The Dead and the Others

The Dead and the Others

Chuva é Cantoria na Aldeia dos Mortos

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റിലീസ് വിവരങ്ങൾ

Chuva e Cantoria na Aldeia dos Mortos 2018 APH DVDRip x264-MaZ
കമന്ററി എഴുതിയത് ayuinaba
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പ്രസിദ്ധീകരിച്ചത്: 2020-03-06
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ആദ്യത്തെ 200 വരികൾ.

N

Pai!

Onde estás?

Ihjão!

- Vês-me? - Não. Mas oiço-te.

Sonhei que estavas aqui. Por isso vim.

Pai?

Estás aí, pai?

Estão-se a esquecer da minha festa.

Há muito tempo que ando sozinho por aqui. De noite, ao frio.

Façam a festa de fim de luto e poderei partir para a minha aldeia.

Filho, entra na água. Vou apanhar um peixe para ti.

Não quero entrar.

Pai?

- Kôtô! - O que foi?

- O teu marido? - Não sei!

Diz-lhe que vá cortar a palha para cobrir a nossa casa.

Ficas aí, e ele a enrolar-te.

A chuva está a chegar e ele ainda não arranjou o teto.

Está bem. Já falei com ele, nós vamos buscar a palha.

Temos que arranjar já o teto.

Não quero que ninguém se queixe quando a chuva chegar.

Anda mamar, Tepto.

Olha, Tepto.

Toma!

Toma a faca, Tepto.

Estou cansada de o levar ao colo.

O Tepto está a ficar pesado...

Tenho sede.

Eu também.

Esqueci-me da água. Não me lembrei.

Ihjão, vamos dormir aqui na roça.

Vamos voltar para a aldeia. Não quero ficar aqui.

Mas o Tepto já está a dormir.

É melhor ficarmos cá esta noite. Amanhã cedo voltamos.

Onde é que foste naquela noite?

A lado nenhum.

Acordei com o Tepto a chorar e tu não estavas.

Eu...

Acordei para mijar e saí.

Mas vi o rasto dum papa-formigas

e segui-o,

tentei caçá-lo...

Então ouvi um barulho e fiquei à espera, mas o bicho tinha fugido.

E voltei para casa.

Não me estás a enganar?

Não estás a mentir?

Acordei de madrugada com o Tepto a chorar.

O lhjãc não estava.

- Talvez ande a namorar com alguém. - Pode ser.

Ontem esperei pelo meu namorado no pátio mas ele não apareceu

então pensei: "Ah, deixa-o namorar com outra".

- E tu Amxi, namoras com quem? - Com o Kryjtep

mas há muito tempo que não nos encontramos.

Eu já não gosto dele.

- Achas que ele gosta de ti? - Sei lá.

Só sei que já não quero nada com ele.

- Já toda a gente percebeu... - Porquê?

Vamos tomar banho, não é?

Está fria.

Olha ali a Amxi!

Vamos para lá.

Kôtô!

Tens fome? Queres comer?

Ouviram os tiros ontem à noite?

Não.

Outro dia o candidato veio cá à aldeia

falar com a comunidade.

Ofereceu 10 Reais a quem votasse nele.

Mas ninguém aceitou, ele foi-se embora muito nervoso.

Dizem que foi até à placa,

a que tem escrito:

"Aldeia Pedra Branca, Terra Indígena"

e cravejou-a de balas.

A placa ficou toda furada.

O Tepto não pára de chorar, já não sei o que fazer.

Deve ser fome, deste-lhe de mamar para o acalmar?

Ele não comeu nada.

Já mamou, não é fome.

O que é que fazemos?

Isso podem ser os mecarô.

Têm que procurar um xamã para ele conversar com os mecarô

e descobrir quem anda a rondar a cabeça do Tepto.

Só o xamã é capaz de ver.

Ele vai passar algo no corpo do Tepto. Jenipapo, fumo ou cinza.

Assim ele acalma-se e dorme.

Chamo-te se o Tepto voltar a chorar.

E tu cuidas dele, avô.

Passas-lhe alguma coisa no corpo.

De madrugada...

se ele continuar a chorar acorda-me e eu tento ajudar

apesar de não ser o meu trabalho.

Mas amanhã procurem um xamã.

Só ele saberá quem está a fazer mal à criança

e a fazê-la chorar.

Os xamãs são assim.

Podem não gostar de nós e lançar um feitiço.

Mas também podem fazer-nos bem. Curar-nos.

Hoje em dia ainda há xamãs que morrem jovens.

Mas antigamente era pior,

um xamã lançava um feitiço numa pessoa

e a família vingava-se e matava-o.

Desses xamãs eu não gosto

mas respeito os que curam a gente.

Já sofri muito nas mãos de xamãs que me fizeram mal.

A esses não quero nem vê-los.

Não são de confiar.

Há muitos xamãs perigosos.

Xamãs que lançam feitiços para matar.

Kôtô, naquela noite...

eu...

eu fui até à cascata.

- À cascata grande, sabes? - Sim.

Sabes de qual estou a falar?

A que tem a queda mais alta.

Eu fui até lá

porque sonhei com o meu pai. Sonhei que ele estava naquelas águas.

Fui procurá-lo, chamei por ele. Fez-me um pedido.

Eu ouvi a voz dele.

Então...

pediu-me para fazer a festa de fim de luto.

Para poder partir para a aldeia dos mortos.

Ele queria levar-me mas eu recusei.

Vou falar com os meus parentes, temos que preparar a tora do meu pai.

Porque é que não me contaste? Perguntei e não disseste nada.

Eu...

Não conversei com ninguém sobre o que está a acontecer

para não pensarem que me estou a tornar xamã.

Não quero que ninguém pense nisso. E melhor ficar em silêncio.

Eu sei.

Mãe, vamos à cidade comprar outro facão.

Este está velho, já não corta.

Até posso lá ir mas não me vão vender nada.

Já devo muito, não quero ir à cidade.

O dono da loja vai-me tratar mal

mesmo que eu tenha dinheiro.

Trabalha com o facão velho, só tens de o amolar na pedra.

Afia-o bem que ele volta a cortar qualquer coisa.

Mãe!

O que foi?

Pedi-te um facão novo porque temos que ir para a roça.

O lhjãc quer trabalhar a terra

para preparar a festa do pai.

Têm mesmo que Ir... para tratar da comida da festa.

Se tiverem saudades venham ver-me.

Se eu tiver saudades vossas e do Tepto vou-vos lá visitar.

Têm de preparar tudo para a corrida com a tora do pai dele na festa.

Pois é...

Vou sentir saudades tuas, das minhas amigas...

O Ilhjãc podia ir sozinho...

mas é melhor irmos os dois.

Assim trabalhamos juntos.

Está certo. Deixa ver a cor desse verniz.

Esse verniz...

Esse verniz é o tal do "Beijo Quente" ?

Anda toda a gente a usar.

Senta-te aí para comer.

Toma, mãe.

Onde apanhaste esses buritis?

Perto da roça do Cupakà. Há lá uma árvore bem carregada.

Mãe...

O pai já morreu há tanto tempo...

Eu já tenho mulher e filho

mas ainda não terminámos o luto.

Temos que preparar a festa,

para acabar a saudade

e o pai seguir para o seu lugar.

Também tenho pensado muito nisso.

Temos de colher toda a mandioca que o teu pai plantou

e convidar os nossos parentes para nos despacharmos com a tora.

Ele já morreu há algum tempo...

Mas nunca mais foste ver como ficou a roça.

És o meu filho mais velho.

Conto com a tua ajuda.

Não te preocupes, mãe.

Já vamos para a roça daqui a uns dias.

Falei com o tio e com o avô, eles também vão ajudar.

Vamos fazer o que tem que ser feito.

Lavrar a terra, queimar o mato, plantar. Ficamos um tempo por lá.

E quando voltarmos para a aldeia

vamos fazer uma festa bem bonita.

É só isso que eu quero.

Bom dia, Ropoxêt.

Vamos!

Vamos trabalhar!

Não sejam preguiçosos!

Este Posto Velho está cheio de mecarô,

vai ser difícil caçar aqui.

Os mecarô vão espantar a caça. Os bichos não se aproximam.

Os bichos não têm medo, vêm aqui procurar alimento.

Se a caça aparecer matamos e à noite voltamos para a roça.

Vai ser rápido, isto está cheio de pegadas.

Eu ainda era pequeno...

Era muito pequeno quando a minha mãe me trouxe cá.

Ela falava muito deste sítio e trouxe-me para eu o conhecer.

Eu ainda era uma criança.

Mas gostava muito de cá vir...

Ficava a olhar para esta casa,

a ver os chefes do posto trabalharem na obra.

- Quem eram eles? - O Eli e o Jones.

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