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NETFLIX APRESENTA
Agora, olhem. Aí vem o xeque-mate.
É a tua vez.
- Vá lá, Nika, pensa. - Estou a pensar, pai.
- Não me parece. - Mãe.
- Mãe! - Mãe!
- Não na relva. Não na… - Mãe!
- Mela! - Mãe!
- Repito sempre a mesma coisa. - Toma, Mela!
Mela, fica.
- Mela. - Pronto, tomem.
- Está bem, obrigada. - Obrigado.
Um para cada um.
O que disse eu?
Muito trânsito?
Não. É difícil encontrar coisas para a tua dieta.
- Mas conseguiste? - Sim. Porque não foste tu?
E deixá-los?
Para arruinar o meu relvado?
Acabei de o fertilizar.
Tem um bom dia.
Fica de olho neles.
Querido, não comas tão depressa. Não é saudável. Têm de mastigar, sim?
Se a massa fosse al dente, teria algo para mastigar.
Pronto, ouçam. Que tal um filme amanhã depois da igreja?
Não me podias consultar primeiro?
Não posso amanhã.
Tenho um jogo de ténis na casa do Czerwiński.
Já sei.
- O do restaurante. - Não é só isso.
É um ótimo contacto. Ele pode ajudar-nos bastante.
Ele joga bem?
Jogo com a mulher dele.
Eu sei qual é.
A nova. Com mamas de plástico.
Qual é o problema?
Hoje em dia até as fazem bem feitas.
Como é que é possível?
Mela, deixa isso.
A sala estava arrumada esta manhã.
É assim com miúdos. Trabalho constante.
Podemos entrar este ano no Festival Jardins Abertos?
Nem pensar. Vão espezinhar o meu relvado.
Tomek.
Vou levar a cadela à rua.
Anda, Melcia. Anda.
Vamos.
Mela.
É urgente? Estou a praticar com os leques.
Não vais acreditar. O Tomek comprou-me um perfume.
Sabes que os frasquinhos são amostras grátis?
Não, ele comprou-me perfume do bom. Bastante caro.
Claro. Como sabes? Ele mostrou-te o recibo?
Não, encontrei o recibo.
Cheira bem, pelo menos?
Não sei, ele ainda não mo deu. Mela, anda.
Corre para o parque.
Talvez não seja para ti.
Então, para quem?
Quando foi a última vez que te comprou algo?
Ele deu-me uma prancha. Uma fixe, de marca.
Para surfar?
Sim, para surfar com um ferro.
De certeza que tem uma amante.
Mela!
Mela!
Magda?
Olha lá!
Magda.
Era uma piada. Ouviste?
Não tens sentido de humor?
Magda!
Estás bem?
Sim, estou bem.
Este deve ser o primeiro homicídio em Podkowa Leśna.
Conhecia-la?
Não. Ela não é daqui.
Como sabes?
Ela tinha um vestido de festa.
Ia apanhar o comboio para regressar a casa.
Então, ela não vive aqui. Quero dizer, não vivia aqui.
Exatamente o que eu pensei.
Viste alguma coisa?
Nada. Encontrei-a há exatamente 37 minutos.
Deve ter morrido há pouco. Ela ainda estava a sangrar.
Mas… sem pormenores.
- Se perguntares a hora da morte… - Não perguntei.
Aproximadamente às 22h20.
Não perguntei.
E encontrei o Stefan na Modrzewiowa.
- Vinha do parque. - A sério?
Como sabes que era ele?
Reconheceste a sua silhueta?
Não foi pela silhueta. Foi pelo chapéu.
E como sabes isso tudo? És da "Scontland Yard"?
Agatha Christie. Posso emprestar-to.
Inspetor. O procurador quer falar consigo.
Para.
Jacek.
Ora bem. Um homicídio e já és uma celebridade.
- Mãe, vamos comer gelado? - Sim.
Quero quatro bolas.
Quatro. Pois claro. Duas. No máximo, duas.
- Três. - Madzia.
- Os miúdos devem ser vistos, não ouvidos. - Magdunia!
Magdunia.
- Mãe, és famosa. - Sim.
- De facto. - Magdunia!
Vamos para a fila.
Está bem.
- Olá. - Olá.
É verdade, querida?
Encontraste aquela mulher?
Ela era daqui?
- Para, não consigo ouvir isso. - Ainda o usas.
A Weronika tinha um assim.
Tens de aparecer lá em casa.
Para o chá. Vou fazer uma tarte.
Para. Ela nunca apareceu, não é agora que vai aparecer.
Não é isso.
Eu apareço.
Desculpem, tenho de ir. Adeus.
Adeus.
Mãe?
Quem eram aquelas pessoas?
Os pais da Weronika.
A senhora que morreu?
Que desapareceu. Ninguém sabe onde ela está, só isso.
Até tu?
Ninguém sabe. Até eu.
Magda.
- Que coincidência. - Olá.
Querido, este é o Dr. Walczak.
- É a ele que levamos a nossa Mela. - Tu é que a levas. Olá.
Olá.
- Deve ter lido a minha mente. - A sério?
Lembra-se do Dr. Milaszewski?
- Sim. - Mudou-se para Varsóvia.
Talvez a convença a trabalhar em part-time na minha clínica?
Bem,
seria maravilhoso voltar a trabalhar.
Sim, mas… não trabalho há anos, portanto…
Adapta-se rapidamente. Acredite em si própria.
Sim.
Querida, decidimos que ficavas em casa até os miúdos estarem crescidos, não foi?
Certo? Sim.
Sim, é verdade.
Lamento.
Seja como for, a oferta mantém-se.
Só não sei se posso esperar até os seus filhos casarem.
- Mas vamos ser otimistas. - Claro.
Adeus.
Que piada.
VIDENTE - TERAPEUTA
Posso ajudar?
A minha amiga… desapareceu.
O dela era como o meu.
É tudo o que tenho.
Lamento.
Sei a quem se refere, mas não a posso ajudar.
Porque não?
Não chega?
Isto é um assunto muito sério.
No mundo das energias, tudo tem de ser equilibrado.
Num assunto tão sério, o pagamento também deve ser muito elevado.
Caso contrário, a ação não resultará.
Nem sequer verificou a quantia.
Lamento.
As leis do Universo são assim.
Estou tão forte hoje!
- Direitinha aos vizinhos. - Ena. Energia!
É um prazer jogar consigo.
Vão.
- Fofo, viste aquilo? - Sim, vi tudo.
A Zuza continua a melhorar. Joga quase como uma profissional.
Com o que pago ao treinador, ela devia ter ganhado em Wimbledon.
Não devias ter bebido tanto ontem na casa do Szeliga.
Que festa. Só celebridades, como no Pudelek.
Tenho fotos, tens de as ver.
Ótimo. Apareçam esta noite para tomar uma bebida.
- Uma desforra. - Não.
Obrigado, mas vou ficar a descansar. Obrigado.
A minha esposa Magda.
Tu conheces a Zuza. O marido dela, o Sr. Jarosław Czerwiński.
Convidei-os para jantar esta noite.
Sei que está cansado. Também passámos a noite em branco.
A minha esposa encontrou um cadáver no parque, imaginem.
A sério? Um cadáver de verdade?
Onde?
No parque. Perto da Câmara Municipal.
Incrível.
Raios, que sortuda.
Ataque cardíaco?
Homicídio.
Credo.
Fiquei toda arrepiada.
- Olha, amor. - Sim.
A que horas é o jantar?
- Nada mau, certo? - Incrível.
- Ele está num programa de televisão. - Ena.
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