The first 200 lines.
OTL Releasing
apresenta
uma produção BH Production
e Goldpost Pictures,
em colaboração com Automatik Entertainment,
Nervous Tick
e Film Victoria.
Upgrade.
Pronto, vamos lá.
Eu amo-te.
Não podes ser idealista e capitalista, Asha.
Tens de escolher um lado.
-Acho que posso. -Não podes. Estou a dizer-te...
-A chegar a sua casa, Asha. -Salva pelo meu carro.
Adeus, Handley.
-Meu Deus! -Está bem, Asha?
Estou ótima.
O marido assustou-me.
Tens noção de que estás a falar com um carro, certo?
Passo a vida a ouvir-te falar com o teu. Pelo menos, o meu responde.
Vejo que andas a trabalhar no duro.
Bem-vinda a casa, Asha. Lista de reprodução noturna um.
A temperatura no interior é de 22 graus e a parede de energia está 86% carregada.
-Além disso, acabaram os ovos. -Obrigada, Kara. Encomenda.
Na verdade, hoje fartei-me de trabalhar.
Aliás, aquela é uma cerveja de comemoração.
-A sério? -Sim.
Hoje meti o bloco do motor no Firebird. Terminei-o. Queres ver?
Não faço ideia do que acabaste de dizer.
Eu também não sei em que trabalhas, esposa, por isso, estamos quites.
Sim, mas passar o dia em casa, a brincar com carros, é trabalhar, Grey?
Não sei. Não sei mesmo.
Essa doeu. Doeu a sério.
Sabes o que mais?
Estou a habituar-me a seres tu a usar as calças cá em casa.
-A sério? -Sim.
-Estou a acostumar-me. -Para.
Sabes que não as vou devolver, por isso...
-Aposto dez dólares em como as tiro. -Não, para!
Queres imprimir uma piza?
-Queres fazer uma piza? -Parece dar muito trabalho.
Tenho de entregar o carro a um tipo. Está pronto.
Está bem, diverte-te.
Como assim? Tu vens comigo.
-O quê? -Sim.
Preciso que me tragas naquele teu carro de brincar.
Fica a 45 minutos daqui.
Ainda carrego num botão e vou parar ao Canadá.
-Tenho trabalho para fazer. Não posso. -Não podes ser sempre do contra.
Vens comigo e acredita, vais querer ver a casa deste tipo.
Confia em mim.
Então, ele mora atrás das pedras?
Não, espera e já vês.
-A sério? -Sim.
-Tu primeiro. -O quê?
Isto é incrível.
Eron, amigo.
Tenho o Firebird lá em cima. Está pronto.
-Vieste cedo. -Sim, eu...
Eu conduzo depressa. O que é isso em que estás a tocar?
É a minha nuvem.
Eron,
quero apresentar-te a minha esposa, Asha.
Olá. Prazer em conhecê-lo.
Sim. Olá.
Olá.
Espere, é o Eron Keen?
É o dono da Vessel Computers. Meu Deus.
O meu marido não me disse quem eu iria encontrar. Eu...
Adoro a sua empresa. Fazem coisas incríveis.
Eu também trabalho no ramo. Trabalho na Cobolt.
Especializamo-nos em membros robóticos para soldados feridos.
Ainda não somos nada como a Vessel, mas lá chegaremos.
Não, não chegarão.
Eu vou mostrar-lhe porquê.
Siga-me.
Quero apresentar-lhe o meu presente
e o futuro do resto do mundo.
Chamo-lhe "Stem".
Isso é uma barata incrível.
-O que faz? -Literalmente tudo.
Pode guiar seja o que for, falar com o que for, calcular o que for.
É um cérebro novo e melhorado.
Consegue fazer bebés e jogar futebol?
Consegue fazer coisas que beneficiarão a sociedade.
Tu sabes ao que ele se refere.
Só estou a dizer que há coisas que as pessoas fazem melhor.
Tu olhas para aquilo e vês o futuro,
e eu olho e vejo dez tipos no desemprego.
Devias tentar não discutir com ele. É o teu último cliente pagante.
Por favor, não mexa no volante enquanto o carro está em movimento.
Pronto, o que vai fazer um tipo como eu quando a engenhoca dele começar
a tomar conta do mundo?
Sentas-te e desfrutas? Vem cá.
Sabes, até há
algumas vantagens em não ter de olhar para a estrada.
A sério?
Para onde vou eu olhar?
Por favor, coloquem os cintos de segurança.
Não tem piada.
A sair da autoestrada 601.
Espera, onde estamos?
Deve estar a evitar o trânsito.
Espera, não. Desculpa, este é...
Este é o meu antigo bairro. Foi aqui que eu cresci.
Sim, isto é New Crown.
Vamos na direção oposta da nossa casa.
-Kara, leva-nos para casa. -Lamento, ocorreu um erro.
ALERTA Erro de piloto automático
-Regressa à autoestrada. Destino casa. -Lamento, ocorreu um erro.
-O quê? -Para. Carro. Carro. Para.
Carrega duas vezes no travão.
A virar à esquerda.
-Raios. Para. -Deixa-me tentar uma coisa.
Vamos um bocado depressa. Não é suposto ser...
Merda!
Ocorreu um acidente.
Por favor, mantenham-se sentados até novas instruções.
Os serviços de emergência foram contactados.
Grey!
Estamos cá para ajudar.
Querida?
Leva-nos...
-Para trás! -Fica aí, parceiro.
Estamos a ser filmados, idiotas. Toca a despachar!
A TRANSMITIR DADOS
O que estás a fazer? Volta a pôr a máscara!
Olhem, podem levar a minha carteira. Levem os nossos cartões. Podem levar tudo.
Obrigado pela autorização.
Não lhe toque!
Olhas para mim e vês um monte de esterco no sapato, não é?
Uma mulher instruída como tu,
a olhar com sobranceria para um inseto ignorante como eu.
Não!
Não!
Quatro hostis, dois deitados.
Asha!
Asha...
Até que a morte nos separe.
Asha. Não consigo chegar a ti. Não me consigo mexer.
Asha.
Fica comigo, está bem? Olha para mim, querida.
Eu estou aqui.
Estou aqui, está bem, Asha?
Eu estou aqui.
Não, Asha. Asha, não, por favor...
TRÊS MESES MAIS TARDE
Tudo o que foi instalado apenas lhe permite levar
uma vida mais normal.
Estes braços robóticos são capazes de lhe preparar refeições.
Digamos que queria um batido proteico.
Bastaria dizer "batido proteico".
A sua mãe também tem controlo de voz sobre os braços.
Quer fazer as honras, Pam?
Claro.
Batido proteico.
Meu Deus!
Aí está.
Acho que nós agora já conseguimos.
-Está bem. -Eu acompanho-a à porta.
Obrigada.
Carregamento concluído.
Está aí, Grey? Deseja algo?
Posso perguntar se a Asha jantará connosco?
Não tens de ficar aqui dia e noite, mãe.
Estas máquinas que instalaram fazem tudo por mim.
Eu sei.
Está tudo bem.
É isso.
Detetive Cortez.
Olá, Pam. Olá, Grey.
Muito bem, é aqui.
-Pode sentar-se aqui. -Obrigada.
Eu sou de New Crown, Grey. Tal como você.
Andei no Liceu Hellier.
Então, o que descobriram?
Muito bem.
Sei que estava ansioso para vir cá
e ver como procedemos e eu acho isso ótimo.
Sou uma pessoa de contacto direto. Não piloto estes drones.
Gosto de meter as mãos na massa.
-Bater nas portas... -Quem são estes tipos?
Ainda não sabemos.
Tenho uma lista de suspeitos naquela área
e esta semana trouxe duas pessoas para interrogatório.
Está a dizer que têm estas coisas
a voar por cima de nós,
que leem os chips de identificação, mas que não servem para nada.
Não. Digo, sim, eles funcionam. Mas não é assim tão simples.
Os criminosos conseguem contorná-los.
Se encontrarem as pessoas certas,
os criminosos conseguem criar uma firewall à sua volta
que impede os nossos drones de os identificar.
Acredite que eu compreendo a sua frustração...
Eu sei que já não consigo atar os meus sapatos,
mas não precisa de falar comigo como se eu tivesse três anos.
Grey, ela está a tentar ajudar.
Eu vou trabalhar na minha lista
e se quiser trabalhar comigo, vamos encontrá-los.
Como posso trabalhar consigo? Nem me consigo pôr de pé.
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