The Last Repair Shop

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The Last Repair Shop 2023 WEB H264-RBB
A Commentary by sash35

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Published on: 2024-01-25
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The first 200 lines.

Adoro o violino.

A coisa mais difícil da minha vida talvez seja a saúde da minha família.

Está sempre toda a gente a adoecer, uns atrás dos outros.

"Temos de ir com eles ao hospital", e coisas assim.

"Espera, ouço-te tocar daqui a pouco.

Tenho só de ir levar-lhes os remédios. "

Eu compreendo, mas pronto…

É…

"Acho que vou tocar sozinha. "

Se não tivesse o violino da escola,

eu provavelmente… Não sei o que faria.

Não me agoirem com isso.

Los Angeles é a capital mundial das gravações de música.

A direção escolar dá instrumentos musicais reparados gratuitamente aos alunos.

É uma das últimas na América a fazê-lo.

No centro da cidade,

uma mão-cheia de Angelinos dedicados mantém 80 mil instrumentos de alunos,

num serviço contínuo desde 1959.

A ÚLTIMA LOJA DE REPARAÇÕES

ESCOLAS SECUNDÁRIAS

Vejamos.

Há quatro departamentos.

Há reparação de metais, reparação de instrumentos de cordas,

reparação de instrumentos de sopro

e a oficina de pianos.

Com as cordas…

Bom, alguns parecem ter sido escritos por médicos, portanto…

"Violino, cravelha partida.

Por favor, reparar conforme necessário. "

Neste caso, é preciso tirar a cravelha antiga

e instalar a cravelha nova…

cordas

… fazer o encordoamento,

e o instrumento volta ao aluno.

Quando a madeira parte, parte de uma maneira singular.

E se deixarmos uma fenda aberta, o instrumento zune.

Pode ser frustrante.

É difícil encontrar aquele zunido final no violoncelo.

Quando o encontramos, pensamos: "Boa. Desapareceu. "

É muito difícil ser criança.

Algumas têm uma vida com amor e apoio.

Outras têm uma vida muito disfuncional.

As coisas emocionais quebradas,

e as coisas psicológicas quebradas são as mais difíceis.

Não é algo que se possa colar.

Requer tempo.

E requer cuidado.

Bom, quando cheguei aos 27, comecei o processo de me afirmar.

Estávamos em 1975.

É preciso lembrar que eram outros tempos.

Ser gay não era aceite.

PAREM DE ATACAR LÉSBICAS E GAYS

As pessoas eram espancadas na rua.

Atacavam e matavam as pessoas.

Assim, a partir dos 13 anos, esforcei-me por não o ser.

Tentei mudar com a idade.

Tentei evoluir para lá disso, mas não estava a acontecer.

E pensei que tinha um problema.

Como aquele zunido no violoncelo.

Fiquei entre ser infeliz a tentar ser algo que não era,

ou ser autêntico e ser descartado, ridicularizado, espancado.

Ou então suicidar-me.

Estava a chegar ao ponto de ser uma crise para mim.

A minha mãe e o meu pai eram músicos.

E a minha mãe ensinou-me que a música é como a natação.

O ritmo é uma constante,

e, se pararmos, não há música.

Dê por onde der, não paramos.

Continuamos sempre.

Por mais desastroso que seja, temos de continuar.

Não podemos parar nem desistir.

Temos de insistir.

É isso…

Portanto, não foi algo que decidi. Percebi que tinha de o aceitar.

Eu não tinha um problema.

Não precisava de arranjo.

Então, decidi aceitá-lo.

Conheci o meu marido. Tornámo-nos pais.

E estamos juntos há quase 23 anos.

E continuo aqui.

Vivo.

Livre para ser bondoso, carinhoso e autêntico.

Portanto…

Não é fácil ser criança.

Mas tentamos que, pelo menos,

a parte de tocar um instrumento seja tão boa como pode ser.

Se me dissessem há cinco anos que…

… iria tocar sousafone,

eu diria: "Raios!"

"Acho que estás a mentir, meu. Não pode ser verdade. "

"Não sei tocar nada. "

Com aquela idade, nunca poderia ter um instrumento tão caro.

Na minha casa, no meu bairro, acho que nunca o poderíamos comprar.

Eu implorava aos meus pais. Implorava-lhes para me comprarem um.

Diziam-me sempre o mesmo.

Ou seja: "Cá em casa, és tu ou a tuba. "

E eu pensava: "Bom…

… acho que isso não é uma opção. "

Mas, felizmente, trouxe para casa um sousafone da escola.

Eu tinha 13… ou 14 anos.

Emociono-me quando penso

que agora tenho 18 anos e acabei o secundário,

vou para a faculdade, mal comecei a vida,

e vou arranjar maneira de fazer uma carreira na música,

a minha paixão, o meu sustento.

Sem as tubas e os sousafones na escola…

Nunca se sabe, sinceramente.

Por exemplo: "Departamento de metais, eufónio.

Fuga. Soldar conforme necessário.

Dar um banho sónico.

Esta precisa de cuidados ternos. "

metais

Pergunto-me muitas vezes

que mãozinhas pequeninas pegaram no instrumento antes de mim.

Tenho um frasco grande.

Chamo-lhe o frasco do tesouro.

É onde ponho as coisas que encontrei dentro dos instrumentos.

Pilhas, berlindes, rebuçados,

lápis, borrachas…

Este brinquedinho.

Um pequenino, deste tamanho, com imenso cabelo.

É uma comunicação secreta entre mim e a criança.

Que histórias me contaria o instrumento

se pudesse falar comigo?

A minha história… foi uma grande aventura.

Uma aventura grande e assustadora.

Nasci no México, numa terra chamada Morelia.

A minha mãe dizia-nos: "Podem fazer o que quiserem na vida.

São inteligentes e fortes.

Lutem pelo que querem. "

Desde pequena, sempre quis o sonho americano.

Por isso, decidi que queria vir para os Estados Unidos.

Quando nos decidimos a fazer algo, fazemo-lo.

Viajámos a noite toda.

Quando vi aqueles prédios todos iluminados…

… fiquei de boca aberta.

"Céus! É ainda melhor ao vivo do que eu imaginava. "

Era mãe solteira com dois filhos muito pequenos.

A minha filha tinha três anos e o meu filho tinha seis.

Temos de nos desenvencilhar.

Comecei a trabalhar numa loja musical em Thousand Oaks.

REPARAÇÕES ALUGUERES

O dono disse-me: "Muito bem. Vou dar-te uma hipótese durante uma semana.

Uma semana. "

Aspirava as caixas

e preparava os instrumentos musicais para ele reparar.

Ao fim de uma semana, ele disse: "Sabes uma coisa?

Acho que vais ficar mais algum tempo. "

Trabalhei naquela loja durante sete anos.

O meu filho disse-me: "Mãe, gostava de experimentar clarinete. "

O aluguer eram 20 dólares por mês.

Era demasiado para mim.

Era mãe solteira, lembram-se?

E… não podia pagar.

Éramos muito pobres.

Às vezes, não tínhamos comida.

Às vezes, não tínhamos nada no Natal.

Vim para este país a pensar: "Sim, isto é o sonho americano. "

Mas quando não tinha comida para os meus filhos, pensava:

"Isto não é o sonho americano. "

Alguns anos depois…

… um dos técnicos, o Mark Comeau, ligou-me.

Tinha surgido uma oportunidade no LAUSD.

Iam contratar dois técnicos de metais.

"Tens de ir lá.

Tens de fazer o teste. "

Reparação de Instrumentos Musicais

Quando vim fazer o teste…

Entrada Proibida

EXCLUSIVO PARA FUNCIONÁRIOS

… havia 12 homens e eu.

Tive medo!

O meu coração parecia querer saltar-me do peito.

Disse a mim mesma: "Não tenho hipóteses. "

Mas lembrei-me da minha mãe.

"Podem fazer o que quiserem na vida.

São inteligentes e fortes.

Lutem pelo que querem. "

Na noite antes, falei com os meus filhos.

Disse-lhes: "Ouçam, vou fazer o teste.

Se tudo correr bem,

vamos ter uma vida completamente diferente. " Portanto…

O teste foi uma experiência muito difícil.

Tínhamos de limpar imensas pecinhas.

Os pistões têm de subir e descer.

A caixa e o pistão trancam por dentro com uma pequena guia

e encaixam como uma luva.

Se houver uma pequena mossa, um risco ou até sujidade…

… e já não toca.

Fiz o teste…

… e fui para casa.

Fiquei triste e dececionada porque pensava que não tinha hipóteses.

Pensei que eles iam ser muito melhores que eu.

Nem quis esperar que o LAUSD dissesse o resultado

porque tinha quase a certeza de que não ia conseguir.

Sobretudo porque só trabalhavam homens na oficina.

Esqueci-me completamente.

Pensei: "Vou esquecer isto e não me vou entusiasmar nem nada

porque não vai acontecer. "

Sim.

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