Serenade of Texas

Serenade of Texas (Sérénade au Texas)

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Serenade au Texas 1958 FRENCH DVDRip AC3 XviD-afrique31 v3 PT
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പ്രസിദ്ധീകരിച്ചത്: 2026-08-04
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ആദ്യത്തെ 200 വരികൾ.

Senhor comissário, lamento mas o nosso diretor está em viagem.

É perfeito. Vou explicar-me diretamente com o vendedor.

Que raspanete vai levar aquele.

Prefere discutir com o comissário da polícia.

- O comissário? - Em pessoa, não sei o que se passa.

Parece furioso.

Ele não veio aqui ontem?

Sim, precisamente.

Aqui, no meu setor.

O quê? Não tem medo de um pobre funcionário?

Oh sim.

Não me admira. Tem medo de tudo.

Não é gentil comigo.

Senhor Dardel, é deliberadamente que causa problemas às elegantes de Bayonne?

Permita, não preciso de si. É o meu ofício interrogar as pessoas.

Certamente, senhor comissário.

Abra. Faça favor, senhor comissário.

Está a gozar comigo por prazer ou por pura imbecilidade?

Oh mas nunca ousaria, senhor comissário.

Entretanto, por sua causa, ontem à noite pareci um idiota. Não proteste.

Sim ou não, vim ontem à tarde comprar-lhe este cilindro de grafófono?

Mas certamente, senhor comissário, a última novidade de Mayol.

Mulher, como é bonita.

A minha recebeu ontem à noite toda Bayonne. Anuncio Mayol. Grande impressão.

Ponho o aparelho a funcionar.

- Nada. - Nada?

Mas no entanto a etiqueta diz...

Ah sim, realmente sabe ler?

Sim, senhor comissário, mas é o lorgnon que me incomoda.

Porque o usa?

Oh porque dá um ar mais sério no trabalho.

Ah mulher, como é bonita.

Ah sim? Então mostre-os... ou confesse que mente. Isto não vai ficar assim.

Permita.

Mulher, como é bonita tocada pelos melodiosos tentilhões de Montmartre

sob a direção do maestro Clapisson.

Então onde está Mayol?

Sou eu que me engano, não é?

A minha mulher estava furiosa. Que tareia apanhei diante de toda a gente! Obrigado.

É lamentável, senhor comissário, mas é de facto a música.

Bravo! E acha que isso me basta? Não compro o vendedor com o cilindro.

Foi Mayol que paguei para o ter em casa. Não você.

Desculpe-me, senhor comissário, mas quando ouço a música, esqueço tudo o resto.

Sim, mas eu não.

Então, o que digo à minha mulher?

Outra canção.

O fiacre de Yvette Gilbert. Não.

Abiribi de Aristide Brouillant. Toma-me por um anarquista?

Oh, longe da felicidade, isso é bom.

É sentimental e agradará certamente à senhora.

Ouça, senhor comissário.

Longe da felicidade pelo conjunto cigano de Chariovski.

Bom dia senhor.

É o senhor Jack Gardel?

Eu de modo nenhum.

Onde está? Ali, o vendedor.

Permita?

Ah, senhor Jacques Gardel, é um índio.

- Como? - Mas enfim, senhor, quem é?

Mestre Jérôme Kilbuff, escrivão de notário de pai para filho desde Luís XIV em Honfleur, Calvados.

E o que quer?

Senhor Jacques Gardel.

Eu? Porquê? O que fiz?

É um índio, sem discussão, venha comigo.

É um louco, talvez um louco furioso.

Mas certamente, meu amigo, o senhor Gardel é um índio.

Tudo o que há de mais índio. Um verdadeiro Pele-Vermelha.

- Está satisfeito? - Toma-me por um louco?

Bem, venha comigo.

Nunca na vida. Não o conheço.

- Eu não fiz nada. - Mas não o acuso de nada.

Pelo contrário, trago-lhe a fortuna.

Lá dentro há, senhor, terras férteis a perder de vista, milhares

cabeças de gado, oceanos de petróleo, luxo… uma fortuna incalculável.

Enfim, metade de uma fortuna incalculável. Venha, tenho de falar consigo.

Vai deixar-nos em paz, sim ou não?

Mas perdão! Quem é para falar nesse tom com o mestre Jérôme Kilbuf?

O comissário da polícia.

Senhor comissário, há mais de um ano que percorro a França

para encontrar este homem, e quer impedir-me de falar com ele?

Pretendo fazer cessar um escândalo. Siga-me.

Respeito demasiado a lei para desobedecer. Mas vai ter grandes problemas.

Isso veremos.

Bem, sigo-o. Até logo, pequeno Pele-Vermelha.

Desculpe senhor. É para jantar?

Não, queria saber se o senhor Kilbuf está cá, por favor?

Está ali um senhor.

Posso ver?

Claro.

- É ele. Está tranquilo. - Muito. Porquê?

Não soltou gritos anormais.

Ainda não. Mas se me impedir de lhe levar o segundo boi, isso poderia acontecer.

Que garfo, um ogre. Vou consigo.

Ah, aqui está. Sente-se. Já jantou, espero? Bem, tanto melhor.

- Mas eu não pedi mais legumes. - É o acompanhamento, senhor.

- Sem suplemento? - Sem suplemento.

Perfeito.

Então, está melhor o meu amigo comissário?

Aconteceu-lhe alguma coisa?

Medo, pensa você! Rapto, difamação pública, sequestro arbitrário.

Não demorou a compreender que eu tinha dez vezes o suficiente para o fazer explodir.

Ele queria agradar-me, por isso fi-lo jurar que o traria morto ou vivo.

Se é para me chamar outra vez de índio, não valia a pena.

Há mais de um ano que o procuro para lhe anunciar esta boa notícia.

Mas eu não lhe pedi nada.

E eu trago-lhe tudo.

Aproxime-se, aproxime-se.

E cumprimente o seu antepassado, o grande Natola, que veio para França com o marquês de Rochambau.

O pequeno jornal de 7 de janeiro de 1899 cuja leitura me pôs a pulga atrás da orelha.

Pode verificar, está aí. Terras petrolíferas no Texas.

Nas proximidades da pequena aldeia de Bingbang, os engenheiros especializados

afirmam que o sub-solo... Vem aqui?

Estas terras ainda são propriedade do seu antepassado.

Tenho aí cem vezes com que o provar. É o herdeiro legítimo da 5.ª geração.

Portanto, eis que fica fabulosamente rico. E eu também, evidentemente. Decidi que iríamos dividir.

Está bem? É normal. Mas diga lá, vai custar-nos dinheiro ir para lá.

Ah, porque também decidiu que eu largasse tudo para o seguir.

Largar o quê?

A minha situação. O meu pequeno ordenado fixo, não quero renunciar a 400 francos por ano

para correr atrás de quimeras, índios, petróleo no fim do mundo.

Não o conheço. Não percebo nada das suas histórias e não acredito nelas.

Venha comigo a Big Bang, compreenderá. Seremos ricos.

Vá lá sozinho se quiser. Eu não sou louco.

Mas é, é louco por recusar uma fortuna já feita. Vamos.

Ah, acha que me vão dar isso assim, sem discutir?

Mas evidentemente, temos a lei connosco.

Alguns dias agradáveis no mar, os confortáveis comboios americanos.

- E se nos expulsarem? - Não me deixarei fazer isso.

Compreendeu que isso não era do meu género. Tenho os meus papéis e lutarei se for preciso.

Mas não se trata disso. Informei-me.

Bing bang no coração de uma região de criação é uma pacata aldeia de agricultores.

O clima é saudável. Os habitantes acolhedores, de costumes suaves e patriarcais.

Repare bem, patrão. A mim não me mete medo.

- É para o cofre. - Já não há perigo agora.

Perigo de quê, seus cobardes?

- Defender-se? - Ser abatido.

- Ah, se me tivessem deixado fazer. - Teriam posto fogo à minha barraca. Obrigado.

Então vamos deixá-los fazer a lei.

Olha, sabes ler?

- São fortes com a nossa fraqueza, é tudo. - O Sam também quis fazer-se de esperto.

No fim, o seu rancho ardeu.

Então acha que posso defendê-lo sozinho contra os cavaleiros mascarados?

Porque é que ninguém disparou aqui? Têm medo?

Sim.

Permitam-me, senhores, em nome do governo americano,

vos felicitar pela confiança que a vossa viagem

demonstra para com a justiça e as leis americanas.

Pouco nos importa que o terreno de Bing bang tenha pertencido

há 100 anos ou 1000 anos a um índio que deixou o seu país para nunca mais regressar

e criar raízes no estrangeiro.

Hoje traz-nos a prova irrefutável de que o senhor é o último

e único descendente deste filho primitivo da América livre.

Não lhe pedimos mais nada.

Congratulamo-nos por ver regressar ao seu legítimo proprietário, um solo

e um sub-solo ao qual a próxima exploração do petróleo dará um valor considerável.

- 500 dólares. - Perdão?

As taxas de registo são de 500 dólares.

Ah, devia ter pensado nisso. Eu também não, nunca dei o meu papel selado de graça.

500 dólares por terrenos petrolíferos, é uma ninharia.

Eh, não poderia pagar no regresso quando tivermos vendido algum petróleo?

- Ah, sabe bem que a lei é a lei. - Melhor do que ninguém, infelizmente.

E se pagarmos, quanto nos resta para ir até Big Bang?

53 dólares.

- E se não pagarmos? - Não pode fazer valer os seus direitos.

- Com 53 dólares, podemos voltar para França? - Mas não.

Podemos ir a Big Bang?

Não nos resta senão sermos repatriados pelo cônsul.

Nunca. Prefiro ir a pé a mendigar. Tenho a lei do meu lado. Vá, envie o petróleo.

Vá lá sozinho se quiser. Eu volto.

Mas nunca na vida. Preciso de si. Eu não tenho qualquer direito a fazer valer.

- E a minha parte então? - É-me igual.

- Não tem vontade de ficar rico? - Quero ficar tranquilo.

Então não devia ter vindo aqui.

50 dólares, não chega?

Mas é preciso fazer sacrifícios, ora.

Eu também. Bem vê.

Segure os cavalos.

E a minha toalha.

São altos neste país.

Segure-os bem, não é?

- Dê-me a minha toalha, por favor. - Sim. E eu?

Dê a toalha, ora. Como é desajeitado, meu amigo.

Então,

tenha cuidado.

E eu então?

Não faças essa cara. Estamos a caminho da fortuna.

É bonito o caminho da fortuna. Não estamos para ver o fim tão cedo.

- Sabes por que fazes essa cara? - Ah sim.

Mas nada disso. É porque tens fome.

- Não, não tenho fome. - Mas eu tenho fome.

- Comerás na próxima aldeia. - Restam-nos 2 dólares.

Não comeremos muito.

Tenho fome.

- Outra vez! - Não como desde ontem à noite.

Porque além disso tens de comer duas vezes por dia.

- É um velho hábito. - É longe Big Bang?

Tenho o mapa aqui.

- Oh lá lá. - O quê, oh lá lá?

- Oh nada. Não, está bem. - Bom.

- Esses cavalos têm sorte. - Porquê?

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