The first 200 lines.
Iô, fala o Real Ziggy Katz.
Só quero dizer Dobry Dzien
e feliz quarta aos amigos de Minsk,
e Ni Hao e feliz quinta-feira aos tigres de Liajing.
Xie xie por ser tão cedo.
E dhonnobad para as manas de Chatigão.
Felizmente, as cheias não afetaram a vossa net.
Estão supernítidos e prontos para o show.
Hoje, vou estrear uma canção tera positiva
para a minha malta favorita:
os meus fãs do Hi-Hat.
Pedaços de papel dourado
Sem valor e a tornar-se vapor
O ar é rarefeito os cadeados estão fechados
Ergues o queixo ela finge arrepender-se
Dois comboios de alta velocidade em linhas paralelas
Parabéns a você
- Este é para a aniversariante. - Obrigada! Parece bom!
Evelyn! Come uma fatia de bolo.
Que festejam?
São os anos da Leslie.
Sim, faço 21 anos.
Algumas mulheres ouvem a cantoria.
Não. A sério?
Sim, estou a admitir uma residente com dois filhos.
Culpa minha, tenho voz forte.
Também eu. Desculpa, Evelyn.
Falaremos baixo.
Está bem.
Fica tudo limpo às três.
Obrigada.
Parabéns, Leslie.
Há um tagine no forno. Tiveste um bom dia?
Hoje, acolhemos uma mulher.
Tinha 26 anos, os filhos tinham oito e quatro anos.
Ontem, o marido chegou, trancou os miúdos na cave
e agrediu a mãe no andar de cima.
A polícia apareceu e só falou com o marido.
Por sorte, o miúdo de oito anos gravou o som no telemóvel.
Portanto, sabes como é, depois da tempestade... certo?
E o teu dia, querido?
Foi muito produtivo.
Ótimo, ainda bem.
Ela disse-me uma vez eu disse-lhe duas
Os olhos frios dela derretem derretem como gelo
É assim que o terramoto ressoa
Ziggy?
O castelo da cartas desaba e desfaz-se
É assim que a bolacha se esfarela
Bom, foi a estreia desta canção.
E correu tão bem.
Oxalá se tenham divertido.
Deixem-me um like
e, se gostaram, deixem gorjeta.
E na frente temos a Ludmilla!
A Nishrita vem mesmo a seguir.
E, logo atrás,
gracias aos Huertos pela generosidade.
São todos tera fixes.
Voltem todos para a semana.
Estrearei uma canção sobre uma miúda de quem gosto.
Foi o Real Ziggy Katz. Obrigado!
Mãe!
Tentaste entrar durante o streaming em direto?
Estupor.
- Pai? - Sim?
A mãe tentou entrar?
Não sei, pergunta-lhe.
Mãe, tentaste entrar durante...? Merda! Desculpa.
Tentaste entrar durante o streaming?
- Estou no duche, Ziggy. - Tentaste?
- O que é isso? - É onde faço o meu dinheiro.
Onde milhares que me querem ouvir
acedem semanalmente e me pagam.
Sou um dos maiores.
- Parece impressionante. - E é.
E o que contas fazer com esse dinheiro duramente ganho?
Gastá-lo.
Em quê, meu filho?
Não sei. Numa guitarra e microfone e noutro software de tradução.
Os miúdos africanos têm montes de línguas diferentes.
Portanto, vais usar o dinheiro que ganhas a tocar
para comprar novo equipamento para tocar?
Sim.
É um pesadelo tautológico, não? O quê?
Pareces estar num ciclo vicioso.
Já pensaste num objetivo?
Um objetivo?
Sei lá, vou ser rico e tu pobre?
Vais ser rico. E eu pobre...
Não voltes a abrir a porta.
- Durante o streaming? - Sim.
Certo.
- E palmito. - Uau.
- A galinha é de onde? - Da quinta da Patsy.
Tinha um excedente de tomate, que comprei.
Muito bem. Farei um gaspacho amanhã.
A guitarra é quase dada.
Ter uma Strat daquele ano àquele preço é de graça.
Mas não toques blues.
O quê?
Não tocas blues, pois não?
Não, toco folk rock, com influências alternativas.
- Não sei o que é isso. - Bom...
Posso tocar-to. Estreei agora "Truthaches".
- Posso mostrar. - Como se chama?
- Disseste "Truthaches"? - Sim.
Querem ouvir?
Presumo que não somos o teu público-alvo.
Certo.
Destina-se a adolescentes, certo?
Sim, eu...
É uma tremenda falta de ética...
Os brancos tocarem blues. Já leste Amiri Baraka?
- Quem? - Roger...
É claro na questão da apropriação cultural.
- Para, Roger! - Pai, não toco blues.
Cala-te, porra.
Está bem. Falei por falar.
Mãe, dás-me boleia hoje?
Estás já pronto?
Sim, dá-me cinco segundos.
Trabalha na câmara. Custa mandar cá os pintores, Homer?
As mulheres vêm de noite. Não têm onde estacionar.
São duas linhas brancas na porra do asfalto.
Menina Katz?
Queria só avisar que já tratei de tudo.
Só um segundo, Homer.
Sim, vou para casa.
Bom, para casa das minhas irmãs, mas vou sair daqui.
Consegui!
Que bom, querida.
Posso abraçá-la?
Sim. Claro.
Salvou-me a vida.
E a da minha filha.
Orgulho-me muito de si, querida. Muito.
Desculpe, Homer.
Os EUA ignoram as violações dos direitos humanos
e lucram de propósito com elas.
E o pior é este complexo hipócrita de salvador
em que distribuímos os nossos altos valores à ralé suja
como se estivessem no deserto à espera que alguém descesse do céu.
Preferes que a China meta o bedelho?
- Meu Deus... - Ou a Rússia? Ou...
- Tem razão. - O quê?
- Os EUA não andam... - Z, queres?
- Não, deixa ouvir. - ... a oferecer pão.
Então, devíamos ocupar todos os países
em risco de intervenção
porque somos o bastião da paz e igualdade.
Obrigada, deste-me razão.
- Fui sarcástica. - Parem.
- Também eu. - Enfureces-me.
- Obrigada. - Estou contigo, Lila.
Obrigada, Ziggy. Veem? Há alguém que me apoia.
Claro, minha.
- Sim, muito. - Como?
- O quê? - Concordas com a Lila em quê?
Merda. Pois...
Bom, referiste a China, certo?
Porque toco música para umas miúdas chinesas no Hi-Hat.
Tenho 20 mil seguidores,
sou dos músicos mais populares.
Tenho validação e estrelas, é tera difícil.
As miúdas são superfixes.
Há uma, a Gatinha Marinha,
é o nickname, que me deu 20 créditos
quando lhe dei os parabéns, portanto...
Quanto ao que dizias, Lila, concordo contigo.
Uma defesa comovente.
Becky, não sejas parva.
- Meninas. - Olá.
E ele não é grande, nem sequer estava embriagado,
mas aperta-me o pescoço.
Foi a primeira vez?
Foi a primeira naquele dia.
E depois levanta-se, diz que tem de ir urinar.
E você chamou a polícia?
Não, não chamei a polícia.
Aqui diz... que o Sargento McKenna a trouxe. Pensei...
Bom, o Kyle chamou a polícia.
Sim, liguei-lhes.
- Onde estavas? - Em casa do Sean, ao lado.
Sim, com o Sean. São amigos desde...
- Exato. - Desde sempre.
Ela mandou-me mensagem e corri para casa.
- Que idade tens, Kyle? - Dezassete.
- É o meu cavaleiro andante. - Mãe.
És. A única coisa boa que tenho.
- Obrigado. - A sério. Os miúdos são amor.
Entende?
Quando ele tinha apenas seis anos, menina...
- Desculpe, como se chama? - Evelyn.
Evelyn. Merda, desculpe.
Bom, quando o Kyle tinha seis anos, o pai bate-me
e fico com um golpe sobre a sobrancelha
e nem sabia que o Kyle sabia de algo.
Sabe-se lá o que os miúdos sabem dos pais.
Mas entra no quarto, diz que teve um pesadelo e chama-me.
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