ആദ്യത്തെ 200 വരികൾ.
PARA A.P., QUE ME DEU UMA CASA ANTIGA
Eu sempre disse
que uma casa onde ocorreu um assassinato
nunca mais pode ser comprada ou vendida pelos vivos.
Só pode ser emprestada dos fantasmas que ficaram para trás.
Que ficam indo e vindo,
saindo e voltando de novo.
Preocupando-se sobre os pisos em círculos confusos.
Cuidando de suas mortes como jardins murchos e irregulares.
Eles ficaram para procurar por um relance
dos últimos momentos de suas vidas.
Mas as memórias de suas próprias mortes
são faces no lado errado de janelas molhadas,
borradas pela chuva.
Impossíveis de se enxergar direito.
Não há nada que os prenda aos lugares
onde seus corpos caíram.
Eles são livres para ir,
mas mesmo assim, eles se confinam,
mantidos no lugar por suas buscas.
Para aqueles que ficaram,
a prisão é nunca mais poder ver.
E sozinhos,
é como que apodrecem.
Eu não sabia na época,
mas a casa que fica no final da Rua Teacup,
na cidade de Braintree, Massachusetts, era esse tipo de casa.
Uma casa que guarda um lugar para a memória de uma morte.
O lugar onde fica um fantasma apodrecido.
Na época da minha chegada, na primeira parte de agosto,
a casa estava ocupada por Iris Blum,
a autora de 13 livros.
Aqueles livros grossos e assustadores
que as pessoas compram em aeroportos e supermercados.
De todos os livros dela, li menos que nove páginas de uma única obra...
e o tempo todo, reprimindo um terrível mau gosto.
Eu nem tenho certeza do título.
De onde estou agora,
só tenho certeza de poucas coisas.
A bela criatura que você está vendo sou eu.
Disso eu tenho certeza.
Meu nome é Lily Saylor.
Eu sou enfermeira de home care.
Três dias atrás, eu completei 28 anos.
Eu nunca vou completar 29 anos.
É...
Ela está lá em cima.
O quarto à direita na frente da casa.
Olá, Srta. Blum.
Meu nome é Lily.
Ficarei com você de agora em diante. Espero que não se importe.
Nada de bisbilhotar.
Polly!
Raramente meus chefes exigem que eu me vista de branco.
Mas, de toda forma, sempre me visto.
Dizem que usar branco reassegura aos doentes
que eu jamais possa ser tocada.
Mesmo quando a escuridão cai sobre eles de todos os lados...
fechando-se como garras.
Acorda, doida.
Então vá dormir. Eu não sei.
O Bart está aí com você?
Sua vadia.
Ele está acordado?
Diga oi a ele.
Não. Não fale quem é, só...
O que vocês estão fazendo?
Vocês são chatos.
Nada.
Não consegui dormir.
A primeira noite num lugar sempre me deixa assustada, sabe?
Cozinha.
O telefone fica na cozinha, o que você quer?
Ele tem um daqueles cabos extremamente compridos
que sua mãe tinha. Lembra disso?
Bom, é uma casa bem antiga, então...
Eu não sei.
São mais grossas?
As paredes são mais grossas.
Assustador? Por que você me diria isso agora?
No meio da noite quando estou aqui sozinha?
Estou bem.
Não, ele não ligou.
E ele não tem este número.
Não imagino o que eu diria se ele ligasse.
Quer dizer, o que eu diria?
"Lembra aquela vez que nós quase nos casamos?
Porque eu lembro."
Não, também acho que ele não vai ligar.
Podemos não falar do Scott agora, por favor?
É, vai ser bom estar aqui.
Bom estar longe. Só de me afastar já vai...
O que vocês estão fazendo?
Isso parece bem gostoso numa hora dessas.
É, eu sei.
Tenho certeza que vou cozinhar muito para a Srta. Blum.
Não. É Blum, idiota. Não Srta. Plum.
Não é o jogo Detetive.
Bom, talvez eu faça uma torta. Acho que vi umas amoras...
Nossa!
Alô?
Alô?
Nossa, o telefone voou da minha mão.
O cabo não é tão longo quanto parece, né?
Ou eu derrubei como uma idiota.
Vou ter um ataque cardíaco.
Enfim...
Tem alguma novidade?
Ali.
Estava bem ali,
mesmo naquele dia.
Na minha primeira noite na casa.
Uma morte.
Mas eu não consigo ver.
Ainda não.
Mas consigo sentir o peso se deslocando, um pé descalço após o outro.
Pisando levemente atrás de uma cortina de escuridão.
Indo e voltando no meu peito.
A Flor da Lua Negra.
IRIS BLUM A FLOR DA LUA NEGRA
Uma Esposa Embaixo D'água.
IRIS BLUM UMA ESPOSA EMBAIXO D'ÁGUA
Então é aí que está se escondendo.
Eles me disseram que não havia uma de vocês
e não me importo de dizer que estava um pouco preocupada.
Bem, não precisa ser rude.
Srta. Blum.
Você me assustou.
Bom, vamos levá-la de volta.
Pronto.
Acho que não é uma boa ideia
levantar sem mim de agora em diante.
Podemos combinar isso?
Polly?
Não.
Meu nome é Lily, Srta. Blum.
Nos conhecemos umas horas atrás.
Ficarei aqui com você de agora em diante.
Minha Polly, diga que sentiu minha falta só um pouquinho também.
Me diga pelo menos isso, está bem?
Não deve demorar muito agora.
Porque o tempo dentro de uma casa com um assassinato
passa mais rapidamente, sabia?
Onze meses.
Passando como a noite.
Susie.
Sally.
Candice e Jane.
Assustador.
França.
A viagem foi boa?
Sim. O verão finalmente terminou
e todo mundo pegou a estrada para voltar.
- E como está a dona da casa hoje? - Ela está à vontade.
Tirando um cochilo, como sempre faz a esta hora.
Você falou da parede?
Sim.
Estava bem logo que me mudei,
mas agora acho que piorou muito nas últimas semanas.
Deve ser algum tipo de mofo.
É provável que tenha algum encanamento atrás da parede,
- um cano que vai até o banheiro. - A lavanderia fica logo acima.
Às vezes ouço a água subindo e o som de uma batida.
Você disse que não viu isso em nenhum outro lugar?
Não. Só aqui mesmo no...
Se a propriedade vai ou não aprovar o custo
por reparos estéticos, isso já é outra coisa.
Não sei se concordo que é estético.
Bem, estético porque não é estrutural.
A carne e não os ossos.
Bem, só achei que pela respiração da Srta. Blum...
Pela minha respiração estar... respirando mofo.
Como sabe, é o desejo da Srta. Blum
de permanecer nesta casa até o momento de sua morte
e que todo cuidado médico seja providenciado
aqui nas dependências, independente da carga financeira para a propriedade.
E você já está aqui há quase um ano.
Dada a idade avançada e condição atual dela,
me parece justo presumir que seus planos
não se estenderiam por mais de um ano ou dois, no máximo,
você não concorda?
No geral, diria que o estado físico dela até que é bom.
Então, não tenho como saber.
Não. É claro. É claro. Isso é bom.
Mas... ela não é a última dona da casa?
Ela não tem filhos, nem família.
Não teve nenhuma visita desde que cheguei aqui.
Verdade, mas a Srta. Blum designou que a propriedade
deve ser dada a uma grande fundação
como um prêmio após a sua morte para uma autora de respeito
como um lar e local de trabalho de graça.
"Casa das Histórias", como ela chama.
Bom, terá que ser consertado então, para quem quer que seja.
E será, quando a hora chegar.
Mas a propriedade não pode pagar por tudo.
Aqui está.
Eles já vieram aqui antes e vão poder avaliar melhor.
- Mais alguma coisa? - Não.
Sim.
Você sabe de algo sobre alguém chamada Polly?
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