The first 200 lines.
Todos os dias, acordo nos Estados Unidos da América
sabendo que tenho certas liberdades,
se escolho exercê-las ou não.
Sei que minha capacidade de ter essas liberdades
não veio de mim.
Veio das pessoas antes de mim.
O valor das histórias dos revolucionários
está no fato de terem lançado as bases
de quem somos, do que somos e de onde estamos hoje,
tanto o bom quanto o ruim.
Se tivesse de usar uma palavra para descrever
o que acontece na América colonial,
seria "aspiração".
Durante a maior parte da existência humana em nosso mundo,
as pessoas viveram sob ditadores, valentões e tiranos.
QUANDO TRIBUTAÇÃO VIRA ROUBO?
A Constituição importa!
A democracia é a exceção.
Ainda hoje, no planeta Terra, a democracia é a exceção.
A maioria das pessoas vive sob déspotas autoritários
e tiranos.
O experimento americano é a democracia.
Nossos cidadãos lutavam pela liberdade, pela independência
e pela ideia radical, na época,
de que a soberania pertencia ao povo.
Para mim, isso é praticamente um milagre.
Acho que eles sentiam que tinham uma chance real
de criar algo completamente novo no mundo.
É uma sabedoria sobre o poder:
sobre como organizá-lo,
limitá-lo, fiscalizá-lo e contê-lo, para ele fazer o bem a uma sociedade.
Eles não sabiam qual seria o resultado,
mas tinham uma convicção tão profunda sobre a liberdade,
sobre a independência,
que estavam dispostos a arriscar tudo.
DECLARAÇÃO
4 DE JULHO DE 1776
ARTIGO 1
Não somos uma nação baseada em sangue ou território.
Somos baseados em ideais.
E ideais pelos quais vale a pena lutar e se empenhar.
Os EUA foram o primeiro país
onde você seria recompensado pelo que fazia, não por quem era.
Foram mesmo.
Por que milhões de pessoas do mundo todo vêm para os EUA?
Porque aqui qualquer um pode se tornar o que quiser.
Acho que é o experimento mais digno
já realizado por qualquer grupo de pessoas.
Foi um experimento que compreendia que evoluiria com o tempo.
O experimento americano é descobrir se é sustentável uma democracia
que respeita direitos humanos básicos,
e isso está sendo posto à prova.
Acho que veremos, neste século, se ela passa no teste.
Vivemos um momento de transição que ainda não compreendemos totalmente.
Na verdade, os debates originais entre os fundadores
nunca foram tão relevantes quanto agora.
A grande força da história é mostrar
que uma das grandes virtudes dos Estados Unidos
é que as pessoas dão um jeito.
QUEDA EM WALL STREET!
Dão um jeito de seguir em frente.
Dão um jeito de achar esperança onde parece não haver esperança
e razões para acreditar onde parece não haver possibilidades.
Esse é o grande pacto que firmamos.
E funcionou bem por 250 anos.
A história está enterrada nas covas mais rasas.
Está sempre mais próxima da superfície do que imaginamos.
O EXPERIMENTO AMERICANO
EPISÓDIO 1: LIBERDADE
Em 1753, não existem os Estados Unidos.
Existem as 13 colônias britânicas na América do Norte,
ao longo da costa atlântica,
cada uma, à sua maneira, conduzindo sua própria diplomacia,
cuidando de seu próprio futuro, expandindo-se à sua maneira.
Mas elas não atuam como um conjunto unido de colônias,
certamente não como Estados Unidos.
Isso nem sequer é um sonho nesse momento.
As próprias colônias nem sequer concordam sobre serem britânicas.
Os comerciantes de Boston
e a elite tradicional da Virgínia e da Geórgia
não concordam sobre seu papel dentro do Império Britânico.
Eles ainda se veem não apenas como súditos britânicos,
mas, de certa forma, como cidadãos de seus próprios países,
chamados Massachusetts, Connecticut ou Nova Jersey.
TREZE COLÔNIAS
Portanto, não é realmente um país.
A América, nesse período, é algo secundário para a Grã-Bretanha,
que está muito mais preocupada com sua tradicional e antiga inimiga:
a França.
Essas duas potências, ambas convencidas de que têm o direito de dominar o mundo,
começam a fazer exatamente isso.
Nas colônias, todas essas forças
convergem para um mesmo lugar:
o oeste das montanhas Apalaches.
A região ao redor de Pittsburgh, na Pensilvânia, até Kentucky.
Terras muito férteis, cheias de potencial.
Quem tem essas terras quer mantê-las.
Os povos indígenas já viviam nas Américas
havia dezenas de milhares de anos.
Havia centenas de nações indígenas soberanas
apenas na América do Norte.
Havia cerca de 50 famílias linguísticas faladas na América do Norte.
Famílias linguísticas, cada uma com muitos idiomas diferentes.
A maior parte das famílias linguísticas não era mutuamente inteligível.
Eram sociedades bem estabelecidas.
Não eram apenas nômades vagando por aí,
tentando sobreviver desesperadamente.
Eram prósperas, tinham aldeias permanentes,
formas de governo estabelecidas, um modo de vida, cultura, religião.
Tínhamos sistemas de governo, modos de vida, histórias de origem.
Tínhamos formas de lidar uns com os outros em termos de sociedade civil
e dos aspectos espirituais da nossa vida.
E isso é importante, porque tudo isso já existia aqui
antes de qualquer europeu pôr os pés neste continente.
Quando os colonizadores chegaram,
eles eram, de certa forma, apenas mais um tipo diferente de povo.
Não houve guerra aberta no momento em que desceram dos navios.
A experiência variou entre as nações indígenas,
mas, sim, houve certo grau de ajuda.
Nossos ancestrais não compreendiam claramente
o que exatamente os colonizadores queriam ali
nem quais seriam as consequências da presença deles.
Eram seres humanos que chegaram à nossa terra
e, por isso, no começo, houve certo grau de hospitalidade.
Os colonos, claro, tinham essa busca por terras.
Estavam atrás dos recursos naturais
presentes em qualquer pedaço de terra do planeta.
Os povos indígenas dali,
os shawnees, os delawares, os mingos e outros,
lutariam para manter suas terras,
que não eram apenas economicamente valiosas, mas sagradas.
É uma daquelas circunstâncias em que alguém que é uma "figura menor",
certamente não o líder de uma colônia, nem o líder de um exército,
acaba desencadeando algo com consequências muito mais amplas no mundo.
Ao longo da história, há evidências de pessoas
que só estavam no lugar certo, ou talvez errado,
exatamente no momento certo, e isso levou a algo maior.
George Washington nasce na Virgínia, em 1732.
Na época, a Virgínia era uma colônia da Grã-Bretanha.
Já existia havia cerca de 125 anos.
Washington nasce como o terceiro filho
de um fazendeiro de posses modestas.
Seu pai morre quando Washington tem 10 anos.
Ele perde o pai, a principal pessoa
que o ajudaria a encontrar seu caminho no mundo.
Teve um impacto enorme nele.
Não há acontecimento mais importante
na juventude de George Washington,
em seus primeiros anos, do que a morte do pai.
Esse é, de fato, o gatilho.
Washington cresce como parte da aristocracia rural da Virgínia,
mas, por causa da morte do pai, ele não tem muitos recursos.
Ele não faz parte da elite tradicional da Virgínia.
E acaba tendo uma vida relativamente difícil, em comparação,
precisando aprender um ofício, tornando-se agrimensor.
Ele queria ascender. Era muito ambicioso.
Washington queria estar no centro da história de seu país.
No começo, não se importava muito com qual país seria esse.
Não via problema algum em ser um súdito britânico.
Os meio-irmãos mais velhos dele foram enviados à Inglaterra para estudar.
George Washington não tinha condições de fazer isso.
Então, voltou sua atenção para a milícia da Virgínia
e para o serviço britânico.
E era uma perspectiva interessante para alguém como George.
Se conseguisse fazer bons contatos, poderia subir na hierarquia.
Se tivesse conhecido George Washington na casa dos 20 ou até dos 30,
talvez não gostasse dele.
O jovem Washington tinha um instinto agressivo
que combinava com o ideal da elite rural.
Aquela atitude de: "Posso fazer meu cavalo saltar por cima da casa inteira."
Havia certa fanfarronice nisso.
Aos 21 anos, Washington foi enviado pelo governador da Virgínia
para entregar uma mensagem aos franceses,
a oeste das montanhas Apalaches: "Esta terra é nossa. Vão embora."
E eles riram dele.
Três oficiais franceses me disseram que seu objetivo absoluto
era tomar posse do Ohio e, por Deus, eles o fariam.
Ele tinha um diário.
Esse diário é uma das poucas janelas que temos para a mente dele naquela idade.
O comandante me disse que o território lhes pertencia,
que nenhum inglês tinha o direito de comerciar naquelas águas
e que tinha ordens para prender qualquer pessoa
que tentasse fazê-lo no Ohio ou em suas águas.
DEZEMBRO DE 1753
O DIÁRIO DE GEORGE WASHINGTON
28 DE MAIO DE 1754
O INCIDENTE EM JUMONVILLE GLEN
Depois ele retorna com um exército
de colonos britânicos e aliados indígenas.
Os franceses têm um grupo ali.
Eles o chamam de missão diplomática.
Washington chama de missão de espionagem.
Tudo termina mal.
Em vez de resolver a disputa diplomaticamente,
tiros foram disparados.
E o líder dessa delegação francesa
acaba assassinado pelos aliados que estavam com Washington.
Isso se torna um incidente internacional.
Washington acabara de supervisionar
o assassinato de um diplomata francês.
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