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Hoje, vamos fingir ser árvores.
Vamos ser altas, maravilhosas,
árvores verdejantes com uns ramos muito longos e folhas exuberantes.
Podem-se levantar.
Que barulho é este? Conseguem ouvi-lo?
- Vento. - Vento.
E de repente...
há uma tempestade.
- Adeus. - Adeus.
- Olá. - Olá.
Como está a correr a procura de casa?
Sim, está a correr bem. Tem sido uma azáfama.
Segue o meu conselho, compra agora, o mercado está em altas.
Pois, nós vamos ter com agentes imobiliários mais tarde...
Não fiques para trás, Gemma.
Está bem. Adeus.
Quem fez isto aos pobres passarinhos?
Não sei.
Talvez tenha sido um cuco.
Porquê?
Porque precisava de um ninho.
Porque é que ele não faz o seu próprio ninho?
Porque é a natureza, é assim que as coisas são.
Não gosto de como as coisas são. É horrível.
Ora, é só horrível às vezes.
Molly.
- Adeus, Sra. Pierce. - Adeus.
Ora viva, senhorita. Aproxime-se mais um pouco.
Vá lá, o Sr. Árvore quer conhecer-te.
Muito bem. Isso mesmo.
A minha casca.
Olá.
Então, como me saí no jogo da árvore?
- Pois, és muito medíocre. - Isso é bom.
Que cena triste.
É cruel.
Pronto, já está.
Vá lá, tem respeito.
- Foste tu que os mataste? - Não, não os matei.
Sou um profissional. Como te atreves?
- Um profissional anormal. - Sim, mas profissional.
Um dia vou ter o meu próprio carro.
Vais ver, vou ter uma grande carrinha de jardineiro cheia de lama.
- Parece-me excelente. - Sim.
Vais mudar de camisola?
- O quê? - A tua camisola.
- A sério? - Sim.
- Merda. - Cheiras mal.
A sério, a tua mãe é também a pior infractora.
- Ela raramente vai lá. - Ela está sempre lá.
Ela veio com um apartamento.
Pois.
Olá.
Nós estamos...
à procura... - Sim.
de algo... - E tu és?
Chamo-me Gemma. Este é o meu namorado, Tom.
Viva. Como vai isso?
Gemma e Tom, é um prazer conhecê-los.
Também é um prazer conhecer-te, Martin.
Yonder é uma maravilhosa criação.
Um ambiente tranquilo e práctico
tem tudo o que precisas e tudo o que queres.
E quanto aos preços,
não admira que estas casas estejam a desaparecer.
Sei no que estão a pensar.
Subúrbios.
Mas há mais em Yonder do que o que vês nestas imagens.
Temos pessoas adoráveis,
todo o tipo de pessoas prontas para se mudarem para lá.
Vai ser uma comunidade diversificada.
Algo diferente, uma agradável combinação.
Onde se localiza?
É perto o suficiente.
E longe o suficiente.
É a uma distância perfeita.
Podemos ir vê-la se quiserem.
Têm transporte?
- Merda. Infelizmente... - Sim, temos, está lá fora.
Óptimo. Vou buscar as chaves. Podem seguir-me.
Podemos marcar para uma data mais tarde se preferirem.
Mas, como disse, as casas em Yonder
podem não estar disponíveis por muito tempo.
- Certo. - Não é propriamente
o que estamos à procura, mas...
- Suponho que... - Vale a pena ver?
Óptimo. Então, estamos todos felizes.
Céus, Martin, és um cabrão estranho e persuasivo.
Prontos?
- Sim, estamos prontos, sim. - Pronta.
Pare com essa correria
Está na hora de fazer o correcto
Pare com essa correria
A armar problemas na cidade
Rudy
Uma mensagem para ti, Rudy
Uma mensagem para ti
Pronto. Vamos lá.
YONDER AGORA ESTÁS EM CASA
CASAS FAMILIARES DE QUALIDADE SEMPRE
Uma mensagem para ti, Rudy
Uma mensagem para ti
Estás a envelhecer a cada dia
Queres pensar no teu futuro
Ou podes acabar na prisão
Certo.
Vamos despachar isto.
Está bem.
- Bem-vindos a Yonder. - Obrigado.
A número nove.
Muitas casas têm a pretensão de serem ideais.
Mas estas casas são mesmo ideais.
Por favor, avancem.
É quente.
- É uma... - Sim.
A sala-de-estar. Uma divisão para se viver.
Memórias serão realizadas neste espaço amplo
dentro destas paredes.
Venham.
É excelente.
Adoro o seu tom único.
Um presente de boas-vindas.
Eu vou conduzir.
- Talvez queiram um morango. - Não, eu vou conduzir.
Azul para um menino.
Têm tudo planeado.
A número nove não é uma casa passageira.
Esta casa é para sempre.
Um ambiente perfeito para uma família jovem.
Têm filhos?
Não. Ainda não.
Não. Ainda não.
O quarto principal.
Sim.
Acompanhem-me até ao jardim das traseiras.
Um refúgio da natureza.
É óptimo. É bonito.
- Sim. - Se quiseres...
morar aqui, tem muito espaço.
Quando é que as pessoas se começam a mudar para aqui?
Martin?
Martin?
Olá?
Nada.
O carro dele desapareceu.
- O carro dele desapareceu. - Óptimo.
Vamos embora.
Tudo bem.
Adeusinho.
- Aquele tipo era tão estranho. - Sim.
Espera. Não, não me parece ser o caminho certo.
Sim, foi por aqui que viemos.
Não, é?
Sim.
Espera.
- O quê? Achas que era lá atrás? - Sim, acho que era lá atrás.
Deixa-me ver o que há por aqui.
A número nove outra vez.
Será que andamos às voltas?
Mas que raio?
Espera, nós... Nós deixámos a porta aberta?
Como é que...
Queres que conduza?
- Não, eu estou bem. - Ai sim? Estás bem?
Porque acho que estamos literalmente a andar em círculos.
Tom.
Pronto.
Deixa-me conduzir.
O quê?
Que diferença isso fará?
Pronto, vamos. Deixa-me entrar.
- Queres entrar? - Sim.
- Queres entrar no carro? - Sim.
- Que idade tens? Seis? - Sim, tenho seis anos.
Vá, chega-te para lá.
Tudo bem.
Eu deixo-te entrar.
Entrar no carrinho.
Pronto. Vamos.
SEM SERVIÇO
Tens o teu telemóvel?
Sim.
SEM SERVIÇO
Alguma coisa?
Não, não há rede em nenhum deles.
Excelente.
- Tom. - Que é?
A número nove outra vez.
Foda-se.
Não vais fazer isso no meu carro.
Vou abrir a janela.
És tão idiota.
Um pouco, estou stressado.
Pronto, vamos. Obrigado.
A número nove.
Porque raio continuamos a ver a número nove? Não vi um único carro.
- Não há aqui ninguém. - Se vir outra fila de casas verdes,
vou perder a cabeça. - Quem é que vive neste sítio?
Esta merda não é possível.
- Não é possível. - Nós viemos por aqui...
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