ആദ്യത്തെ 200 വരികൾ.
-Não faças isso. -Porquê?
Qual é o problema?
Ela gosta de ti, totó.
Ela anseia por essa GPN,
ou pequena PN.
Nunca vi a tua pila.
Licenciamo-nos daqui a dois meses.
Que faço? Começo algo para acabarmos depois?
Não quero isso.
Podem divertir-se.
Vamos viver a 30 minutos daqui para o ano.
Não é assim tão longe.
Podem ser só umas fodas.
Sua cabra!
Não és tu, não, não és tu.
-Desculpem. -O que estás a fazer?
Não. O raio do Victor deu os nossos passes.
-Então? -Cagalhoto dum raio.
-Um quê? -Um cagalhoto.
-Tem lá calma. -Pendurado do cu
porque não vale nada.
Arranjaremos uma solução. Anda, vamos.
-Não é o fim do mundo. -Merda!
-Para ti, não é. -Está tudo bem.
Olá. Desculpem o atraso.
Céus!
Certo. Se leram a bibliografia,
que deviam ter lido,
devem ter reparado no aviso
ao lado do programa da aula de hoje.
As férias estão aí à porta,
mas se mantiverem o foco e respeito,
ficaria muito agradecida.
-Podemos começar? -Topa isto.
Arranjei passes Black Out.
-A sério? -Temos falado
-do poder da linguagem. -Sim, nigga. A sério!
Hoje, falaremos sobre o discurso de ódio.
Antes de continuar,
sinto que devo voltar a confirmar. Não há problema?
Está giro.
-Para. -Não?
Falemos sobre a palavra começada...
...por "p".
PRETO
A palavra "preto"
tem tido uma história longa e terrível.
Ocupa uma posição única no vernáculo americano moderno.
É tão tabu
que deixa muitos de vós incomodados
só por estar a dizê-la aqui,
num contexto muito isolado e académico.
A pergunta que vos coloco
é o que torna esta palavra tão poderosa?
Ninguém?
Sim?
Porque é racista?
Estamos todos de acordo, é racista, sim.
Mas há tantas palavras racistas.
O que torna esta diferente?
-Vem do espanhol, negro... -Isto é permitido?
Está no programa.
Tinha um aviso.
Metam o aviso no cu.
Não está certo.
E com um "a" no final. Temos "nigga"...
Ela não para.
-Está bem. -Já disse três vezes.
Que queres que faça?
-Pergunta-lhe. -Não.
-Pergunta-lhe, Kunle. -Não.
Não queres que pergunte, pergunta tu.
Ela é inglesa.
Se calhar, não sabe.
Estou-me a cagar se é inglesa.
Pergunta-lhe porque fala do que não sabe.
Não quero pôr-vos numa situação desconfortável ou assim,
mas devem ter algo a dizer.
Façam favor. É um espaço seguro.
Porque acham que esta palavra é tão poderosa?
Escuta...
Se te incomodava tanto, podias ter dito algo.
Podias ter falado. Mas não o fizeste.
Ficaste ali calado.
Sim, num protesto silencioso.
-Protesto silencioso... -Kunle!
Merda! Disfarça.
-O meu nariz? Estou bem? -Kunle!
-Mas que... -Age na boa.
-Malta. -Olá.
Olá. Aquilo foi...
Estranho.
Marado, isso sim.
Não vos devia ter posto naquela situação.
Faço parte da AE,
se quiserem iniciar um movimento.
Vocês é que sabem.
Sem pressões.
Sim. Sem pressões. Nós...
-Vamos pensar nisso. -Boa!
Sim.
Então,
tu...
Vais sair logo à noite?
Para variar, vou.
Tenho passe da Underground.
-Boa! -Porra!
-Boa! Isso é muito fixe. -Sim.
E vocês?
Sim, nós vamos
-a umas quantas festas e... -Fixe!
Sete festas, na verdade.
Vão fazer a volta lendária?
Foram precisas três semanas a lamber botas só para conseguir uma.
-Muita bota. -Muita bota.
-Credo! -Muita bota.
Não ficaste doente.
De tanto lamber botas.
Sim, mas não se trata das festas, na verdade.
É uma coisa nossa desde caloiros.
Vamos ser os primeiros homens negros
a fazer a volta lendária na Buchanan.
As pessoas ligam a isso?
-Sim. -Sim.
Os Estudantes Negros têm a Parede dos Primeiros.
Recebes uma placa janota se fores o primeiro negro
a fazer algo na Buchanan.
Tipo o Primeiro Editor Negro.
A 1.ª Presidente Estudantil Negra.
E também por coisas não académicas,
como o Primeiro Negro na Omicron.
Ou a Primeira Mulher Negra
na Parede dos Primeiros.
Hoje, vamos fazer história
como os primeiros negros a fazer a volta.
Vamos agora buscar os passes Black Out.
-Pois. -Fixe! Digam algo.
-Eu digo. -Está bem.
-Adeus. -Adeus.
Ela quer a tua pila.
-Não, estava a ser simpática. -Sim.
Para a tua pila.
Por outro lado,
é uma aula sobre blasfémia e tabu,
é o nome da própria cadeira.
Se fizermos com que seja despedida, não é censura?
Sou contra isso.
Ela tinha de o dizer.
Queria ver a reação.
Pronto, espera lá.
Era esse o objetivo, certo?
Analisar-nos,
queria analisar porque reagíamos assim.
E isso é mau?
Pensa.
Está um homem branco
sozinho no bosque, sim?
Ele di-lo, isso é mau?
O teu homem branco vai para o bosque dizê-lo?
Não. Imagina,
nunca o disse nem voltará a dizê-lo.
Ele não nos odeia. Não é nada disso.
Só o quer dizer em voz baixa.
Só, tipo...
"Preto".
Isso é marado, palerma.
-O quê? -És cá uma Oreo a tentar justificá-lo.
-Não. Pensa nisso. -Pronto, acalma-te.
Tu pensas demasiado.
Não é complicado.
Os brancos têm de respeitar uma única regra.
-Não dirás esta palavra. Certo? -Certo.
Não gostam de receber ordens nossas.
E arranjam lacunas.
Quando um branco diz: "Um preto numa floresta",
está a violar o tratado. Sim?
Não é mau, assim tipo...
...mas é desrespeitoso.
-Certo. -Já te chamaram preto?
Tu, a toda a hora.
Não, preto, não é isso. Tipo,
na tua cara.
Não sei. Na net as pessoas dizem-no.
Não é na net.
De forma desrespeitosa, na tua cara.
-Não. -Então, que se foda.
Esta noite não posso abusar.
Tenho de vir ver como estão as culturas de manhã.
Já pareces uma mãe a falar.
Parecem os teus fungos bebés.
São bactérias
e, sim, são os meus bebés.
Quem me vai dar uma publicação?
Quem? "Nós." É verdade.
O que foi?
Não achas que devias trabalhar na tua tese esta semana?
Ela não se vai escrever sozinha.
-Só estou a dizer. -São férias, Kunle.
Férias. São para descansar. Sim?
Ainda tenho três semanas, é na boa.
No comments yet. Be the first to leave one.