The first 200 lines.
No decorrer da história americana,
em época de crise ou ameaça,
o governo dos Estados Unidos
apela para medidas extremas
em nome da segurança nacional.
1798 - O Congresso aprova as leis de Estrangeiros e de Sedição.
1862 - O presidente Abraham Lincoln suspende o direito a habeas corpus.
1919 - O procurador-geral A. Mitchell Palmer
inicia buscas aos lares de estrangeiros suspeitos.
1942 - O presidente Franklin Roosevelt coloca
japoneses americanos em campos de detenção.
1945 - A Câmara dos Deputados
estabelece permanentemente o Comitê de Atividades Antiamericanas.
Ouvi um estrondo e o prédio começou a cair!
- Meu Deus! - Parece um segundo avião.
- O exército dos EUA iniciou ataques. ...casos de antraz...
Precisamos de todas as ferramentas disponíveis que respeitem...
- Meu foco é levar a Al-Qaeda â Justiça. ...e cidadãos americanos.
Digamos que, em teoria, o governo dos Estados Unidos
pudesse livrar o mundo do terrorismo para sempre,
mas só se, por um único dia,
vocês abandonassem todos os seus direitos de cidadãos americanos.
24 horas sem direitos. O que diriam? Concordariam?
É claro.
Certo. O governo diz que poderia livrar o mundo do terrorismo para sempre
se vocês abandonassem os seus direitos
por uma semana.
Concordariam? Vamos, uma semana.
Uma semana, certo?
Um mês?
Um ano? Um ano.
Só um ano.
Dez anos?
- Dez anos. - Não.
Uma vida inteira.
Definitivamente não. De jeito nenhum.
Em breve...
Desculpe, desculpe.
Não está â vontade?
Aposto que não está â vontade.
Promete se comportar?
Assim é melhor.
Sou funcionário público.
Estou aqui para servir.
Por que estou aqui?
Você se machucou quando os guardas a prenderam?
- "Prenderam"? - Ordenei que fossem respeitosos.
Por que fui presa? Não fiz nada errado.
Péssimo hábito. Não é saudável.
Ouça, sei que sou estrangeira,
e, como tal, posso não estar ciente de toda a sua legislação,
mas juro que não consigo nem imaginar que crime cometi.
- Há quanto tempo está no país? - Um ano. Talvez um pouco mais.
Talvez não seja tempo suficiente para aprender nossas leis.
Não todas elas. As básicas.
As que são comuns em toda parte.
- Contra homicídio e roubo... - Talvez tenha me expressado mal.
Você não foi presa, e sim trazida para questionamento.
Um interrogatório?
Uma entrevista.
Por eu ser suspeita?
Objeto de um inquérito.
Uma investigação
de crimes,
alguns dos quais talvez ainda não foram cometidos.
Acha que posso cometer um crime?
Qualquer um é capaz,
dadas as circunstâncias favoráveis.
Minha própria mãe
foi presa por roubar em lojas.
E ela é idosa.
Não tenho antecedentes criminais,
nunca fui presa nem aqui, nem no meu país.
Que bom.
Gostaria de falar com um advogado,
entrar em contato com a minha embaixada.
Por quê?
Porque, sem conhecer a legislação local, temo que...
Vá se auto-acusar?
Não.
Eu
não conheço meus direitos. Você não os leu para mim.
É porque
você não foi acusada de nada.
Então, posso ir?
Não.
- Não. - Posso ser detida sem acusação?
- Sim. - Por quanto tempo?
48 horas. Sete dias, seis meses, o tempo que for necessário.
- Necessário para quê? - Para contar o que preciso ouvir.
Quer dizer, confessar?
Confessar um crime que pode ou não ter sido cometido?
Que eu posso ter cometido sem saber que era crime ou que talvez nem o seja ainda?
A fotografia não lhe faz jus. Você é muito mais vistosa.
Talvez a palavra seja "bonita".
Olhe...
Você já esteve em muitos lugares.
Rússia, Chipre,
Venezuela,
Israel. Você não é judia.
Indonésia. Está aí um lugar ideal para o terrorismo.
O que foi fazer lá?
- Não é da sua conta. - Sente-se.
Por favor.
Está quente aqui.
Sim, é a época do ano.
Às vezes,
a melhor coisa a fazer é suar.
- O que você está fazendo? - Calma.
Quebrarei seu braço. Abaixe-se. Não se levante.
Certo, amigo, vamos.
Abaixe a cabeça.
Certo. Vamos.
Vamos.
Vamos.
- Cuidado com a cabeça. - Entre.
- Calma. - Vamos embora.
Meu governo começou a tirar digitais de estrangeiros de certos países.
Mas não acho que seja suficiente.
Talvez a melhor solução seja usar tornozeleiras eletrônicas,
dispositivos de monitoramento em certos visitantes.
Não em você.
Para ficar de olho em seus movimentos.
Assim,
saberemos aonde vão, com quem se associam,
o que estão tramando.
De qualquer forma, é o que acho.
Mas quem sou eu?
Só um dente desgastado em uma roda enferrujada.
Ignorado.
Desconsiderado.
Mal remunerado.
Consegue identificar este homem?
Não. Quem é ele?
Não sei. Esperava que me dissesse.
Pode ser um cidadão nascido aqui, mas não temos certeza.
Esse é o problema com o meu conceito das tornozeleiras eletrônicas.
Não é preciso ser estrangeiro para ser desleal.
Desleal? O que considera desleal?
Falar negativamente do nosso governo.
Criticar nossos líderes.
Isso é divergência de opinião. Há uma diferença entre divergência e deslealdade.
Sei que, em sua mente,
isso é verdade.
Não está â vontade?
Aposto que não está.
Promete se comportar?
Que tal?
Melhor.
Sou funcionária pública. Estou aqui para servir.
Por que estou aqui?
Você se machucou quando os guardas o prenderam?
- "Prenderam"? - Ordenei que fossem respeitosos.
Por que fui preso?
Eu
- não fiz nada errado. - Péssimo hábito.
Não é saudável.
Ouça,
sei que sou estrangeiro,
e, como tal, posso não estar ciente de toda a sua legislação,
mas não consigo imaginar que crime cometi.
Há quanto tempo está no país?
Um ano.
Talvez um pouco mais.
Talvez não seja tempo suficiente para aprender nossas leis.
Não todas elas.
Não.
As básicas.
As que são comuns em toda parte.
Você sabe.
Contra homicídio e roubo...
Posso ter me expressado mal. Não foi preso, e sim trazido para questionamento.
- Um interrogatório. - Uma entrevista.
Por
eu ser suspeito?
Objeto de um inquérito,
uma investigação de crimes, alguns dos quais talvez ainda não foram cometidos.
Acha que posso cometer um crime?
Qualquer um é capaz, dadas as circunstâncias favoráveis.
Minha própria mãe foi presa por roubar em lojas. E ela é idosa.
Não tenho antecedentes criminais,
nunca fui preso ou acusado nem aqui, nem no meu país.
- Que bom. - Gostaria de falar com um advogado,
entrar em contato com a minha embaixada.
Por quê?
Porque, sem conhecer a legislação local,
- temo que... - Vá se auto-acusar?
Não.
Não conheço meus direitos.
Você não os leu para mim.
É porque você não foi acusado de nada.
Então, posso ir?
- Não. - Posso ser detido sem acusação?
- Sim. - Por quanto tempo?
48 horas.
Sete dias.
Seis meses.
O tempo que for necessário.
- Necessário para quê? - Para contar o que preciso ouvir.
Quer dizer, confessar.
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