Puff: Wonders of the Reef

Puff: Wonders of the Reef

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കമന്ററി എഴുതിയത് SHIBAMOON

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UM DOCUMENTÁRIO ORIGINAL NETFLIX

Imaginem que, ao nascer, são atirados para uma galáxia de pequenas criaturas.

Uma partícula perdida no oceano.

Nunca conheceram a vossa mãe ou pai.

Ninguém vos diz para onde ir ou o que fazer.

É assim que começa a vida deste pequeno peixe-balão.

Chamemos-lhe Puff.

Com poucos meses, é mais pequeno do que uma unha.

À deriva no oceano, a caminho de um futuro incerto.

Este é o mundo do Puff.

Um vibrante recife de coral, onde vivem milhares de criaturas.

Mas para ver o que o Puff vê, têm de ver mais perto.

Ainda mais perto.

Porque a história de qualquer recife começa com as criaturas mais pequenas.

Pela primeira vez, abrimos uma janela para o seu incrível universo microscópico.

Um mundo onde o drama acontece numa escala demasiado pequena,

demasiado rápida,

ou demasiado lenta para o olhar humano.

E do ponto de vista do Puff,

deve parecer quase magia.

O recife como nunca foi visto.

A olho nu, pode parecer que a zona pelágica não tem vida,

mas, se virmos bem, vemos milhares de milhões de pequenas criaturas.

Algumas tão pequenas que cabem centenas delas numa só gota de água.

É aqui que o Puff começa a sua vida.

Eclodiu de um ovo no recife e foi à deriva na corrente até ao mar,

para se alimentar de plâncton.

É um início comum para muitos peixes de recife.

Mas, em poucos meses,

estes seres microscópicos já não o conseguem saciar.

Tem de encontrar algo maior para comer.

E isso é um problema tão grande como o oceano.

Como é que o Puff vai conseguir voltar ao recife?

GRANDE BARREIRA DE CORAL

Acontece algo incrível quando muitas criaturas se juntam num sítio.

Multidões fazem barulho e um recife de coral é muito movimentado.

O som viaja quilómetros debaixo de água.

O Puff só tem de ouvir.

A maioria do que veem

foi feito por animais mais pequenos do que a ponta de um dedo.

Milhares de vidas e milhões de histórias que se desenrolam.

Não acreditam?

Tentem ver pela perspetiva do Puff.

Os animais mais pequenos daqui não são maiores do que um grão de areia.

O mundo do Puff é um universo microscópico

de pequenas criaturas que vivem a vida sem que gigantes, como nós, reparem.

Aos três meses, Puff é do tamanho de um feijão.

Isso não é apenas assustador,

é perigoso.

Felizmente para o Puff, ele tem um engenhoso sistema de defesa.

Ele é tóxico.

E ainda vem com um aviso.

As marcas no seu corpo dizem:

"Se me comes, vais-te arrepender."

Mas ser venenoso não o torna invencível.

E um predador está por perto.

Um peixe-leão.

As deslumbrantes barbatanas deste caçador

são perfeitas para encurralar presas pequenas em sítios apertados.

A maioria dos peixes de recife não passam do primeiro ano de vida.

Para sorte do Puff, o coral tem um labirinto de pequenas passagens

onde um peixe bebé se pode esconder.

Fora de vista

e fora da ementa.

Enquanto o Puff dorme, os alicerces do seu mundo começam a mudar.

Todos os anos,

a lua, as marés e a temperatura da água

dizem a milhares de milhões de corais

que esta noite devem lançar a sua prole para o mar.

Nas bocas dos pequenos pólipos de coral,

surgem minúsculos feixes de óvulos e esperma.

Numa sincronia quase perfeita, separam-se…

… e viajam até à superfície.

Movem-se com a corrente

e misturam-se com a desova de milhares de outras colónias de coral.

Se um dos milhares de milhões de óvulos libertados encontrar o seu par

acontece algo extraordinário.

Forma-se uma larva microscópica,

uma criatura quase invisível

que vai construir uma nova colónia de coral.

Anda à deriva durante dias,

até que ouve o recife a chamá-la.

E mergulha,

enfrentando um campo de predadores e armadilhas.

Tendo o tamanho de uma partícula,

um camarão de três centímetros pode parecer monstruoso.

No recife, a larva procura o sítio perfeito para criar o seu lar.

Quando encontra o sítio ideal,

transforma-se

de uma livre larva num jovem coral.

À medida que cresce, o seu esqueleto cria parte do recife.

Com a ajuda de outros minúsculos construtores,

os corais constroem estruturas vivas onde vivem inúmeras outras criaturas.

Demora centenas ou até milhares de anos,

até várias gerações de construtores construírem a metrópole de coral do Puff.

Dentro do seu esconderijo, o Puff está a salvo por agora.

Mas tem de enfrentar os predadores e sair à procura de comida.

Mais uma vez, os corais ajudam-no.

Porque os corais produzem energia que alimenta os animais do recife.

Começa com criaturas unicelulares, tipo plantas,

que vivem dentro dos corais, as zooxantelas.

Não deixem que o nome vos engane.

Aqui, é tudo muito pequeno.

Estas pequenitas são as parceiras dos corais,

que recolhem a energia solar para alimentar os seus corais.

Os corais crescem e prosperam

e partilham a sua energia com o resto do recife.

Algumas criaturas consomem a energia ao comer o coral.

Esta estrela-do-mar coroa-de-espinhos bebé

usa pequenos ocelos na ponta de cada braço para encontrar colónias de coral.

Um olfato apurado ajuda-a a encontrar as espécies certas.

E devora os pólipos do coral, deixando uma cicatriz no recife.

Nem todos se alimentam diretamente do coral.

Senão, destruiriam a sua cidade de coral.

Felizmente, há outra forma de fornecerem comida.

Com muco.

Os corais libertam um muco demasiado pequeno para seres como o Puff,

mas um velho grupo de organismos garante que esta energia não se perde,

as esponjas.

A olho nu, podem parecer imóveis,

mas se acelerarmos o tempo, percebemos o seu papel vital no recife.

As esponjas bombeiam grandes quantidades de água,

filtram o muco do coral e usam a sua energia para crescer.

Depois de se saciarem,

elas concentram o desperdício orgânico na sua superfície,

criando um pequeno bufê onde as pequenas criaturas se alimentam.

Esses animais são comidos por criaturas ligeiramente maiores.

Não, esperem. Ligeiramente? Isso já é demasiado.

Ele é enorme, é gigante.

É isto mesmo.

Está melhor.

Parte da comida reciclada da esponja acaba na coluna de água,

onde é apanhada e consumida por filtradores.

Como a poliqueta-árvore-de-natal, o verme mais festivo do mar.

Este caranguejo-porcelana do tamanho de uma amêndoa

usa garras emplumadas para capturar pequenas partículas de comida da água.

Aqui em baixo, toda a superfície está coberta de vida.

Nada é desperdiçado.

Nas costas de um pequeno caracol marinho,

vivem criaturas ainda mais pequenas.

Sem estas pequenas criaturas a reciclar a energia capturada pelos corais,

as maiores não teriam nada para comer.

A vida no recife depende de milhares de criaturas a trabalhar em conjunto,

cada uma com um papel vital.

O Puff está adaptado à caça neste mundo minúsculo.

Mas a verdade é que muitos seres que comem também podem ser comidos.

E nem todos os corais são inofensivos.

Alguns são predadores

com tentáculos cobertos de células mortíferas

que apanham e paralisam as suas pequenas presas.

Para sobreviver às profundezas do recife,

o Puff tem de aprender todos os segredos dos seus recantos sombrios.

Alguns becos são mais perigosos do que outros.

Este peixe da ordem dos Lophiiformes é tão comprido como um polegar.

Um gigante neste mundo microscópico.

O Puff descobriu o seu superpoder de peixe-balão.

Pode inchar como um balão numa fração de segundo

e esse truque acabou de lhe salvar a vida.

Mas sendo um dos peixes mais pequenos do recife

o Puff está em constante perigo.

O seu superpoder pode afastar os predadores,

mas há forças para além do seu controlo.

Por cima das ondas, surge uma tempestade num mundo que o Puff nunca verá.

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