Az első 200 sor.
Eu cresci andando de skate.
E eu ainda ando. Mas é estranho, porque já tenho mais de 30 anos.
É estranho porque fico no point do skate, embaixo da ponte, por horas,
olho em volta,
e percebo que estou andando com um monte
de moleques de 14 anos.
Só eu e um monte de moleques... Geralmente, moleques sem camisa.
Prontos?
Os skatistas que sempre se filmam fazendo manobras e tal.
Às vezes me pedem para filmá-los fazendo as manobras.
Sinceramente, minha câmera está cheia de fotos de meninos de 14 anos.
Picotando brócolis, picotando...
Percebi que skatistas têm uma mania que fazem sempre que se machucam,
mas que não admitem.
Tipo, pode ter sangue jorrando pelo rosto,
o amigo chega e fala:
"Meu Deus, cara. O que aconteceu? Você tá bem?"
E eles respondem: "Tô de boa. Só senti vontade de entrar com tudo."
Tá tudo bem, amigão. Pode admitir que está machucado.
Mas quando era criança eu era sortudo. Eu não era muito bom como skatista.
Alguns momentos foram difíceis.
E toda vez que eu ia andar de skate, minha mãe dizia:
"Por favor, não se machuque. Não temos plano de saúde."
Mas eu gostava disso,
porque meus amigos diziam: "Hoje, você precisa descer
o halfpipe mais alto do skate park."
E eu dizia: "Até queria, mas infelizmente, não tenho plano de saúde."
Maneiro, maneiro.
Vamos nessa.
Hoje à noite, embaixo das luzes Eu vou tentar
Velho demais para angústias E para esse brilho bobo em meu olhar
Ah, desespero
Por aprovação mascarada De prontidão para entreter
Me sinto louco Me sinto um idiota
E quando a situação aperta Aí perco toda a minha integridade
Hoje à noite
Embaixo das luzes
E tenho esse brilho bobo Em meu olhar
Sim, eu vou tentar
Por você, eu vou
Eu vou tentar muito
Eu vou tentar muito
Eu vou tentar muito
Por você Eu vou tentar muito
E sempre!
Insistir ainda será um crime subliminar Pensamentos invadem o meu cérebro
Se estiver quieto Imite o Sir Michael Caine
Tem gente, Mestre Wayne Que só quer ver o mundo queimar
Só querem ver o mundo queimar
Minha ex me falou Que sou mais legal quando estou doente
E eu me sinto doente Não consigo evitar, quero gritar
Eu quero gritar!
Não podemos ignorar a ressalva Não podemos ignorar a ressalva
Quando masco chiclete Eu boto o pacote inteiro na boca
Ou eu não poderia provar Enquanto brinco com crianças
Eu costumo ir longe demais na piada
Eu os assusto pra caralho
Porque eu tento
Eu tento muito por vocês
Eu tento muito sempre
Quando era jovem
Eu falei como Tom Green Por um ano inteiro
Enquanto meus pais estavam na reabilitação
Eu acho que faço o meu melhor
Você nunca lida Com as coisas que são reais
Minha ex me falou Que sou mais legal quando estou doente
O ÚLTIMO BONDE DOS PARÇAS
Aplausos para minha banda, pessoal.
Todos crescemos juntos em Alabama.
Nos conhecemos da vida toda.
Esse é o meu melhor amigo, Jeramy.
Esse é o meu melhor amigo, Clay.
E esse é o meu melhor amigo, Budd.
Na verdade, Budd não cresceu no Alabama. Não crescemos com ele.
Ele é da Califórnia. É um elitista da costa.
Eu só o conheço há 18 anos. Ele é basicamente um estranho,
e não sei o que está fazendo no palco hoje.
Eu o considero um dos meus melhores amigos.
- Isso magoa. - Vá se foder.
- Eu te odeio. - Certo.
E galera, uma salva de palmas. Meu irmão mais velho, Johnny.
Ele é enorme. Olhem para ele. Ele é enorme.
Cara, eu quero muito mesmo ser maneiro.
Como faço com tudo que tenho em meu poder.
Tento comprar as roupas certas e ouvir as músicas certas.
Seria tão legal ser o cara mais maneiro.
O tipo de cara mais maneiro, é o cara KKKK.
Não sei se conhecem esse tipo de cara.
Um cara KKKK é aquele
em que você envia a coisa mais engraçada que já viu na vida.
E depois de seis semanas...
ele responde: "KKKK".
O que é o mesmo que responder: "Tô nem aí se você tá vivo ou morto."
Isso é um cara maneiro.
É o tipo de cara que quero ser, mas não sou assim.
Se me enviar algo realmente engraçado,
não diria "KKKK", eu já estaria
na sua porta e você me ouviria lá fora, fazendo...
Porque algumas pessoas só querem ver o mundo queimar.
É a segunda vez que imito o Michael Caine hoje.
Não sei. Não me importo se for meio tosco. É muito divertido.
Acho engraçado que é uma fala de Batman: O Cavaleiro das Trevas,
e é um dos maiores filmes já feitos,
dirigido por Christopher Nolan,
um dos diretores mais poderosos que existe,
e ele não teve coragem de dizer ao Michael Caine:
"Ei, Michael Caine, eu estava pensando se poderia refazer a fala,
porque queremos usá-la no trailer,
e ninguém entende o que caralhos você tá falando."
E tudo o que Michael Caine conseguiu esboçar foi...
Tá, acho que vou ter que viver com isso.
Acho que ficou claro que sou muito bom com imitações.
Consigo imitar qualquer um.
É só perguntar seu primeiro nome e o seu trabalho,
e farei uma imitação perfeita de você.
Eu gostaria de fazer isso hoje, se for tudo bem.
Tudo bem se eu o imitar?
Só preciso do primeiro nome e o seu trabalho.
A imitação será perfeita.
Meu nome é Ian e sou escritor.
Meu nome é Ian e sou escritor.
Foi mal, Ian. Você parece chato, cara.
Acho que está claro que fui criado por viciados.
Mas tá tudo bem. Infelizmente, minha mãe bebeu até morrer.
Mas acho que vou dar o nome dela ao meu primeiro filho para homenageá-la.
Vou chamar meu primeiro filho de Al-Anôn.
- Posso falar com você ali? - Tá.
- Não foi bom, né? - É.
- Podemos fazer melhor? - Tá, eu farei melhor.
- Então bora. - Tá.
Daqui em diante, eu farei um trabalho melhor.
Somos oito ou oitenta, quando criados por viciados.
Ou nos tornamos maneiros,
um mistério impenetrável, ou viramos um idiota.
Vou deixar que decidam qual deles eu sou.
Esta é a minha imitação de um...
um músico de folk bem sério,
cuja gaita está só um pouquinho longe demais dele.
Na verdade, eu nem preciso fazer. Já expliquei muito bem.
Na minha cabeça Sou um cara maneiro
Com uma bunda no queixo E olhar sedutor
Que venceria uma corrida Se eu me importasse
Mas não tô nem aí
Eu nunca me sinto só Quando estou sozinho
Vivendo na minha casa Pós-moderna e minimalista
Meus amigos famosos Me deixam passar na frente
E eu sou, eu sou, eu sou um cara maneiro Bora lá!
Assistindo Buffalo '66
Me vestindo como River Phoenix
Kerouac e Wim Wenders Times Square e David Byrne
E os mortos morrem mesmo Se ainda conseguem te tirar do sério?
Eu escrevi o livro sobre como se perder
E não tenho medo de ser sombrio Como no filme Os Viciados
Mas sou uma estrelinha Quando estou no meu quarto
Um bebê borboleta em seu casulo
Tô nem aí Mas ainda assim, eu pergunto
Eu pergunto, eu pergunto, eu pergunto Como eles perguntam!
Eu sou excêntrico ou apenas um babaca?
Fumando e falando merda Em direção a imensidão azul
É preciso ser um tolo Para enganar o tolo
Que pensa que está enganando você
Na minha mente Você me quer de volta
Pois sou o único Que pode fazê-la rir
Vou odiar sua arte Até você elogiar a minha
Eu sou, eu sou, eu sou um cara maneiro É isso aí, ei
Manda ver, Clay!
Ultimamente tenho percebido Quando estou triste
Não há nada no passado Que eu queira desfazer
Você não partiu meu coração Baby, eu não sinto sua falta
É verdade, é verdade, é verdade É verdade, é verdade
Eu sempre quis ser alguma coisa, sabe?
Quando era criança, eu era do coral de Natal,
e ficava bem na ponta do tablado,
e no final da apresentação, cantávamos: "Dorme em paz, ó Jesus",
e então eu ia bem na ponta do tablado e cantava: "E muitos mais".
Meu professor: "O que foi isso?"
Eu dizia: "Eu quero ser uma estrela."
Porque eu tinha inveja das crianças que eram estrelas.
Lembro quando minha mãe
me mostrou um clipe da banda Hanson.
E lembro de estar sentado, dizendo: "Eu quero esses moleques mortos, mãe.
Quero eles mortos.
Quero que morram. Quero que tenham uma morte violenta, mãe."
Na verdade eu só tinha inveja deles.
Porque eram garotos maneiros,
e que cantavam como o California Raisins. E...
E eu queria ser assim. Queria ser como eles.
Johnny tem um filho chamado Ronin. Ele é um ótimo pai.
Ele tem um filho que está no ensino fundamental.
Ele é um garoto maneiro,
mas às vezes me preocupo que ele seja como eu,
como eu era quando criança.
Então toda vez que volto ao Alabama, eu olho para ele.
Eu olho como o Forrest Gump
olha para o filho dele no final do filme.
Sabe, quando ele fica...
"Ele é como eu?"
E a Jenny diz: "Não, ele é normal, porra."
É uma parte esquisita do filme, bem estranha.
Não acho que ele será como eu, porque ele pode
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