HUZ: Drawn to Life

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Az első 200 sor.

Eu estava na CalArts. Era calouro.

Lembro do dia em que meu colega de quarto disse…

DIRETOR E ANIMADOR

…"Vamos ao estúdio da Disney. Conheço uma pessoa lá."

Nós fomos de carro e tinha uma cerca enorme.

Estacionamos na rua lateral e pulamos a cerca.

Quem eram esses quatro caras negros pulando a cerca

para entrar nos estúdios da Disney?

Enquanto andávamos, ele disse:

"O prédio da animação é por aqui", e essas coisas.

Fomos seguindo as placas.

ANIMAÇÃO

Até que chegamos a uns bangalôs que estavam com as portas abertas.

E dissemos: "Tem um cara negro. Tem um cara negro bem ali."

Aquele cara negro era o Ron Husband.

Não ligo muito pra mesas, cadeiras e objetos inanimados.

Quero algo que se mova.

Tudo e todos que se movem contam uma história.

Quer a cidade esteja parada ou em ação,

há uma história acontecendo.

E qual é a melhor forma, como artista, de contar essa história?

Me dá muita alegria e prazer ver as pessoas olhando meu trabalho,

sentindo-se encorajadas e com um sorriso no rosto.

Meu nome é Sweet. Joshua Sweet.

Nunca considerei meu tempo na Disney como "trabalho".

Fiquei lá por 38 anos.

Eu era pago apenas pra usar um lápis.

DESENHANDO A VIDA

Minha professora de arte do ensino médio, a Sra. Dorothy Clemons,

incentivou a turma a andar com um caderno de esboços.

E, graças a ela,

eu segui esse conselho.

O Art Center dava aulas aos sábados para alunos do ensino médio,

e ela deu um jeito de me inscrever.

Pagando as aulas do próprio bolso, obviamente.

Ela realmente se importava com os alunos.

Um dia, durante a aula, havia alguns pincéis na pia

que outros alunos tinham largado lá.

Ela disse: "Ron, pode limpar esses pincéis pra mim?"

Eu olhei pra ela e continuei andando.

No dia seguinte, sentei bem na frente.

O sinal tocou, ela foi até a mesa,

olhou bem nos meus olhos e disse:

"Dê o fora daqui e não volte mais."

E nunca mais falou comigo.

Alguns meses depois, ganhei um prêmio nacional

por uma pintura que eu havia feito.

O diretor, a Sra. Clemons e eu tiramos uma foto juntos…

ALUNO DO MHS GANHA PRÊMIO NACIONAL DE ARTE

…mas ela não falou comigo naquele momento.

Tiramos a foto e ela nunca mais falou comigo.

E eu fiquei lá olhando, de cara amarrada.

Mas eu segui o conselho dela de sempre carregar um caderno de esboços.

Carrego até hoje.

Só estou aqui hoje porque segui o conselho dela.

Nossa.

- Só alguns cadernos de desenho. - Só alguns cadernos de desenho.

Estes cadernos aqui são de 1962.

Eu tinha 12 anos.

Sempre adorei esportes.

Eu pegava revistas de esportes e copiava as fotos,

o que abriu caminho para o que faço hoje

em termos de ação, espaço negativo e valor da silhueta,

elementos fundamentais para o desenho hoje.

Estes cadernos aqui também têm história.

Vejo meus esboços como prática.

Prática, prática.

A prática não te leva à perfeição. Ela só te torna melhor.

E eu quero melhorar.

Estamos sempre numa jornada.

E a minha jornada começou há muito tempo.

Nasci e cresci em Monrovia, uma cidadezinha da Califórnia.

Havia barreiras não oficiais.

Uma certa rua era o limite de onde os negros podiam morar.

Na piscina pública, as crianças negras só podiam nadar…

ESPOSA DE RON

Na verdade, pessoas de cor. Não eram só as crianças negras.

Pessoas de cor só podiam nadar às terças e quintas.

Minha mãe, que era mãe solo, veio do Mississippi,

passou por St. Louis e depois veio para a Califórnia,

sempre com pouco dinheiro.

Moramos em 15 casas diferentes.

O aluguel é um pouco mais barato.

Depois o aluguel subiu e tivemos que nos mudar pra outra.

Eu me lembro de um cara que entrou no nosso apartamento

e tinha sido esfaqueado.

Entrou cambaleando em casa.

Foi para o banheiro e acabou morrendo na banheira.

Eu devia ter uns três anos, pois, aos quatro, já tínhamos nos mudado.

Ela foi uma ótima mãe, criou quatro meninos sozinha.

Ela trabalhava muito.

Minha mãe incutiu uma ética de trabalho em todos os filhos…

Fui uma daquelas crianças que tinha a chave de casa,

porque ela pegou uma chave e prendeu na minha calça.

Eu ia pra escola e voltava sozinho.

Ela dizia para não deixar ninguém entrar.

Éramos pobres,

mas quando você é pobre, não sabe disso.

Você tem o amor da sua mãe.

Eu nunca ia dormir com fome.

Sim, eu entendo as prioridades do meu marido.

- Uma delas é o caderno de esboços. - Sim.

Pergunte sobre a minha eterna reclamação de ter que competir

com o caderno de esboços quando vamos a algum lugar.

Sempre digo a ele: "Só uma vez, nos 53 anos em que estamos casados,

eu adoraria que não levasse esse caderno."

Hoje ele não se importa com o tipo de caderno que usa.

Ele costumava usar cadernos bonitos, encadernados em couro.

Agora usa um remendado com fita adesiva.

Não preciso me preocupar sobre ele arrumar outra mulher.

O caderno é a outra mulher dele.

- O que é até bonito. - Não.

LaVonne, o amor da minha vida. Estamos casados há 52 anos.

Só começamos a namorar no meu penúltimo ano do ensino médio.

Ela era líder de torcida e eu, do time de futebol americano.

Ele era quieto. Não sei o que me atraiu nele,

mas, pra começar, tinha um belo corpo.

Vou deixar isso claro. Só digo isso.

Enfim, ele era muito elegante.

RON HUSBAND PRATICA SUA TÉCNICA VENCEDORA NAS BARREIRAS

E eu decidi: "Ele é meu."

O nome dela é LaVonne Jackson,

mas como era do grêmio estudantil, se infiltrou lá e mudou o nome

para LaVonne Husband no anuário do ensino médio.

Ela aparece como LaVonne Jackson no penúltimo ano

e, no último ano, como LaVonne Husband.

Ela estava marcando território.

É.

FILHA DE RON

Depois estudamos juntos na Citrus College.

- E ele foi pra Vegas. - E aí ele foi pra Vegas.

E você foi atrás?

Não, eu disse que era bom ele voltar.

Joguei futebol americano na faculdade,

fui à universidade com bolsa de futebol americano

e ganhava 15 dólares por mês.

Também trabalhava na universidade

como modelo para aulas de fotografia e artes.

Na oitava série, eu jogava flag football.

Nesta tabelinha aqui,

eu anotei o que faria pra fortalecer meu corpo

pro futebol americano.

Então eram 20 flexões, 30 abdominais e 100 polichinelos.

Coisas bem básicas que eu faria, como levantar peso.

Eu não tinha pesos, mas…

Acabei datando: 22 de outubro de 1963.

Nunca imaginei até onde iria. Isso foi o começo.

Após me formar na Universidade de Las Vegas,

eu queria ser artista comercial.

Queria ilustrar livros e revistas.

Mas ao voltar para o sul da Califórnia, onde não havia editoras,

eu precisava de um emprego pra ter alguma renda.

Recebi uma ligação da Honeywell.

Me ofereceram uma vaga de ilustrador técnico.

E isso soava um pouco como "ilustrador".

Então aceitei o trabalho.

Tinha um cara que fazia todas as vistas explodidas

e as coisas realmente criativas.

O resto do pessoal do departamento fazia diagramas de blocos e fluxogramas.

Mas pagava as contas, e tinha muita hora extra.

Após cerca de um ano e meio,

eu disse: "Quero algo mais criativo."

Pensei: "Onde posso encontrar criatividade e ser criativo?

Talvez numa escola de arte."

Fiz um curso no Art Center

chamado "Esboço para Ilustração".

Era dado por Sam McKim, um Imagineer.

Eles projetam e constroem atrações para parques temáticos.

Eu queria um ambiente onde pudesse ser mais criativo.

Pra mim, o Art Center era o auge…

DIRETORA, ANIMADORA E ARTISTA DE STORYBOARD

…de onde eu poderia estudar.

Ir para o Art Center foi simplesmente a melhor coisa que me aconteceu,

porque me deu uma base artística.

Antes disso, eu era só um garoto que desenhava.

ARTISTA E LENDA DA DISNEY

Mas desenhar e pintar de repente se tornou algo sério

quando entrei no Art Center.

Eu adoro esculpir, desenhar e pintar,

mas é isso que quero fazer.

Quero pintar cenários para os estúdios Walt Disney.

ANIMADOR

Essa foi a minha grande motivação.

Uma noite após a aula, o Sr. McKim falou de um programa de estágio na Disney,

para treinar artistas e torná-los animadores.

A DISNEY BUSCA NOVOS TALENTOS COLORIDOS

Nos anos 70, o mercado era muito rudimentar.

- Você tinha a Disney. - Sim.

Tinha a Hanna-Barbera.

Bem, não espere. Ilustre.

E o Ralph Bakshi fazendo o trabalho dele.

Homem-Forte e Homem-Fralda.

Então, era algo mínimo.

Lembro da nossa conversa ao sair da aula naquela noite:

"Eu não vou para a Disney.

Eles não pagam nada."

SE ESTIVER INTERESSADO, NÓS ESTAMOS

Pensei: "Vou tentar, quero essa oportunidade,

porque preciso fazer algo mais criativo."

Fui pra casa, peguei alguns cadernos de desenho,

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