Esimesed 200 rida.
A idade e o tamanho do cosmos
estão escritos na luz.
A natureza da beleza e da substância das estrelas,
as leis do espaço e tempo...
estavam lá o tempo todo,
mas nós jamais a víamos...
até que concebemos uma maneira mais poderosa de ver.
A história deste despertar tem muitos começos
e não tem fim.
Seus heróis vêm de muitos tempos e lugares--
um antigo filósofo chinês,
um mago que surpreendeu os califas do Iraque do século 11,
um pobre órfão alemão escravizado a um mestre severo.
Cada um nos trouxe um pouco mais perto
de desvendar os segredos ocultos na luz.
A maioria de seus nomes estão perdidos para sempre,
mas em algum lugar, há muito tempo, alguém olhou para cima
e viu a luz fazer um de seus truques mágicos.
Quem sabe?
Talvez essa peculiaridade da luz
inspirou o primeiro artista.
De onde veio tudo isso?
Como evoluímos a partir de pequenos grupos errantes
de caçadores e coletores vivendo sob as estrelas
para nos tornarmos os construtores de uma civilização global?
Como chegamos até aqui?
Não há uma só resposta.
Mudanças climáticas, a domesticação do fogo,
a invenção de ferramentas, linguagem, agricultura
desempenharam um papel.
Talvez houvesse algo mais.
Na China, há mais de 2.000 anos atrás,
um filósofo chamado Mo Tze teria percebido
que a luz poderia ser usada para pintar uma imagem
no interior de uma sala de tesouro fechada.
Esta foi a descrição da primeira câmera...
a câmara escura,
o protótipo de todas as câmeras formadoras de imagens,
incluindo a que está lhe trazendo esta imagem.
Aproveitar-se desta coisa engraçada que a luz faz
resultou no que poderia ser chamado de primeiro filme.
Mo Tze, mestre da luz, trabalhou contra todas as formas de escuridão.
Um gênio militar
que usou seus talentos para prevenir a violência,
foi lendário por viajar
entre os reinos dos estados em guerra,
empregando estratégias engenhosas
para convencer os reis em terminar as guerras.
Foi um dos primeiros a sonhar com o amor universal
e o fim da pobreza e outras formas de desigualdade;
de governo para o povo...
e argumentava contra a obediência cega
ao ritual e à autoridade.
Em seus escritos, podem-se encontrar
os primeiros sinais de abordagem científica.
Na época de Mo Tze, os chineses já haviam registrado
seus pensamentos em livros há pelo menos mil anos.
Ainda assim, o nosso conhecimento sobre ele é apenas fragmentário.
Consiste em grande parte na coleção de ensaios
atribuída a ele e aos seus discípulos.
Em um deles, com o título "Contra o Destino",
é proposto um teste em três partes para cada doutrina.
Questione seu fundamento--
pergunte se a doutrina pode ser verificada
pelas visões e sentidos das pessoas comuns--
pergunte como a doutrina pode ser aplicada
e se ela beneficiará a maioria
Mo Tze foi extremamente popular,
mas alguns séculos depois de sua morte,
Qin Shi Huang, o primeiro emperador,
e unificador da China, tomou o poder.
Ele pegou o continente e o transformou em uma nação
que hoje leva seu nome... Qin
A maioria de nós o conhece pelo exército de sete mil
guerreiros de Terracota que guardam sua tumba.
Durante o governo de Qin
para consolidar seu vasto império,
ele tomou medidas drásticas
para padronizar tudo dentro dele.
Isso inclui a obrigatoriedade de uma única moeda,
a definição de todos os pesos e medidas,
a largura das carroças e das ruas, assim como a forma
como a linguagem chinesa deveria ser escrita,
incluindo o que você poderia escrever e pensar
A filosofia do imperador, a única permitida,
foi chamada de "legalismo"
que era exatamente o que o nome indica,
faça o que a lei manda ou então...
É uma filosofia onde não é muito recomendado
questionar a autoridade.
...de que todos os livros das centenas de escolas de pensamento
devem ser queimados,
que qualquer pessoa que usa a história para criticar o presente
terão sua família executada.
As Obras de Motze e Confúcio
e outros filósofos foram destruídas
na primeira queima de livros do mundo.
Centenas de estudiosos resistiram corajosamente
tentando preservar os livros proibidos.
Eles foram enterrados vivos na capital.
A Ciência precisa da luz da liberdade de expressão para florescer.
Ela depende do destemido questionamento da autoridade,
a aberta troca de ideias.
Faíscas de curiosidade nos escritos de Mo Tze
e seus discípulos foram efetivamente erradicadas.
Seria mais mil anos antes do próximo filme.
Felizmente, nossa Nave da Imaginação
pode nos levar a qualquer lugar no espaço... e tempo.
Os antigos Gregos e os Chineses observaram
que a luz poderia ser feita
para fazer coisas maravilhosas-- mas ninguém fez essa pergunta
favorecido por crianças pequenas e gênios igualmente. Por quê?
Até há mil anos atrás...
Na cidade de Basra, no Iraque,
vivia outro mestre da luz.
Ibn al-Hazen tinha um desejo apaixonado de entender a natureza.
Ele questionou tudo,
especialmente aquelas coisas que todos os outros tinham como certo.
"Como vemos?" ele perguntou.
Algumas das grandes autoridades que vieram antes dele
tinham ensinado que raios saem de nossos olhos e viajam
até os objetos que nós vemos antes de retornar aos nossos olhos.
Mas al-Hazen argumentou que as estrelas estavam muito distantes
para que algo em nossos olhos viajasse toda a distância até elas
e voltasse num piscar de olhos.
Excelente raciocínio, mas al-Hazen não parou por aí.
Ele procurou maneiras de obrigar a natureza a revelar seus segredos.
Sua cultura estava aberta para novas ideias e questionamentos.
Foi a era de ouro da ciência
no mundo Islâmico.
Que se estendia desde Córdoba na Espanha
até Samarkand na Ásia Central.
Estudiosos Cristãos e Judeus eram convidados de honra
nos institutos de pesquisa de Bagdá, Cairo
e outras capitais Islâmicas.
Em vez de queimar livros, os califas enviavam emissários
em todo o mundo em busca de livros.
Os califas generosamente financiaram projetos para traduzir, estudar
e preserva-los para futuras gerações.
Grande parte da luz da antiga ciência grega teria sido
permanentemente extinta sem os seus esforços.
O despertar para a ciência que teve lugar na Europa,
centenas de anos mais tarde, acendeu-se por uma chama
que tinha sido vigiada
por estudiosos e cientistas islâmicos.
Os Árabes também importaram ideias desde a Índia até o Ocidente
incluindo os chamados algarismos árabes
que todos nós usamos hoje,
e o conceito de zero...
que é útil
quando você quer escrever "bilhões e bilhões".
A astronomia Árabe foi tão influente
que nós ainda chamamos a maioria das estrelas
por seus nomes árabes.
E o "AL" em álgebra, algoritmo, alquimia e álcool
são apenas alguns dos traços deixados
pela época em que o árabe era a língua da ciência.
No século 11, Ibn al-Hazen começou a tentar
testar suas ideias sobre luz e como nós vemos.
Então nós inventamos um experimento para determinar como a luz se move.
Erguemos uma tenda em plena luz do dia
e selamos tão bem que apenas um único raio de luz
pudesse penetrar sua escuridão interior.
Com pouco mais do que seu cérebro
e um pedaço reto de madeira-- uma régua --
al-Hazen tinha conseguido um grande avanço
na história da ciência.
Ele descobriu que a luz se move em linha reta.
Mas ele estava apenas começando.
Al-Hazen descobriu que a chave para formar qualquer imagem--
esteja você falando sobre um olho ou uma câmara escura--
é um pequeno orifício que restringe a luz que pode entrar
numa câmara então escura.
Aquele orifício elimina o caos
de raios de luz desnecessários que nos rodeiam.
Quanto menor for a abertura,
menor também são as direções de onde a luz pode vir.
E isto torna a imagem mais nítida.
Então, ao invés de ficarmos cegos pela luz,
nós podemos ver tudo o que ela tem para nos mostrar.
Al-Hazen fez sua própria câmara escura
e impressionou os califas.
Uma câmara escura funciona melhor à luz do dia.
As estrelas do céu noturno são muito fracas para isso.
De alguma maneira nós precisamos de uma maior abertura para coletar luz,
mas também precisamos manter o foco.
Um telescópio coleta luz
de qualquer ponto do seu campo de visão
ao longo de toda a lente ou espelho,
uma abertura muito maior do que o buraco escuro de uma câmera.
Este é um dos primeiros telescópios...
o qual Galileu usou para observar em 1609.
Com isso, ele puxou de lado a pesada cortina da noite
e começou a descobrir o cosmos.
As lentes possibilitam
que um telescópio tenha uma área de coleta de luz muito maior
que nossos olhos.
Grandes baldes coletam mais água da chuva que os pequenos.
Telescópios modernos tem áreas de coleta maiores,
detectores altamente sensíveis,
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