The first 180 lines.
- Oh, meu Deus! Oh, meu Deus! - Foge.
- Para onde? - Para longe!
- Alguém viu? - Continua a andar.
- O que faço com a arma? - Arranjamos um sítio para a descartar.
- Na floresta? - Vês alguma floresta por perto?
Tem lá calma!
Desculpa. Estou um bocado abalado.
Acabei de me mijar. Espera, a arma, a arma!
Achas que ele está morto?
- Provavelmente. - Gaita, matei um gajo.
Pois mataste.
Não é uma boa altura. Diz, 408.
Espera, a arma.
Sim, eu sei.
O jogo do Havai ainda não começou.
Sim, trezentas biscas no fim.
Está anotado.
Como se isso lhe salvasse o sábado. É uma má aposta!
Caguinchas de merda.
Não estás enganado.
- Foi fatela, Hector. - Eu sei.
Sinto-me mesmo mal.
Cintos de segurança.
A porra dos cintos de segurança são uma merda.
Escusado será dizer que não vou cobrar.
A tua sorte é eu não estar numa onda de massacre.
- Então, o gajo está morto? - Sim, provavelmente.
- Queres que passe por lá para ver? - Não, leva-me a casa.
- Tu também, Ray? - Sim.
- Qual será o caminho mais rápido...? - Primeiro o Ray e depois eu.
A sério?
Não seria mais rápido apanhar a 405 e sair em La Cienega?
Há obras na 405, vamos evitá-la.
Vocês tiveram uma noite em cheio. Eu e o Google Maps tratamos disso.
Obrigado.
- Alguém aceita uma água? - Conduz e cala-te.
Encosta.
- Porquê? - Faz isso.
- O que estás a fazer? - Estou a livrar-me da arma.
- Estás a brincar comigo? - O que foi?
- Ainda consigo vê-la. - Não deu para apanhar balanço.
Não podes deixá-la ali. Tenta outra vez.
- Abre o carro, idiota. - Culpa minha.
Estes sapatos são novos.
- Tenta outra vez, Alice! - Está bem assim.
Atira como se fosses para a prisão. Para sempre.
Odeio a minha vida.
Estás satisfeito?
BOOKIE
LIMONADA
Precisamos de falar.
- Podemos falar? - Tive uma noite difícil.
Pode ser de manhã?
De manhã tenho de acordar o Anthony, dar-lhe o pequeno-almoço,
levá-lo à escola, fazer Pilates, depois tenho de abrir a loja...
Está bem, fala.
Não, estás cansado.
Ia pedir desculpa por há bocado, mas que se lixe.
Vai-te lixar. Que se lixe tudo.
Está bem.
É possível que eu seja mais feliz na prisão.
Olá.
Como estás?
Ia preparar uma tigela de cereais. Queres?
Parece-me boa ideia.
Como estão a correr as coisas na escola?
Tudo na mesma.
- Eles deixam-te em paz? - Mais ou menos.
O que achas de arranjarmos um gato?
Não sei, parceiro. Sou bastante alérgico.
Já arranjaste um, verdade?
Sim.
- Bom dia. - Bom dia.
- Estás bem? - Sim, porquê?
Estás com olhos de carneiro mal morto como se alguém tivesse morrido.
Valha-me Deus Nosso Senhor, morreu alguém?
Não, claro que não.
- O que vais fazer hoje? - O mesmo de sempre.
Vou trabalhar com o Danny.
Não te chateia que aquele italiano possa estar a usar-te?
- Ninguém me está a usar, avó. - Toda a gente te usa.
As tuas ex-mulheres, os teus amigos reles
cheios de esquemas para ganhar dinheiro.
E não te esqueças que eu estava presente
quando aquele gordo sardento te convenceu a jogar em Provo, Utah.
Tive uma boa educação na Brigham Young.
Boa educação?
Quanto é que ganhaste na NFL? Nove, dez milhões de dólares?
Aqueles mórmones nem te ensinaram a passar um cheque.
- Já acabaste? - Estou só a aquecer.
Tens de despachar esse Danny Calamari.
Colavito.
- Esse nasceu para a corda. - O Danny é meu amigo.
Eu confio nele. Fim da história.
Fim de qualquer coisa.
- Queres rabanadas? - Sim, senhora.
É escusado seres estúpido e teres fome.
Como assim, a que cheiram? São cogumelos.
Cheiram a um bom risoto.
Não sei. Os cães do aeroporto devem andar à procura de bombas.
Se estás tão preocupado, pergunta à tua namorada
se está disposta a usar o rabo como mala.
Tenho de ir, diverte-te no Cabo.
Aqui estão as apostas de ontem à noite e desta manhã.
- Olha que caligrafia tão bonita. - Deixa-me ir para aí.
Porquê? O que queres?
O Classe G que aceitei como pagamento? Estou à procura do tipo.
- Porquê? - Foi rebocado.
Deixa-me adivinhar. Em vez de lhe cortares os tomates,
queres ter uma conversa com ele. - Eu quero que me paguem.
Os tomates não são moeda.
Um facto engraçado, ninguém na NFL usa coquilha.
- Todos os dias há tomates lesionados. - E isso é pertinente?
Desculpa. Só estou a partilhar uma informação.
Contribuiu para a nossa felicidade. Obrigado, Ray. Vamos.
- Quando lhe vais contar sobre nós? - Por mim, nunca.
É por isso que vocês se dão bem. São os dois coninhas.
- Vou ver a tua mais logo. - Podes crer.
Não te importas?
O que preferes? "Song Sung Blue"?
Algo com uma mensagem positiva e menos palavras começadas por "P".
Por falar nisso, há novidades sobre o nosso "P" morto?
Nada. Não percebo. Devia ser notícia em todos os canais.
Um drogado negro é baleado na baixa de Los Angeles.
Só passa nas notícias se ele sangrar para cima de um branco.
- Triste realidade. - É a realidade há 400 anos.
Os italianos também não tiveram uma vida fácil neste país.
Não vás por aí.
É verdade.
Estou?
- Sou eu. - Queres ser um pouco mais específico?
O Hector.
O que contas, Hector?
Estou aqui no... epicentro, se é que me entendes.
- E então? - Nada.
Nenhum polícia, nenhum cadáver, nenhum contorno de giz.
Nenhum daqueles cones de plástico que vemos nas séries.
- Isso é impossível. - O quê?
Ele está no sítio onde matei o tipo. Não há lá nada.
- Isso é impossível. - Foi o que eu disse...
E sangue? Vês sangue?
Não consigo ver daqui, mas parece que não se passou nada.
Espera aí. Disseste que eu matei o tipo.
Verdade seja dita, quando ele caiu, fechei os olhos e disse:
"Valha-me Deus Nosso Senhor!" - Meu Deus...
Ambos o vimos no chão, ele não escorregou.
Talvez o tenhas ferido e ele tenha saído dali...
Como se diz? Por vontade própria.
Caramba, se calhar não tenho sangue nas mãos.
- Obrigado, Hector, devo-te uma. - Boa. Dá-me trabalho.
- A fazer o quê? - Quanto dinheiro apostam em futebol?
Pouca coisa.
Porque vocês, meus amigos, não falam a língua do golo!
- Olá. Viemos falar com o Bobby Knox. - Quem devo anunciar?
Pode fazer-nos um favor? Queremos fazer-lhe uma surpresa.
É o grande dia.
Penthouse. O elevador é à esquerda.
Obrigado.
Eu guardo-lhe uma fatia.
Como queres fazer isto?
Saímos daqui com o dinheiro ou arrastamo-lo até ao banco.
Plenamente de acordo.
Será que detetei uma faísca entre ti e a miúda da receção?
Sim, havia ali qualquer coisa, certo?
Talvez ela possa ser a mãe do teu décimo primeiro filho.
- Porque disseste isso? - Estava a brincar.
Foi uma picadela, como se costuma dizer.
Dá para os dois lados. Experimenta.
Ando a comer a tua irmã.
Não lhe façam uma mamada, que ele não paga.
Está alguém?
Bobby?
- Lá fora. - Merda.
Talvez não fosse mal pensado sairmos daqui.
- Ele deve-nos 38 mil dólares. - Ele não pagou um broche, Danny.
- Achas que nos vai pagar? - Temos de tentar.
- Olá, Bobby. - Olá, Danny. Ray.
Olá.
- Qual é o plano? - O que te parece?
- Parece que vais saltar. - Danny.
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