The first 200 lines.
Aqui está a carta de vinhos.
Se precisarem de alguma coisa é só pedir.
Uma lagosta e um St. Jacques.
Não sei se ainda tem lagosta. Comprarei mais amanhã.
Está correndo tudo bem. O açougueiro está veio cobrar aquela conta.
Foi o Alphonse que me disse. Pois irei falar com ele.
Vejamos.
Está ótima. Ponha um pouco de aipo. Tudo bem.
Não se esqueça da salada para a mesa nove. Tudo bem.
Bettie, desculpe, mas esqueci de anotar a entrada da mesa onze.
Está com a conta de mesa onze? Sim.
Toma.
Jeanne esqueceu do anotar a entrada. Tudo bem, não cobrarei.
Não cansa de ver essas besteiras?
Viu como a mulher da mesa onze comeu?
E olha que esqueci do suflê.
Eu aconselharia aquela baleia a fazer um regime de campo de concentração.
Que maldade! Aceita um chá?
Não, obrigada.
Bettie! Legard ligou para a reunião das misses.
Disse que você ligaria de volta, mas esqueci de te dizer.
Que gente teimosa. Eu disse que não contassem comigo.
Você devia ir. Vai te fazer bem.
Agradeço muito. Até parece que faz falta.
Parece que estou ouvindo você falar quando tinha 18 anos.
Seria uma boa ocasião para começar tudo de novo, não?
Não acredito.
Mais uma roupa de liquidação?
Não é nenhum crime.
Ela tem muito gosto para tecidos.
Para ela é fácil. É só o que faz o dia inteiro.
Cuidado, vai amassar! Dane-se! Dane-se!
Não fique nervosa. Que cara de pau.
Quando ele a deixar ela se dará conta de que fez roupas
para a mãe da amante de próprio marido.
Foi por causa dela que não fiquei mais tempo com ele.
Passava a noite toda costurando em casa.
Minha filha, preciso te contar uma coisa.
Não é uma boa notícia.
Sente aqui.
Etienne deixou sua mulher.
Espere...
Ele conheceu outra mulher...
uma vagabunda de 25 anos. Estudante de estética.
Safada.
Pegou ele direitinho.
Bem, querida...
agora está sabendo.
Quem foi que te disse? Não é possível.
Estive com ele hoje de manhã e ele não disse nada.
Até você ele conseguiu enganar.
Foi a Marise que me contou.
Botou ele para fora de casa.
Mas ela pelo menos ficará com a casa e o Mercedes.
Depois que Maurice morreu você teve tantas oportunidades de refazer sua vida.
Mas não, agarrou-se ao Etienne como um tentilhão à rocha.
Um mexilhão. O quê?
Diz-se um mexilhão, não um tentilhão.
Tanto faz, tentilhão, mexilhão...
Você acha isso engraçado?
Parece até que ficou feliz.
Vamos, não faça essa cara.
Não se trata de uma criança que perdeu uma boneca.
Sou uma mulher apaixonada que acaba de ser traída.
É a única pessoa que conta para mim, que me faz sentir viva.
E eu? Existem outras coisas além de você.
Que eu saiba você não foi obrigada a vir morar comigo.
Não disse isso. Não estou reclamando.
Não sou eu que te sufoco. Você leva uma vida dos deuses.
Entra e sai quando quer. Não te pergunto nada.
Mas se mete na minha vida, acha que é fácil?
Preferia ficar sabendo quando toda a cidade já soubesse?
Te faço um favor e ainda levo bronca.
Poderia pelo menos ter a delicadeza de...
Não venha querer me dar lições de delicadeza entre mãe e filha.
Mire-se a si mesma. Acho melhor mudar de assunto.
Que pena. Afinal você mora aqui com toda a calma...
Quer que eu fique calma? Sim.
Quer que eu fique calma? Sim.
Então pare de se meter na minha vida!
Estou sentindo cheiro de cigarro.
Já era hora de parar.
Não quero sobremesa. Deseja a carta de vinhos?
Não, obrigado.
Um pedido de bouillabaisse à pescadora.
Um rodovalho assado. Tá saindo.
Noel, já falei para prestar atenção nos modelos.
Os cítricos ficam sempre à direita dos cogumelos.
Erwan, cabe a você se encarregar dessas coisas.
Cadê o coquilles St. Jacques da mesa nove?
Está começando a pegar. Fogo alto demais.
Faça assim que desfaz logo.
Pronto.
Já volto.
Ai, que droga!
Bom dia, o senhor teria um cigarro, por favor?
Sinto muito, esse é meu último.
Não tem nenhuma tabacaria aberta?
Não, não...
Bem, obrigada.
É preciso compactar direitinho.
Está ótimo.
Estou olhando porque nunca consegui enrolar tabaco assim.
Na verdade é só ter prática.
Com certeza.
Com a idade os dedos não são mais os mesmos.
É verdade.
Mas assim que estiver pronto pretendo fumá-lo.
Pronto. Está ótimo.
Sim, mas...
Mas não é tão fácil.
Parece estar bom. Se estiver pronto vou fumar.
Está pronto.
Ainda está meio solto.
Não tem problema. É só selar e tudo bem.
Dá para quebrar o galho.
Pode selar agora.
Obrigada.
Obrigada.
Muito obrigada.
Parece que tem coisas voando em volta da minha cabeça.
As andorinhas.
Não existem mais andorinhas.
Aqui tem muitas.
Muitas.
Deve deixar as portas abertas.
É verdade.
Preciso estar sempre atento.
Este ano a friagem deu muito trabalho.
Sim, esse inverno foi longo.
É, não faz quinze dias ainda estava tudo congelado.
Por mais que tenha parado de nevar... Sim, sim...
A geada. É.
Não estragou suas plantações?
Sim, o milho queimou todo.
O senhor mora sozinho aqui na fazenda?
Sim.
Nunca se casou? Não.
Nem noivo?
Não.
Eu já fui casada.
Uma vez.
Eu tive uma companheira quando eu era jovem.
Ela morreu com 21 anos.
Vinte e um anos? Sim, de tuberculose.
Tuberculose naquela época era sério.
É. Hoje em dia ainda tem remédio, mas...
Eu a amava muito. Como ela sofreu.
Ela disse que eu não me casasse. Que ficasse sossegado.
Então eu segui seu conselho.
Por favor. Sabem onde posso comprar cigarros?
Sei, sim, mas domingo é impossível.
Nenhum lugar mesmo?
Só a 50 km daqui. É tem um bar aberto.
Aos domingos só nos motéis. Lá você pode encontrar.
Segue em frente depois vire à direita...
Siga as placas...
Bom dia. Bom dia.
Desculpe incomodá-la.
Mais dois, por favor.
Me chamo Christine.
Estávamos falando que você parecia meio sozinha aqui no bar.
Estamos num grupinho ali e seria um prazer se viesse sentar-se conosco.
Topa? Sim, claro.
Traga mais dois.
Essa é a Bettie.
Apresento-lhes as meninas.
Nanou...
Jackie. Nicki.
Edwiges.
E eu me chamo Bettie. Prazer. Você está perdida?
Não moro longe. Sou de Concarneau.
Então está aqui de férias?
Não, vou visitar minha mãe na casa de repouso.
Mesmo assim é longe. Na Alsácia.
Lá na Alsácia? É um bom pedaço.
É verdade. Não podia trazê-la para mais perto?
Ela não quer sair de lá.
Esse é o problema.
Veio parar aqui porque se perdeu?
Não. Parei para comprar cigarros.
Se vai esperar o Marco será bem servida...
Você vai lá regularmente?
Onde? Ver sua mãe.
Ah, sim. Tento ir uma vez por mês, depende.
Gente velha é um problema danado.
Obrigada.
Elas se sentem melhor morando no cantinho deles.
No início a sensação é de que se está abandonando eles.
Sua mãe está sendo bem tratada?
Sim, sim.
Tem outras pessoas no quarto?
Não, é individual.
Que sorte, pô.
Sua mãe também está em casa de repouso?
Sim. Meu irmão se encarrega dela. Ela mora aqui perto.
No começo ele quis ficar com ela mas percebeu que não dava pé.
Precisaria de atendimento médico, adaptar a casa...
higiene, cuidados. Não teve jeito.
Ainda precisamos comprar seus cigarros.
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