ആദ്യത്തെ 200 വരികൾ.
Senhor comissário, lamento mas o nosso diretor está em viagem.
É perfeito. Vou explicar-me diretamente com o vendedor.
Que raspanete vai levar aquele.
Prefere discutir com o comissário da polícia.
- O comissário? - Em pessoa, não sei o que se passa.
Parece furioso.
Ele não veio aqui ontem?
Sim, precisamente.
Aqui, no meu setor.
O quê? Não tem medo de um pobre funcionário?
Oh sim.
Não me admira. Tem medo de tudo.
Não é gentil comigo.
Senhor Dardel, é deliberadamente que causa problemas às elegantes de Bayonne?
Permita, não preciso de si. É o meu ofício interrogar as pessoas.
Certamente, senhor comissário.
Abra. Faça favor, senhor comissário.
Está a gozar comigo por prazer ou por pura imbecilidade?
Oh mas nunca ousaria, senhor comissário.
Entretanto, por sua causa, ontem à noite pareci um idiota. Não proteste.
Sim ou não, vim ontem à tarde comprar-lhe este cilindro de grafófono?
Mas certamente, senhor comissário, a última novidade de Mayol.
Mulher, como é bonita.
A minha recebeu ontem à noite toda Bayonne. Anuncio Mayol. Grande impressão.
Ponho o aparelho a funcionar.
- Nada. - Nada?
Mas no entanto a etiqueta diz...
Ah sim, realmente sabe ler?
Sim, senhor comissário, mas é o lorgnon que me incomoda.
Porque o usa?
Oh porque dá um ar mais sério no trabalho.
Ah mulher, como é bonita.
Ah sim? Então mostre-os... ou confesse que mente. Isto não vai ficar assim.
Permita.
Mulher, como é bonita tocada pelos melodiosos tentilhões de Montmartre
sob a direção do maestro Clapisson.
Então onde está Mayol?
Sou eu que me engano, não é?
A minha mulher estava furiosa. Que tareia apanhei diante de toda a gente! Obrigado.
É lamentável, senhor comissário, mas é de facto a música.
Bravo! E acha que isso me basta? Não compro o vendedor com o cilindro.
Foi Mayol que paguei para o ter em casa. Não você.
Desculpe-me, senhor comissário, mas quando ouço a música, esqueço tudo o resto.
Sim, mas eu não.
Então, o que digo à minha mulher?
Outra canção.
O fiacre de Yvette Gilbert. Não.
Abiribi de Aristide Brouillant. Toma-me por um anarquista?
Oh, longe da felicidade, isso é bom.
É sentimental e agradará certamente à senhora.
Ouça, senhor comissário.
Longe da felicidade pelo conjunto cigano de Chariovski.
Bom dia senhor.
É o senhor Jack Gardel?
Eu de modo nenhum.
Onde está? Ali, o vendedor.
Permita?
Ah, senhor Jacques Gardel, é um índio.
- Como? - Mas enfim, senhor, quem é?
Mestre Jérôme Kilbuff, escrivão de notário de pai para filho desde Luís XIV em Honfleur, Calvados.
E o que quer?
Senhor Jacques Gardel.
Eu? Porquê? O que fiz?
É um índio, sem discussão, venha comigo.
É um louco, talvez um louco furioso.
Mas certamente, meu amigo, o senhor Gardel é um índio.
Tudo o que há de mais índio. Um verdadeiro Pele-Vermelha.
- Está satisfeito? - Toma-me por um louco?
Bem, venha comigo.
Nunca na vida. Não o conheço.
- Eu não fiz nada. - Mas não o acuso de nada.
Pelo contrário, trago-lhe a fortuna.
Lá dentro há, senhor, terras férteis a perder de vista, milhares
cabeças de gado, oceanos de petróleo, luxo… uma fortuna incalculável.
Enfim, metade de uma fortuna incalculável. Venha, tenho de falar consigo.
Vai deixar-nos em paz, sim ou não?
Mas perdão! Quem é para falar nesse tom com o mestre Jérôme Kilbuf?
O comissário da polícia.
Senhor comissário, há mais de um ano que percorro a França
para encontrar este homem, e quer impedir-me de falar com ele?
Pretendo fazer cessar um escândalo. Siga-me.
Respeito demasiado a lei para desobedecer. Mas vai ter grandes problemas.
Isso veremos.
Bem, sigo-o. Até logo, pequeno Pele-Vermelha.
Desculpe senhor. É para jantar?
Não, queria saber se o senhor Kilbuf está cá, por favor?
Está ali um senhor.
Posso ver?
Claro.
- É ele. Está tranquilo. - Muito. Porquê?
Não soltou gritos anormais.
Ainda não. Mas se me impedir de lhe levar o segundo boi, isso poderia acontecer.
Que garfo, um ogre. Vou consigo.
Ah, aqui está. Sente-se. Já jantou, espero? Bem, tanto melhor.
- Mas eu não pedi mais legumes. - É o acompanhamento, senhor.
- Sem suplemento? - Sem suplemento.
Perfeito.
Então, está melhor o meu amigo comissário?
Aconteceu-lhe alguma coisa?
Medo, pensa você! Rapto, difamação pública, sequestro arbitrário.
Não demorou a compreender que eu tinha dez vezes o suficiente para o fazer explodir.
Ele queria agradar-me, por isso fi-lo jurar que o traria morto ou vivo.
Se é para me chamar outra vez de índio, não valia a pena.
Há mais de um ano que o procuro para lhe anunciar esta boa notícia.
Mas eu não lhe pedi nada.
E eu trago-lhe tudo.
Aproxime-se, aproxime-se.
E cumprimente o seu antepassado, o grande Natola, que veio para França com o marquês de Rochambau.
O pequeno jornal de 7 de janeiro de 1899 cuja leitura me pôs a pulga atrás da orelha.
Pode verificar, está aí. Terras petrolíferas no Texas.
Nas proximidades da pequena aldeia de Bingbang, os engenheiros especializados
afirmam que o sub-solo... Vem aqui?
Estas terras ainda são propriedade do seu antepassado.
Tenho aí cem vezes com que o provar. É o herdeiro legítimo da 5.ª geração.
Portanto, eis que fica fabulosamente rico. E eu também, evidentemente. Decidi que iríamos dividir.
Está bem? É normal. Mas diga lá, vai custar-nos dinheiro ir para lá.
Ah, porque também decidiu que eu largasse tudo para o seguir.
Largar o quê?
A minha situação. O meu pequeno ordenado fixo, não quero renunciar a 400 francos por ano
para correr atrás de quimeras, índios, petróleo no fim do mundo.
Não o conheço. Não percebo nada das suas histórias e não acredito nelas.
Venha comigo a Big Bang, compreenderá. Seremos ricos.
Vá lá sozinho se quiser. Eu não sou louco.
Mas é, é louco por recusar uma fortuna já feita. Vamos.
Ah, acha que me vão dar isso assim, sem discutir?
Mas evidentemente, temos a lei connosco.
Alguns dias agradáveis no mar, os confortáveis comboios americanos.
- E se nos expulsarem? - Não me deixarei fazer isso.
Compreendeu que isso não era do meu género. Tenho os meus papéis e lutarei se for preciso.
Mas não se trata disso. Informei-me.
Bing bang no coração de uma região de criação é uma pacata aldeia de agricultores.
O clima é saudável. Os habitantes acolhedores, de costumes suaves e patriarcais.
Repare bem, patrão. A mim não me mete medo.
- É para o cofre. - Já não há perigo agora.
Perigo de quê, seus cobardes?
- Defender-se? - Ser abatido.
- Ah, se me tivessem deixado fazer. - Teriam posto fogo à minha barraca. Obrigado.
Então vamos deixá-los fazer a lei.
Olha, sabes ler?
- São fortes com a nossa fraqueza, é tudo. - O Sam também quis fazer-se de esperto.
No fim, o seu rancho ardeu.
Então acha que posso defendê-lo sozinho contra os cavaleiros mascarados?
Porque é que ninguém disparou aqui? Têm medo?
Sim.
Permitam-me, senhores, em nome do governo americano,
vos felicitar pela confiança que a vossa viagem
demonstra para com a justiça e as leis americanas.
Pouco nos importa que o terreno de Bing bang tenha pertencido
há 100 anos ou 1000 anos a um índio que deixou o seu país para nunca mais regressar
e criar raízes no estrangeiro.
Hoje traz-nos a prova irrefutável de que o senhor é o último
e único descendente deste filho primitivo da América livre.
Não lhe pedimos mais nada.
Congratulamo-nos por ver regressar ao seu legítimo proprietário, um solo
e um sub-solo ao qual a próxima exploração do petróleo dará um valor considerável.
- 500 dólares. - Perdão?
As taxas de registo são de 500 dólares.
Ah, devia ter pensado nisso. Eu também não, nunca dei o meu papel selado de graça.
500 dólares por terrenos petrolíferos, é uma ninharia.
Eh, não poderia pagar no regresso quando tivermos vendido algum petróleo?
- Ah, sabe bem que a lei é a lei. - Melhor do que ninguém, infelizmente.
E se pagarmos, quanto nos resta para ir até Big Bang?
53 dólares.
- E se não pagarmos? - Não pode fazer valer os seus direitos.
- Com 53 dólares, podemos voltar para França? - Mas não.
Podemos ir a Big Bang?
Não nos resta senão sermos repatriados pelo cônsul.
Nunca. Prefiro ir a pé a mendigar. Tenho a lei do meu lado. Vá, envie o petróleo.
Vá lá sozinho se quiser. Eu volto.
Mas nunca na vida. Preciso de si. Eu não tenho qualquer direito a fazer valer.
- E a minha parte então? - É-me igual.
- Não tem vontade de ficar rico? - Quero ficar tranquilo.
Então não devia ter vindo aqui.
50 dólares, não chega?
Mas é preciso fazer sacrifícios, ora.
Eu também. Bem vê.
Segure os cavalos.
E a minha toalha.
São altos neste país.
Segure-os bem, não é?
- Dê-me a minha toalha, por favor. - Sim. E eu?
Dê a toalha, ora. Como é desajeitado, meu amigo.
Então,
tenha cuidado.
E eu então?
Não faças essa cara. Estamos a caminho da fortuna.
É bonito o caminho da fortuna. Não estamos para ver o fim tão cedo.
- Sabes por que fazes essa cara? - Ah sim.
Mas nada disso. É porque tens fome.
- Não, não tenho fome. - Mas eu tenho fome.
- Comerás na próxima aldeia. - Restam-nos 2 dólares.
Não comeremos muito.
Tenho fome.
- Outra vez! - Não como desde ontem à noite.
Porque além disso tens de comer duas vezes por dia.
- É um velho hábito. - É longe Big Bang?
Tenho o mapa aqui.
- Oh lá lá. - O quê, oh lá lá?
- Oh nada. Não, está bem. - Bom.
- Esses cavalos têm sorte. - Porquê?
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