ആദ്യത്തെ 200 വരികൾ.
"O CORVO" de Roger Corman da obra de Edgard Alan Poe
Uma vez, numa meia-noite tristonha...
enquanto pensava, fraco e cansado...
sobre muitos curiosos volumes de conhecimentos esquecidos...
quando quase caía no sono, subitamente ouvi uma batida...
de alguém suavemente batendo, batendo à porta do meu quarto.
'Seria um visitante', murmurei...
'batendo à porta do quarto? Só isso e nada mais? '
Distintamente eu me lembro que era um triste dezembro...
e cada brasa que se apagava era refletida no chão.
Desejava que o dia viesse.
Em vão procurei encontrar em meus livros...
o fim de um pesar. Pesar pela falecida Lenore.
A rara e radiante donzela que os anjos chamam de Lenore.
Aqui descansa sem nome, para todo o sempre.
A seda e o triste e incerto...
farfalhar das cortinas púrpuras...
encheram-me de incríveis temores, nunca antes sentidos.
Então, para acalmar meu coração, fiquei repetindo...
'Há algum visitante tentando adentrar o meu quarto? '
'Um visitante tardio tentando adentrar o meu quarto? '
'É isso e nada mais'.
Lenore... volte para mim! Volte para mim!
Trouxe-lhe sua taça de leite morno, pai.
Obrigado, querida.
Ela está morta há 2 anos.
Você é jovem. Os jovens não entendem o pesar.
Ela era a sua madrasta, mas para mim era...
- a minha vida. - Sinto muito.
- Boa noite. - Boa noite, querida.
Pode entrar.
Entre!
Ora, pela minha alma...
Você quer entrar?
Acredito que sim.
Vamos, entre.
Quem o mandou?
É algum mensageiro alado e obscuro do além?
Responda, monstro! Diga a verdade!
Terei novamente nos braços aquela que os anjos chamam de Lenore?
E como eu iria saber? Acha que leio a sorte?
Estou com muito frio!
Por que não me dá um pouco de vinho?
Não fique aí de boca aberta!
- Essa voz... - Quer me dar o vinho?
Sim, sim...
- Tem leite quentinho... - Leite?
Que 'vomitável'!
- Isso é um sonho! - Depressa, sim?
- Aqui está. - Espera que eu segure?
Com o quê? Ah, deixe pra lá!
Gostei disso...
- Pela minha alma... - Esqueça sua alma.
Concentre-se em me fazer voltar para a minha forma original.
- Sua forma original? - Acha que eu nasci assim?
Já entendi. Você está enfeitiçado!
Demorou para descobrir.
Vamos trabalhar.
- Faça alguma coisa! - O quê?
Devolva a minha forma original.
- Mas eu não sei como. - Oh, não!
Bem... você tem sangue seco de morcego aqui?
Como disse?
Sangue de morcego, seco ou evaporado.
Não!
Que tal elos de corrente de um malfeitor?
Aranhas gelatinosas? Sujeira de coelho?
Cabelo de homem morto?
Não temos essas coisas aqui.
Somos vegetarianos.
E ele ainda se acha um mago...
Isso é demais!
- Espere um pouco... - Sim?
Talvez haja alguma coisa no laboratório de papai.
Você não sabe?
Não. Eu não vou lá desde a sua morte, há 20 anos.
Vamos ver! Não quero ficar assim pelo resto da vida.
Essas penas coçam.
As coisas que você pediu vão fazê-lo voltar a ser...
- O que você era? - Não importa! Vamos!
É estranho voltar aqui depois de tantos anos.
- Falta muito? - Só um pouquinho.
Do que você precisa?
Sangue seco de morcego, elos de corrente de um malfeitor...
- sujeira de coelho, essência... - Mais devagar!
Uma coisa de cada vez.
O que foi agora?
Nada.
O que é isso?
Entranhas de cavalo enfeitiçado...
Não, ponha de volta.
- O que é isso? - Não consigo ler.
Então, olhe dentro.
O que é?
Prefiro não dizer, se não se importa.
Disse cabelo de homem morto?
Sim, é um dos ingredientes principais.
Vamos logo com isso.
Já chega de mexer.
Agora é a língua de urubu.
Vamos logo! É o mago mais lerdo que eu já vi!
É uma receita dificil!
É só isso?
Já tem aranhas gelatinosas?
Um olho de doninha branca?
Não se esqueceu do cabelo de homem morto?
Bem, deve bastar. Passe para cá.
Não vai beber isso!
O que achou que eu ia fazer? Tomar um banho?
Não é tão ruim...
Dr. Craven, sou o Dr. Corvo. Dr. Bedlo.
- Bedlo? - Não se lembra?
Nos conhecemos numa conferência de magia há alguns anos.
Oh, sim, é claro...
De qualquer modo, tudo parece ter dado certo...
Olhe! Veja o que fez!
- Veja o que fez! - O que eu fiz?
Quem mais? Não foi você quem fez a poção?
Sim, mas a receita era sua.
A receita estava certa. Não havia o bastante!
Bem, é só fazer mais.
- Então, faça! - Está bem, está bem...
Deixe-me ver...
Aranhas gelatinosas...
Sangue de morcego evaporado...
- Prefere desidratado? - Tanto faz.
Que noite... que noite!
Oh, céus...
- O que foi agora? - Cabelo de homem morto.
- O que tem? - Acabou.
- Então, vá pegar mais! - Onde?
Num cemitério, ora!
A essa hora da noite? E perturbar os mortos?
Prefere que eu passe o resto da vida assim?
É claro que não.
- Desculpe. - Vamos ao cemitério.
Não será necessário. Meu pai está na cripta...
e não vai se incomodar se eu pegar um pouco.
- É por uma boa causa. - Por que se incomodaria?
Está certo.
Vamos até lá.
Como foi ficar nesse... estranho estado?
É embaraçoso... já ouviu falar no Dr. Scarabus?
Scarabus! Deus nos ajude!
- Foi ele quem lhe fez isso? - Quem mais?
Como aconteceu?
Eu me convidei para jantar em seu castelo...
como membro da irmandade de magos e feiticeiros.
Scarabus é o grão-mestre. Ouviu falar na irmandade?
Sim, meu pai foi o grão-mestre da irmandade por 27 anos...
tendo Scarabus como rival por todo esse tempo.
Eu não sabia.
É por causa dessas dolorosas lembranças...
que eu nunca quis me juntar à irmandade.
Como seu pai era o grão-mestre...
por direito, você poderia reclamar a posição.
Oh, não. Deus me livre!
Prefiro praticar minha magia aqui em casa mesmo.
Estava me dizendo como aconteceu.
Foi o resultado de muita bebida. Fiquei abusado...
e depois comecei a criticar as habilidades dele.
- E o desafiei para um duelo. - De magia?
Não foi nada justo. Eu estava me preparando...
e ele só fez alguns gestos no ar, com as mãos.
Quer dizer que ele só usou as mãos?
Isso mesmo.
Então a habilidade dele é maior do que eu pensava!
- Maior? Ele trapaceou! - Não, Dr. Bedlo.
A magia através dos gestos é a mais avançada que existe!
Não concordo mesmo.
Se eu estivesse sóbrio, o que não acontece com frequência...
tudo seria diferente. Completamente diferente.
Eu vou me vingar, você vai ver!
De todo coração eu lhe aconselho: não volte lá!
É um lugar muito ruim de limpar, não?
Sim, eu raramente desço aqui.
Obrigado.
RODERICK CRAVEN 1423-1486
Oh, desculpe.
Perdoe-me, papai.
Cuidado!
O que ele disse?
Disse... para eu ter cuidado.
- Com o quê? - Eu não sei.
É melhor sairmos daqui.
Não esqueça do cabelo.
Vamos, rápido!
Cuidado!
Foi meio inesperado o que aconteceu lá embaixo, não?
Muito inesperado.
Por que ele voltaria dos mortos...
e diria para eu tomar cuidado? Com o quê?
Gostaria de saber... gostaria de saber.
- É leite! - Sinto muito.
Eu preciso voltar ao castelo do Dr. Scarabus esta noite.
Oh, não, por favor! Eu imploro, não volte lá!
Ele ficou com meu equipamento de magia, e eu quero vingança!
- Ele é muito poderoso! - Então, venha comigo.
Não. Não quero nada com ele.
O que o retrato dessa mulher faz aqui?
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