প্রথম 200টি লাইন।
Parece que não te faltam cigarros.
Com tudo o que confiscamos, dava para abrir uma tabacaria.
- Posso? - Claro, senhor subprefeito.
Por favor.
Faltam-nos simplesmente as vossas vantagens na administração.
Assinamos, mas não confiscamos nada.
Claro.
Normalmente nunca tenho de esperar assim.
Mas no terreno também é emocionante.
A transação está concluída. O senhor André está com outros dois...
- Vistes a mercadoria? - Sim, peles, seda e foie gras, acho.
Um caso perfeito de contrabando apanhado em flagrante, exatamente o que precisamos.
O André sai primeiro. Eu apanho-o, vocês tratam do resto.
- Sim. Vens? - Vamos!
- O que devo fazer? - Fica aqui, vais divertir-te.
O Chevrier fica contigo.
O prefeito sabe da operação. Mencionei o teu nome. Isso é bom para ti.
E bom para mim também.
Fica à parte.
Polícia! Controlo de identidade.
O que há nesta mala? És surdo?
Larga-me!
Ando a seguir-te há algum tempo, senhor André.
O que temos?
Meias de seda, alguma pele. Apanhei-te em flagrante contrabando.
Não, eu é que te apanhei em flagrante. Em algo que não te diz respeito.
Polícia alemã!
Imbecil!
Acabaste de arruinar uma operação em que trabalhei durante três semanas!
Vou comunicar aos meus superiores que fui atacado por um polícia francês.
Não sei se vão apreciar isso.
Imbecil!
Temporada 2 - Episódio 2 O ENVOLVIMENTO.
Bater num polícia alemão! Entendes o que fizeste?
Ele não sabia que era alemão.
Devias ter-te informado melhor antes de bater.
Sim, bem, quer dizer...
Aparentemente enviou um relatório para Besançon.
Diz-me então,
porque é que não nos avisaram?
Porque ganharam a guerra e fazem o que querem. Percebes?
Não deviam respeitar o armistício?
- E então? - E então?
Criar uma rede de contrabando pelas nossas costas não é nada?
Estás completamente enganado, Marchetti.
Mais uma vez: Na zona ocupada fazem o que querem.
Está bem. Arrisca uma sanção?
Dentro de uma semana pedirão a sua demissão, e não vejo como possamos recusar.
Vou-me embora. O prefeito espera-me para me dar também uma descompostura.
Que idiota.
Não. Ele tem razão. Devia ter sabido que o André era alemão.
- Ah não, não te culpes tanto. - Acabei de arruinar a minha carreira!
Não, estás a ir depressa demais, Marchetti. Vou fazer um relatório a teu favor.
Isso seria muito simpático, mas não vai servir de nada.
- Só provas contra o senhor André ajudam. - Provas de quê?
Tenho a certeza de que ele guarda parte da mercadoria.
Isso também é ilegal para um polícia alemão.
- Tens indícios? - Talvez, sim.
Dada a natureza do contrabando, peles, meias de seda
tenho a certeza de que algo acabou na Madame Berthe.
- Na Madame Berthe? - Sim.
Acho isso, mas ainda tem de ser provado.
- O que se passa? - Oh, nada.
Já não o queres há semanas.
- Tens uma amante? - Vamos, não digas disparates.
Gosto de dizer disparates. Antes gostavas, fazias rir-te.
Todos os dias estou com pessoas sem casa, trabalho ou dinheiro.
- Sem notícias dos seus familiares. - Compreendo, mas o que podes fazer?
Nada, exatamente.
É o insuportável.
Porque não tentas fugir de tudo isso comigo?
Não sei.
- Ultrapassa-me. - Vamos!
Não, ouve. Tenho de me levantar...
O Marcel é libertado às 11. Temos de preparar o Gustave.
Avisaste a escola que ele não vem hoje?
É quinta-feira.
Ah sim.
Daniel, tens a certeza de que ainda me amas?
Que pergunta. Claro que te amo. És só um pouco tola às vezes.
Eu sei.
Inspector Marchetti.
Solange sente a tua falta.
Isso é lisonjeiro. Mas não é por isso que estou aqui.
É por isto que estou aqui.
Um presente de um admirador, suponho.
- Não. Está na família há muito tempo. - Reparaste no novo rótulo?
Vem do mercado negro.
Mas eu não sabia mesmo de onde vinha.
Mas se não sabias, não tinhas mentido.
Bem. O que queres?
Quero saber quem te vendeu ou deu isso.
No teu lugar não investigava. Ele deixou claro que é alemão.
Mesmo?
- Monsieur André, talvez? - Então conheces-lo?
Escute, Madame Berthe, se não quer que este
caso seja encerrado, diga-me tudo o que sabe sobre ele.
Mas não sei nada.
Exceto que mete medo a toda a gente, a mim incluído.
Ele te dá medo. Ele não te assusta apenas.
Mas isso não tem nada a ver. Se alguém...
Mas ele não fala. Ele nunca diz nada.
Por outro lado, conheço alguém que o conhece bem.
- Bem. Quem? - O presidente da câmara.
Espere, está a dizer que o doutor Larcher conhece André?
Escute. Na semana passada fomos jantar... fomos à casa dos Larcher...
Ele fez-me esperar no carro, mas vi que eles se conheciam.
Eles estiveram cerca de vinte minutos em privado.
- Conheces bem o Larcher, pergunta-lhe simplesmente. - Sim.
Bem. Muito bem. Obrigado.
- Desculpe. - Quer que toquemos mais devagar?
Não, estou apenas com frio, os meus dedos estão dormentes.
- O aquecimento não funciona bem. - Temos de o arranjar também.
Já não temos lenha, e se amanhã estiver assim tão frio, não posso dar aulas.
Tocas muito bem. Será uma pena quando o Gunther voltar.
Toco como uma matraca.
- Matraca? - Isso significa que toco muito mal.
Engraçado. É o mesmo na escola do meu irmão em Saarbrücken...
- É igual em todo o lado. - Como se soletra “matraca”?
Assim.
Assim é.
- Matraca. - Matraca.
Gosto destes blocos. Dá para criar novas palavras com eles.
Como por magia.
- Vamos ver o aquecimento? - Sim.
Sabe onde está a luz?
A luz está ali.
Ah, aí estás!
Assim, bem. Isto resolve-se num instante. Já passei uma hora nisto hoje de manhã...
Então devias ter dito.
Sim mas não. Vocês estavam...
De qualquer forma... o vosso quarteto é muito bonito.
Não percebo muito, mas soa bem. Mozart ficaria satisfeito.
- Sabes alguma coisa de aquecimento? - Um pouco, sim.
Tem de ser substituída pelo menos uma peça.
Impossível. Encontrar uma peça agora? Impossível.
“Impossível” não existe, senhor Bériot, sobretudo para o exército alemão.
Ele é engraçado.
- Ah, isto merece um copo de vinho. - A esta hora?
Para os corajosos não há má hora.
Senhor feldwebel, bebe um copo connosco?
Mas isso é proibido.
Às vezes temos de fazer coisas proibidas, senão...
- Eu nunca bebo! - Ainda melhor.
À colaboração!
- E a Cocotte? Consegui-a. - Não sabia que quinta era dia de frango.
O Marchetti passou por aqui?
Porque te metes no mercado negro?
As lojas estão vazias. É inevitável.
- Absolutamente. A Natasha está livre? - Então isto é amor verdadeiro!
E por que não?
- Vais fazer a cama ranger? - Não, sou demasiado preguiçoso.
Aliás, agora é “grande amor” entre nós.
Quando se faz amor, fala-se primeiro, não?
Oh não, para quê perder tempo?
- O Marchetti veio interrogá-lo? - Não.
Ele interrogou a nossa chefe sobre o mercado negro.
Melhor ainda. Melhor ainda, porque se o Marchetti suspeita...
- Von Ritter veio visitar-me ontem à noite. - Ah bem. Aqui?
Não, não, não. Vemo-lo sempre num quarto com entrada separada.
Sim. Não quer ser visto num bordel francês.
- Bem, e então? - Reuni muita informação.
Vão triplicar as patrulhas na linha de demarcação
dia e noite, e fala-se também de manobras em Besançon
dentro de um mês.
E...
Fiz um resumo do francês e de algumas partes em alemão, tanto quanto consegui.
- Bem. Em código? - Não. Em linguagem clara.
Não vi nenhum código.
Como consegues toda essa informação?
Na verdade, mexo na sua pasta quando ele ressona.
- Bem. - Podes ajudar-me?
- Aperta o nó em baixo. - Claro.
Tenho de levar essa informação para a Zona Livre.
De autocarro posso levá-las até Essarts,
mas daí a “linha” foi desmantelada recentemente. Voilà.
- Temos de encontrar alguém em Essarts. - Sim.
Quando sai?
Em breve.
Mas depois vamos todos jantar a casa, prometido?
Sim, absolutamente. A Maria arranjou um frango.
- No mercado negro? - Sabes o que é o mercado negro?
Sim. São coisas que se compram à noite porque está escuro.
Sim, é quase isso.
Em todo o caso é certo, comemos todos juntos, não é?
- Mas se o pai não quiser? - Vai querer. Não te preocupes.
- Posso ir ter com ele? - Claro.
Ei. Mas estás arranjado. E cresceste.
- A tia Hortense mimou-te? - Não. Ele apenas cresceu.
Na idade dele, três meses contam muito.
Contente por estares de novo cá fora.
- Assinaste por mim? - Estás louco.
Porque estou muito surpreendido por me terem libertado tão depressa.
Não estás contente por estar cá fora?
- Sim. - Então...
Vamos, vamos almoçar. Vamos.
PENSO EM TI.
No Natal havia uma árvore de Natal gigante em frente ao
câmara municipal, tão grande que nunca tinha visto uma assim.
- Também tiveram um na prisão? - Sabes, nas prisões
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