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REMÉDIO PARA A VIDA
- Olá, Dae-yeong. - Olá, que contas?
Nada de mais.
Acabo de ver que fui pago.
E então? Foste mal pago? Deves ter recebido a quantia certa.
Não liguei por isso.
Quero pagar-te um copo com o primeiro ordenado.
Anda. Vamos beber um copo.
Ouve, lamento.
Acabei de comer. Estou satisfeito.
Estou em casa dos meus pais e fizeram umas costeletas ótimas.
Até comi duas doses de arroz.
Isso quer dizer que não podes sair agora?
Não, tenho leitura para pôr em dia.
Estou ocupada agora.
Queria muito gastar o meu ordenado.
- Vais mesmo recusar? - Ouve, lamento.
Estás livre este fim de semana?
A minha mãe e o Jin-woo vão visitar a minha tia em Geoje.
Estou livre. Queres sair e beber até cair?
Não sei. Acho que estarei com o Jeong-woo.
Mas vivem na mesma casa e trabalham no mesmo lugar.
Evitamo-nos no trabalho.
Os colegas não sabem que namoramos.
Não acredito. Namoram em segredo?
Que divertido.
Mais do que isso, sinto-me feliz.
Não quero sair do lado dela.
Vemo-nos no gabinete e no bloco operatório.
Vamos e voltamos juntos do trabalho. Deve ser por isto que as pessoas namoram.
Tenho motivos para viver. Sinto-me tão vivo.
Se vais continuar a aborrecer-me, é bom que me pagues as contas.
A propósito,
devo continuar a fazer-me de parvo sobre vocês?
A Ha-neul quer assim.
Quer?
Porquê?
Tem vergonha de ti?
Estou só a ser cuidadosa.
Não quero causar constrangimentos no trabalho.
Certo. É melhor terem cuidado.
Boa sorte com o namoro em segredo.
Deve ser bom.
Se tens inveja, faz o mesmo.
- Com quem? - Isso é problema teu.
Esquece. Vamos beber este fim de semana.
- Vou pensar. - Vejo-te na clínica amanhã.
Conversei tanto tempo que o chá ficou frio.
Tudo bem.
Adoro.
Quis dizer que adoro chá frio.
Tudo bem. Não disse nada.
Porque estás a tremer?
Deixa-me servir-te.
Está bem.
REMÉDIO PARA A VIDA
O que andas a fazer?
Vim levantar dinheiro e estou a voltar.
Sim, é dinheiro para a tua mãe.
O quê? Porque lhe vais dar dinheiro?
Ela está sempre a dar-me coisas.
Sempre quis compensá-la com o meu primeiro ordenado.
Mas sabes que mais?
É estranho.
- O quê? - Sempre ganhei dinheiro.
Mas, desta vez, é especial.
Exato. Sinto o mesmo.
A propósito, tens algo para mim?
Para ti…
- Quero que me dês tu algo a mim. - O quê?
Também deves ter recebido. Paga-me algo.
Não recebi muito porque sou paga à cirurgia.
Tu ganhas muito mais do que eu. Paga tu.
Não, paga tu primeiro.
Porque é que…
Certo.
Vamos tirar à sorte amanhã e decidimos.
Está bem.
Certo. Dorme bem e até amanhã.
Adeus.
Raios!
Assustaram-me. Achei…
Aproximaram-se agora? Estavas a ajudá-lo?
Não tens nada com isso. Tens de vir connosco.
Aonde?
- Já vais ver. - Esperem, o que se passa?
O que é isto?
Quero ir para casa!
Esperem! O que foi?
Porque me trouxeram aqui, assim de repente?
Temos algo importante a discutir.
Jeong-woo, soube que andas com a Ha-neul.
Certo. É verdade, tio Tae-seon.
Não sou apenas um tio.
Quando o meu cunhado morreu, a minha irmã
decidiu vender a fábrica e mudar-se para Seul.
Fechei logo o restaurante e segui-a para cá.
Sabes porquê?
Sabia quão perigosa Seul podia ser,
por isso não os podia deixar vir sozinhos.
- Certo. - A sério?
Não foi por o milmyeon ser mais especial cá…
Seja como for, preocupo-me muito com a minha família.
Posso ser tio, mas também sou uma figura paterna para a Ha-neul.
Sei disso.
Então, como figura paterna, posso fazer-te perguntas?
Claro.
- Qual é o teu peso e altura? - Meço 1,83 m e peso 68 kg.
Somos muito parecidos.
Não tens nenhuma doença, pois não?
- Nada disso. - O que faz o teu pai?
É cirurgião cardiotorácico, tal como a minha mãe.
- São ambos médicos? - São.
É bom que não menosprezes a Ha-neul por isso.
Isso nunca vai acontecer.
- E… - Pagaste as tuas dívidas?
Essa foi uma pergunta indelicada.
Só alguém estúpido como eu podia perguntar.
Estavas morto por saber.
Jeong-woo, é verdade que gostamos de ti.
Mas pergunto isto porque não quero que a Ha-neul sofra.
Ela tem de te ajudar com as tuas dívidas?
Nada disso.
Isso não vai acontecer.
Ainda tenho algumas, mas, ao trabalhar, pago tudo num ano.
Estou a ver.
Sim.
Mas és inocente, não consegues recuperar o dinheiro?
Bem… só saberia se entrasse com um processo.
Mas estou muito cansado para isso.
Compreendo. Esses processos e ir a tribunal deve ser cansativo.
Bebe primeiro.
Trouxemos-te aqui
para te pedir que trates bem a Ha-neul.
Se se derem bem, vão encontrar a paz de novo.
Obrigado.
Saúde.
Bebam.
Não parem de beber. Saúde!
Céus, o chão parece gelatina. Estou a morrer.
Estás bem, Jeong-woo?
Sim, estou.
Jeong-woo.
Trata bem a Ha-neul, por favor.
Sim, senhor! Vou tratá-la bem.
Não a trates só bem.
Trata-a muito bem!
Nesse caso, vou tratá-la muito bem!
Nesse caso,
compra-lhe um esquilo de peluche.
O quê?
Isso mesmo.
Ela tinha um peluche que ficou sem cabeça. Era castanho.
- Era assim. Mesmo assim. - Assim?
Podes comprar-lhe algo parecido?
Claro!
Vou comprar-lho agora.
Muito bem.
Céus!
És muito desenrascado.
Compraste-o logo.
Nunca fui procrastinador.
Nesse caso,
podes comprar-lhe hotteok?
Para de lhe pedir que compre coisas.
Ela adora hotteok.
Então.
Tenho dinheiro para comprar.
Céus!
Três mil wons. Não.
Até posso gastar 5 mil.
Muito bem.
Olá.
Olá, senhora.
- Quero 5 mil wons de hotteok. - Claro.
E vocês?
Também querem?
- Claro. - Aceito.
Muito bem.
Cada um come um.
Muito bem. Podem usar estes copos.
Claro.
É bom e está quente.
É mais saboroso quando ainda está quente.
Céus, está quente.
- Tu também, Ba-da. - Está quente.
Come enquanto está quente.
Obrigado.
A propósito, e se a Ha-neul ficar chateada por ter ficado tão bêbedo?
Vai ralhar muito comigo.
Não te preocupes.
Os homens podem embebedar-se de vez em quando.
Não tenhas medo dela.
É bom que ela não grite contigo.
Não ficarei quieto se o fizer.
Eu sabia.
Jeong-woo.
Nós os três somos um só.
- Um! - Isso.
Aqui têm.
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