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La Derniere Folie de Claire Darling 2018 FRENCH HDRip XviD-EXTREME
A Commentary by Stravouguine
Editada a partir da legendagem em Alemão e por transcrição. Legendagem traduzida e editada por Manuel Matias.

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HDRip
XviD
HD
Published on: 2020-04-03
Downloads: 37
Hearing Impaired: No

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The first 200 lines.

- O que estás aqui a fazer? - Eu quero ficar com o relógio dos elefantes.

- Tenho medo do escuro. - Não sejas infantil. Vai para o teu quarto!

Despacha-te.

A Última Loucura de Claire Darling

Peço desculpa...

Diz-me, quem és tu?

Pronto.

Estou pronta.

Parece que viu um fantasma.

Não, mas já passou muito tempo.

Sente-se bem, Madame Darling?

Não, mas foi simpático da sua parte ter perguntado.

Pode fazer-me um favor?

Sim, claro.

Porque não vem ela própria?

Em casa durante anos, ela está a enlouquecer.

VENDA DE RECHEIO É TUDO PARA VENDA

FEIRA DE DIVERSÕES E CIRCO FOGOS DE ARTIFÍCIO À MEIA-NOITE

Adeus, meus queridos.

Uma nova vida vai começar para vocês.

Que seja uma vida feliz.

- Precisa de ajuda? - Não, obrigada, estou bem.

Madame?

Desculpe, temos de ir.

Ir para onde? Ainda temos de limpar o piso térreo.

Sim, mas nós trabalhamos na pedreira.

Se chegarmos tarde, estaremos em apuros. Vamos arranjar problemas.

- Trabalha na pedreira? - Sim, aos fins-de-semana.

Não se preocupe, eu sou a dona da pedreira. Vou só ligar para lá.

Isso não vai ajudar. A pedreira é propriedade de Chineses.

Chineses?

Ah, o quê! O meu marido é o gerente.

Ah, ele fuma! Com a sua idade!

- Também fuma. - Na sua idade...

- Então que idade é que eu tenho? - Não sei...

80?

Não me parece.

Madame, temos mesmo de ir andando. Vai pagar-nos?

Sim, sim, esperem. Vou buscar dinheiro.

Madame Darling...

- Sente-se mal? - Precisa de ajuda?

Sente-se bem, Madame?

Sim, estou bem. Obrigada meu rapaz.

Aqui está o dinheiro para todos vocês.

Em troca, vão ajudar-me a limpar a casa toda.

- Estão comigo? - Sim, claro.

Claro que sim.

É melhor eu ir buscar o meu chapéu.

Mas tu tens o chapéu na cabeça, Mãe.

Meu querido, mas o que estás aqui a fazer?

É aquele fato-macaco outra vez. Não te fica nada bem.

Porque é que está tudo cá fora?

Foste tu, Martin?

São as suas coisas, Madame.

E o meu nome é Lucas. Lucas Mercier.

Sim, desculpe. Desculpe-me, Lucas... Mercier.

Que outros móveis devem ser trazidos? Já não há muito espaço.

Sim, tem razão. Vamos buscar o resto quando tivermos feito uma venda.

- OK. - Vão até ao Café, querem?

Eu depois mando chamar.

- Eu tenho de vos dar dinheiro! - Não, você já nos pagou.

Ah! Pois, é verdade! Você é realmente muito simpático, Amir.

- Obrigado! - Abram o portão todo.

Amir é bom. Melhor que Rashid.

- Cala a boca, Martin! - Quem é o Martin?

Um palhaço que toca guitarra! Viste?

- Um mágico tão bonito. - Eles assustam-me.

- Mas não são caros. - Não, não são caros.

Não? Então vamos lá.

- Obrigado. - Adeus.

Madame Darling?

Não me reconhece?

Eu mentiria se dissesse que sim.

Eu sou a Martina.

Martine Leroy, a amiga da Marie.

- Marie, sim... - Andámos as duas na escola primária.

Sim.

Sim, Leroy, sim...

Oh sim, a pequena Martine!

- Olá, querida, como estás? - Estou bem.

Quanto quer por ele?

- 50 cêntimos. - Está bem. Aqui tem.

Adeus. Muito obrigado.

50 cêntimos? Mas...

O que é que você está a fazer?

Não estás a ver?

- Vai fazer bem ao meu fluxo de caixa. - Mas, uh...

O que é que está a vender exactamente?

Tudo. Estou a vender tudo.

E porque é que está a vender tudo?

Bem, porque, minha querida, porque...

Se quiser mesmo vender tudo,

posso chamar alguém... um perito...

Acabei de comprar dois anjos do século XIX a uma senhora.

Ela disse-me que você lhos vendeu por 20 euros o par.

Não importa, o preço é meramente simbólico.

- As pessoas gostam de uma pechincha. - E também está a vender os seus autómatos...

- E eu, os anjos, quero devolver-lhos. - Devolver-mos?

E o que é que quer que eu faça deles?

- Quer que eu previna a Marie? - Não, de modo nenhum. Só me faltava isso.

- Tens lume? Não encontro o meu isqueiro. - Sim.

- Bom dia, Martine. - Bom dia!

Que bom ver-te! Também vieste dar uma vista de olhos?

Sim.

Quanto é a escrivaninha?

20 Euros.

Uma óptima escolha. O meu bisavô...

comprou-a em 1920 ao Barão Malevray.

Conta-se que ele escondeu aí a mão embalsamada da sua amante.

Cortou-lha por ela o ter enganado.

Apesar disso continuaram a amar-se.

- Mas tem de a levar já? - Eu tenho de vender tudo.

- Bom... - Até hoje à tarde tem de sair tudo.

Caso queira mudar de ideias...

Nem pensar!

Aqui é a biblioteca.

Aqui é a sala de estar e o meu irmão Martin.

Não faças isso.

Então, então...

Não, mãe, não vás te embora!

Está bem, eu faço-te alguma coisa para tu comeres.

Oh, sim, eu estou com fome.

Eu quero comer!

É um relógio mágico, ajuda-te a adormecer.

És a Martine?

Tens bom gosto.

- Já alguma vez viste esta colecção? - Não.

Este aqui foi feito no século XIX

por um grande relojoeiro.

Este comprei isto para o meu pequeno Martin.

É uma maravilha.

Foi feito em 1910.

- Mãe, ele está a irritar-me. - Não, ela é que está a irritar-me.

Marie!

- Não, esse eu não vendo. - Pensei que estivesse a vender tudo.

Tudo... mas esse não. Outras coisas, mas não o relógio.

Como sabe onde é que ele está?

- E o que é que tu tens a ver com isso? - Nada...

- Só queria saber onde está para o pôr a salvo. - É muito querido da tua parte.

Podes ir buscar os rapazes ao Café? Estamos a ficar sem mercadoria.

Não... eu sinto muito. Isto é uma loucura.

Está bem, vou eu mesma.

Octávia!

Maldição! Vem cá!

Mãe?

É provavelmente um aparelho Alemão.

- Alemão? - Eu acho que sim.

Essa é a minha Avó.

Mãe?

Bom dia, minha querida.

Queres ajudar-me?

O que estás a fazer? Porque é que está tudo lá fora?

Nem tudo. Falta metade do salão ...e a sala de jantar...

Não é pouca coisa.

Felizmente os rapazes estão aí a ajudar-me.

O que é que te deu? Precisas de dinheiro?

Escuta minha querida, não me vais impedir de vender o que tenho para vender.

O teu interesse chega demasiado tarde.

Queres um? Fumar é bom para os nervos.

Marie?

Sim, Mãe, sou eu.

Engordaste um bocadinho.

Então, o que o traz cá, de repente?

Estive bem sem ti todos estes anos.

Obrigada!

Como é que estás?

Tudo bem.

Tudo bem? Só isso? Nada?

Diz-me...

...como é que estás. Estás bem? Já sou avó?

Não tens de me responder.

Tenho quase a certeza de que nem sequer estás aqui, minha querida.

Ultimamente, tenho tido a sensação de que estás prestes a desaparecer.

Desaparecer? Mas eu estou aqui.

Também podes estar morta...

Estás morta, minha querida?

O teu irmão esteve aqui hoje de manhã.

Diz-me o que é que se passa.

- Hoje é o meu último dia. - O teu último dia de quê?

Da minha vida, querida.

Da minha vida.

Onde está o teu Pai?

A Pilar também não veio hoje. Olha só...

Todo este pó! Está a ver? É...

Tudo bem, tudo bem.

Porque é que vieste?

- Para me devolveres o meu anel? - O teu anel?

Tu sabes... O anel que me roubaste.

Como é que me vens falar desse anel depois de todo este tempo?

É um anel muito precioso.

É uma herança de família importante, traz boa sorte.

- A minha Mãe recebeu-o da Mãe dela que o recebeu para o casamento. - Eu não o roubei!

- Como eu te disse, ele ficou na secretária do Pai. - Tu nunca me disseste nada.

- Onde está a secretária? - Não grites, consigo ouvir-te muito bem.

Oh, eu ia fazer chá! Podes ajudar-me?

Isto é pesado, tem água.

Não, não faças isso agora. Acalma-te.

Vou fazer o teu chá, está bem?

Eu já volto, está bem?

O que é que estás a fazer?

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