muito mal na prisão.

O seu estado é terrível.

O seu estado de espírito é sobretudo negativo.

Isso é muito óbvio nas cartas que me escreve.

Por vezes, é mesmo impossível ler essas cartas.

É duro. É duro. As suas cartas são...

... é exatamente isso...

... desanimador, como se costuma dizer.

評論

No comments yet. Be the first to leave one.

Keep it about this subtitle — sync, quality, typos.500 characters left