The first 200 lines.
Por favor, pensa nas crianças.
Pensaste nas crianças?
Pensaste nisso quando estragaste tudo?
Laurin... Laurin. Olha para mim. Olha para mim.
Olha para mim.
A culpa é minha. Se tens de disparar em alguém, sou eu.
Sentia-me sozinha... estavas longe...
E sejamos honestos. Quando foste embora, as coisas não iam bem entre nós.
- Tu sabes. - Não estavam assim tão mal.
O que está feito, está feito, não podemos mudar. Pensa no futuro, agora.
O futuro...
Queres ir para a prisão para o resto da vida?
Ou pior?
Laurin, eu errei.
Eu magoei-te.
Estou disposta a fazer tudo para pôr as coisas em ordem. Tudo.
Irei para onde quiseres.
Farei o que quiseres.
Mas pousa a espingarda.
Pousa-a.
E eu devia deixá-lo ir assim!
Deixando-me na merda.
Levanta-te! O que estás a fazer?
Cala-te!
Vamos!
Cala-te! Sai daí!
Vou cortar-te a garganta! Se te mexeres corto-te a garganta como a um porco!
Como a um porco.
Legendas por: Adribai, LEXLEX e Hanna Lise.
O tiro de misericórdia.
Estou aqui, senhor.
Estou aqui, senhor e se se acalmar, estou pronto para falar consigo.
Avisou o comissariado?
Não esperava a sua chegada, então chamei o Comando.
O Comando?
Senhora Estabet, senhora Girardet, acham que ao fazer isto vão realmente melhorar as coisas?
Hoje outra vez, três horas de fila na leitaria para nada!
Ontem o mesmo com os sapatos. Eu quero esperar, mas por alguma coisa!
Há semanas que não temos nada para comer. Não é possível.
Normalmente, na segunda-feira deviam chegar a manteiga e o leite.
Sabem que isto não depende de nós. Os alemães controlam quase tudo.
Com os alemães não se pode fazer nada. Mas o serviço de abastecimento é uma fraude...
Ele sabe muito bem, senhor presidente da câmara.
Ouçam, estamos todos no mesmo barco.
Isso não é verdade. Quem tem família no campo consegue-se safar muito bem.
Quem tem dinheiro encontra tudo no mercado negro, os outros nada.
Senhora Estabet!
Senhor presidente da câmara, olhe-me nos olhos. Nunca come presunto ou frango;
E a última vez que viu manteiga verdadeira, quando foi;
Porque para mim foi há 9 meses.
Mas as coisas nunca são assim tão simples, senhora Estabet.
Sou médico, ganho muito mais do que você com a sua costura.
Antes da guerra era igual: Comia e vestia-me melhor do que você...
É a ordem das coisas. Não se pode mudar isto com os alemães em cima de nós.
Eles não estão sobre si, senhor presidente da câmara. Nem se apercebe disso.
Então o que querem que eu faça? Concretamente.
Por favor.
Bitte Ich Macht Was. Ich Macht Was.
Toque de recolher muito cedo. Mulheres sair imediatamente.
Parar desordem.
Deixe-me falar com eles, por favor .
- Senhora? Boa noite. - Senhor.
Oh, não. Não me diga que voltou pela tolice do seu filho esta tarde!
- Viu as horas? - É precisamente a hora que me preocupa.
O meu marido não voltou. Não tenho notícias.
Talvez tenha sido retido... por um subempreiteiro.
Não será um exemplo de virtude, certo. Mas eu conheço-o. Raymond mente mas não desaparece.
Tem duas horas de atraso. Nenhuma notícia na serraria...
Tenho a certeza de que lhe aconteceu alguma coisa.
Ouça, acalme-se. Volte para casa.
Já começou o toque de recolher. Se souber de algo, ligo-lhe.
Vamos.
Trato disso.
- Mantém-me informado? - Sim, prometo-lhe.
Sou a tua mulher.
Diante de Deus.
Disse-te. Farei tudo o que quiseres.
Porque deveria acreditar em ti?
E se não acreditas em mim, dispara. Pelo menos acabamos com isto.
Poderíamos ir para o primo Robert.
Tem uma terra abandonada há anos.
Ele alugar-ma-á. Deve-me um favor.
Em Sayolle?
Não, para Poligny.
Perto das pedreiras de areia.
Mas é seco lá, não é?
Como em todo o lado. Temos de enfrentar isso.
Como quiseres.
E quanto às crianças... quando as vamos buscar?
Primeiro deixemos instalar-nos. Depois vamos buscá-las à mãe.
E o Schwartz? O que fazemos com ele?
Tu, o que queres fazer, Laurin?
Vamos embora. Esquecemos. Não vamos conseguir nada se não tentares esquecer.
Não se pode deixá-lo ir assim.
A infâmia deve ser marcada.
Que se lembre... para sempre.
Uma bala no joelho... ou uma martelada bem colocada fica.
Que manque para toda a vida.
Sim, é isso. Um coxo não corre atrás de saias, hein?
Estás-me a magoar!
Também estou mal.
Somos dois.
- É hora, porco. - Espera, já basta assim, Laurin. Solta-me!
- Vamos resolver isto como homens. - Como homens?
Mas um homem não se deita com a mulher do seu rendeiro que está em guerra, senhor Schwartz.
Um homem não faz essas coisas.
- O que fizeste à Marie? - Não te preocupes com ela.
- Queres dinheiro? - Dinheiro, sim.
Mas o que estás a fazer? O que estás a fazer, Laurin. O que estás a fazer?
- Oh, chega, Laurin! - Cala-te.
Quanto pagarias? Eu sou o teu exemplo...
Ah... chega!
Estás completamente louco. Pára. Pára, Laurin!
- Quanto? - Estás a divertir-te? És louco ou quê?
Não me disseste quanto pagarias para comprar a minha reputação, hã? Quanto?
Quanto estarias disposto a pagar, diz-me.
Laurin. Laurin. Laurin. Laurin. Chega!
Quanto estarias disposto a pagar, hã?
Lembras-te do último porco que abatemos juntos?
Com a Marie, hã? Querias ajudar-me...
Lembras-te?
Como vocês riram depois, hã?
O balde. Muito importante, o balde.
Vês... não se deve perder o sangue.
Quando és criança, é a primeira coisa que te ensinam.
Nunca perder o sangue.
- Abre-se a jugular... - Não!
Laurin. Não faças disparates.
- O sangue de porco corre por todo o lado. - Laurin, suplico-te.
Tenente, o senhor é o único que viu bem essa empregada.
Digo-lhe que quase não a vi.
E eu não acredito em si!
O senhor vinha do Departamento de Pessoal, e a mulher saía do escritório de Spitzer...
Estiveram frente a frente durante 7, 8 segundos.
- Não os contei. - Eu contei, 7 ou 8 segundos.
Suficientes para ver o rosto de uma mulher!
Sim... talvez...
Tenente,
esta mulher cometeu um ato de espionagem militar debaixo do seu nariz!
É seu dever dizer-nos tudo o que sabe!
Pense na sua carreira...
Conhece esta mulher, sim ou não?
Talvez já a tenha visto
no hotel de la Pompe... na Madame Berthe...
Então...
Ela é uma das raparigas...
Querida!
Sou eu.
Venho de uma situação de crise na Câmara Municipal.
Mães de família que já não conseguem chegar ao fim do mês.
Ah, bem.
Foste duro com o porto.
Há mais na cave, não?
Não.
Está bem, a Maria vai encontrá-lo sem problemas.
Claro.
O que lês?
Uma carta.
De quem?
De Jean.
Não me perguntas o que ele me escreve?
Hortense, meu amor,
cada dia sem ti é uma tortura
- não sei ainda quando poderei voltar... - Chega!
- Mas já sei que isto será um... - Chega!
Nunca te perdoarei pela forma como o fizeste partir.
Tu nunca me perdoarás... O mundo ao contrário.
Usar o teu poder desta maneira.
- Um homem não se comporta assim. - Ah?
E... o que deve fazer um homem nestes casos?
Diz-me.
- Nunca é tarde para aprender. - Deixa-me.
O que vão fazer com ele?
Não é da sua conta, senhor Schwartz.
E se quer um bom conselho, esqueça tudo o que viu aqui.
Vá-se embora. Volte para casa, agora.
Porque confiaria em mim?
Primeiro porque acabei de lhe salvar a vida.
E também porque não tenho escolha.
- Basta-lhe isso? - Sim.
De qualquer forma, já não há nada que me prenda aqui.
Tudo vai correr bem, Marie.
A mão dela vai sarar?
A bala atravessou-a. Está a sangrar muito mas não é grave.
O que fazemos agora?
Não sei de nada.
De qualquer forma, primeiro tenho de voltar a Villeneuve.
Judith está a tentar traduzir os textos de Natacha.
Amanhã de manhã volto, veremos o que fazer.
Marie, ele não deve sair daqui. Está bem?
Até amanhã.
Estava morta de preocupação. Onde estavas?
Mas o que aconteceu?
Serve-me um copo, por favor.
- Só há Cointreau, está bem? - Sim.
Estava tão ansiosa que fui à polícia.
Foram eles que te ligaram?
Estava na quinta com a Marie.
Disse-lhe que acabou.
Eu disse-lhe que tenho um filho,
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