La Commune (Paris, 1871)

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La Commune Paris 1871 (2000) DVDRIP-MKO PTBR
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ആദ്യത്തെ 200 വരികൾ.

A Guerra Franco-Prussiana, que começou em Julho de 1870

provocou a queda do Império de Napoleão III.

Em setembro, um Governo de Defesa Nacional,

composto essencialmente por republicanos moderados,

toma o poder numa tentativa de continuar a guerra.

Foi um fracasso.

O Governo de Defesa Nacional assina um armistício,

contra a vontade dos parisienses.

Os alemães recusam sua legitimidade

e exigem que um novo governo seja eleito para assinar o tratado de paz.

As eleições de fevereiro de 1871

trazem de volta ao poder uma ampla maioria de monarquistas.

Os parisienses expressam sua insatisfação abertamente

nos chamados "Clubes Vermelhos".

O surgimento dos comitês distritais, em setembro de 1870,

concretizam as reivindicações em uma oposição

que lança Paris em um clima pré-revolucionário.

Meu nome é Gerard Watkins

e eu faço o papel de um jornalista de TV

neste filme que trata não só da Comuna de Paris,

mas também do papel dos meios de comunicação de massa,

na sociedade de ontem e de hoje.

Meu nome é Aurelia Petit

e eu interpreto Blanche Capellier, jornalista da TV Comunal.

Em primeiro lugar, o que foi bastante difícil foi que a personagem

é uma pessoa crédula, com um otimismo ingênuo,

e conhecendo o fim dessa história,

e os eventos da Comuna, não era sempre fácil manter o sorriso.

Em segundo lugar, ela gosta tanto de seu trabalho diante da câmera

que ela se esquece de denunciar e de questionar

o poder da mídia, que ela representa inteiramente.

Esse local foi na verdade cedido por Armand Gatti

e sua companhia La Parole Errante.

Em abril deste ano, Peter Watkins e 13 Production

começaram a construção dos cenários do filme,

e conseguiram reproduzir a atmosfera do 11o distrito

durante a Comuna de Paris.

Gostaríamos, agora, de apresentar

o espaço onde trabalhamos nas últimas três semanas.

Ontem, nós terminamos as filmagens

e o cenário está exatamente como o deixamos

após a última cena do filme.

O texto que se segue será adicionado daqui a alguns meses.

Sobre a barricada,

balança a bandeira tricolor do Governo,

onde antes estava a bandeira vermelha da Comuna.

À esquerda, está o que sobrou da prefeitura.

onde o sub-comitê revolucionário do 11o

detinha, até ontem, um poder absoluto.

Do lado de fora,

um oficial do exército do Governo sentou-se nesta mesa

com uma caneta e tinta,

e condenou centenas de comunards desse bairro

à morte instantânea

sob o fogo de um pelotão de execução.

Depois desta mesa está a corte local

com suas moscas e sua fossa,

e ao lado, o café

onde filmamos as discussões com os atores

sobre revolução e a sociedade contemporânea.

Logo atrás, o Mont-de-piete,

um sistema governamental de penhores,

que mantinha a classe operária da época em estado de permanente débito.

Bens preciosos:

colchões, lençóis, sapatos,

utensílios de cozinha,

vendidos caso as famílias não os pudessem resgatar.

Um canhão financiado com os escassos recursos da comunidade

fica abandonado.

Este espaço aberto,

ontem à noite, estava coberto de corpos.

Um pelotão de execução do governo atirava e recarregava sem cessar.

Entre os mortos aqui,

estavam os operários que consertavam os rifles da Guarda Nacional,

mulheres de uma oficina,

crianças de 13 e 14 anos

que combateram nas barricadas,

e o padeiro do bairro, com sua mulher.

Nós lhe pedimos para que imagine que estamos agora

em 17 de março de 1871.

Eu sou o avô Thibaudier.

Somos cinco

vivendo em um pequeno quarto

no 11o distrito de Paris.

O 11o é um bairro muito pobre...

duro de se viver.

Muitos jovens

dorme nas ruas.

Então nós não estamos ainda

entre os mais infelizes nessa sociedade.

Mas isso poderá mudar um dia.

Meu nome é Henri Dubrieux.

Eu moro nesse pátio, como você pode ver.

Eu vim de Franche-Comte para Paris

há 24 anos, durante a crise econômica.

Eu estive em 1848,

e o que acontece agora me lembra 1848.

Entretanto, as circunstâncias não são as mesmas.

Nós fomos derrotados e humilhados pelos prussianos

que em 18 de janeiro proclamaram o Império deles em Versalhes

Quanto ao que se passa em Paris, é uma vergonha que

a Assembléia Nacional que foi eleita, que sobretudo representa o interior,

proclamou alguns decretos e leis ridículos,

como a lei dos alugueis.

Você sabe que estamos vivendo sob sítio, em circunstâncias muito difíceis,

e dá pra perceber que aqui está todo mundo na miséria.

Eles deveriam ter esperado e sido um pouco mais diplomáticos.

Temo que tudo fique ainda pior.

Nós não sabemos onde vamos parar.

Quanto ao trabalho, eu faço uns bicos, mas principalmente sou escritor público

Estou ensinando ao Marcel, esse pequeno ao meu lado

Ele é filho do meu vizinho, eles são pessoas muito simpáticas.

Ele me desaprova por eu ser muito severo

pois eu exijo que ele aprenda a ler, escrever e contar.

Eu digo que ler, escrever e contar é pré-condição para o Homem Livre.

Bem, é isso, estou inquieto com a possibilidade de tudo degenerar

Se as coisas se degenerarem para um lado ou outro,

o único que vai rir

será o bastardo do Bismarck.

O projeto de paz retira da França a Alsácia-Lorena,

impõe uma indenização de 5 bilhões de francos

e, suprema humilhação, permite a entrada do exército alemão em Paris.

Às 5:00 da manhã,

mães estão aqui com crianças chorando em seus braços.

É triste, durante o sítio as pessoas não tinham nada para comer,

comiam ratos, raízes,

foi terrível aquilo pelo que passaram.

E agora, as crianças estão doentes,

nós ouvimos coisas na padaria,

pequenas crianças que morrem de fome porque o pão não é de boa qualidade.

Ao longo dos seis meses de sítio pelos prussianos,

os parisienses sofreram frio e fome.

As taxas de mortalidade dobraram.

Os inúmeros desempregados se alistaram na Guarda Nacional por 1,5 francos ao dia.

Com 1,5 francos, pode-se comprar, em janeiro de 1871,

uma alface ou um cérebro de cachorro.

Sim, quanto ao pão, nós fazemos o que podemos,

começou a chegar a farinha, mas ela não é de boa qualidade

Então, para fazer uma quantidade maior, temos que misturar a farinha.

Misturamos trigo-sarraceno, centeio,

adicionamos farelo para tentar fazer o pão

pois as pessoas têm fome, então...

temos a obrigação de fazer muito.

As pessoas precisam de pão.

É praticamente a única comida que se encontra no mercado hoje em dia

Eu digo que não posso suportar ver as pessoas tão infelizes

Essas pessoas chorando, mães infelizes.

Eu digo que não é possível que isso continue, a coisa vai estourar

não é possível continuar assim, as pessoas sofrem muito, elas já passaram pelo suficiente...

Reunindo cerca de 300.000 homens e um número crescente de opositores à nova Assembléia,

a Guarda Nacional se organiza em uma Federação, constituída de delegados eleitos.

Seu objetivo: a defesa da República

contra a dupla ameaça da invasão prussiana e da restauração monárquica.

1789 foi uma revolução burguesa. Nada mudou pra gente como nós.

Continuamos a trabalhar para o Barão Haussmann nos bairros nobres.

Claro, passamos pelas vitrines com roupas esplêndidas

e presuntos pendurados no teto. Mas é para quem, isso?

Precisaríamos de três vidas inteiras trabalhando para comprar aquelas coisas.

Continuamos na miséria de sempre.

Eu não quero que meus filhos passem por tudo aquilo que eu vivi.

É por isso que quero fazer alguma coisa, eu não sei ainda o quê.

Mas participar da Guarda Nacional, acho que é um ponto de partida.

Somente 10% das casas de Paris possuem saneamento básico,

e mais de 70.000 fossas exigem ainda o trabalho noturno e nauseante dos coletores.

A vela continua sendo a única fonte de luz para 80% dos parisienses.

Eu me chamo Constance Fillon,

Eu vivo no bairro com minha filha Frederique.

O pátio é como uma família para ela.

Eu sou viúva há cinco anos...

e ela encontrou um lugar

no orfanato da rua Oberkampf.

Nós somos pobres, então tivemos sorte de contar com as irmãs do orfanato.

Eu sou parteira, então não poderia cuidar dela.

As coisas estão agitadas em Paris.

Nós temos Mottu, o elegemos...

ele fala em criar escolas laicas.

Precisamos de escolas, precisamos de educação,

sem isso não vamos durar.

Mas as freiras estão aí, estiveram aí durante o sítio,

Elas nos dão sopa, medicamentos.

E além disso, você gosta de lá, não?

Sim, eu gosto muito. São muito gentis, as freiras.

Mas eu tenho medo que a escola feche.

Eu me chamo Françoise Boidard.

Eu sou professora de nível primário...

desempregada.

Estou voluntariamente desempregada.

Eu me recusei a trabalhar.

Eu me recusei a ser cúmplice

de uma educação que detesto.

Uma educação fundada sobre a religião,

que leva as crianças a não serem elas mesmas...

e a se submeterem à autoridade.

O exército negro avança cheio de fúria espalhando a noite impondo a escuridão.

A cada ano centenas de escolas laicas são fechadas

e se abrem um número maior de escolas congregacionistas.

O plano de cretinização universal continua sem cessar.

Blanqui, 1870

Eu me chamo Marie-Louise Beauger.

Eu também sou professora primária.

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